sexta-feira, 11 de novembro de 2016

5 citações que mostram o que a Igreja pensa do Espiritismo


1- “Se alguém se dirigir aos espíritas ou aos adivinhos para fornicar com eles, voltarei meu rosto contra esse homem e o cortarei do meio de seu povo.” (Lev 20, 6)

2- “Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha, nem quem se dê à adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feiticismo, à magia, ao espiritismo, à adivinhação ou â invocação dos mortos, porque o Senhor, teu Deus, abomina aqueles que se dão a essas práticas, e é por causa dessas abominações que o Senhor, teu Deus, expulsa diante de ti essas nações.” (Dt 18, 10-12)

3- “Toda adivinhação é obra dos Demônios” (Santo Agostinho)

4- “Um primeiro tipo é aquela forma de adivinhação que se faz uma invocação ou um pacto expresso com o Demônio que se denomina genericamente espiritismo (necromantia),e que se da quando o Demônio ensina por meio de adivinhos […] sob aparências de pessoas mortas ou vivas…” (Santo Afonso Maria de Ligório)

São Martinho de Tours


Martinho nasceu na Hungria por volta do ano 316 e pertencia a uma família pagã. Seu pai era comandante do exército romano. Por curiosidade começou a freqüentar uma Igreja cristã. Para evitar a conversão do filho, o pai o alistou no exército, mas foi inútil. Martinho já tinha sido escolhido por Jesus para tornar-se um homem santo. 

Foi nessa época que ocorreu o famoso episódio do manto. Diz a história que diante de um mendigo que passava frio, Martinho se comoveu e repartiu com ele seu manto. Na mesma noite, Martinho teve um sonho no qual Jesus apareceu a ele vestido com o manto doado. Foi o sinal para a conversão do jovem. 

Fez-se batizar com 22 anos e tornou-se monge e discípulo de Santo Hilário. Mais tarde, em 360, Martinho fundou uma comunidade de monges. Mas logo eram tantos jovens religiosos que buscavam sua orientação, que Martinho construiu o primeiro mosteiro da França. 

Martinho liderou então a conversão de muitos e muitos habitantes da região rural. Com seus monges ele visitava as aldeias pagãs, pregava o evangelho, derrubava templos e ídolos e construía igrejas. Onde encontrava resistência fundava um mosteiro, operando muitos prodígios em beneficio dos pobres e doentes que tanto amparava. 

Quando ficou vaga a diocese de Tours, em 371 o povo o aclamou para ser o Bispo. Martinho aceitou, apesar de resistir no início. Mas não abandonou sua peregrinação apostólica, visitava todas as paróquias, zelava pelo culto e não desistiu de converter pagãos e exercer exemplarmente a caridade. Exerceu o bispado por vinte e cinco anos, vindo a falecer em novembro de 397. 



Ó Deus, que aos vossos pastores associastes São Martinho de Tours, animado de ardente caridade e da fé que vence o mundo, dai-nos, por sua intercessão, perseverar na caridade e na fé, para participarmos de sua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. Amém.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

A força do silêncio


Sob este título acima, saiu o novo livro do Cardeal Robert Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino, com o subtítulo “Contra a ditadura do barulho”. Limito-me a citar algumas pérolas colhidas em tão preciosa obra.

“Estarem todos em silêncio prolongado diante do Senhor presente em seu Sacramento é uma das experiências mais autênticas da nossa Igreja... Comunhão e contemplação não podem estar separadas, vão juntas. Para estar em comunhão verdadeira com outra pessoa, eu devo conhece-la, saber ficar perto dela em silêncio, escutá-la, olha-la com amor” (cf Bento XVI).

“Hoje em dia, certos padres tratam a Eucaristia com um grande desprezo. Eles veem a Missa como um banquete em que se fala, onde os cristãos fiéis ao ensinamento de Jesus, os divorciados recasados, os homens e mulheres em situações de adultério, os turistas não batizados que participam das celebrações eucarísticas das grandes multidões anônimas podem ter acesso ao Corpo e Sangue de Cristo, sem distinção... Há um grande perigo de transformar a Eucaristia, ‘o grande mistério da Fé’, em uma quermesse vulgar e de profanar o Corpo e o Sangue precioso de Cristo. Os sacerdotes que distribuem as espécies sagradas não conhecendo ninguém e dão o Corpo de Jesus a todos, sem discernimento entre os cristãos e os não cristãos, participam da profanação do Santo Sacrifício eucarístico. Aqueles que exercem a autoridade na Igreja se tornam culpados, por uma forma de cumplicidade voluntária, ao deixar que se cometa o sacrilégio e a profanação do Corpo de Cristo nestas gigantescas e ridículas autocelebrações, onde tão poucos percebem que ‘vós anunciais a morte do Senhor, até que ele venha’”.

