sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Muçulmanos que profanaram a estátua da Virgem são condenados a memorizar os versículos do Alcorão sobre Maria


Dois jovens muçulmanos que profanaram uma imagem da Virgem Maria foram condenados a ler e decorar algumas passagens do Corão que expressam uma veneração especial à Mãe de Jesus.

Com esta pena, que foi dada aos jovens libaneses para não irem à prisão, a juíza cristã Jocelyne Matta recebeu o elogio dos líderes muçulmanos e políticos do Líbano.

A agência vaticana Fides informou que ambos pertencem à escola técnica de Moujuez, um povoado da região de Akkar, de maioria cristã.

Há alguns dias, os jovens entraram em uma igreja, profanaram uma imagem mariana e filmaram tudo o que fizeram. Depois de divulgarem o vídeo nas redes sociais, foram presos pela polícia.

Na audiência realizada no dia 8 de fevereiro, a juíza Matta decidiu que os jovens deveriam decorar um texto do Corão, que ela leu naquele dia, no qual se rende tributo a Maria.

O sacerdote maronita – rito católico oriental do Líbano – Pe. Rouphael Zgheib explicou que “recorrer a este tipo de sentença reeducativa é uma nova orientação na prática da justiça libanesa e é uma aplicação do artigo 111 do Código Penal”.

Em declarações à Agência Fides, o também diretor nacional das Pontifícias Obras Missionárias do Líbano explicou que o artigo 111 “autoriza o juiz investigador a substituir a detenção de um acusado por qualquer outra medida considerada mais apropriada e efetiva”.

Neste caso, “a juíza percebeu que os jovens não sabiam nada sobre o Corão, apesar de serem muçulmanos, e escolheu esse tipo de castigo para ensiná-los a respeitar a sua própria religião e a religião das pessoas que não são muçulmanas”, afirmou.

Por sua parte, o primeiro ministro libanês Saad Hariri, muçulmano sunita, disse que a decisão de Matta foi uma boa opção para destacar o que “os cristãos e os muçulmanos compartilham”.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Vaticano desmente que Bento XVI tenha uma doença paralisante


A Sala de Imprensa da Santa Sé desmentiu nesta quinta-feira que o Papa Emérito Bento XVI tenha uma “doença paralisante ou degenerativa”, como publicou um meio de comunicação alemão.

“As supostas notícias sobre uma doença paralisante ou degenerativa são falsas. Dentro de dois meses, Bento XVI vai completar 91 anos e, como o próprio assumiu, sente o peso dos anos, como é normal nesta idade”, informou o Vaticano na manhã desta quinta-feira.

Os rumores foram divulgados pelo alemão ‘Neue Post’, segundo declarações atribuídas ao irmão de Bento XVI, Georg Ratzinger. Logo depois, esta notícia foi recolhida pela imprensa internacional.

Como se recorda, no dia 7 de fevereiro Bento XVI enviou uma carta emocionante ao diretor do jornal italiano ‘Il Corriere della Sera’ para agradecer a inquietude dos leitores que perguntam pela sua saúde.

“Para, olha e regressa”, é convite do Papa no primeiro dia da quaresma


CELEBRAÇÃO DA QUARTA-FEIRA DE CINZAS
SANTA MISSA, BÊNÇÃO E IMPOSIÇÃO DAS CINZAS

HOMILIA DO PAPA FRANCISCO

Basílica de Santa Sabina
Quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

O tempo de Quaresma é propício para corrigir os acordes dissonantes da nossa vida cristã e acolher a notícia sempre nova, feliz e esperançosa da Páscoa do Senhor. Na sua sabedoria materna, a Igreja propõe-nos prestar especial atenção a tudo o que possa arrefecer e oxidar o nosso coração crente.

Múltiplas são as tentações, a que nos vemos expostos. Cada um de nós conhece as dificuldades que deve enfrentar. E é triste constatar, nas vicissitudes diárias, como se levantam vozes que, aproveitando-se da amargura e da incerteza, nada mais sabem semear senão desconfiança. E, se o fruto da fé é a caridade – como gostava de repetir Santa Teresa de Calcutá –, o fruto da desconfiança é a apatia e a resignação. Desconfiança, apatia e resignação: os demônios que cauterizam e paralisam a alma do povo crente.

