quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Maria de Nazaré, quem é esta mulher?



Como cristãos, temos motivos de sobra para celebrar Maria como “rainha e senhora”, mas corremos o risco de esquecer a história daquela mulher simples que viveu num pequeno povoado de uma região periférica no mundo daquele tempo.

Maria de Nazaré é alguém de nossa raça. Como os demais seres humanos, nasceu e viveu num contexto histórico, social, econômico, político e cultural.

Como as outras mulheres, sua natureza humana se desgastou; viu-se atingida pelas inclemências dos anos e envelheceu. Não viveu segregada e protegida. Não é fácil conhecer a história de Maria com objetividade, uma vez que as fontes são os Evangelhos, nos quais os fatos históricos já se apresentam interpretados a partir da fé. Não se deve, porém esquecer essa história que há de ser ponto de partida insubstituível em toda reflexão mariológica.

No Novo Testamento há diversas tradições. Maria é referência indireta nos escritos paulinos. Marcos a apresenta como mulher do povo e participante de sua mentalidade. Os Evangelhos da infância apresentam uma teologia bem elaborada sobre a fisionomia espiritual da Virgem, enquanto o quarto evangelista destaca sua fidelidade e seu significado na comunidade cristã.

De todas essas interpretações podemos concluir:

– Maria foi uma mulher simples do povo e sensível às necessidades dos pobres.

Embora os Evangelhos nada digam sobre os pais de Miryam, nome original de Maria, segundo a tradição eles se chamavam Joaquim e Ana. Vivia em Nazaré, um povoado sem renome e de má fama, na região norte chamada Galiléia. Sua existência deve ter sido como a de qualquer outra jovem daquela cultura: arrumar a casa, ajudar os irmãos menores, e participar nas festas religiosas. Ainda se conserva em Nazaré a “fonte da Virgem”. Ali ela comentaria com as outras mulheres os acontecimentos e rumores de cada dia.

Contam os Evangelhos que Miryam estava prometida para ser esposa de um carpinteiro justo e honrado que se chamava José, e talvez tivesse emigrado da Judéia. Maria e José pertencem ao povo humilde, de modo que quando seus conterrâneos vêem que Jesus fala tão bem, se admiram: “Mas não é este o filho do carpinteiro e de Maria?” (Mc 6,2). 

Fim de ano



Comemoramos, no último domingo de 2015, a Festa da Sagrada Família, a Família de Nazaré, Jesus, Maria e José. Diante desse modelo de família, avaliamos a identidade de nossas famílias no decorrer do ano. Ano de sofrimento e ameaças, que afetaram profundamente muitos lares. Violência, assassinatos, mortes no trânsito, terrorismo, roubos nas casas, derrame de rejeitos etc.

O fato de Jesus ficar “perdido” em Jerusalém causou grande sofrimento para seus pais. Não é diferente do sofrimento de tantas mães e tantos pais diante dos desvios dos filhos, principalmente quando esses entram para o mundo da droga. As consequências não deixam de ser desastrosas. Muitos são assassinados e outros acabam sendo jogados no sofrimento da prisão.

Devemos dizer também que as famílias são comunidades de amor, de estima mútua e de desenvolvimento das capacidades humanas e espirituais. Mas tem sido frequente o drama das que se encontram desintegradas pela separação ou má conduta dos pais. Tudo isso afeta profundamente a identidade psicológica e espiritual dos filhos. Deixam de ser base de sustentação para eles.

Ao começar um novo ano, as famílias são convocadas para renovar seus compromissos de amor, superar as dificuldades no lar e restaurar os elementos fraturados que impedem a prática da doação total. A relação pais e filhos deve ser expressão de ternura e de superação de tudo aquilo que impede um verdadeiro e fecundo afeto. 

A Igreja e Maria


Maria é redimida como todos os outros, mas o é de maneira particular, fundada na sua missão de tornar-se a mãe de Jesus. Ela é “pré-redimida”, a fim de poder dar à luz o Redentor.

E Jesus faz questão de sublinhar o efeito: “Quem é minha mãe?... os que fazem a vontade de meu Pai” [1]. E Ele responde à mulher que exalta Sua mãe: “Sim, bem-aventurados os que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática” [2].