“Padres infiéis à ‘memória’ de Jesus insistem mais sobre o aspecto festivo e a dimensão fraterna da missa do que no sacrifício sangrento de Cristo na Cruz. A importância das disposições interiores e a necessidade de nos reconciliarmos com Deus aceitando de nos deixar purificar pelo sacramento da confissão não estão em moda hoje em dia...”.  

"É meu filho, não do Estado Islâmico", diz mulher violada pelo ISIS


Umm Al’aa é uma mulher iraquiana que foi sequestrada pelo Estado Islâmico (ISIS). Depois de ter sido escravizada pelo grupo terrorista muçulmano, foi violada por um de seus militantes e ficou grávida. Apesar disso, esta mulher – cujo nome foi mudado para proteger a sua identidade – decidiu ter o seu bebê: “é meu filho, não é filho do ISIS”.

Entrevistada pela rede de notícias americana CNN, Umm Al’aa assegurou que seu filho, Mohamed, crescerá rodeado do amor da sua família e evitará dizer quem é o seu pai.

A mulher tem 40 anos e já tinha filhos e netos quando, em 2014, o Estado Islâmico invadiu a sua cidade natal, no Iraque. Enquanto seus vizinhos juraram lealdade ao ISIS; ela e a sua família se negaram.

Isto atraiu a atenção dos terroristas, que perseguiam a sua família e os ameaçavam. Um dia, agrediram a sua filha.

“Chegaram e a agrediram. Arrancaram o seu véu e rasgaram a sua roupa. Disseram ‘vamos violá-la’, mas a pessoa que comandava, que era mais velha, não permitiu que fizessem isso. Em troca, disse: ‘Queremos a mãe’”, recordou.

Alguns dias depois, Umm Al’aa foi encurralada no mercado de sua localidade. “Disseram-me para entrar no carro e, quando entrei, pensei que me matariam”, assinalou.

“Você será a nossa escrava”, disseram-lhe os terroristas do ISIS.

A mulher foi feita prisioneira do Estado Islâmico por um ano e meio. Durante esse período, sentiu “como se estivesse morta, mas eles ainda não tinham me matado”. Quando seu cativeiro estava chegando ao fim, um dos jihadistas a agrediu e a violou.

“Tentei me defender, chorei muito. Senti muita dor, fui agredida, mas não podia fazer nada”, recordou. 

Como a Igreja Católica reagiu com a eleição de Donald Trump


Poucas horas depois de ser divulgada a vitória eleitoral do candidato do Partido Republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, o Presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB), Dom Joseph E. Kurtz, publicou um comunicado pedindo “unir-nos como cidadãos fiéis pelo bem comum”.

Em sua mensagem, Dom Kurtz felicitou Trump e assinalou que “agora é o momento para avançar a crescer na responsabilidade de governar para o bem comum de todos os cidadãos” e fez cinco pedidos importantes para o presidente eleito, cujo governo começará às 12h do dia 20 de janeiro de 2017.

1. Escutar o povo americano

“Ontem, milhões de norte-americanos, que estão lutando para encontrar uma oportunidade econômica para suas famílias, votaram para serem escutados. A nossa resposta deveria ser simples: escutamo-los”, disse o Prelado.

“A responsabilidade de ajudar a fortalecer as famílias pertence a cada um de nós”, assegurou.

2. Proteger a vida humana desde a concepção até à morte natural

Dom Kurtz assegurou que os bispos americanos esperam “trabalhar com o Presidente eleito, Trump, para proteger a vida humana desde seu início mais vulnerável até à morte natural”.
Além disso, os bispos advogarão “por políticas que ofereçam oportunidades para todas as pessoas, de todos os credos, em todos os ofícios”.

3. Acolhida humanitária aos imigrantes e refugiados

O Presidente da USCCB assinalou que o episcopado americano se manterá “firme em nossa determinação de que nossos irmãos e irmãs que são migrantes e refugiados podem ser humanamente bem-vindos sem sacrificar a nossa segurança”.

4. Proteção aos cristãos perseguidos no Oriente Médio

O Prelado sublinhou também que os bispos “chamaremos a atenção sobre a violenta perseguição que ameaça os nossos irmãos cristãos e as pessoas de outros credos no mundo inteiro, especialmente no Oriente Médio”.