A Quaresma é tempo precioso para desmascarar estas e outras tentações e deixar que o nosso coração volte a bater segundo as palpitações do coração de Jesus. Toda esta liturgia está impregnada por este sentir, podendo-se afirmar que o mesmo ecoa em três palavras que nos são oferecidas para «aquecer o coração crente»: para, olha e regressa.

Para um pouco, deixa esta agitação e este correr sem sentido que enche a alma de amargura sentindo que nunca se chega a parte alguma. Para, deixa esta obrigação de viver de forma acelerada, que dispersa, divide e acaba por destruir o tempo da família, o tempo da amizade, o tempo dos filhos, o tempo dos avós, o tempo da gratuidade... o tempo de Deus.

Para um pouco com essa necessidade de aparecer e ser visto por todos, mostrar-se constantemente «em vitrina», que faz esquecer o valor da intimidade e do recolhimento.

Para um pouco com o olhar altivo, o comentário ligeiro e desdenhoso que nasce de se ter esquecido a ternura, a compaixão e o respeito pelo encontro com os outros, especialmente os vulneráveis, feridos e até imersos no pecado e no erro.

Para um pouco com essa ânsia de querer controlar tudo, saber tudo, devassar tudo, que nasce de se ter esquecido a gratidão pelo dom da vida e tanto bem recebido.

Para um pouco com o ruído ensurdecedor que atrofia e atordoa os nossos ouvidos e nos faz esquecer a força fecunda e criativa do silêncio.

Para um pouco com a atitude de fomentar sentimentos estéreis e infecundos que derivam do fechamento e da autocomiseração e levam a esquecer de sair ao encontro dos outros para compartilhar as cargas e os sofrimentos.

Para diante do vazio daquilo que é instantâneo, momentâneo e efémero, que nos priva das raízes, dos laços, do valor dos percursos e de nos sentirmos sempre a caminho.

Para, para olhar e contemplar!

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Irmão de Bento XVI diz que o Papa Emérito tem doença paralisante



Georg Ratzinger, 94 anos, irmão do Papa Emérito de noventa anos, falou em uma entrevista que Bento XVI sofre de uma enfermidade do sistema nervoso que o paralisa pouco a pouco e isso preocuparia porque poderia chegar ao coração. O papa emérito não pode sair da cama sozinho e precisa de ajuda para caminhar.


As palavras de Georg Ratzinger foram relatadas pela revista "Neue Post", e também foram relatadas nas páginas alemãs do site oficial da Santa Sé, no Vaticano. O irmão do Papa falou de uma doença paralisante que o obriga a "recorrer a uma cadeira de rodas":

"A maior preocupação é que a paralisia pode chegar ao seu coração e então pode acabar rapidamente". Ele acrescentou: "Rezo todos os dias para pedir a Deus a graça de uma boa morte, em um bom momento, para mim e meu irmão. Nós dois temos esse grande desejo".

Georg Ratzinger também disse que ele fala ao telefone todos os dias com seu irmão e que, como de costume, ele planeja visitá-lo no Vaticano para o próximo aniversário, em 16 de abril, "mas é muito tempo". Quem sabe o que acontecerá até então..." ele comentou.

“Se a paralisia chegar ao coração, tudo pode terminar rapidamente. Só Deus sabe se nos veremos de novo”.

Neste último dia 7 de fevereiro, por ocasião do quinto aniversário da sua renúncia, o Papa Emérito enviou uma carta ao jornal italiano Corriere della Sera confirmando a deterioração da sua saúde física e afirmando, com grande serenidade, que já está “em peregrinação a caminho de Casa”. Bento escreveu: 

“Só posso dizer que, na lenta diminuição das forças físicas, estou interiormente em peregrinação para Casa. Para mim, neste último trecho do caminho, às vezes um pouco esgotador, é uma grande graça estar rodeado de amor e bondade tamanhos que eu não poderia ter imaginado”.

