Um líder muçulmano questionou o recente
protesto de centenas de islamistas no lado de fora do Coliseu Romano – onde
muitos cristãos foram martirizados nos primeiros séculos da Igreja –, que
chegaram ao lugar para manifestar-se pelo fechamento de três mesquitas ilegais
na Cidade Eterna.
O protesto realizado
no dia 21 de outubro foi organizado pela associação Dhuumcatu que representa a
comunidade de Bangladesh em Roma. Os meios de comunicação italianos explicam
que nas mesquitas ilegais incentivavam a radicalização dos muçulmanos, um fenômeno
que acontece em toda a Europa, pelo qual lutam as autoridades locais.
Os
organizadores do protesto fizeram a convocatória através da internet e
asseguraram que assim demonstravam que “fechar as mesquitas não detém a
oração”, dizia o lema do protesto.
Entretanto,
nem todos os muçulmanos residentes na Cidade Eterna pensam da mesma maneira,
pois Omar Camileti, porta-voz da Grande Mesquita de Roma, manifestou na rádio
que com isto “existem riscos simbólicos”.
“Roma é a nossa cidade e uma ferida à imagem de Roma nos
afetaria também, por isso desaprovamos esta manifestação”, precisou.
Em seguida, indicou que “nesses dias perguntei a muitos
muçulmanos como reagiriam se em algum lugar que é simbólico para os muçulmanos,
os cristãos chegassem e fizessem uma manifestação”.
“No ano do Jubileu e no ano em que foram lançadas ameaças de
fundamentalistas islâmicos, esta manifestação é de aficionados”, alertou.







