sábado, 25 de junho de 2016

Dupla assalta cofre de Igreja Matriz de Santo André, no ABC



Dois homens invadiram e roubaram o cofre da Igreja Matriz de Santo André, no ABC, nesta sexta-feira (24), segundo apurou o SPTV. Eles fugiram a pé, levando cerca de R$ 8 mil em doações, dinheiro que seria usado para o pagamento de salários dos funcionários da paróquia. Ninguém ficou ferido. A ação dos bandidos foi registrada por câmeras de segurança.

As imagens mostram a chegada da cozinheira da paróquia, por volta das 6h15, em uma manhã escura. Ela abre a porta da igreja e entra. Em seguida, um dos assaltantes vem correndo e entra atrás dela, sendo seguido por seu comparsa. A dupla foi até o dormitório onde estavam três padres. Os assaltantes acordaram as vítimas e pediram o dinheiro.

Papa Francisco propõe três alicerces sobre os quais edificam e reedificam a vida cristã: memória, fé e amor misericordioso




Viagem do Papa Francisco à Armênia – 24 a 26 de junho de 2016
Santa Missa na Praça Vartanants em Guiumri
Sábado, 25 de junho de 2016

«Levantarão os antigos escombros, restaurarão as cidades destruídas» (Is 61, 4). Nestes lugares, amados irmãos e irmãs, podemos dizer que se realizaram as palavras do profeta Isaías, que ouvimos. Depois das devastações terríveis do terremoto, estamos aqui hoje para dar graças a Deus por tudo o que foi reconstruído.

Mas poderíamos também questionar-nos: Que nos convida o Senhor a construir hoje na vida? E sobretudo: Sobre que alicerce nos chama a construir a nossa vida? Procurando responder a esta pergunta, gostaria de propor-vos três alicerces estáveis sobre os quais podemos, incansavelmente, edificar e reedificar a vida cristã.

O primeiro alicerce é a memória. Uma graça que devemos pedir é a de saber recuperar a memória, a memória daquilo que o Senhor realizou em nós e por nós: trazer à mente que Ele, como diz o Evangelho de hoje, não nos esqueceu, mas «recordou-Se» (Lc 1, 72) de nós: escolheu-nos, amou-nos, chamou-nos e perdoou-nos; na nossa história pessoal de amor com ele, houve grandes acontecimentos que se devem reavivar com a mente e o coração. Mas há também outra memória a salvaguardar: a memória do povo. De facto, os povos têm uma memória, como as pessoas. E a memória do vosso povo é muito antiga e preciosa. Nas vossas vozes, ressoam as dos Santos sábios do passado; nas vossas palavras, há o eco de quem criou o vosso alfabeto, com a finalidade de anunciar a Palavra de Deus; nos vossos cânticos, misturam-se os gemidos e as alegrias da vossa história. Pensando em tudo isto, certamente podereis reconhecer a presença de Deus: Ele não vos deixou sozinhos. Mesmo no meio de adversidades tremendas, poderemos dizer, com o Evangelho de hoje, que o Senhor visitou o vosso povo (cf. Lc 1, 68): recordou-Se da vossa fidelidade ao Evangelho, das primícias da vossa fé, de todos aqueles que testemunharam, mesmo à custa do sangue, que o amor de Deus vale mais que a vida (cf. Sal 63, 4). É bom para vós poderdes lembrar, com gratidão, que a fé cristã se tornou a respiração do vosso povo e o coração da sua memória.

E a fé constitui também a esperança para o vosso futuro, a luz no caminho da vida, sendo ela o segundo alicerce de que gostaria de vos falar. Há sempre um perigo que pode fazer esmorecer a luz da fé: é a tentação de a reduzir a algo do passado, algo importante mas próprio de outros tempos, como se a fé fosse um belo livro de miniaturas que se deve conservar num museu. Mas ela, se for encerrada nos arquivos da história, perde a sua força transformadora, a sua vivacidade, a sua abertura positiva aos outros. Ao contrário, a fé nasce e renasce do encontro vivificante com Jesus, da experiência da sua misericórdia que ilumina todas as situações da vida. Far-nos-á bem reavivar cada dia este encontro vivo com o Senhor. Far-nos-á bem ler a Palavra de Deus e abrir-nos, em silenciosa oração, ao seu amor. Far-nos-á bem deixar que o encontro com a ternura do Senhor acenda a alegria no coração: uma alegria maior do que a tristeza, uma alegria que perdura mesmo no meio da dor, transformando-se em paz. Tudo isto renova a vida, torna-a livre e dócil às surpresas, pronta e disponível para o Senhor e para os outros. E pode acontecer também que Jesus nos chame a segui-Lo mais de perto, a entregar a vida a Ele e aos irmãos: se vos convidar, especialmente a vós jovens, não tenhais medo, dizei-Lhe «sim». Ele conhece-nos, ama-nos de verdade, e deseja libertar o coração dos fardos do medo e do orgulho. Abrindo espaço a Ele, tornamo-nos capazes de irradiar amor. Desta forma, podereis dar continuidade à vossa grande história de evangelização, de que a Igreja e o mundo precisam nestes tempos conturbados, mas que são também os tempos da misericórdia.

