segunda-feira, 7 de novembro de 2016

São Prosdócimo


O nome Prosdócimo, imediatamente mostra sua origem da região de Vêneto, da cidade de Pádua e, mais tarde, também de Rieti. Isso porque o culto a este santo vem de uma tradição muito antiga, do século II, que homenageia o primeiro bispo de Pádua, de Rieti e, também, padroeiro dessas duas cidades.

Segundo narram os registros oficiais da Igreja, Prosdócimo teria evangelizado também toda a Veneza ocidental, numa grande obra de difusão que fixou, definitivamente, o cristianismo no coração daquelas populações.

O nome Prosdócimo, em grego, significa "esperado". Ele foi o primeiro evangelizador dessas cidades. De fato, verdadeiramente, o esperado por elas, que ainda eram pagãs.

Nas várias regiões de Rieti e Pádua, o bispo Prosdócimo teria patrocinado prodígios e milagres, que as mais antigas tradições descrevem com toda a liberdade de expressão, reforçando ainda mais seus exemplos edificantes de fé em Cristo.

Às vezes, porém, os poucos documentos tornam mais redundantes as tradições. Como foi o caso deste bispo. Depois de sua morte, encontrou-se o registro citando que a comunidade erguera, fora das muralhas de Pádua, a igreja de Santo Prosdócimo, que mais tarde tornou-se a Basílica de Santa Justina, uma das mais belas da cidade.

A glória do bispo Prosdócimo teria sido, de fato, Justina ter sido convertida por ele. Essa nova cristã soube manter intacta a sua fé, enfrentando o martírio na perseguição de Nero. Entretanto Prosdócimo foi poupado, não havendo nenhum registro, ou tradição, que explique o porquê.

O bispo morreu naturalmente. O seu culto ainda é vigoroso, sendo venerado pelos fiéis, que rezam por sua paternal intercessão nas situações de aflição e desânimo. A Igreja confirmou a sua celebração e, no calendário litúrgico, são Prosdócimo deve ser homenageado no dia 7 de novembro.


Ó glorioso São Prosdócimo, celeste padroeiro da caridade e protetor dos infelizes, que enquanto sobre a Terra nunca faltaste aos que lhe recorrem. De onde estás vede a multidão de males e misérias que nos oprimem, corre então em nosso auxílio; alcançai junto ao Senhor nosso Deus socorro aos pobres, alívio aos enfermos, consolação a quem está aflito. Busca ó São Prosdócimo de Pádua a caridade dos ricos, a consciência pura para os transviados, o zelo aos que propagam a Fé, a tranquilidade as nações e a salvação a todos que lhe evocam.


Que todas as almas sofredoras, e bem aventuradas, possam gozar do benefício de sua intercessão junto a Santíssima Trindade. Que todos possam ser socorridos das misérias que enfrentarem nesta vida, para um dia poderem estar contigo no Céu; onde toda tristeza cessará, todas as dores se acalmarão, todas as lágrimas secarão. Um dia estaremos junto contigo, ó glorioso São Prosdócimo, nas Alturas, usufruindo do prazer, da alegria e da felicidade que fazem parte da vida eterna. Assim seja!

São Wilibrordo (Vilibrardo)


Wilibrordo nasceu na Inglaterra em 658. A família deste jovem missionário ofereceu muitos santos para a vida da Igreja na Inglaterra. 

Aos cinco anos seu pai o entregou aos beneditinos do mosteiro de York, onde foi educado. Ainda jovem demonstrou realmente vocação religiosa e aos vinte anos, seguiu para a Irlanda para aperfeiçoar seus conhecimentos teológicos. Pouco antes de completar trinta anos de idade recebeu ordenação sacerdotal. 

Em 690, Wilibrordo seguiu para a primeira e única missão. Junto com outros onze companheiros missionários, foram evangelizar as regiões no norte da Europa, povoadas pelos bárbaros pagãos. O ponto inicial foi a Holanda, que era um lugar selvagem. Com as bênçãos do papa Sérgio I, os missionários partiram para a missão, levando relíquias para serem colocadas nas igrejas nascentes. 

