
sexta-feira, 8 de maio de 2020
Cardeal Sarah nega ter assinado carta de bispos católicos contra o Governo Mundial

Horas
depois da publicação de uma polêmica carta aberta sobre a pandemia de
coronavírus, o Cardeal Robert Sarah, prefeito da Congregação para o Culto
Divino e a Disciplina dos Sacramentos, que aparecia como um dos signatários,
negou ter assinado o texto.
sexta-feira, 1 de maio de 2020
Palavra de Vida: “Vós já estais purificados pela palavra que vos tenho anunciado” (Jo 15,3).
Depois da Última Ceia com os Apóstolos, Jesus
sai do Cenáculo e põe-se a caminho do Monte das Oliveiras. Acompanham-no os Onze:
Judas Iscariotes já os tinha deixado e, daí a pouco, iria traí-Lo.
É um momento dramático e solene. Jesus
pronuncia um longo discurso de despedida. Quer dizer coisas importantes aos
seus, confiar-lhes palavras que nunca devem esquecer.
Os seus apóstolos são hebreus, conhecem as
Escrituras. Recorda-lhes, por isso, uma imagem muito familiar: a da videira,
que nos textos sagrados representa o povo hebraico, de quem Deus cuida, como um
agricultor solícito e experiente. Agora Jesus fala de si mesmo como sendo a
vide que transmite aos seus discípulos a linfa vital do amor do Pai. É por isso
que eles devem, acima de tudo, preocupar-se em permanecer unidos a Ele.
“Vós já estais purificados pela palavra
que
vos tenho anunciado”
Um caminho para permanecer unidos com Jesus é
acolher a sua Palavra. Ela permite que Deus entre no nosso coração para o
tornar “puro”, isto é, liberto do egoísmo, preparado para dar frutos abundantes
e de qualidade.
O pai ama-nos e sabe melhor do que nós o que
nos dá leveza, liberdade para caminhar sem o peso inútil dos nossos apegos, dos
juízos negativos, da procura ansiosa do lucro, da ilusão de querer ter tudo e
todos sob o nosso controle. No nosso coração também há aspirações e projetos
positivos, mas que poderiam ocupar o lugar de Deus e levar-nos a perder o
generoso dinamismo da vida evangélica. Por isso Ele intervém na nossa vida
através das circunstâncias, permitindo também experiências dolorosas, por
detrás das quais está sempre o Seu olhar de amor.
E o saboroso fruto que o Evangelho promete a
quem se deixa podar pelo amor de Deus é a plenitude da alegria. Uma alegria
especial que floresce até no meio das lágrimas e transborda do coração,
difundindo-se à nossa volta. É um pequeno sinal da ressurreição.
Dom Walmor: “O momento é de união de esforços para que ninguém seja deixado para trás”
Em comemoração ao Dia do Trabalhador, nesta
sexta-feira, 1º de maio, celebração de São José Operário, o arcebispo de Belo
Horizonte (MG) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
(CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo, manifesta, por meio de uma mensagem em
vídeo, seu apoio e compromisso com os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil
neste tempo difícil em que o país vive com as crises sanitária, política e
econômica.
E declara que “A situação é grave, precisamos
de líderes éticos, humanistas comprometidos com a saúde do povo, especialmente
dos pobres e vulneráveis com a preservação de vidas competentes com a geração
de empregos”.
Leia a íntegra da Mensagem:
quinta-feira, 30 de abril de 2020
Coronavírus não freia pró-vidas brasileiros: Marcha pela Vida esse ano será virtual
A 13ª Marcha Nacional pela Vida acontecerá no dia 2 de Junho e esse ano
de um jeito diferente. Em virtude do contexto gerado pela pandemia do novo
coronavírus (Covid-19), o Movimento Brasil sem Aborto vai realizar a marcha de
2020 na modalidade virtual.
O objetivo é manter a mobilização contra o aborto de forma a se adequar
aos cuidados de distanciamento social e não realização de eventos com
aglomeração de pessoas. Dessa forma, o movimento contribui para a proteção da
vida de todos os participantes e de não proliferação do contágio do vírus.
