quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Advento: o Senhor está chegando!


O começo do ano litúrgico nos apresenta uma perspectiva completa do nosso futuro. Nosso futuro é o céu. Nascemos para o céu e ele é a nossa pátria definitiva. Mas este futuro surge com conotações dramáticas, porque o homem rompeu sua relação com Deus, com o seu Criador e Senhor, e comprometeu seriamente o seu futuro.
 
Deus, no entanto, lhe oferece novamente a salvação rejeitada. A história do homem, portanto, se torna uma luta dramática entre seus extravios e Deus, que vai ao encontro desse homem perdido, oferecendo-lhe sua casa, abrindo-lhe seus braços, dando-lhe seu perdão e esbanjando com ele sua misericórdia. Verdadeiramente, Deus é amigo do homem – e mais ainda do homem destruído pelo pecado e pelos seus próprios extravios.
 
Neste caminho de ida e volta, neste cruzar de caminhos (de Deus ao homem e do homem a Deus), situa-se Jesus Cristo, o Filho de Deus enviado pelo Pai, que vai em busca do ser humano.

Círio de Nazaré torna-se Patrimônio Cultural Imaterial da UNESCO


A celebração do Círio de Nazaré na cidade de Belém, no Pará, foi inscrita nesta quarta-feira (04) como Patrimônio Cultural Imaterial da UNESCO. Deste modo, esta manifestação religiosa e cultural para a integral a relação de outras 257 manifestações culturais em todo o mundo, que representam expressões do patrimônio imaterial que se transmitem e perpetuam nas comunidades humanas. 

Com a aprovação da candidatura brasileira, realizada no âmbito da 8ª Sessão Ordinária do Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, o Brasil passa a ter quatro elementos de seu patrimônio intangível declarados pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade: Expressões orais e gráficas dos Wajãpis; Samba de Roda do Recôncavo Baiano; Frevo e agora Círio de Nazaré. 

A celebração do Círio de Nazaré é realizada em Belém do Pará no segundo domingo de outubro, reunindo milhares de pessoas que participam da procissão em honra a Nossa Senhora de Nazaré, naquela que é considerada uma das maiores procissões religiosas do mundo. A imagem da Virgem Maria em madeira é conduzida desde a Catedral da Sé até a Praça do Santuário de Nazaré.

 
A proteção a tradições culturais e folclóricas da humanidade é regida pela Convenção Internacional para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, aprovada pela 32ª Conferência Geral da UNESCO em outubro de 2003 e em vigor desde abril de 2006. (JE)
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Conselho Mundial de Igreja dedicará dia de aprofundamento sobre Exortação de Francisco


“Um documento empenhativo e estimulante”: assim, o Conselho Mundial de Igrejas (CMI) define a Exortação Apostólica “Evangelii Gaudium”, a primeira do Papa Francisco.

Para o Secretário-Geral do CMI, Rev. Olav Fykse Tveit (foto), a Exortação é “mais do que um simples texto que transmite a mensagem do Sínodo sobre a evangelização. Responde à necessidade de renovação da Igreja em todos os níveis do ponto de vista do chamado a ser uma Igreja em missão”.

E acrescenta: “O tom do documento é aberto e, ao mesmo tempo, empenhativo e estimulante”. O Pastor norueguês recorda que o Conselho Mundial de Igrejas acaba de concluir sua X Assembleia, que se realizou em Busan (Coreia do Sul), de 30 de outubro a 8 de novembro, durante a qual as 345 Igrejas-membro refletiram sobre a necessidade de renovação da Igreja e do movimento ecumênico, além da missão de viver a partir das “margens da sociedade”.

Ver. Tveit evidencia, portanto, um “paralelo” entre o caminho empreendido pelo CMI depois de Busan e as reflexões do Papa Francisco. Por isso, o Conselho decidiu organizar no mês de janeiro uma jornada especial de discussão e estudo sobre a Exortação.


“O CMI e a Santa Sé – lê-se no comunicado da instituição – continuam a trabalhar em estreito contato um com o outro no decorrer das últimas décadas através do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos.”


No site do Conselho, os membros são convidados a lerem a “Alegria do Evangelho” através de um link que leva ao texto da Exortação. 
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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Bispo iraquiano denuncia perseguição aos cristãos: "Nos ajudem, por favor!"