Em sua breve entrevista, o pe. Georg Ratzinger afirmou que seu irmão e ele têm “a grande esperança” de uma “boa morte”, pela qual ambos oram a Deus.

Cardeal veta 2 ativistas LGBT para evento pelo Dia da Mulher no Vaticano

Mary McAleese. Foto: Wikimedia Commons / Ssenfuka Juanita Warry. Foto: Voices of Faith

O Cardeal norte-americano Kevin Farrel, prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, vetou duas oradoras que iam participar de um evento no Vaticano sobre a mulher devido a suas posturas contrárias ao ensinamento católico e a favor do lobby LGBT.

Trata-se de Mary McAleese, ex-presidente da Irlanda, e Ssenfuka Juanita Warry, que dirige a organização LGBT Catholics in Uganda.

Segundo Chantal Gotz, fundadora e diretora de Voices of Faith (Vozes de Fé), a lista de oradoras requeria a aprovação do Cardeal Farrel. Quando o Purpurado devolveu a lista dos nomes aprovados, McAleese e Warry não estavam incluídas.

O evento Vozes de Fé aconteceu pela primeira vez em 2014 e, desde então, é promovido em março de cada ano na sede da Pontifícia Academia para as Ciências, a Casina Pio IV, que está no Vaticano.

O evento é intitulado “Why Women Matter” (Por que as mulheres importam) e acontecerá no dia 8 de março para coincidir com o Dia Internacional da Mulher.

Após a negativa do Cardeal Farrel para incluir McAleese e Warry, os organizadores do evento decidiram mudar a sede para um lugar fora do Vaticano, em vez de adequar a lista de oradores.

Em uma declaração em 2 de fevereiro, Vozes de Fé assinala que a ex-presidente da Irlanda “não é uma estranha para o Vaticano, tendo estado no comando como funcionária pública de um país predominantemente católico”.

McAleese, indica o texto da organização, “é conhecida por seu claro apoio aos direitos dos gays e das mulheres e falou publicamente e com frequência sobre suas frustrações com a fé católica”.

Cardeal Cordes responde ao Cardeal Marx: "Abençoar casais gays é sacrílego"


O Cardeal alemão Paul Josef Cordes, Presidente Emérito do Pontifício Conselho Cor Unum, afirmou que a iniciativa de oferecer bênçãos a casais gays, difundida por alguns de seus compatriotas bispos, é algo “sacrílego”.

Em um comentário publicado em 7 de fevereiro no site austríaco Kath.net, o Cardeal respondeu ao Cardeal Reinhard Marx, Presidente da Conferência Episcopal da Alemanha, que dias antes havia dito à rádio Bavarian State Broadcasting que “não pode haver regras” sobre o tema das bênçãos a casais gay e que “sim” é possível abençoar os casais homossexuais. Para o presidente do episcopado alemão, este é uma decisão que recai sobre “um sacerdote ou um agente de pastoral”.

Em seu comentário, o Cardeal Cordes questiona: “Uma bênção eclesiástica como confirmação de uma relação que é contrária à vontade de Deus? Isso é realmente sacrílego”.

“Qualquer um que reflita sobre isto por um só instante, descobrirá a verdadeira intenção daqueles preocupados” com as uniões homossexuais. “Neste caso, as pessoas não querem receber a assistência de Deus, e sim procuram, com seu pedido, o reconhecimento e a aceitação de seu estilo de vida homossexual assim como sua validação por parte da Igreja”, prossegue o Cardeal Cordes.

Em sua opinião, “a iniciativa do Cardeal Marx ignora a clara revelação de Deus” já que “a Igreja em seu cuidado pastoral une as Sagradas Escrituras à sua interpretação através do Magistério da Igreja”.

Assim, lamenta o purpurado, o Cardeal “Marx nem sequer menciona que a homossexualidade sempre contradiz a vontade de Deus” e que a ideia de abençoar os casais homossexuais é “assustadoramente ingênua”.

O Presidente Emérito do Pontifício Conselho Cor Unum considera deste modo que o Cardeal Marx “não compreende aqui a ideia de cuidado pastoral” e afirma: “as coisas que são contrárias a Deus são sempre um pecado”.

