sábado, 17 de dezembro de 2016

Síria: Franciscanos adiantam Missa de Natal em Aleppo por temor de ataques terroristas


O Pe. Ibrahim Sabbagh, sacerdote franciscano que vive na parte ocidental de Aleppo (Síria), expressou o temor de que grupos terroristas aproveitem a noite de Natal para realizar um ataque contra a minoria cristã e, portanto, a fim de evitar qualquer tragédia, dicidiram adiantar a Missa do Galo.

Em declarações publicadas ontem pela TV2000, o sacerdote transmitiu a surpresa da sua comunidade diante das notícias que asseguram que a guerra terminou, porque na noite anterior e durante o dia eles escutaram bombardeios na região ocidental “e caíram mísseis sobre a população, causando 7 vítimas mortais, entre elas 2 eram crianças, e 50 pessoas ficaram feridas”.

Nesse sentido, disse: “Temos tanto medo que definimos a data da celebração (do Natal) às 17h, porque nós queremos enviar as pessoas para suas casas o mais rápido possível. Temos medo de que alguma milícia esteja se preparando para lançar grandes mísseis na véspera do Natal e, assim, causar uma grande tragédia”.

O Pe. Ibrahim indicou que devido a esta situação, é difícil comunicar-se com a região oriental da cidade. “Infelizmente, não tivemos contato com ninguém. Todas as linhas telefônicas, telefones celulares, incluindo a internet não funcionam e não há outra maneira de entrar em contato com as pessoas, não sabemos o que está acontecendo”, expressou.

O sacramento da nossa reconciliação


De nada serve afirmar que Nosso Senhor é filho da bem-aventurada Virgem Maria, homem verdadeiro e perfeito, se não se acredita também que é descendente daquela estirpe que no Evangelho se menciona.

Escreve Mateus: Genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão. E a seguir apresenta a ordem da descendência humana, com todas as gerações, até chegar a José, com quem estava desposada a Mãe do Senhor.

Lucas, por seu lado, seguindo a ordem inversa, faz retroceder os graus de ascendência, remontando-se à própria origem do gênero humano, para demonstrar que o primeiro Adão e o último Adão têm a mesma natureza.

Com efeito, para ensinar e justificar os homens, a onipotência do Filho de Deus poderia ter aparecido da mesma forma que aos Patriarcas e aos Profetas, a saber, sob aparência humana, como, por exemplo, quando travou combate com Jacob e falou, ou quando aceitou a hospitalidade que Lhe ofereceram e tomou os alimentos que Lhe apresentaram.

Mas estas imagens eram apenas sinais e prefigurações místicas daquele homem que havia de assumir da descendência desses mesmos Patriarcas uma verdadeira natureza humana.

Nenhuma daquelas figuras podia realizar o mistério da nossa reconciliação, preparado desde a eternidade, porque o Espírito Santo não tinha descido ainda sobre a Virgem Maria, nem a virtude do Altíssimo a tinha coberto com a sua sombra; a Sabedoria eterna não edificara ainda a sua casa no ventre puríssimo de Maria, para que o Verbo Se fizesse homem; ainda o Criador dos tempos não tinha nascido no tempo, unindo a natureza divina e a natureza humana numa só pessoa, de modo que Aquele por quem tudo foi criado fosse contado entre as suas criaturas.

Se este homem novo, feito à semelhança da carne peca­dora, não tivesse assumido a nossa condição, envelhecida pelo pecado; se Ele, que era consubstancial ao Pai, não Se tivesse dignado ser também consubstancial à Mãe; se Ele, livre de todo o pecado, não tivesse unido a Si a nossa natureza, toda a humanidade teria permanecido cativa sob o jugo do demônio. Não poderíamos ter beneficiado da vitória do Triunfador, se ela fosse conseguida numa natureza distinta da nossa.

Como consequência desta admirável participação da nossa natureza, brilhou para nós o mistério da regeneração, porquanto, graças ao mesmo Espírito por cuja virtude Cristo foi concebido e nasceu, também nós conseguimos uma nova geração, espiritual.

Por isso diz o Evangelista, referindo-se aos crentes: Estes não nasceram do sangue, nem da carne, nem da vontade do homem, mas nasceram de Deus.


Das Cartas de São Leão Magno, papa

(Ep. 31,2-3: PL 54, 791-793)                                                   (Sec. V)

À espera de um Natal de Jesus...