A participação será feita através do envio de fotos até o dia 4 de maio
pelo link disponível no site www.brasilsemaborto.org. Os participantes também
assinarão um termo de autorização de uso de imagem e voz. Marcha Virtual pela
Vida acontecerá pelas redes sociais.
Entidades vinculadas à CNBB pedem o afastamento de Jair Bolsonaro
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| Entidades criticam a postura do presidente em relação à pandemia e defendem seu afastamento “para salvar vidas e a democracia” |
A Comissão
Brasileira de Justiça e Paz, organismo ligado à CNBB assumiu, nesta sexta-feira
24, posição em defesa do afastamento de Jair Bolsonaro. A nota não reflete o posicionamento oficial da
CNBB. Mas a entidade, na figura de seu presidente, tem feito análises duras
da conjuntura política. O presidente da CNBB, Dom Walmor Azevedo, comentou o
imbróglio entre Sérgio Moro e o Ministério da Justiça.
Para o presidente da CNBB, a mudança “evidencia intervenção política no
comando das instituições” e “fere ainda mais a credibilidade do governo e das
instâncias que deveriam zelar pelo cumprimento das leis”.
Em
nota pública, a Comissão Brasileira de Justiça e Paz critica a postura do
presidente em relação à pandemia e defende o afastamento do presidente “para
salvar vidas e a democracia”. Bolsonaro, diz o texto, prega o conflito, aposta
na desinformação e nega o valor científico das medidas recomendadas pelas
autoridades sanitárias e pela OMS. Na economia, responsabiliza o presidente por
uma “burocracia desumana” em relação ao pagamento do auxílio emergencial.
Menciona ainda os atos pró-intervenção militar aos quais o presidente
compareceu. Para a entidade, o presidente comete crimes de responsabilidades
que justificam sua saída. Seja por crime comum ou processo de impeachment.
Leia a íntegra:
Itália: Bispos ameaçam romper com o governo por proibirem missas
Depois que o primeiro-ministro italiano Giuseppe Conte lançou no domingo
um plano semanal para retornar à vida normal após o coronavírus COVID-19, que
não incluía o levantamento de restrições à celebração de missas públicas, os
bispos se reuniram, chamando o mover-se “arbitrariamente” e ameaçar tomar o
assunto em suas próprias mãos.
Em 26 de abril, a Conte anunciou novas diretrizes para a “fase 2” da
Itália de recuperação do coronavírus, começando na segunda-feira com a
reabertura de empresas agrícolas e industriais que transportam produtos para o
exterior.
A partir de 4 de maio, uma série de etapas de recuperação projetadas
começará, começando com mais liberdade de movimento e abertura de parques,
praias e montanhas, e culminando em 1º de junho com a reabertura de
restaurantes, bares e cabeleireiros.
Era amplamente esperado que as negociações da igreja com o governo
culminassem com o levantamento das proibições da celebração pública de missas e
outras atividades litúrgicas no dia 4 de maio, no entanto, no anúncio de Conte,
ele disse que apenas os funerais de pequena escala poderiam ser celebrados.
“Há semanas a Igreja tenta convencer o governo a permitir a celebração
da Santa Missa, mas para os cientistas ainda é muito arriscado”, disse Conte em
suas observações de 26 de abril, acrescentando que apenas funerais podem ser
realizados a partir de 4 de maio desde que não haja mais de 15 familiares
próximos, usando máscaras e mantendo a distância adequada.
Sua declaração não mencionou quando as missas públicas e a celebração de
outros sacramentos, como casamentos e batismos, poderiam recomeçar.
Em um comunicado divulgado após o discurso de Conte, a Conferência
Episcopal Italiana (CEI) observando que eles estão conversando com Conte e o
Ministério do Interior italiano desde que começaram as conversas sobre um
possível relaxamento das restrições, fazendo várias propostas para reiniciar a
vida litúrgica. .
A Igreja se engajou nesse diálogo “com sofrimento e senso de
responsabilidade” e respeitou as limitações impostas pelo governo para lidar
com o surto de COVID-19, disseram os bispos.
Durante as conversas, disseram eles, “várias vezes foi explicitamente
enfatizado que – quando as limitações assumidas para enfrentar a pandemia são
reduzidas – a Igreja exige poder retomar sua ação pastoral”.