Então a única prioridade seria a da maternidade física? Sim e não. Não, porque ninguém como ela tinha necessidade de receber e de fato recebeu tal plenitude de fé e disponibilidade com relação de se tornar fisicamente mãe. E justamente tal plenitude a coloca em primeiro lugar, numa posição exemplar também nas palavras libertadoras de Jesus. Ninguém como ela “ouviu e pôs em prática a Palavra de Deus”, até as últimas fibras do corpo, de modo que nela a fá de Abraão na promessa Divina foi levada à plena realização: a sua fé realizou a encarnação da Palavra de uma promessa; naturalmente só porque o próprio Deus, em Sua soberana liberdade, quis tornar-se homem nela, a humilde serva.

Com, efeito, Maria, enquanto serva do Senhor, se encontra de certa forma nivelada no interior da Igreja – todo aquele que como ela for servo ou escravo de Deus pode ser mãe de Jesus, pode permitir à Palavra Divina que se torne Corpo e Carne -, e, contudo não pode ser perfeitamente nivelada aos outros crentes, porque só ela foi mãe corpórea de Jesus, e, portanto, a “pré-redimida”.

Voltemos mais uma vez à imagem das ondas concêntricas que se sobrepõem: entre os demais círculos, Maria é o maior, aquele cujo raio se sobrepõe e contém todos os outros; em outras palavras ela é coextensiva à Igreja na medida em que esta é a Igreja dos Santos, “esposa sem mácula e sem ruga” [3].

Isto é verdade desde o primeiro instante da encarnação. A conseqüência que deriva disso é extremamente importante para o nosso tema e para toda a concepção da Igreja: esta existiu desde a encarnação, certamente não em sua forma institucional – somente muito mais tarde Jesus chamará os doze e os enviará com plenos poderes para pregar e administrar os Sacramentos -, mas numa forma tão perfeita (“imaculada”) como jamais se registrará depois.

Mensagem de boas-vindas!


"Que são a vida dos Santos se não o Evangelho colocado em prática?"
– São Francisco de Sales

Irmãos e irmãs no Senhor, neste dia 1º de janeiro, inauguramos mais um blog da rede de comunicação Informação Católica, no qual você poderá acompanhar diariamente a vida dos santos e santas, pessoas como você e eu que viveram neste mundo em amizade com o Senhor e agora estão com Ele, intercedendo por nós.

Os Santos de Deus são aqueles heróis de JESUS CRISTO que, alcançando uma vitória sobre o demônio, o mundo e a carne, e praticando as virtudes em grau heroico, alcançaram a eterna bem-aventurança.

São modelos de vida em Cristo, e pelo seu testemunho são nossos intercessores junto a Deus. O que fazer para participar dessa felicíssima glória na JERUSALÉM CELESTE?

Temos a Sagrada Escritura, os Mandamentos, os Sacramentos, a Doutrina da Igreja Católica Apostólica Romana e os exemplos dos Santos.

Nenhuma pessoa humana chegou à eterna felicidade senão pela via da Cruz, e praticando as virtudes do Divino Mestre, da humildade, da paciência, da perseverança, mansidão, castidade, e um abrasado amor a Deus e ao próximo e uma rejeição ao mal e ao pecado.

Por isso, é com muita alegria que estamos iniciando mais este trabalho, espero que você goste e continue nos visitando sempre e acompanhando diariamente a vida destes amigos e amigas de Deus. Nosso lema é: "Ou Santos ou nada!" Amém. 

Salmo 14

1. Senhor, quem morará em vossa casa?
Quem habitará em vossa montanha santa?
2. O que vive na inocência e pratica a justiça, o que pensa o que é reto no seu coração,
3. cuja língua não calunia; o que não faz mal a seu próximo,
e não ultraja seu semelhante.
4. O que tem por desprezível o malvado, mas sabe honrar os que temem a Deus;
o que não retrata juramento mesmo com dano seu,

5. não empresta dinheiro com usura, nem recebe presente para condenar o inocente. Aquele que assim proceder jamais será abalado.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Padre é afastado após celebrar a missa em diciclo elétrico nas Filipinas


Um padre foi afastado por autoridades eclesiásticas nas Filipinas após a divulgação de um vídeo em que o sacerdote aparece celebrando uma missa sobre um hoverboard, uma espécie de skate elétrico.