Deus pode encontrar-se no coração do homem


A saúde do corpo é um bem apreciável para a vida humana; o que interessa, porém, não é apenas conhecer as causas da saúde, mas viver com saúde. Na verdade, se alguém faz o elogio da saúde e depois come um alimento que lhe provoca má disposição e doença, de que lhe aproveitaram os elogios da saúde? No mesmo sentido devemos entender esta afirmação do Senhor, ao proclamar bem-aventurado não aquele que conhece alguma coisa de Deus, mas o que possui a Deus em si mesmo. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. 

No entanto, parece-me que Deus se mostra face a face àquele que tem o olhar da sua alma bem purificado, mas segundo a palavra de Cristo: O reino de Deus está dentro de vós. Assim nos ensina que, se alguém tem o coração purificado de toda a afeição desordenada para com as criaturas, pode contemplar na sua própria beleza a imagem da natureza divina. 

E parece-me que esta concisa expressão do Verbo equivale a dizer: Ó homens, que desejais contemplar o bem verdadeiro, quando ouvirdes dizer que a majestade divina está elevada e exaltada acima dos céus, que a sua glória é insondável, que a sua beleza é inefável e que a sua natureza é incompreensível, não vos deixeis cair no desespero, pensando que não podereis ver aquilo que desejais. 

Se procurares ativa e cuidadosamente limpar o teu coração das impurezas que o mancham e obscurecem, então resplandecerá em ti a beleza divina. Assim como o ferro, quando é polido da ferrugem que o enegrecia, volta a refletir os esplendores do sol, de modo semelhante o homem interior, a que o Senhor chama «coração», quando remove toda a ferrugem do mal que pelas más inclinações contraíra, recupera de novo a semelhança com a sua forma original e primitiva, e assim, por esta semelhança com o bem supremo, torna-se ele mesmo totalmente bom. 

Portanto, quem se vê a si mesmo, contempla em si mesmo o que deseja ver; assim se torna feliz aquele que tem um coração puro, porque ao contemplar a sua pureza, vê através desta imagem a sua forma original. Os que contemplam o sol num espelho, embora não fixem os olhos no céu, nem por isso veem menos o sol no brilho do espelho, do que aqueles que olham diretamente para o disco solar. Assim também vós, diz o Verbo, ainda que pelas vossas forças não sejais capazes de ver e contemplar a luz inacessível, se voltais à beleza e dignidade da imagem que foi criada em vós desde o princípio, encontrareis dentro de vós mesmos aquilo que buscais. 

A divindade é pureza, é isenção de toda a inclinação viciosa, é ausência de todo o mal. Se estas estão em ti, também Deus está em ti. Portanto, quando a tua alma estiver isenta de toda a inclinação má, livre de toda a afeição desordenada e imune de toda a imperfeição, serás feliz pela agudeza e limpidez do teu olhar, porque, graças à pureza do teu coração, poderás contemplar o que escapa ao olhar dos que não têm esta pureza de espírito. Tendo removido dos olhos da alma a névoa material que os envolvia, podes contemplar claramente uma visão feliz na pura serenidade do coração. Que visão é esta? A santidade, a pureza, a simplicidade e todos os luminosos esplendores da natureza divina, por meio dos quais se vê a Deus.


Das homilias de São Gregório de Nissa, bispo
(Sermão 6, sobre as bem-aventuranças: PG 44, 1270-1271) (Sec. IV)

Pai Nosso na missa: de mãos dadas?