Na Paróquia de S. George (igreja caldéia), policiais cristãos fazem a segurança
contra possíveis ataques por parte de muçulmanos fanáticos.

“No Iraque há cada vez menos cristãos. A violência, o medo, a falta de trabalho e de segurança, nos empurra para fora do país, para longe de nossas casas e de nossas famílias.” Dom Shlemon Warduni contou sobre a tragédia que parece não ter fim.

“O futuro dos Cristãos no Iraque, e em todo o Oriente Médio, é muito obscuro e pode se dizer que realmente existe um plano para retirar os cristãos.” É o que descreve Dom Shlemon Warduni, 70 anos, Bispo auxiliar de Bagdá, do Patriarcado Caldeu da Babilônia, sobre a terrível situação em que se encontram os cristãos no seu país e em toda a região.

A convite da Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), Dom Warduni recordou, numa conferência na Igreja do Sacramento, em Lisboa (Portugal), todo histórico de violência e intolerância que se tem exercido sobre as comunidades cristãs no Iraque durante os últimos anos.


As histórias que contou têm um traço comum: a tragédia que se abateu sobre a comunidade cristã: “Devem ter ouvido falar sobre os ataques contra os cristãos em Bagdá, Mosul e outros lugares do Iraque. Usando a força, queriam [os muçulmanos radicais] que os cristãos deixassem as suas casas e, sob ameaças de morte, exigiam à conversão ao islamismo. Depois ocorreu uma outra tragédia para os nossos cristãos de Mosul, quando vários foram assassinados e, consequentemente, muitas famílias obrigadas a fugir da cidade… Então eu lhe pergunto, como podem viver os cristãos nesta situação tão trágica?”

Como podem viver assim? A pergunta do Bispo já contém a resposta que permite explicar o êxodo em massa dos cristãos do Iraque, reduzidos, atualmente, a não mais de 400 ou 500 mil em todo o país. Defendendo um caminho de paz, alicerçado na oração, o Bispo iraquiano afirmou que “é preciso condenar todas as guerras, todas as formas de terrorismo e, com amor, construir uma cultura onde o homem pode ser salvo e viver com dignidade”.


Agradecendo a oportunidade oferecida pela AIS para explicar, pessoalmente, a opressão que os cristãos tem sofrido no seu país, o Bispo auxiliar de Bagdá terminou a conferência, em Lisboa, lançando um apelo às dezenas de pessoas presentes na Igreja do Sacramento: “Nos ajudem, por favor, com as vossas orações, e peçam que Nossa Senhora nos proteja!”
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Bento XVI recebe título por dedicar pontificado à promoção humana


O Papa emérito Bento XVI recebeu o título de Honra da Associação Internacional “Ética, Dignidade e Valores” por ter dedicado seu pontificado à promoção de uma economia e de um sistema financeiro a serviço do homem. 

A divulgação do título foi feita, na noite desta terça-feira, 3, durante seminário de estudos sobre economia, promovido em parceria com o  Pontifício Conselho Justiça e Paz, organismo do Vaticano que também foi premiado.

De acordo com a Associação, Bento XVI, por meio de seus discursos e documentos, ressaltou, constantemente, a necessidade de uma economia como instrumento de um autêntico desenvolvimento humano. 

Na cerimônia de premiação, estiveram presentes o presidente do Pontifício Conselho Justiça e  Paz, Cardeal Peter Turkson; o presidente do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos, Cardeal Francesco Coccopalmerio, e o presidente do Dicastério para a Família, Dom Vincenzo Paglia. O Papa emérito foi representado pelo presidente da Fundação Vaticana Joseph Ratzinger, Dom Scotti. 



A Associação “Ética, Dignidade e Valores” reúne personalidades do mundo acadêmico, da economia e do voluntariado internacional. 
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Se é verdade que Jesus nos ressuscitará no fim dos tempos, é também verdade que com Ele já ressuscitamos, diz Papa.


CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 4 de dezembro de 2013


Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje retorno ainda com a afirmação “Creio na ressurreição da carne”. Trata-se de uma verdade não simples e longe de ser óbvia, porque, vivendo imersos neste mundo, não é fácil compreender as realidades futuras. Mas o Evangelho nos ilumina: a nossa ressurreição está estreitamente ligada à ressurreição de Jesus; o fato de que Ele ressuscitou é a prova de que existe a ressurreição dos mortos. Gostaria, então, de apresentar alguns aspectos que dizem respeito à relação entre a ressurreição de Cristo e a nossa ressurreição. Ele ressuscitou e porque Ele ressuscitou também nós ressuscitaremos.