Falbert San José pode ser visto circulando com o aparelho pela igreja na província de Laguna, enquanto canta e recebe aplausos dos fiéis.

"Isso foi errado", afirmou a diocese de São Paulo, responsável pela região. A nota da diocese confirma que o padre saudou as pessoas e cantou uma música de Natal enquanto circulava de hoverboard, e diz que por isso José está afastado da paróquia para "refletir".

"A Eucaristia demanda o maior respeito e reverência. É a maior forma de devoção da Igreja, e não uma celebração pessoal em que alguém pode caprichosamente introduzir algo para chamar atenção", diz a declaração da diocese.

A autoridade eclesiástica afirma ainda que o sacerdote viu o episódio como um "alerta".

Uma versão do vídeo foi publicada no Facebook pelo grupo católico tradicionalista Novus Ordo. O registro foi amplamente compartilhado, mas motivou reações diversas na rede social.


"Desrespeito total e completo não apenas pelo Senhor mas também pela salvação de todas aquelas pobres almas", afirmou Scott LaLonde. "E além de tudo ele nem conseguia cantar."

Fuga de Jesus para o Egito.


Surge, et accipe puerum et matrem eius, et fuge in Aegyptum — “Levanta-te, e toma contigo o Menino e sua Mãe, e foge para o Egito” (Matth. 2, 13).

Sumário. Considera que Jesus apenas nascido é perseguido de morte por Herodes, sendo assim obrigado a fugir para o Egito, a fim de salvar a vida. Quão penosa devia ser aquela fuga para a sagrada Família e especialmente para o Coração extremamente sensível do Menino Jesus. Minha alma, associa-te àqueles três pobres exilados, compadece-te deles, e quando o Senhor te provar com tribulações, une os teus padecimentos aos daqueles santos personagens. Considera igualmente que pelos pecados que cometeste, renovaste para Jesus a perseguição de Herodes.

I. O Anjo aparece em sonhos a São José e lhe dá a entender que Herodes vai procurar o Menino Jesus, para Lhe tirar a vida. Surge, et accipe puerum et matrem eius, et fuge in Aegyptum — “Levanta-te, e toma contigo o Menino e sua Mãe, e foge para o Egito”. Eis como Jesus apenas nascido é perseguido de morte. — Herodes é figura daqueles miseráveis pecadores que vendo Jesus Cristo apenas renascido em sua alma pelo perdão obtido, novamente o perseguem à morte, tornando a pecar: quaerunt puerum ad perdendum eum.

José, tendo recebido a ordem do Anjo, obedece logo, sem demora, e avisa a sua santa Esposa. Ajunta a pouca ferramenta que podia carregar, a fim de exercer o seu ofício no Egito, e deste modo sustentar a sua pobre família. — Maria, por seu lado, faz uma pequena trouxa dos paninhos, ao uso do divino Menino. Depois entra na pobre morada, ajoelha junto ao berço de seu tenro Filhinho, beija-Lhe os pés, e derramando lágrimas de ternura, lhe diz: Ó meu Filho e meu Deus, acabas de nascer e de vir ao mundo para salvar os homens e já os homens vêm procurar-Te para Te matarem! — Toma em seguida o Menino nos braços e enquanto os santos Esposos choram, saem da casa, fecham a porta e na mesma noite se põem em caminho para o Egito.

Considera em espírito quais foram as ocupações daqueles santos viajantes durante a jornada. Não falam senão sobre seu caro Jesus, sobre a sua paciência e o seu amor, e desta maneira consolavam-se nas dificuldades e incômodos de tão longo caminho. Oh! Quão doce é o sofrimento quando se olha para Jesus que sofre! Associa-te, minha alma, diz São Boaventura, a esses três santos e pobres exilados; compadece-te deles na viagem tão penosa, longa e incômoda, que estão fazendo. Roga a Maria que te faça sempre trazer o seu Filho divino em teu coração. 