“Agora, após essas semanas de negociação em que a CEI apresentou
diretrizes e protocolos com os quais enfrentar uma fase de transição em total
conformidade com todos os padrões de saúde, o decreto do primeiro-ministro
aprovado esta noite exclui arbitrariamente a possibilidade de celebrar a missa
com o povo”, disse.
Partido Comunista Chinês é o vírus mais grave de todos, denuncia ativista de direitos humanos
Chen Guangcheng, um ativista cego de direitos humanos que vive asilado
nos Estados Unidos desde 2012, afirmou que o Partido Comunista Chinês é o vírus
mais grave de todos, durante um fórum da Catholic University of America sobre a
atual pandemia do coronavírus.
"É hora de reconhecer a ameaça que o Partido Comunista Chinês
representa para toda a humanidade. Este mantém e manipula informações para
fortalecer seu poder, sem se importar com o custo em vidas humanas”, afirmou
Guangcheng, em 24 de abril, no fórum organizado pela instituição Faith &
Law, junto com o Instituto de Ecologia Humana da Catholic University of
America, em Washington, DC.
Antes de morar nos Estados Unidos, Chen Guangcheng foi enviado para a
prisão e estava em prisão domiciliar na China. Além disso, denunciou que ele e
sua família foram espancados em várias ocasiões e tiveram tratamento médico
negado. Foi preso por ter criticado repetidamente o Partido Comunista por
violações dos direitos humanos, incluindo a política do filho único que gerou,
entre outras coisas, um grande número de abortos no país.
Sobre a quarentena de Wuhan, epicentro da pandemia de coronavírus,
Guangcheng denunciou que "famílias inteiras foram encontradas mortas em
seus apartamentos porque não tinham permissão para sair" para pedir ajuda.
Além disso, afirmou, não é verdade que o coronavírus esteja sob controle e
ainda há quarentena em lugares como a cidade de Harbin.
Em sua opinião, o ressurgimento do vírus "está diretamente
relacionado ao fato de o Partido ocultar a verdade e se dedicar a 'reprimir' as
pessoas que tentam compartilhar informações sobre o coronavírus".
Alertou também que o Partido Comunista Chinês usa a crise causada pela
pandemia para perseguir dissidentes e detê-los em "lugares de
quarentena", como o caso de um advogado cuja esposa denuncia que ele foi
preso a 400 quilômetros de onde vivem, com o argumento de que a prisão é para
controlar a doença.
Humildade, pureza, amor e sabedoria: os alvos da ideologia de gênero
“Expliquei-lhe que tudo em [Gustavo] Corção é amor; poucas pessoas
conheço com tanta vocação, tanto destino, para o amor. O que parece ódio, nos
seus escritos, é ainda amor (…) Está fatalmente ao lado da pessoa e contra a
antipessoa (…) Eis o que eu repeti para o meu amigo das esquerdas: – o Corção
tem um coração atormentado e puro de menino. Quem o sabe ler, percebe em todos
os seus escritos o pai de Rogério, sempre o pai de Rogério, querendo salvar
milhões de filhos, eternamente.” (NELSON RODRIGUES, “Tudo em Corção é amor”,
1968)**
Com propriedade, diz-se do levante protestante de Lutero (1517) que foi
um golpe revolucionário contra a Igreja, como o foram a Revolução Francesa
(1789) e a Revolução Russa (1917) contra Cristo e contra Deus, respectivamente.
Após o ataque da soberba humana à hierarquia apostólica, ao Filho Redentor e ao
Pai Criador do mundo, consolidava-se o espaço do ateísmo no espírito do homem —
que ainda se reconhecia como tal, não obstante a rejeição de sua vocação
sobrenatural.
No século XX a mesma soberba conduziria por passos ainda mais largos à
autodestruição humana. Cada vez mais livre dos salutares freios interiores que
a verdadeira Religião — Mãe caridosa que é — franqueia aos homens, a velha
soberba teria na concupiscência da carne a propulsão de sua nova etapa
revolucionária: a sexual. Em seu descendente movimento histórico, o anseio da
alma humana, enfim deslocado do Céu para a Terra, rebaixava-se ainda mais para
agora buscar a salvação na bruta baixeza sensorial da genitália.