Ele foi um grande organizador, era um excelente líder e logo fez muitos progressos. Cinco anos depois, ele voltou e entregou ao mesmo Papa, um relatório dos resultados que conseguira. O qual em agradecimento o consagrou Bispo. Na sua diocese ele construiu a Catedral do Santíssimo Redentor. 

Morreu no seu mosteiro, no dia 07 de novembro de 739, já bem idoso. 



Deus Pai de misericórdia, que no seu projeto de amor pela humanidade, escolhestes São Wilibrordo para proclamar as maravilhas da fé, concedei-nos, por sua intercessão, conservar em nós o espírito missionário que nos leva a união com Cristo. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo. Amém.

domingo, 6 de novembro de 2016

A misericórdia de Deus suscita o arrependimento dos encarcerados, diz Papa Francisco


JUBILEU EXTRAORDINÁRIO DA MISERICÓRDIA
JUBILEU DOS ENCARCERADOS

HOMILIA DO PAPA FRANCISCO
Basílica Vaticana
Domingo, 6 de novembro de 2016


Esperança é certamente a mensagem que hoje nos quer comunicar a Palavra de Deus: uma esperança tal que não desilude.

Um dos sete irmãos condenados à morte pelo rei Antíoco Epífanes diz: «É uma felicidade perecer à mão dos homens, com a esperança de que Deus nos ressuscitará» (2 Mac 7, 14). Estas palavras manifestam a fé daqueles mártires que, apesar dos sofrimentos e torturas, têm a força para olhar mais além. Aquela fé, ao mesmo tempo que reconhece em Deus a fonte da esperança, mostra o desejo de alcançar uma vida nova.

De igual modo ouvimos, no Evangelho, como Jesus anula com uma resposta simples, mas perfeita, toda a casística banal que os saduceus tinham sujeito à decisão d’Ele. A sua afirmação – «Deus não é Deus de mortos, mas de vivos; pois, para Ele, todos estão vivos» (Lc 20, 38) – revela o verdadeiro rosto do Pai, cujo único desejo é a vida de todos os seus filhos. Assim, para ser fiéis ao ensinamento de Jesus, tudo o que somos chamados a assumir e fazer nosso é a esperança de renascer para uma vida nova.

A esperança é dom de Deus. Temos de a pedir. É colocada no mais fundo do coração de cada pessoa para poder iluminar, com a sua luz, o presente muitas vezes turvado e ofuscado por tantas situações que geram tristeza e dor. Precisamos de tornar cada vez mais firmes as raízes da nossa esperança, para podermos dar fruto. Em primeiro lugar, tenhamos a certeza da presença e da compaixão de Deus, não obstante o mal que tivermos realizado. Não há ponto do nosso coração que não possa ser alcançado pelo amor de Deus. Onde há uma pessoa que errou, aí mesmo se torna ainda mais presente a misericórdia do Pai, para suscitar arrependimento, perdão, reconciliação, paz. 

Cristo quis salvar o que estava perdido


Irmãos: Devemos acreditar em Jesus Cristo, verdadeiro Deus, juiz dos vivos e dos mortos, e tornar-nos conscientes da importância da nossa salvação. Com efeito, se damos pouca importância a estas realidades, também é pouco o que esperamos receber. Os que ouvem falar destas realidades sem lhes dar atenção, pecam; e todos nós pecamos se recusamos conhecer quem nos chama, a causa e a finalidade do seu chamamento, os sofrimentos que Jesus Cristo padeceu por nós. 