Antes de tudo, a própria Sagrada Escritura contém um caminho para a fé plena na ressurreição dos mortos. Esta se exprime como fé em Deus criador de todo o homem – alma e corpo – e como fé em Deus libertador, o Deus fiel à aliança com o seu povo. O profeta Ezequiel, em uma visão, contempla os sepulcros dos deportados que são re-abertos e os ossos secos voltando a viver graças à infusão de um espírito vivificante. Esta visão exprime a esperança na futura “ressurreição de Israel”, isso é, no renascimento do povo dizimado e humilhado. (cfr Ez 37,1-14).

Jesus, no Novo Testamento, cumpre esta revelação, e liga a fé na ressurreição à sua própria pessoa e diz: “Eu sou a ressurreição e a vida” (Jo 11, 25). De fato, será Jesus o Senhor que ressuscitará no último dia quantos acreditaram Nele. Jesus veio entre nós, fez-se homem como nós em tudo, exceto no pecado; deste modo, levou-nos consigo em seu caminho de retorno ao Pai. Ele, o Verbo encarnado, morto por nós e ressuscitado, doa aos seus discípulos o Espírito Santo como penhor da plena comunhão no seu Reino glorioso, que esperamos vigilantes. Esta espera é a fonte e a razão da nossa esperança: uma esperança que, se cultivada e protegida – a nossa esperança, se nós a cultivamos e a protegemos – torna-se luz para iluminar a nossa história pessoal e também a história comunitária. Recordemos isso sempre: somos discípulos d’Aquele que veio, vem todos os dias e virá no final. Se conseguirmos ter mais presente essa realidade, estaremos menos cansados do cotidiano, menos prisioneiros do efêmero e mais dispostos a caminhar com coração misericordioso na via da salvação.


Um outro aspecto: o que significa ressuscitar? A ressurreição de todos nós virá no último dia, no fim do mundo, por obra da onipotência de Deus, O qual restituirá a vida ao nosso corpo reunindo-o à alma, em força da ressurreição de Jesus. Esta é a explicação fundamental: porque Jesus ressuscitou, nós ressuscitaremos; nós temos a esperança na ressurreição porque Ele nos abriu a porta para esta ressurreição. E esta transformação, esta transfiguração do nosso corpo é preparada nesta vida de relacionamento com Jesus, nos Sacramentos, especialmente na Eucaristia. Nós, que nesta vida somos alimentados pelo seu Corpo e Sangue, ressuscitaremos como Ele, com Ele e por meio Dele. Como Jesus ressuscitou com o seu próprio corpo, mas não retornou a uma vida terrena, assim nós ressurgiremos com os nossos corpos que serão transfigurados em corpos gloriosos. Mas isto não é uma mentira! Isto é verdade. Nós acreditamos que Jesus ressuscitou, que Jesus está vivo neste momento. Mas vocês acreditam que Jesus está vivo? E se Jesus está vivo, vocês pensam que nos deixará morrer e não nos ressuscitará? Não! Ele nos espera, e porque Ele ressuscitou, a força da sua ressurreição ressuscitará todos nós.

Um último elemento: já nesta vida, temos em nós uma participação na Ressurreição de Cristo. Se é verdade que Jesus nos ressuscitará no fim dos tempos, é também verdade que, por um certo aspecto, com Ele já ressuscitamos. A vida eterna começa já neste momento, começa durante toda a vida, que é orientada para aquele momento da ressurreição final. E já ressuscitamos, de fato, mediante o Batismo, fomos inseridos na morte e ressurreição de Cristo e participamos da vida nova, que é a sua vida. Portanto, à espera do último dia, temos em nós mesmos uma semente de ressurreição, aquela antecipação da ressurreição plena que receberemos por herança. Por isto, o corpo de cada um de nós é ressonância de eternidade, então deve ser sempre respeitado; e, sobretudo; deve ser respeitada e amada a vida de quantos sofrem, para que sintam a proximidade do Reino de Deus, daquela condição de vida eterna para a qual caminhamos. Este pensamento nos dá esperança: estamos em caminho rumo à ressurreição. Ver Jesus, encontrar Jesus: esta é a nossa alegria! Estaremos todos juntos – não aqui na praça, mas em outro lugar – mas alegres com Jesus. Este é o nosso destino!
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Fonte: Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal

Papa Francisco declara 2015 o Ano da Vida Consagrada


O Papa Francisco anunciou na última sexta-feira, 29, que o ano de 2015 será dedicado à Vida Consagrada. O anúncio foi feito durante a 82ª Assembleia Geral da União dos Superiores Gerais (USG), que está sendo realizada em Roma.