5. Defender a liberdade religiosa nos Estados Unidos

“Buscaremos o compromisso do novo governo pela liberdade religiosa, assegurando que as pessoas de fé sigamos sendo livres para proclamar e formar nossas vidas sobre a verdade de um homem e uma mulher, e o laço único do matrimônio que eles podem formar”, assegurou.

Dom Kurtz exortou os norte-americanos a não ver uns aos outros “sob a divisora luz de Democrata ou Republicano, ou qualquer outro partido”. Pelo contrário, encorajou: “Vejamos o rosto de Cristo em nossos vizinhos, especialmente naqueles que sofrem ou com quem poderíamos ter discrepâncias”.

“Rezemos pelos líderes na vida pública, para que possam estar à altura das responsabilidades confiadas a eles, com graça e valentia. E que possamos todos nós, católicos, ajudar uns aos outros a ser testemunhas fiéis e alegres do amor curador de Jesus”, pediu. 

Doutrina do apóstolo sobre as qualidades e deveres dos dignitários da Igreja


Caríssimo: O dirigente da comunidade, como administrador da casa de Deus, tem de ser irrepreensível. Não pode ser arrogante, nem colérico, nem amigo do vinho, nem conflituoso, nem ávido de lucros desonestos. Pelo contrário, deve ser hospitaleiro, amigo do bem, ponderado, justo, piedoso, puro. Deve ser de tal modo fiel na exposição da palavra, conforme ao ensino recebido, que seja capaz, não só de exortar na sã doutrina, mas também de refutar os que a contradizem. 

Na verdade, há grande número de rebeldes, charlatães e impostores, sobretudo entre os da circuncisão. É preciso reduzi-los ao silêncio, porque eles pervertem famílias inteiras, ensinando o que não devem, por amor de um lucro vergonhoso. Tu, porém, ensina o que é conforme à sã doutrina. 

Os anciãos devem ser sóbrios, dignos, ponderados, fortes na fé, na caridade e na constância. De maneira semelhante, as mulheres idosas devem ter um procedimento digno de pessoas santas: não devem ser maldizentes nem dadas ao vinho, mas devem dar bons conselhos, ensinando as jovens a amar os maridos e filhos, e a serem prudentes e honestas, boas donas de casa, bondosas, dóceis aos maridos, para que a palavra de Deus não seja desacreditada. 

Aconselha igualmente os jovens a serem ponderados em tudo; e apresenta-te a ti mesmo como modelo de boas obras, pureza de doutrina, dignidade, linguagem sã e irrepreensível, para que os nossos adversários fiquem confundidos, não tendo nenhum mal a dizer de nós.


Para um Santo Papa ou Bispo (Tempo Comum)

Da Epístola do apóstolo São Paulo a Tito 1, 7-11; 2, 1-8

Destruindo a Mentira que a Igreja Católica vendia lugares no Céu


Para que possamos compreender como responder a esta absurda acusação, é necessário que compreendamos a doutrina das Indulgências. O pecado tem uma dupla conseqüência. O pecado grave [chamado pecado mortal (1Jo 5,16); é aquele que é cometido deliberadamente e conscientemente em matéria grave] priva-nos da comunhão com Deus e, consequentemente, nos torna incapazes da vida eterna; esta privação se chama “pena eterna” do pecado. Por outro lado, todo pecado, mesmo o venial, acarreta um apego prejudicial às criaturas que exige purificação, quer aqui na terra, quer depois da morte, no estado chamado Purgatório.

Esta purificação liberta da chamada “pena temporal” do pecado. Estas duas penas não devem ser concebidas como uma espécie de vingança infligida por Deus do exterior, mas antes como uma conseqüência da própria natureza do pecado. Uma conversão que procede de uma ardente caridade pode chegar à total purificação do pecador, não subsistindo mais nenhuma pena. O perdão do pecado e a restauração da comunhão com Deus implicam a remissão das penas eternas do pecado. O cristão deve esforçar-se, suportando pacientemente os sofrimentos e as provas de todo tipo e, chegada a hora de enfrentar serenamente a morte, aceitar como uma graça essas penas temporais do pecado; deve aplicar-se, através de obras de misericórdia e caridade, como também pela oração e diversas práticas de penitência, a despojar-se completamente do “velho homem” para revestir-se do “homem novo”. (Novo Catecismo da Igreja Católica, parágrafos 1472 e 1473). A pena eterna do pecado nos é perdoada pelo Sacramento da Reconciliação (Confissão – Cf. Jo 20,23). Quando recebemos a absolvição sacerdotal, temos perdoada a pena eterna, mas não a temporal. Afinal, Jesus disse que devemos “pagar até o último centavo” (Mt 5,26).