Que retribuiremos nós ao Senhor, que fruto podemos oferecer-Lhe que seja digno do que Ele nos deu? Quantos benefícios Lhe devemos! Deu-nos a existência, chamou-nos lhos como nosso verdadeiro Pai, salvou-nos quando estávamos perdidos. Que louvor ou retribuição Lhe poderemos dar para compensar tudo quanto recebemos? O nosso espírito estava tão enfraquecido que adorávamos pedras e madeiras, ouro, prata e bronze trabalhados pela mão dos homens; toda a nossa vida não era senão morte. Estávamos envoltos nas trevas e cheios de escuridão no nosso olhar; e por sua graça recuperamos a vista, fazendo desaparecer a névoa que nos rodeava. 

Vendo-nos extraviados no caminho da morte e sabendo que fora d’Ele não tínhamos esperança de salvação, compadeceu-Se de nós e salvou-nos pela sua misericórdia. Chamou-nos à vida quando não existíamos, quis que passássemos do nada à existência.

Exulta, ó estéril, que não tiveste filhos; entoa cânticos de alegria, tu que não deste à luz, porque serão mais numerosos os lhos da desamparada que os daquela que tem marido.

Ao dizer: Exulta, ó estéril, que não tiveste filhos, refere-se a nós, porque era estéril a nossa Igreja, antes de receber os seus lhos. Ao dizer: Entoa cânticos de alegria, tu que não deste à luz, exorta-nos a elevar confiadamente as nossas preces a Deus sem desfalecimento. E ao dizer: Porque serão mais numerosos os lhos da desamparada que os daquela que tem marido, quer significar que o nosso povo parecia abandonado e privado de Deus, mas agora, mediante a fé, tornamo-nos mais numerosos do que aqueles que eram considerados os adoradores de Deus. 

Também se diz noutro lugar da Escritura: Não vim chamar os justos mas os pecadores. Assim fala o Senhor para nos fazer compreender a sua vontade de salvar os que andam perdidos. O que é verdadeiramente grande e admirável não é sustentar o que está firme, mas o que ameaça ruína. Foi o que fez Jesus Cristo: quis salvar o que andava perdido e de fato salvou a muitos, quando nos veio chamar a nós que estávamos em risco de nos perdermos.



Início da Homilia de um autor do século II

(Cap. 1, 1 – 2, 7: Funk, 1, 145-149)

Pentateuco: Livro dos Números


Integrado no grande bloco da Torá ou Pentateuco, o livro dos NÚMEROS recebeu este nome na tradução grega dos Setenta, por abrir com os números do recenseamento do povo hebraico e, depois, apresentar outros recenseamentos ao longo da narrativa (cap. 1-4 e 26). Relacionados com este título podem estar ainda os números das ofertas dos chefes (cap. 7), das ofertas, libações e sacrifícios a oferecer pelo povo (cap. 15 e 28-29). Trata-se, porém, de um livro narrativo com alguns trechos legislativos, que se enlaça com o Êxodo, do qual está literariamente separado pelo código legislativo do Levítico.

CONTEÚDO E DIVISÃO

O conteúdo deste livro abrange as peripécias ou vicissitudes da caminhada pelo deserto, desde o Sinai até às margens do rio Jordão, fronteira oriental da Terra Prometida. No aspecto histórico, a narrativa pode dividir-se em três grandes sequências literárias:

I. No deserto do Sinai (1,1-10,10). Referem-se as ordens de Deus para a caminhada através do deserto com a disposição do acampamento das tribos, os deveres dos levitas e outras leis de carácter ritual.

II. Do Sinai a Moab (10,11-21,35). Os acontecimentos mais importantes desta segunda parte estão marcados por etapas geográficas, algumas das quais são difíceis de identificar. Descreve-se a caminhada directa para Cadés-Barnea, mesmo na fronteira sul de Canaã e, depois, a inflexão para oriente e a errância penosa durante quarenta anos através do deserto até à chegada a Moab, já na fronteira da Terra Prometida.

III. Na região de Moab (22,1-36,13). Começando com a bênção de Balaão, as narrativas desta terceira parte apresentam um novo recenseamento dos israelitas, descrevem a nomeação de Josué para substituir Moisés, contêm algumas prescrições de carácter cultual, narram a luta contra os madianitas e a partilha de Canaã com a instalação das tribos de Rúben, Gad e parte de Manassés em Guilead, na Transjordânia, e a recapitulação das etapas do Êxodo.