Medalha do Jubileu da Misericórdia: o pai que recebe o filho pródigo


A medalha oficial do Jubileu Extraordinário da Misericórdia 2015-2016 foi apresentada hoje (29) no Vaticano.

A medalha, conforme nota da Sala de Imprensa da Santa Sé, tem o escudo do Papa Francisco coroado com a frase: Iubilaeum Extraordinarium Misericordiae 2015 e abaixo o nome do artista que a concebeu.

Na parte de trás figura a arte de Rembrandt “O retorno do filho pródigo", preservado no Museu Hermitage em São Petersburgo, inspirada na parábola evangélica do pai misericordioso.

Uma curiosidade é que as mãos do Pai são uma masculina e outra feminina para dizer que o perdão é do Pai, mas passa através do ministério da Igreja. Em torno da imagem está gravada a frase: In aeternum misericórdia eius, do Salmo 135. 

No último dia do ano, a Igreja canta o 'Te Deum'


Um ar de triunfo e alegria pairava sobre a cidade de Orléans naquele belo dia de maio de 1429. O estandarte de Santa Joana d'Arc, semeado de flores-de-lis e tendo as figuras de Jesus e Maria, tremulava ao vento, entre brados de júbilo dopovo. Repicavam os sinos enquanto pela ponte do rio Loire adentrava a intrépida virgem que reerguera uma França desmoralizada e dividida. Sob as ogivas da Catedral de Sainte-Croix, milhares de vozes entoavam um hino de vitória e ação de graças: o Te Deum.

Da Idade Média até os nossos dias

Ao longo dos séculos, em ocasiões de especial relevância - uma insigne vitória ou algum outro grande dom recebido da Providência -, o povo cristão utilizou-se do Te Deum para manifestar aos Céus sua gratidão. A História registra diversos desses momentos.

Em 20 de janeiro de 1554, por exemplo, quando a cidade de Lisboa exultava pelo nascimento do herdeiro do trono luso, Dom Sebastião, o Desejado, a Igreja uniu-se ao júbilo geral, promovendo solene Te Deum acompanhado do repicar dos sinos. E em 12 de setembro de 1683, após a famosa Batalha de Viena, o rei polonês João Sobieski entrou vitorioso na cidade e cantou com o povo o Te Deum, agradecendo a intervenção da Mãe de Deus, que lhes prestara seu invencível auxílio.

Hoje, as comunidades cristãs do mundo todo se reúnem para entoar solenemente este hino a cada 31 de dezembro, por ocasião das Primeiras Vésperas da Solenidade de Maria Santíssima. Sobre este belo costume, o Papa Bento XVI afirma: Deus "fez-Se como nós, para nos fazer como Ele: filhos no Filho, portanto, homens livres da lei do pecado. Não é este porventura um motivo fundamental para elevar a Deus a nossa ação de graças? Uma ação de graças que não pode deixar de ser ainda mais motivada no final de um ano, considerando os numerosos benefícios e a sua assistência constante que pudemos experimentar no arco dos doze meses transcorridos".1

Hino de louvor e súplica

Cântico de arrebatadora beleza, tanto pela admirável evocação da Igreja triunfante e militante, como pela efusiva proclamação dos atributos e benefícios divinos, possui o Te Deum três partes bem características.

Na primeira, ressalta-se a glorificação da Santíssima Trindade por todos os seres racionais: os Anjos e os Santos prosternam-se em adoração diante desse augusto Mistério. A segunda é uma exaltação de Jesus Cristo, o Verbo Encarnado, o Redentor, que voltará no fim dos tempos como Supremo Juiz para julgar os vivos e os mortos. Por fim, a terceira contém uma veemente súplica: "Fazei-nos ser contados, Senhor Vos suplicamos, em meio a Vossos santos na Vossa eterna glória".

Aqui termina o hino propriamente dito. O que se segue é um apêndice, composto de versículos extraídos de diversos salmos2, acrescentado posteriormente ao texto original.