A prática de dar as mãos na hora de rezar o Pai-Nosso vem do mundo protestante. A razão é que os protestantes, ao não ter a presença real de Cristo, ou seja, ao não ter uma comunhão real e válida que os uma entre si e com Deus, apelam ao gesto de dar as mãos uns aos outros como momento de comunhão na oração comunitária.

Nós, na missa, temos dois momentos de maior importância: a consagração e a comunhão. É na missa que temos nossa unidade; é nela que nos unimos a Jesus e em Jesus, por meio do sacerdócio comum dos fiéis. E dar as mãos é, obviamente, uma distração disso. Nós, católicos, nos unimos na comunhão, e não quando damos as mãos.

Não há nada na Instrução Geral do Missal Romano que indique que a prática de dar as mãos tenha de ser feita. Na missa, cada gesto é regulado pela Igreja.

É por isso que temos partes particulares da missa nas quais nos ajoelhamos, partes nas quais nos levantamos, partes nas quais nos sentamos etc. E não há menção alguma nos documentos que fale que precisamos dar as mãos para rezar o Pai-Nosso.

Portanto, esta prática deve ser evitada durante a celebração da missa. Porém, se alguém quiser fazer isso, que faça (como exceção) com alguém de absoluta confiança, sem forçar ninguém, sem incomodar ninguém e sem a intenção de que isso se transforme em norma litúrgica para todos.

É preciso levar em consideração que nem todo mundo quer segurar a mão do vizinho, e tentar impor isso pode acabar sendo incômodo em detrimento da oração, da piedade e do recolhimento.

Outra coisa muito diferente é a oração comunitária fora da missa. Quando se reza fora da missa, não há problema algum em segurar a mão de alguém, pois isso é um gesto muito emotivo e simbólico.

Esta, como outras atitudes, não é senão a exaltação do sentimento. O estar em comunhão com alguém não consiste tanto em dar as mãos ao rezar o Pai-Nosso, e sim no fato de estar confessado, no fato de estarem em estado de graça e, sobretudo, no fato de estarem preparados para a Eucaristia.

Se o gesto de dar as mãos fosse necessário, importante ou conveniente para toda a Igreja, os bispos ou as conferências episcopais já teriam enviado uma petição a Roma, há muito tempo, para que tal prática fosse implantada. Não o fizeram e penso que nunca o farão.

Outra coisa que se vê muito quando se reza o Pai-Nosso é que as pessoas levantem as mãos, como o padre faz, e isso tampouco é correto, porque não cabe aos leigos, durante a missa, fazer os gestos reservados ao sacerdote, nem pronunciar as palavras ou orações do padre, confundindo o sacerdócio comum dos fiéis com o sacerdócio ministerial.

Só os padres estendem as mãos; é melhor que os fiéis permaneçam como estão ou orem com as mãos unidas, pois a fé interior é o que importa, é o que Deus vê.

Os gestos externos do padre na santa missa existem para que os fiéis vejam que o sacerdote é o homem designado que intercede por eles. 

São Próspero

 
Próspero nasceu no final do século IV na França. Estudou na sua cidade natal e logo se tornou escritor e teólogo. Ele não se ordenou sacerdote, embora tenha vivido no mosteiro de Marselha como um irmão leigo. Não foi mártir e nem patrocinou prodígio algum. Entretanto, a Igreja o venera como "Professor da Fé". Próspero viu se difundir a doutrina herética apregoada por Pelágio, que negava o pecado original e a necessidade da Graça Divina para a salvação humana. Portanto, o homem seria capaz de se salvar apenas praticando o bem e segundo a sua própria vontade, pois a Graça Divina era importante, mas não indispensável. Próspero, desde o seu ingresso no mosteiro, tomou parte ativa na luta contra os erros doutrinais divulgados por Pelágio. Ele defendeu e trabalhou pessoalmente com santo Agostinho, pois tinham o mesmo entendimento que ele sobre a Graça Divina. Próspero se transferiu para Roma em 435, onde continuou com suas obras. Escreveu um comentário sobre os Salmos e sobre seu mestre Agostinho. A partir de 440, Próspero foi convocado pelo papa Leão Magno para ser seu secretário, exercendo a função até depois de 463, quando faleceu. Deixou um grande número de escritos teológicos eclesiásticos, sempre em resposta às diversas calúnias e objeções à rígida doutrina de Agostinho. 