Como tal, no seu encadeamento histórico, o livro dos NÚMEROS é inseparável da epopeia do Êxodo. Mas, também nele, é preciso ter presente que as narrativas foram redigidas bastante depois dos acontecimentos históricos, à luz da perspectiva da fé e da celebração litúrgica do templo de Jerusalém, já na Terra Prometida.

A redacção definitiva deste livro deve colocar-se em data posterior ao exílio da Babilónia. Certas leis, sobretudo, são determinadas pela prática ritual estabelecida pelos sacerdotes após o Exílio (séc. VI-V). De resto, só bastante tardiamente, graças a tradições orais muito antigas de proveniência diversa e a fontes documentais variadas, transmitidas como “memória do passado histórico”, é que terá sido possível cerzir em unidade literária o conjunto das leis e a sequência dos acontecimentos.

São Leonardo de Noblac


Leonardo nasceu no ano 491 na província da Gália. Na juventude Leonardo não quis seguir a carreira das armas, preferindo viver ao lado do Bispo da região. Só mais tarde Leonardo decidiu ingressar num mosteiro para se dedicar somente à vida religiosa. 

Mais tarde buscou o isolamento para meditar e viver sua fé na oração. Encontrou o lugar certo para isso num bosque afastado. Lá havia apenas uma casa tosca e simples que lhe servia de morada. Mas seu sossego durou pouco pois a cada dia crescia o número de pessoas que vinham atrás de seus conselhos, orações e consolo. 

A história nos narra que o monge Leonardo auxiliou os trabalhos de parto da rainha Clotilde, esposa do rei Clodoveu. Como recompensa o rei doou aquelas terras à Leonardo, que ergueu um altar à Nossa Senhora e aos poucos se tornou uma intensa e fervorosa comunidade religiosa, culminando com a construção do mosteiro de Noblac. 

Diz a tradição que o monge Leonardo, só deixava o mosteiro quando alguma missão o exigia, especialmente quando se tratava de resgatar e converter os pagãos encarcerados. O culto de Santo Leonardo de Noblac, uma das devoções mais antigas dos fieis franceses, se propagou em todo o mundo cristão e foi reconhecido pela Igreja.


Ó Senhor Deus, fazei que a exemplo dos santos saibamos apresentar-nos diante de Vós como uma oferenda agradável e pura, agora e na hora de nossa morte. Amém. São Leonardo de Noblac, rogai por nós.

sábado, 5 de novembro de 2016

Papa celebra missa em sufrágio de cardeais e bispos falecidos


HOMILIA
Santa Missa em memória de cardeais e bispos falecidos
Basílica de São Pedro
Sexta-feira, 4 de novembro de 2016

“Misericordioso e piedoso é o Senhor” (Sal 102, 8)

O mês de novembro, que a piedade cristã dedica à memória dos fiéis falecidos, suscita a cada ano na Comunidade eclesial o pensamento da vida além da morte e, sobretudo, o pensamento do encontro definitivo com o Senhor. Ele se fará juiz do nosso percurso terreno; um juiz cujas características são a misericórdia e a piedade, como nos recordou o salmista. Conscientes disso, estamos reunidos em torno do altar do Senhor na oração de sufrágio pelos cardeais e bispos que concluíram sua jornada terrena ao longo dos últimos doze meses. E enquanto os confiamos, uma vez mais, à bondade misericordiosa do Pai, renovamos o nosso reconhecimento pelo testemunho cristão e sacerdotal que nos deixaram.

Estes nossos irmãos atingiram a meta, depois de ter servido à Igreja e amado o Senhor Jesus, naquela certeza de amor que o apóstolo Paulo nos recordou na segunda leitura: “Quem nos separará do amor de Cristo?” (Rm 8, 35). É a fé no amor de Cristo, da qual nada pode nos separar: nem tribulações, nem angústias, nem perseguições, nem perigo, nem morte, nem vida…Esses tiveram bem claras também as palavras do livro da Sabedoria: “Os fiéis no amor permanecerão junto a Ele” (3, 9). E sabiam bem que a nossa peregrinação terrena termina junto à casa do Pai celeste e que só ali se encontra a linha de chegada, o descanso e a paz. Àquela casa nos conduz o Senhor Jesus, nosso caminho, verdade e vida.

O caminho rumo à Casa do Pai começa, para cada um de nós, no próprio dia em que abrimos os olhos à luz e, mediante o Batismo, à graça. Uma etapa importante deste caminho, para nós sacerdotes e bispos, é o momento em que pronunciamos o “eis-me aqui!” durante a Ordenação sacerdotal. Daquele momento estamos de modo especial unidos a Cristo associados ao seu Sacerdócio ministerial. Na hora da morte, pronunciaremos o último “eis-me aqui”, unidos àquele de Jesus, que morreu confiando o seu espírito às mãos do Pai (cfr Lc 23, 46). Os cardeais e bispos que hoje recordamos na oração, por toda a sua vida, especialmente depois de tê-la consagrada a Deus, se dedicaram a testemunhar e dar aos outros o amor de Jesus. E, com a palavra e o exemplo, exortaram os fiéis a fazerem o mesmo. 

Levemos sempre em nós a morte de Cristo


Diz o Apóstolo: O mundo está crucificado para mim e eu para o mundo. Depois, para nos ensinar que há nesta vida uma boa morte, exorta-nos a levar em nosso corpo a morte de Jesus, a fim de que também se manifeste em nosso corpo a vida do Senhor Jesus. Atue, portanto, a morte em nós, a fim de que atue também a vida. A vida boa depois da morte é a vida boa depois da vitória, a vida boa depois do combate, vida em que a lei da carne já não se opõe à lei do espírito, em que não temos de lutar contra este corpo mortal, porque o próprio corpo mortal alcançou a vitória. Não sei bem dizer se esta morte tem maior poder que a vida. Sou guiado pela autoridade do Apóstolo, que afirma: Portanto a morte atua em nós e a vida em vós. Quantos povos alcançaram a vida pela morte de um só! Por isso ensina o Apóstolo que nesta vida devemos desejar aquela morte, afim de que resplandeça em nosso corpo a morte de Cristo, aquela bem-aventurada morte pela qual se dissolve o homem exterior para que se renove o homem interior, e se desfaz a nossa habitação terrestre para que se abra para nós a morada celeste.

Imita a morte do Senhor quem renuncia à vida segundo a carne e se liberta daquelas cadeias de que te fala o Senhor por meio de Isaías: Desfaz as cadeias injustas, desata os laços da servidão, liberta os oprimidos e destrói todos os jugos. 

O Senhor aceitou sujeitar-Se à morte para acabar com a culpa; mas para que a morte não pusesse fim à natureza humana, foi-nos dada a ressurreição dos mortos. Deste modo, a culpa foi destruída pela morte e a natureza é perpetuada pela ressurreição.

Por isso a morte é uma passagem universal. É preciso que a tua vida seja uma contínua passagem: da corrupção para a incorrupção, da mortalidade para a imortalidade, da perturbação para a tranquilidade. Não te perturbe o nome da morte; ao contrário, alegra-te com os benefícios desta feliz passagem. Na verdade, que é a morte senão a sepultura dos vícios e a ressurreição das virtudes? Por isso se diz na Escritura: Tenha eu a morte dos justos, quer dizer: seja eu sepultado como eles, renunciando aos vícios e adquirindo a graça dos justos, que trazem sempre no seu corpo e na sua alma a morte de Cristo. 



Do tratado de Santo Ambrósio, bispo, sobre o bem da morte

(Cap. 3, 9; 4, 15: CSEL 32, 710.716-717) (Sec. IV)