Ao chegar na Igreja de São Judas, na manhã de
domingo (26/04), o sacerdote encontrou o sacrário quebrado e as hóstias
pisoteadas dentro da igreja e também do lado de fora. Para conseguir entrar, o
invasor pulou o portão e pegou uma marreta utilizada pelos pedreiros, pois a
igreja está em reforma. Ele fez um buraco na parede da igreja, quebrou o
sacrário e um cofre de esmolas, que estava vazio.
“Acredito que
ninguém ouviu o barulho da destruição feita com a marreta, porque durante toda
a noite de sábado e madrugada de domingo, o bar que funciona ao lado estava
tocando uma música muito alta”, afirmou o sacerdote.
Há pouco tempo, a paróquia ganhou um equipamento de
segurança, alarme e câmeras. O Padre Douglas estava aguardando o término da
obra para fazer a instalação. Em vista do ocorrido, o circuito de segurança
será colocado para funcionar o quanto antes. O caso foi registrado na Delegacia
de Vargem Grande Paulista e até o momento nenhum culpado foi encontrado.
Na página da comunidade, no facebook, o Padre Douglas
deixou uma mensagem de agradecimento pelo apoio da comunidade.
“Lamentamos
profundamente o ato de profanação e vandalismo ocorrido em nossa paróquia. A
igreja de são Judas Tadeu foi invadida nesta madrugada. O Tabernáculo foi
depredado e o Corpo do Senhor lançado e pisado ao chão. Sabemos que isto é um
preço espiritual pago por nós ante as lutas contra o mal que temos travado. O
fato deve nos motivar em adoração e empenho no combate ao pecado. Vamos orar, pedir
perdão e adorar...”
“Agradeço a
todos que foram solidários conosco da Paróquia de Frei Galvão após a profanação
ocorrida em nossa igreja de São Judas Tadeu. Este fato, embora triste, nos
revelou a força da comunhão dos santos manifesta na oração, nas mensagens, em
atitudes de visita a nós ao longo do dia. O Espírito Santo nos deu a graça de
poder lavar com nossas lágrimas o chão repleto de fragmentos do corpo do
Senhor. Pudemos chorar aos seus pés e secar com nossos cabelos. Pudemos
demonstrar muito amor. Isso nos basta. Tudo isso nos motivou ainda mais. Num
domingo como o do Bom Pastor, termos sido atacados pelo lobo e não nos termos
dispersado foi a prova de que não estamos confiados a nenhum mercenário. Ele
guia, e nada nos falta! Deus abençoe”.