Revestindo de mil artifícios a meteórica ascensão da egolatria,
redefinindo as virtudes à imagem de seus vícios opostos, convenceram-se as
sociedades ocidentais de que a liberação sexual lhes traria a libertação final
e a paz mundial (“Faça amor, não faça guerra”). Contracepção, esterilização,
aborto, divórcio… Inspirados pelas ideias dos intelectuais da Escola de
Frankfurt, esforços dos mais variados segmentos se uniram para mudar o
comportamento da humanidade. Hiperssexualizado, o homem pós-moderno acreditava
poder redefinir sua ontologia ao desvincular ato sexual e procriação, deslocando
artificialmente da transmissão da vida para a recreação venérea o fim último do
ato sexual. A cultura da vida dava lugar à cultura da morte.
Como, no entanto, está além do alcance do homem alterar os fundamentos
metafísicos da realidade natural que o contém e rege, uma desordem tão
fundamental não tardaria a se desdobrar vorazmente e cobrar seu preço, em
especial na avassaladora moeda da degradação da juventude. As décadas de 1960 e
1970 testemunharam a sistemática revolta da juventude contra a autoridade em
geral (exceto a dos inquestionáveis ideólogos e agentes culturais que a
seduzia) e a dos pais em particular, a dissolução da família, a ascensão da
pornografia, o “paradoxal” aumento da violência sexual, a cultura do aborto, a
banalização do uso de entorpecentes (com os suicídios e homicídios dele
decorrentes), o aumento da criminalidade, a escalada da atomização social etc.
Após atentar contra a Igreja Católica, contra Deus Filho (Cristo) e contra Deus
Pai, estava em marcha, enfim, a tentativa revolucionária de destruir o próprio
homem. E é talvez nesta etapa “antipessoa” que se revela mais claramente a
origem satânica de todo o processo revolucionário, pois mais do que aniquilar
no homem a humildade, busca-se inviabilizar-lhe definitivamente a pureza — e
com ela o verdadeiro amor.
Desfigurada assim a essência da sexualidade humana, à qual lhe é
intrínseca a estável complementaridade homem-mulher — ordenada à exigente
continuidade e manutenção da vida de uma criatura pensante e moral —, perdeu-se
o homem contemporâneo no vazio do prazer efêmero e saturado das relações
sexuais descartáveis, estéreis, fechadas ao vínculo afetivo duradouro e ao
amadurecimento conjugal mútuo pelo sacrifício à prole; enfim, relações em que a
luxúria desbanca a pureza e simula o amor.
Nos últimos dias o STF acolheu, por unanimidade, a inconstitucionalidade
de uma lei municipal que proíbe a ideologia de gênero nos currículos e
materiais escolares do município de Novo Gama (GO). Os proponentes da ação
celebraram a vitória contra o que consideram “obscurantismo” e “obstrução” a
uma “educação libertadora” e aos “direitos humanos”. Assim se apresentam os
soldados da antipessoa: jamais exibem abertamente todo o seu sincero e horrível
esplendor; antes, imputam a seus adversários os adjetivos que descreveriam a si
próprios com perfeição, na esperança de passarem-se por virtuosos defensores da
liberdade humana. Pensam com isso encobrirem a própria ignorância ou malícia,
posto que a ideologia de gênero não é senão um aprimoramento pseudo-científico
do mesmo veneno que escraviza e tende a aniquilar a pessoa humana desde a
revolução sexual.
A conspiração cultural contra a pureza na infância e na adolescência
configura uma grave enfermidade social, mas adquire contornos de anticivilização
se encontra escandalosa ressonância no sistema educacional e, tanto pior, na
máxima instância jurídica de um país. Aos ideólogos de gênero, para que
pudessem disseminar a tirania desorientadora de seus delírios subjetivistas,
foi-lhes necessário, antes, nascerem e fazerem-se educados numa célula
familiar. Se por mórbida e remota fatalidade toda a humanidade aderisse às
desordens que tais agentes prescrevem para a sexualidade humana, dentro de
poucas gerações tal cultura de morte precipitaria a própria humanidade à
extinção. Basta esse exercício para identificar a insustentabilidade de todo o
edifício da pretensa “teoria” de gênero.
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