Senhor Pai de Bondade, pela intercessão de São Próspero, abençoai e proteger todos as famílias que têm no Cristo a luz de suas vidas. Dai aos esposos serem zelosos com suas mulheres e filhos. Derramai sobre as mulheres o carinho pelos esposos e o cuidado pelos filhos. E aos filhos, inspirai o respeito e amor aos pais. Por Cristo nosso Senhor. Amém.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Aos diplomatas armênios, Papa pede empenho pela paz




Viagem do Papa Francisco à Armênia – 24 a 26 de junho de 2016 Encontro com as autoridades, a sociedade civil e o corpo diplomático Palácio presidencial de Yerevan Sexta-feira, 24 de junho de 2016

Senhor Presidente,
Distintas Autoridades,
Ilustres Membros do Corpo Diplomático,
Senhores e Senhoras!

Para mim é motivo de grande alegria poder estar aqui, tocar o solo desta terra arménia tão querida, visitar um povo de antigas e ricas tradições, que testemunhou corajosamente a sua fé, que sofreu muito mas sempre voltou a renascer.

«O nosso céu turquês, as águas límpidas, o lago de luz, o sol de verão e, de inverno, o galhardo vento norte, (…) a pedra dos milénios, (…) os livros gravados com o estilete, feitos oração» (Elise Ciarenz, Ode à Arménia). Estas são algumas das imagens impressionantes que um ilustre poeta vosso oferece para nos iluminar sobre a profundidade da história e sobre a beleza da natureza da Arménia. Encerram, em poucas expressões, o eco e a densidade da experiência gloriosa e dramática dum povo e o amor comovido pela sua pátria.

Agradeço-lhe vivamente, Senhor Presidente, as palavras gentis de boas-vindas, que me dirigiu em nome do Governo e dos habitantes da Arménia, e a possibilidade que me deu, com o seu amável convite, de retribuir a visita que o Senhor Presidente fez ao Vaticano, no ano passado, para participar numa solene celebração na Basílica de São Pedro, juntamente com Suas Santidades Karekin II, Patriarca Supremo e Catholicos de Todos os Arménios, Aram I, Catholicos da Grande Casa de Cilícia, e Sua Beatitude Nerses Bedros XIX, Patriarca de Cilícia dos Armênios, recentemente falecido. Naquela ocasião, comemorou-se o centenário do Metz Yeghérn, o «Grande Mal», que atingiu o vosso povo e causou a morte duma multidão enorme de pessoas. Aquela tragédia, aquele genocídio, marcou o início, infelizmente, do triste elenco das imensas catástrofes do século passado, tornadas possíveis por aberrantes motivações raciais, ideológicas ou religiosas, que ofuscaram a mente dos verdugos até ao ponto de se prefixarem o intuito de aniquilar povos inteiros. É muito triste, seja nesse como nos outros dois, as grandes potências internacionais estavam olhando do outro lado.

Presto homenagem ao povo armênio, que, iluminado pela luz do Evangelho, mesmo nos momentos mais trágicos da sua história, sempre encontrou na Cruz e na Ressurreição de Cristo a força para se levantar de novo e retomar o caminho com dignidade. Isto revela como são profundas as raízes da fé cristã e que tesouro infinito de consolação e esperança a mesma encerra. Tendo diante dos nossos olhos os resultados nefastos a que conduziram, no século passado, o ódio, o preconceito e a ambição desenfreada de domínio, espero vivamente que a humanidade saiba tirar daquelas experiências trágicas a lição de agir, com responsabilidade e sabedoria, para evitar os perigos de recair em tais horrores. Por isso multipliquem-se os esforços, por parte de todos, por que, nas disputas internacionais, prevaleçam sempre o diálogo, a busca constante e genuína da paz, a colaboração entre os Estados e o assíduo empenho das organizações internacionais, a fim de se construir um clima de confiança propício a alcançar acordos duradouros, que olhem para a frente, para o futuro.

A Igreja Católica deseja colaborar ativamente com todos aqueles que têm no coração o destino da civilização e o respeito pelos direitos da pessoa humana, para fazer prevalecer no mundo os valores espirituais, desmascarando quantos deturpam o seu significado e beleza. A propósito, é de importância vital que quantos declaram a sua fé em Deus unam as suas forças para isolar quem quer que use a religião para levar a cabo projetos de guerra, opressão e perseguição violenta, instrumentalizando e manipulando o Santo Nome de Deus. 