O que significa isso? Isto significa que quando pecamos deliberadamente (ou seja, não é um acidente- como derrubar sem querer algo pela janela e alguém ser atingido pelo objeto que cai, morrendo em conseqüência do impacto) e conscientemente (ou seja, quando sabemos que tal coisa é errada e mesmo assim a fazemos) em matéria grave (ou seja, em algo importante), estamos escolhendo dizer “não” a Deus e “sim” àquilo que escolhemos fazer: “sim” ao prazer proibido, “sim” ao fruto do roubo – logo ao ato de roubar, “sim”, em suma, àquilo que colocamos naquele instante como valendo mais do que Deus, mais do que a Salvação. Esta escolha é aceita por Deus. Passamos a não mais ter a Sua graça, que trocamos pelo pecado. Este efeito (a perda da graça de Deus) é eterno; apenas pela absolvição sacramental (pelo Sacramento da confissão) podemos recuperar a Graça. Há também um outro efeito: ao fazer isso, nós de uma certa forma nos acostumamos a dizer “não” a Deus. É por isso que é mais fácil pecar pela centésima que pela primeira vez. Abismo atrai abismo, diz o ditado. Esta conseqüência é chamada “pena temporal do pecado”. Ela não ocorre apenas quando pecamos mortalmente; quando cometemos um pecado venial (ou seja, um pecado que não é mortal, que não se inclui nas condições acima), também passamos a ter “um apego prejudicial às criaturas”, também passamos a achar mais fácil dizer “não” a Deus.

Como podemos nos livrar desta pena temporal? A pena eterna, já o vimos, é perdoada pelo Sacramento da Confissão. E a temporal? A remissão da pena temporal pode ser feita pela caridade, oração e penitência. Um costume muito antigo na Igreja é o das penitências públicas; o penitente, desejoso de pagar a pena temporal de seu pecado, após a absolvição sacerdotal ia para a rua para publicamente pagar por seu pecado.

São Leão Magno


O santo de hoje mostrou-se digno de receber o título de “Magno”, que significa Grande, isto porque é considerado um dos maiores Papas da história da Igreja, grande no trabalho e na santidade. São Leão Magno nasceu em Toscana (Itália) no ano de 395 e depois de entrar jovem no seminário, serviu a diocese num sacerdócio santo e prestativo.

Ao ser eleito Papa, em 440, teve que evangelizar e governar a Igreja numa época brusca do Império Romano, pois já sofria com as heresias e invasões dos povos bárbaros, com suas violentas invasões. São Leão enfrentou e condenou o veneno de várias mentiras doutrinais, porém, combateu com intenso fervor o monofisismo que defendia, mentirosamente, ter Jesus Cristo uma só natureza e não a Divina e a humana em uma só pessoa como é a verdade. O Concílio de Calcedônia foi o triunfo da doutrina e da autoridade do grande Pontífice. Os 500 Bispos que o Imperador convocara, para resolverem sobra a questão do monofisismo, limitaram-se a ler a carta papal, exclamando ao mesmo tempo: “Roma falou por meio de Leão, a causa está decidida; causa finita est”.

Quanto à dimensão social, Leão foi crescendo, já que com a vitória dos desordeiros bárbaros sobre as forças do Império Romano, a última esperança era o eloquente e santo Doutor da Igreja, que conseguiu salvar da destruição, a Itália, Roma e muitas pessoas. Átila ultrapassara os Alpes e entrara na Itália. O Imperador fugia e os generais romanos escondiam-se. O Papa era a única força capaz de impedir a ruína universal. São Leão sai ao encontro do conquistador bárbaro, acampado às portas de Mântua. É certo que o bárbaro abrandou-se ao ver diante de si, em atitude de suplicante, o Pontífice dos cristãos e retrocedeu com todo o seu exército.

Dentre tantas riquezas em obras e escritos, São Leão Magno deixou-nos este grito: “Toma consciência, ó cristão da tua dignidade, já que participas da natureza Divina”.

Entrou no Céu no ano de 461.
São Leão Magno, rogai por nós!



Deus eterno e todo-poderoso, quiseste que São Leão Magno governasse todo o vosso povo, servindo-o pela palavra e pelo exemplo. Guardai, por suas preces, os pastores de vossa Igreja e as ovelhas a eles confiadas, guiando-os no caminho da salvação. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.