O Cardeal Cordes compara a ideia de abençoar os casais gays a benzer “as atividades dos mafiosos” ou “aceitar o cuidado pastoral para médicos que fazem abortos”.

“Que homem de Igreja é, assim, tão presunçoso para esperar mais salvação da sua confundida ‘compaixão’ que da escuta à vontade de Deus? Que servo sabe mais que seu Mestre?”

Sobre a intenção do Cardeal Marx, Dom Paul Josef Cordes meciona uma frase de Santo Agostinho “que mostra ao Cardeal (Marx) seus limites: ‘ama quem erra, mas combate com ódio seu erro! Sem orgulho desfrute por possuir a verdade e lute por ela com mansidão e bondade!’”

Cinzas de Conversão


Na quarta-feira de Cinzas, começa o tempo litúrgico da Quaresma, como nos lembra o Papa Francisco em sua mensagem para este ano, “para mais uma vez encontrar-nos com a Páscoa do Senhor! Todos os anos, com a finalidade de nos preparar para ela, Deus na sua providência oferece-nos a Quaresma, sinal sacramental da nossa conversão, que anuncia e torna possível voltar ao Senhor de todo o coração e com toda a nossa vida”.

“Desejo, este ano também, ajudar toda a Igreja a viver, neste tempo de graça, com alegria e verdade; faço-o deixando-me inspirar pela seguinte afirmação de Jesus, que aparece no evangelho de Mateus: ‘Porque se multiplicará a iniquidade, vai resfriar o amor de muitos’ (24, 12). Esta frase situa-se no discurso que trata do fim dos tempos, quando Jesus anuncia uma grande tribulação e descreve a situação em que poderia encontrar-se a comunidade dos crentes: à vista de fenômenos espaventosos, alguns falsos profetas enganarão a muitos, a ponto de ameaçar apagar-se, nos corações, o amor que é o centro de todo o Evangelho”.

“Como agem esses falsos profetas? Uns assemelham-se a ‘encantadores de serpentes’, ou seja, aproveitam-se das emoções humanas para escravizar as pessoas e levá-las para onde eles querem. Quantos filhos de Deus acabam encandeados pelas adulações dum prazer de poucos instantes que se confunde com a felicidade! Quantos homens e mulheres vivem fascinados pela ilusão do dinheiro, quando este, na realidade, os torna escravos do lucro ou de interesses mesquinhos! Quantos vivem pensando que se bastam a si mesmos e caem vítimas da solidão!”

Aberta a Campanha da Fraternidade de 2018: “Fraternidade e superação da violência”.


Na manhã desta quarta-feira, 14 de fevereiro, na sede provisória da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), foi aberta oficialmente a Campanha da Fraternidade (CF) 2018. Este ano, a Campanha trata da “Fraternidade e a superação da violência”. O presidente da entidade, cardeal Sergio da Rocha, e o secretário-geral, dom Leonardo Steiner, receberam autoridades para o evento: a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, o coordenador da Frente Parlamentar pela Prevenção da Violência e Redução de Homicídios, deputado Alessandro Molon, e o presidente da Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP), Carlos Alves Moura.

Mensagem do Papa

O secretário executivo de Campanhas da CNBB, padre Luís Fernando da Silva, leu para os presentes no evento a mensagem enviada pelo papa Francisco: “O perdão das ofensas é a expressão mais eloquente do amor misericordioso e, para nós cristãos, é um imperativo de que não podemos prescindir. Às vezes, como é difícil perdoar! E, no entanto, o perdão é o instrumento colocado nas nossas frágeis mãos para alcançar a serenidade do coração, a paz. Deixar de lado o ressentimento, a raiva, a violência e a vingança é condição necessária para se viver como irmãos e irmãs e superar a violência”.

No final da Mensagem, papa Francisco pediu: “Peço a Deus que a Campanha da Fraternidade deste ano anime a todos para encontrar caminhos de superação da violência, convivendo mais como irmãos e irmãs em Cristo. Invoco a proteção de Nossa Senhora da Conceição Aparecida sobre o povo brasileiro, concedendo a Bênção Apostólica. Peço que todos rezem por mim”.