Nas
pesquisas de intenções de votos para as eleições presidenciais 2018, Marina
Silva permanece entre os três primeiros colocados. Será a terceira vez que as
opiniões de Marina serão objeto de análise e, como não há sinais de mudanças
significativas na forma de pensar da ambientalista, as várias declarações dadas
em campanhas anteriores continuam válidas – e relativamente polêmicas.
Embora sua trajetória política
tenha se desenvolvida na esquerda brasileira, Marina é evangélica, pertence à
igreja Assembleia de Deus e não esconde as posições moralmente conservadoras
que tenta conciliar com a defesa de pautas sociais vistas como progressistas,
como reforma agrária, desarmamento e políticas rigorosas de preservação do meio
ambiente.
Aborto,
casamento entre homossexuais e laicidade do estado foram temas recorrentes nas
entrevistas concedidas durante as campanhas de 2010 e 2014. Na primeira
disputa, após ter deixado o Partido dos Trabalhadores (PT), ela concorreu ao
cargo pelo Partido Verde (PV) e surpreendeu alcançando 19,3% dos votos válidos.
Em 2014, Marina esteve prestes a entrar na disputa com seu novo partido, a Rede
Sustentabilidade, mas não houve tempo o suficiente para alcançar o número de
assinaturas válidas necessárias para o reconhecimento da sigla pela justiça
eleitoral. A situação a fez aceitar o convite de Eduardo Campos (PSB-PE) para
ser sua vice. Uma tragédia, contudo, obrigou-a a assumir a dianteira como
candidata oficial do Partido Socialista Brasileiro. No início da campanha,
Campos morreu num acidente aéreo. Ao fim do primeiro turno, Marina terminou com
21,3%.
Dessa vez, se Marina candidatar-se
novamente, será a primeira vez que disputa a presidência da república pelo
partido que ela mesma fundou.
Relembre o que a ambientalista já
declarou sobre religião e temais morais:







