segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Homilética: 6º Domingo do Tempo Comum - Ano A: "Cumprir a vontade do Pai".


Na Liturgia deste domingo, continua a leitura do chamado “Sermão da Montanha” de Jesus, que ocupa os capítulos 5, 6 e 7 do Evangelho de São Mateus. Depois das “Bem-Aventuranças”, que são o seu programa de vida, Jesus proclama a nova Lei, a sua Torá, como a chamam os nossos irmãos judeus. Com efeito, com a sua vinda, o Messias devia trazer, também, a Revelação definitiva da Lei, e é, precisamente, isto que Jesus declara: “Não julgueis que vim abolir a Lei ou os Profetas. Não vim para os abolir, mas, sim para os levar à perfeição”. 

Para iluminar esta verdade, Jesus dá alguns exemplos práticos que a Liturgia da Palavra deste domingo nos oferece.  A Lei de Moisés prescreve o não matar (cf. Ex 20,13; Dt 5,17); mas, na perspectiva de Jesus, o não matar implica o evitar causar qualquer tipo de dano ao outro.  Há muitas formas de destruir o irmão, de o eliminar, de lhe roubar a vida: as palavras que ofendem, as calúnias que destroem, os gestos de desprezo que excluem, os confrontos que põem fim à relação. Os discípulos de Jesus não se limitam a cumprir a letra da Lei; eles têm que assumir uma nova atitude, mais abrangente, que os levem a um respeito absoluto pela vida e pela dignidade do outro. 

Deus implantou na alma humana uma luz intelectual pela qual o homem conhece que o bem deve ser praticado e o mal, evitado.  Na primeira parte do Evangelho deste domingo (v. 17-19), o evangelista São Mateus sustenta que Cristo não veio abolir essa Lei que Deus ofereceu ao seu Povo no Sinai (cf. Ex 20,1-21). A Lei de Deus conserva toda a validade e é eterna; no entanto, é preciso ser vista como a expressão concreta de uma adesão total a Deus. Os fariseus achavam que a salvação passava pelo cumprimento de certas normas concretas. Eram eles rigorosos na observância da letra da Lei, mas não eram capazes de penetrar no âmago de seu espírito, onde está a verdade, a justiça, o amor. 

Somos convidados a refletir sobre qual deve ser a atitude do cristão, diante da Lei de Deus, e as implicações que a mesma tem nas nossas opções de vida. O que Jesus deseja é a perfeição da Lei, realmente, uma observância do coração: não simplesmente matar, fisicamente, mas evitar matar psicológica e moralmente o irmão por desprezo, depreciação e inveja. A vida humana é sagrada, por isto deve ser respeitada, pois desde a sua origem, postula a ação criadora de Deus e mantém-se para sempre numa relação especial com o Criador, seu único fim. Só Deus é o Senhor da vida, desde o seu começo até ao seu termo: ninguém, em circunstância alguma, pode reivindicar o direito de dar a morte diretamente a um ser humano inocente (cf. CIgC n. 2258).

Não basta não cometer adultério; é preciso também não alimentar, no coração, a cobiça por mulher casada ou homem casado, e ser fiel ao compromisso assumido no casamento (Mt 5, 27). 

A Lei de Moisés exige o não cometer adultério (cf. Ex 20,14; Dt 5,18); mas, na perspectiva de Jesus, é preciso ir mais além do que a letra da Lei e atacar a raiz do problema, por isto disse o Senhor que olhar com desejos libidinosos para uma mulher já é cometer adultério no coração.  E, mais ainda: se na Lei antiga tinha entrado o divórcio, a lei do Evangelho não admite o divórcio.  Quem repudiar sua mulher com a qual estiver legitimamente casado, faz com que ela adultere; e quem se casar com a repudiada comete adultério (v. 31-32). Jesus veio restaurar a criação na pureza das suas origens. 

A Lei de Moisés permite ao homem repudiar a sua mulher (cf. Dt 24,1); mas, na perspectiva de Jesus, a Lei precisa ser corrigida: o divórcio não estava no plano original de Deus, quando criou o homem e a mulher e os chamou a amarem-se e a partilharem a vida (cf. Gn 2,18-24). Amar quer dizer não só desejar, mas respeitar, merecer e aprender o mútuo respeito, tendo sempre diante dos olhos o vínculo que no matrimônio une dois seres humanos. Amar é ter a consciência de que tal união é indissolúvel, dura, por instituição divina até a morte.

Observar a Lei, não significa reduzi-la a cultos de observâncias, mas, exige uma contínua conversão interior que inspire o amor, a justiça, a misericórdia e as relações fraternas, numa simplicidade de criança. Só em Deus poderemos conseguir a luz e a força, para alcançarmos o procedimento ideal que nos conduzirá à verdadeira liberdade e à plena felicidade.

Jesus não veio abolir a lei, mas levá-la à perfeição. Depois de ter anunciado os grandes princípios da nova lei, nas bem-aventuranças, Jesus desenvolve-as, aprofundando o espírito dos mandamentos dados ao povo de Deus por Moisés. Trata-se de cumprir não apenas materialmente os mandamentos, mas de dar-lhes o verdadeiro espírito de justiça e de amor. Daí as palavras de Jesus: “Ouvistes o que foi dito aos antigos; Eu, porém, vos digo” (Mt 5, 17-37). Isso, em relação à vida, à felicidade, ao amor conjugal e à verdade. Não basta, por exemplo, não matar; é preciso, também, evitar palavras de desamor, de ressentimento ou de desprezo para com o próximo. 

Não basta privar-se dos atos materiais contra a lei; é preciso eliminar, também, os maus pensamentos e os maus desejos, porque, quem os consente, já pecou, no “seu coração” (Mt 5, 28): já assassinou o seu irmão ou cometeu adultério. 

É preciso superar a lei antiga, aperfeiçoá-la, isto é, tendo uma delicada atenção à pureza interior… Com efeito, com a sua vinda, o Messias devia trazer também a Revelação definitiva da Lei, e é, precisamente, isto que Jesus declara: “Não julgueis que vim abolir a Lei ou os Profetas. Não vim para os abolir, mas, sim, para os levar à perfeição”. E, dirigindo-se aos seus discípulos, acrescenta: “Se vossa justiça não for maior que a dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos Céus” (Mt 5, 17.20). Em que consiste essa “plenitude” da Lei de Cristo, essa justiça “superior” que Ele exige?

Jesus explica-o mediante uma série de antíteses entre os Mandamentos antigos e o seu modo de os repropor. Cada vez começa: “Ouvistes o que foi dito aos antigos…”, e, então, afirma: “Mas Eu vos digo…”. Por exemplo: “Ouvistes o que foi dito aos antigos: “Não matarás, mas quem matar será castigado pelo juízo do tribunal; mas Eu vos digo: todo aquele que se irar contra seu irmão será castigado pelos juízes” (Mt 5, 21-22). E, assim, por seis vezes. Este modo de falar causava grande impressão no povo, que permanecia assustado, porque aquele, “Eu vos digo,” equivalia a reivindicar para si a mesma autoridade de Deus, fonte da Lei. A novidade de Jesus consiste, essencialmente, no fato de que Ele mesmo “completa” os Mandamentos com o Amor de Deus, com a força do Espírito Santo que habita n’Ele. E nós, através da fé em Cristo, podemos abrir-nos à obra do Espírito Santo, que nos torna capazes de viver o amor divino. Por isso, cada preceito se torna verdadeiro, como exigência de amor, e todos convergem num único Mandamento: ama a Deus com todo o coração, e ao teu próximo como a ti mesmo. “ O amor é o cumprimento perfeito da Lei”, escreve São Paulo (Rm 13, 10).

“Se vossa justiça não superar a dos escribas e fariseus…” (Mt 5, 20). Não se trata da virtude da justiça que leva a “dar a cada um aquilo que lhe pertence”. Aqui podia traduzir-se por santidade; a dos escribas é meramente externa e ritualista. Entre eles, o cumprimento exato, minucioso, mas externo, dos preceitos tinha-se convertido numa garantia de salvação do homem diante de Deus: “se eu cumpri isto, sou justo, sou santo e Deus tem que me salvar”.

Com esse modo de conceber a justificação, já não é Deus fundamentalmente quem salva, mas vem a ser o homem quem se salva pelas suas obras externas. A justificação ou santificação é uma graça de Deus, com a qual o homem só pode colaborar secundariamente pela sua fidelidade a essa graça.

Quanto à verdade, diz Jesus: “Seja o vosso sim, sim, e o vosso não, não” (Mt 5, 37). O cristão é chamado a ser transparente, simples. O contrário seria cheio de dobras, complicado. Não é só não jurar em falso, mas viver de tal modo a verdade, que não se precise jurar de modo algum. Fazer tudo em nome do Senhor, no Senhor. O demônio é o “pai da mentira” (Jo 8, 44).

Portanto, na Igreja de Cristo, não podem tolerar-se umas relações humanas baseadas no engano, na hipocrisia. Deus é a verdade, e os filhos do Reino têm, pois, que fundamentar as suas relações na verdade. Jesus quer inculcar a sinceridade sempre: “sim, sim; não, não!” Se partirmos do princípio da sinceridade, há confiança mútua nas relações humanas e jurar torna-se coisa supérflua; jurar a torto e a direito é um sintoma de falta de sinceridade entre as pessoas.

A necessidade de juramento é sinal de que a mentira e a desconfiança pervertem as relações humanas. Deus Pai apenas exige um relacionamento em que as pessoas sejam verdadeiras e responsáveis. E nós, como observamos os Mandamentos? Com o espírito do Antigo Testamento? (fazer isto ou aquilo porque é lei, porque é “obrigado”?) Por que vou à Missa? Por que é um preceito? “Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus” (Mt 5, 20).

“Quem me ama, guarda os meus mandamentos”, disse Jesus. Seja a nossa observância uma expressão sincera e profunda do nosso amor para com Deus. Peçamos a Deus a Graça de vivermos os seus mandamentos. “Se quiseres observar os mandamentos, eles te guardarão; se confias em Deus, tu também viverás” (Eclo 15, 16). “A vida e a morte, o bem e o mal, estão diante do homem; o que ele escolher, isso será dado” (Eclo 15, 16-18). É como quem diz: o que seguir a lei divina, terá como recompensa a vida e o que não a seguir, espera-o a morte. Tanto a vida como a morte eterna são a consequência da sua opção. O homem é livre e, por isso, responsável das suas ações…


Sereis minhas testemunhas


Quando as cruzes foram levantadas, foi coisa admirável ver a constância de todos, à qual eram exortados pelo Padre Passos e pelo Padre Rodrigues. O Padre comissário permaneceu sempre de pé, sem se mexer e com os olhos fixos no céu. O Irmão Martinho cantava salmos de ação de graças à bondade divina e juntava-lhes o versículo Nas tuas mãos, Senhor. Também o irmão Francisco Branco dava graças a Deus com voz clara. O irmão Gonçalo recitava em voz alta o «Pai Nosso» e a «Ave Maria». 

O nosso Irmão Paulo Miki, vendo-se elevado diante de todos a uma tribuna como nunca tivera, começou por afirmar aos circunstantes que era japonês e pertencia à Companhia de Jesus, que ia morrer por haver anunciado o Evangelho, e que dava graças a Deus por lhe conceder tão elevado benefício. E por fim disse estas palavras: «Agora que cheguei a este ponto extremo da minha vida, nenhum de vós há de acreditar que eu queira esconder a verdade. Declaro-vos portanto que não há outro caminho para a salvação do que aquele que possuem os cristãos. E como este caminho me ensina a perdoar aos inimigos e a todos os que me ofenderam, eu livremente perdoo ao imperador e a todos os autores da minha morte e peço a todos que se batizem».
 
Então, voltando os olhos para os companheiros, começou a animá-los. Nos rostos de todos transparecia uma grande alegria, mas Luís era aquele em que isso se via de modo mais claro: quando outro cristão o animou gritando que em breve estaria com ele no paraíso, fez com as mãos e todo o corpo um gesto tão cheio de contentamento que os olhos de todos os presentes se fixaram nele. 

António estava ao lado de Luís, com os olhos fitos no céu. Depois de invocar o Santíssimo Nome de Jesus e de Maria, entoou o salmo Louvai o Senhor, servos do Senhor, que tinha aprendido em Nagasaki no catecismo; é que no catecismo costumam ensinar alguns salmos às crianças. 

Alguns repetiam com rosto sereno: «Jesus, Maria»; outros exortavam os presentes a levarem uma vida digna de cristãos; e por estas e outras ações semelhantes demonstravam que estavam prontos para a morte. 

Então os quatro carrascos começaram a tirar as espadas daquelas bainhas que costumam usar os japoneses. Ao verem o seu aspecto terrível todos os fiéis gritaram «Jesus, Maria», e soltaram um grito de tristeza que chegou ao céu. E os carrascos, com dois golpes, em pouco tempo os mataram a todos.



Da História do martírio de São Paulo Miki e seus companheiros, escrita por um autor do tempo (Cap. 14, 109-110: Acta Sanctorum Fev. 1, 769) (Sec. XVI)

As 4 armadilhas da TV-lixo que você tem que saber detectar


A mídia vive, em grande parte, da desgraça alheia em todos os níveis e a sua máxima expressão parece ser, com frequência, os programas que servem como indicadores da pobreza cultural de uma sociedade.

Esses programas procuram na exploração emocional e dos instintos um poder de atração que se sustenta num princípio tão simples quanto eficaz: com sensacionalismo e baixo nível intelectual, a audiência é garantida porque, habituado, o grande público tende a não pensar nem questionar, especialmente quando não conta com opções diversificadas. E o hábito é uma força poderosa que a mídia procura consolidar: com espectadores acostumados ao lixo, ela pode gerar conteúdo abundante com o mínimo esforço e custo. É daí que vem a sua rentabilidade.

Acontece que, assim como o ouvido humano se “adapta” ao barulho, mas vai perdendo com isto a capacidade auditiva, assim também a alma humana vai perdendo a sensibilidade ao contato permanente com a banalização da tragédia e da miséria humana.

Há 4 grandes fórmulas de “sucesso” que constituem armadilhas para fisgar o telespectador. Saiba reconhecê-las:
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Primeira armadilha: Explorar a miséria humana como se fosse “notícia”

Para muitos repórteres e apresentadores, tentar crescer na carreira é desculpa suficiente para insistir em matérias que atropelam a dignidade de qualquer pessoa. Eles se digladiam para ser os primeiros a explorar o divórcio de uma celebridade, a divulgar aos quatro ventos a intimidade do famoso esportista e sua namorada, o vício de Fulano, o artista que “saiu do armário”… Tudo o que é relacionado com escândalo pode dar dinheiro.

Para maior impacto, não falta quem adicione comentários maldosos que recorrem ao dissimulo, à dubiedade, à ironia e, descaradamente, à mentira pura e simples. Com astúcia, brincam com a sensibilidade do grande público alterando a sua percepção dos fatos: tanto são capazes de vender a imagem “boa e inocente” de um sequestrador quanto de destruir a imagem de algum funcionário público que esteja perturbando interesses partidaristas.

O chamado “quarto poder” é capaz de impor os seus critérios sobre o que seria “relevante”, sem se importar se isso leva ou não à dissolução das virtudes sociais e, por consequência, da própria sociedade. Um triste exemplo é o dos países com alto índice de fracasso escolar e baixo índice de leitura, nos quais a superficialidade das relações pessoais e a obsessão pelo sexo são muito mais rentáveis do que a educação das novas gerações.
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Papa: "Ser sal e luz contra os germes poluidores do egoísmo".


PAPA FRANCISCO

ANGELUS
Praça de São Pedro
Domingo, 5 de Setembro de 2017


Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Nestes domingos a liturgia propõe o chamado Sermão da Montanha, no Evangelho de Mateus. Depois de apresentar as bem-aventuranças no último domingo, enfatiza hoje as palavras de Jesus, descrevendo a missão dos seus discípulos ao mundo (cf. Mt 5,13-16). Ele usa as metáforas do sal e luz e as suas palavras são dirigidas aos discípulos de todas as idades, assim também para nós.

Jesus nos convida a ser um reflexo de Sua luz, através do testemunho de boas obras. Ele diz: "Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem ao vosso Pai que está nos céus" ( Mt 5,16). Estas palavras apontam que somos reconhecidos como verdadeiros seguidores d’Aquele que é a Luz do mundo, não em palavras, mas por nossas obras. Na verdade, é acima de tudo o nosso comportamento que - para melhor ou para pior - deixa um sinal no outro. Portanto, temos um dever e uma responsabilidade pelo dom recebido: a luz da fé, que está em nós por meio de Cristo e do Espírito Santo, não devemos mantê-la como se fosse nossa propriedade. Em vez disso, somos chamados a fazê-la brilhar no mundo, para dar aos outros por boas obras. E quanto precisa o mundo da luz do Evangelho que transforma, cura e oferece salvação àqueles que a acolhem! Esta luz que devemos carregá-la com as nossas boas obras.

A luz da nossa fé, sendo dada, não se apaga, mas se fortalece. Em vez disso, pode ser retido se não for alimentada pelo amor e as obras de caridade. Assim, a imagem da luz encontra-se com a do sal. O Evangelho, de fato, diz-nos que, como discípulos de Cristo, somos "o sal da terra" (v. 13). O sal é um elemento que, ao mesmo tempo que dá sabor, preserva da alteração e da decomposição dos alimentos - no tempo de Jesus não havia frigoríficos! -. Portanto, a missão dos cristãos na sociedade é dar "sabor" à vida com a fé e amor que Cristo nos deu, e ao mesmo tempo para impedir a entrada de germes poluentes de egoísmo, inveja, calúnia , e assim por diante. Estes micróbios arruinam o tecido das nossas comunidades, que devem, em vez brilhar como lugares de acolhida, de solidariedade, de reconciliação. Para cumprir essa missão, devemos nós mesmos em primeiro lugar sermos livres das influências corruptoras de degeneração mundana, que se opõem a Cristo e ao Evangelho; e esta purificação nunca acaba, isso deve ser feito de forma contínua, isso deve ser feito todos os dias!

Cada um de nós é chamado a ser luz e sal no seu ambiente de vida diária, perseverando na tarefa de regenerar a realidade humana no espírito do Evangelho e na perspectiva do reino de Deus. Há sempre ajuda e proteção de Maria Santíssima, a primeira discípula de Jesus e modelo dos crentes que vivem a cada dia na história da sua vocação e missão. Nossa Mãe vai ajudar-nos a deixar-nos ser purificados e iluminados pelo Senhor, para tornar-se, por nossa vez "sal da terra" e "luz do mundo". 

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Dom que nos foi concedido por Deus, verdadeira fonte da bondade


A comemoração do aniversário de Santa Águeda nos reúne a todos neste lugar, como se fôssemos um só. Bem conheceis, meus ouvintes, o combate glorioso desta mártir, uma das mais antigas e ao mesmo tempo tão recente que parece estar agora mesmo lutando e vencendo, através dos divinos milagres com os quais diariamente é coroada e ornada.

A virgem Águeda nasceu do Verbo de Deus imortal e seu único Filho, que também padeceu a morte por nós. Com efeito, João, o teólogo, assim se exprime: A todos aqueles que o receberam, deu-lhes a capacidade de se tornarem filhos de Deus (Jo 1,12).

É uma virgem esta mulher que nos convidou para o sagrado banquete; é a mulher desposada com um único esposo, Cristo, para usar as mesmas expressões do apóstolo Paulo, ao falar da união conjugal. É uma virgem que pintava e enfeitava os olhos e os lábios com a luz da consciência e a cor do sangue do verdadeiro e divino Cordeiro; e que, pela meditação contínua, trazia sempre em seu íntimo a morte daquele que tanto amava. Deste modo, a mística veste de seu testemunho fala por si mesma a todas as gerações futuras, porque traz em si a marca indelével do sangue de Cristo e o tesouro inesgotável da sua eloquência virginal.

Ela é uma imagem autêntica da bondade, porque, sendo de Deus, vem da parte de seu Esposo nos tornar participantes daqueles bens, dos quais seu nome traz o valor e o significado: Águeda (que quer dizer “boa”) é um dom que nos foi concedido por Deus, verdadeira fonte de bondade.

Qual a causa suprema de toda a bondade, senão aquela que é o Sumo Bem? Por isso, quem encontrará algo mais que mereça, como Águeda, os nossos elogios e louvores?

Águeda, cuja bondade corresponde tão bem ao nome e à realidade! Águeda, que pelos feitos notáveis traz consigo um nome glorioso, e no próprio nome demonstra as ilustres ações que realizou! Águeda, que nos atrai com o nome, para que todos venham ao seu encontro, e com o exemplo nos ensina a corrermos sem demora para o verdadeiro bem, que é Deus somente!



Do Sermão na festa de Santa Águeda, de São Metódio da Sicília, bispo (Analecta Bollandiana, 68, 76-78)   (Séc. IX)

Meus pecados são perdoados na Santa Missa ou preciso ainda confessá-los?


A primeira é que todo católico que atingiu a idade da razão – definida como sendo aos 07 anos de idade - é obrigado a se confessar pelo menos uma vez ao ano. Essa obrigatoriedade atinge a todos, mesmo que a criança ainda não tenha concluído a catequese e feito a primeira comunhão. A segunda é aquela que se refere ao estar em pecado mortal. O Código de Direito Canônico, em seu cânon 916, afirma que:

"Cân. 916 Quem está consciente de pecado grave não celebre a missa nem comungue o Corpo do Senhor, sem fazer antes a confissão sacramental, a não ser que exista causa grave e não haja oportunidade para se confessar; nesse caso, porém, lembre-se que é obrigado a fazer um ato de contrição perfeita, que inclui o propósito de se confessar quanto antes."

No segundo caso, somente apresentando-se diante de um sacerdote e confessando seu pecado é que se estará apto a novamente comungar do Corpo de Cristo. O Código também é bastante claro quanto a isso:

"Cân. 960 A confissão individual e íntegra e a absolvição constituem o único modo ordinário, com o qual o fiel, consciente de pecado grave, se reconcilia com Deus e com a Igreja; somente a impossibilidade física ou moral escusa de tal confissão; neste caso, pode haver a reconciliação também por outros modos".

Assim se vê que existe uma íntima relação entre a confissão e a Eucaristia. O Catecismo da Igreja Católica chama a atenção para o caráter preventivo da confissão e da Eucaristia diante dos pecados:

"Pela mesma caridade que acende em nós, a Eucaristia nos preserva dos pecados mortais futuros. Quanto mais participarmos da vida de Cristo e quanto mais progredirmos em sua amizade, tanto mais difícil de ele separar-nos pelo pecado mortal. A Eucaristia não é destinada a perdoar pecados mortais. Isso é próprio do sacramento da reconciliação. É próprio da Eucaristia ser o sacramento daqueles que estão na comunhão plena da Igreja." (1395)
 

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Rede Século 21 passa a ser transmitida na SKY


A Rede Século 21 passou a ser transmitida também pela operadora SKY nos canais 180 e 386. Agora, os assinantes da TV paga via satélite, na modalidade DTH, terão acesso à programação de entretenimento, jornalismo, educação e espiritualidade da Rede Século 21.

De acordo com o diretor geral da ABERT, Luis Roberto Antonik, a inclusão dos canais na TV por assinatura aumenta a propagação da TV aberta. “Já que a TV paga tem cobertura de 100% em todas as regiões do país, essa ação proporcionará aos telespectadores o acesso a diferentes conteúdos”, destaca Antonik.

Por meio da coprodução com a Rede de Comunicação Interativa (TVCI), a Rede Século 21 deu um grande passo para o crescimento da emissora chegando a milhões de lares por meio da TV aberta e canal por assinatura.

Desde o dia 02 de julho de 2016, a Rede Século 21 está em 21 capitais brasileiras – por sinal aberto –, com 24 horas de programação diária para mais de 150 milhões de brasileiros. Com transmissão por canal aberto e operadoras de TV, a Século 21 está presente em mais de 1.000 municípios nas regiões Norte, Sul, Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste do Brasil – a maior parte com sinal digital (HDTV). São mais de 30 milhões de lares que recebem o sinal da emissora via antena parabólica. 

Sobre o BBB...


Queridos paroquianos, filhos e amigos, Como muitos já sabem, começou o BIG BROTHER.

Sei que muitos já conhecem o coração e o pensamento do padre acerca desse horrível programa onde tem como nome "GRANDES IRMÃOS".

Esse programa tem entrado em nossas casas (que é um Santuário da Vida) e tem destruído e arruinado muitos matrimônios, a juventude,  adolescentes e crianças...

Um programa que tem dessacralizado o que nós, cristãos católicos, temos como "lugar sagrado" que é o CONFESSIONÁRIO. Nós usamos o confessionário para recebermos o perdão de Deus através do sacramento da Reconciliação, nos arrependendo de nossos pecados e nos unindo a Deus, a Igreja e aos irmãos.

Em contrapartida esse programa usa do CONFESSIONÁRIO para eliminar não o pecado, e sim o IRMÃO, A CARIDADE... TUDO EM NOME DA FAMA E DO DINHEIRO. Sendo que aprendemos que quem "quer ganhar deve perder", e que a nossa recompensa não está aqui nesta terra e sim no CÉU.

É vergonhoso e lastimável saber que católicos, assistem esse programa do mal, que deseja enfiar goela a dentro os três deuses que o mundo apresenta: sexo, dinheiro e poder (fama).

Eu como sacerdote, digo: NÓS, CRISTÃOS, NÃO PODEMOS DAR IBOPE PARA ESSE PROGRAMA DO MAL. E DIGO MAIS: VEJO COMO PECADO GRAVE ASSISTIR ESSE PROGRAMA.