O mundo enfrenta conflitos e divisões e espera dos cristãos um testemunho de fraternidade, disse o Papa na Armênia




Viagem do Papa Francisco à Armênia Visita de oração na catedral apostólica de Etchmiadzin Sexta-feira, 24 de junho de 2016

Venerado Irmão,
Patriarca Supremo e Catholicos de todos os Armênios,
Queridos irmãos e irmãs em Cristo!

Atravessei, comovido, o limiar deste lugar sagrado, testemunha da história do vosso povo, centro irradiador da sua espiritualidade; e considero um dom precioso de Deus poder-me aproximar do santo altar donde refulgiu a luz de Cristo na Arménia. Saúdo o Catholicos de Todos os Armênios, Sua Santidade Karekin II, a quem agradeço cordialmente o grato convite para visitar a Santa Etchmiadzin, os Arcebispos e Bispos da Igreja Apostólica Arménia, reconhecido pela receção cordial e jubilosa que todos vós me proporcionastes. Obrigado, Santidade, por me ter acolhido na sua casa; este sinal de amor exprime, de maneira muito mais eloquente que as palavras, o que significam a amizade e a caridade fraterna.

Nesta ocasião solene, dou graças ao Senhor pela luz da fé acesa na vossa terra, fé que conferiu à Arménia a sua identidade peculiar e a tornou mensageira de Cristo entre as nações. Cristo é a vossa glória, a vossa luz, o sol que vos iluminou e deu uma nova vida, que vos acompanhou e amparou, especialmente nos momentos de maior provação. Curvo-me diante da misericórdia do Senhor, que quis que a Arménia se tornasse a primeira nação, desde o ano de 301, a acolher o cristianismo como sua religião, numa época em que grassavam ainda as perseguições no Império Romano.

Para a Armênia, a fé em Cristo não foi uma espécie de vestido que se põe ou tira segundo as circunstâncias e conveniências, mas um elemento constitutivo da sua própria identidade, um dom de enorme valor que se há de acolher com alegria e guardar com empenho e fortaleza, à custa da própria vida. Como escreveu São João Paulo II, «com o “Batismo” da comunidade arménia, (…) nasce uma identidade nova do povo, que se tornará parte constitutiva e inseparável do próprio ser arménio. Desde então já não foi mais possível pensar que, entre os componentes dessa identidade, não esteja a fé em Cristo como elemento essencial» (Carta Apostólica no 1700º aniversário do Batismo do Povo Arménio, 2 de fevereiro de 2001, 2). Queira o Senhor abençoar-vos por este luminoso testemunho de fé, que demonstra de maneira exemplar, com o sinal eloquente e sagrado do martírio, a poderosa eficácia e fecundidade do Batismo recebido há mais de mil e setecentos anos, que se manteve um elemento constante da história do vosso povo. 

RS: Crucifixo em prédios da Justiça não afeta Estado laico, diz CNJ


Após quatro anos, os crucifixos e símbolos religiosos agora podem ser recolocados nos prédios do Judiciário do Rio Grande do Sul. A decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), publicada neste mês, reforça que a presença de tais imagens nos tribunais não prejudica o Estado laico ou a liberdade religiosa.

“A presença de Crucifixo ou símbolos religiosos em um tribunal não exclui ou diminui a garantia dos que praticam outras crenças, também não afeta o Estado laico, porque não induz nenhum indivíduo a adotar qualquer tipo de religião, como também não fere o direito de quem quer seja”, afirma a decisão do Conselho, tendo como relator o Conselheiro Emmanoel Campelo.

Este caso teve início em fevereiro de 2012, quando foi protocolado um requerimento para retirada do Crucifixo e símbolos religiosos dos prédios da Justiça gaúcha, em recurso à decisão de dezembro de 2011. O pedido foi feito por Rede Feminista saúde, SOMOS – Comunicação, saúde e sexualidade, THEMIS – Assessoria Jurídica e Estudo de Gênero, Marcha de Mulheres, NUANCES – Grupo pela livre Orientação Sexual e Liga Brasileira de Lésbicas.

Em março de 2012, o Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) determinou, por unanimidade, a retirada de crucifixos e símbolos religiosos dos prédios da Justiça gaúcha.

Após esta determinação do TJ-RS, a Arquidiocese de Passo Fundo (RS) buscou reverter a situação no Conselho Nacional de Justiça. Também pediram a reconsideração da decisão a Associação dos Juristas Católicos (AJC) e pessoas físicas.