Aos participantes, o Papa afirmou que a radicalidade  é pedida a todos os cristãos, mas os religiosos são chamados a seguir o Senhor de uma forma especial. “Eles são homens e mulheres que podem acordar o mundo . A vida consagrada é uma profecia”.

O encontro ocorreu nesta manhã, na Sala Sínodo, no Vaticano. Em três horas de reunião, o Pontífice respondeu às perguntas dos superiores gerais e tratou de temas referentes a Nova Evangelização.

Interrogado sobre a situação das vocações, o Papa afirmou existir Igrejas jovens que estão dando muitos frutos, e isso deve levar a repensar a inculturação do carisma. “A Igreja deve perdir perdão e olhar com muita vergonha os insucessos apostólicos por causa dos mal-entendidos neste campo, como no caso de Matteo Ricci”.

O diálogo intercultural, segundo Francisco, deve introduzir no governo de institutos religiosos pessoas de várias culturas que expressam diferentes formas de viver o carisma.


Durante o diálogo, Francisco insistiu sobre a formação, que em sua opinião, deve ser baseada em quatro pilares: espiritual, intelectual, comunitária e apostólica. “É essencial evitar todas as formas de hipocrisia e clericalismo através de um diálogo franco e aberto sobre todos os aspectos da vida.

Francisco destacou também que a formação  é uma obra artesanal e não um trabalho de políciamento. “O objetivo é formar religiosos que tenham um coração terno e não ácido como vinagre”, alertou.

Sobre a relação das Igrejas particulares com os religiosos, o Papa disse conhecer bem os problemas e conflitos. “Nós bispos, precisamos entender que as pessoas consagradas não são um material de ajuda, mas são carismas que enriquecem as dioceses”.

Ao falar sobre os desafios da missão dos consagrados, o Pontifice destacou que as prioridades permanecem as realidade de exclusão, a preferência pelos mais pobres.  Destacou também a importância da evangelização no âmbito da educação, como nas escolas e universidades.

“Transmitir conhecimento, transmitir formas de fazer e transmitir valores. Através destes pilares se transmite a fé. O educador deve estar à altura das pessoas que educa, e interrogar-se sobre como anunciar Jesus Cristo à uma geração que está mudando”.


No final do encontro, Francisco agradeceu aos superiores gerais pelo “espírito de fé e serviço” à Igreja. “Obrigado pelo testemunho e também pelas humilhações pelas quais vocês passam”, concluiu o Papa.
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A origem do Papai Noel: Existiu? Quem foi? O que realmente é?


Todos os anos, somos expostos à história mais 171 do mundo: é a que compara São Nicolau de Mira a esse ícone pagão criado pela coca-cola que atende pelo nome de papai noel (vou escrever assim mesmo, com letra minúscula).  Pior, colocamos ele como símbolo emblemático do Natal.

Vamos lá gente, parem e pensem: que filme de papai noel vocês já assistiram que faz uma menção mínima de Jesus? Aliás, desde quando gnomos são parte da tradição cristã (o bom velhinho tá sempre cercado deles)?  Tá bom, tem gente que vai me considerar mais fundamentalista que o aiatolá Khomeini, mas com relação a Nosso Senhor Jesus Cristo não devemos fazer concessões.

Ocorre que muitos cristãos fiéis e bem intencionados desconhecem totalmente as origens da lenda do papai noel e menos pessoas ainda conhecem a história de São Nicolau.  Esse mico, criado por comunistas e protestantes, está tão entranhado na cultura que até falar contra ele leva a reações de indignação.

Em virtude disso, resolvi apresentar nas próximas linhas um comparativo que trata de ambos os personagens, o piedoso bispo de Mira e o fictício bom velhinho.