Que saudades do Natal cristão que não vem, que vai desaparecendo, ano após ano... Que saudade de um mundo que acreditava, que era capaz de rejubilar-se, esperançoso, otimista, feliz, quase menino, - mesmo com todos os problemas – porque sabia com certeza certa da existência de um Deus de amor e bondade - Deus santo de Abraão, Isaac e Jacó – que na plenitude dos tempos, de modo admirável, surpreendente, terno, meigo, poético, de Maria Virgem enviou o Seu Filho amado a este mundo ferido e cansado.

Que saudade do presépio, do Menino envolto em faixas, do olhar terno da Virgem Mãe, dos joelhos dobrados do casto e humilde José, da admiração dos pastores, dos anjos envoltos em luz...

Que saudade do boi e do burrico que reconheceram o seu dono, o seu Senhor...

Que saudades de um mundo, de uma sociedade que sonhava e esperava porque acreditava!

Que natal frio, vazio, morto e escuro, esse vivido pela sociedade ocidental!

Natal mentiroso,

Sem Jesus,
Sem Deus,
Sem a ternura do Emanuel!

Natal de nada,
De Papai Noel,
De consumo,
De compras e superficialidades...

Natal de hipocrisia,
De alegria vazia,
Alegria por nada,
Alegria de nada,
Alegria mundana,
Tristeza maquiada, lipoaspirada, fugaz, artificial!

Natal pecaminoso,
De negação de Deus,
De esquecimento do Mistério,
De incapacidade de acolher o Senhor e a Ele adorar e a Ele obedecer!

Antinatal! Natal dos anticristos!

Que tristeza, as nossas cidades iluminadas por nada, preparando-se para nada, esperando uma noite de nada...

Como pôde o nosso Ocidente outrora cristão chegar a este ponto de vazio, de leviandade, de desumanidade?

Senhor Jesus, Santo Emanuel, Deus nascido da Virgem, Vem, por piedade!

Vem mais uma vez encher o coração da humanidade!

Faze que os cristãos se tornem novamente cristãos! 

Santa Olímpia


Olímpia nasceu no ano 361, na Capadócia. Pertencia a uma família muito ilustre e rica dessa localidade, mas ficou órfã logo cedo. Aos vinte anos de idade se casou com o governador de Constantinopla, ficando viúva alguns meses depois. Desejando ingressar para a vida religiosa afastou-se de todos os possíveis pretendentes. 

Esta atitude irritou o imperador Teodósio, que mandou confiscar-lhe os bens. Ao invés de reclamar, Olímpia agradeceu porque não precisaria mais perder tempo com a administração das propriedades. Entretanto o imperador, ao saber da generosidade de Olímpia, acabou restituindo-lhe os bens. Ela pôde então continuar suas obras de caridade com maior intensidade. 

Mas seu sofrimento não acabou. Contraiu doenças dolorosas. Conta a tradição que Olímpia jamais pronunciou qualquer reclamação. Desse modo de tornou um modelo perfeito aos cristãos de seu tempo. Era tão competente que aos trinta anos de idade se tornou diaconisa da Igreja, dignidade só concedida às viúvas com mais de sessenta anos. Olímpia morreu no ano 408. 

Olímpia significa aquela que é celestial. A vida desta santa era um motivo constante para dar glórias a Deus, amando seus perseguidores e aceitando fielmente os sofrimentos da vida. Em tudo soube colocar Deus em primeiro lugar, fazendo sempre a vontade daquele que o redimiu.

  

Pai de bondade e amor, abençoai nossa vida e dai-nos viver de acordo com o exemplo de santa Olímpia, que em tudo seguiu os caminhos de Cristo, vosso filho e senhor nosso. Inspirai-nos gestos concretos de solidariedade com os mais pobres e abandonados. Amém.

São Lázaro, amigo de Jesus


A Igreja, neste tempo do Advento, se prepara para celebrar o aniversário de Jesus e se renova no desejo ardente de que Cristo venha pela segunda vez e instaure aqui o Reino de Deus em plenitude. Sem dúvida estão garantidos para este reinado pleno, que acontecerá em breve, os amigos do Senhor.

Hoje vamos lembrar um destes amigos de Cristo: São Lázaro. Sua residência ficava perto de Jerusalém, numa aldeia da Judéia chamada Bethânia. Era irmão de Marta e de Maria. Sabemos pelo Evangelho que Lázaro era tão amigo de Jesus que sua casa serviu muitas vezes de hospedaria para o Mestre e para os apóstolos.

Lázaro foi quem tirou lágrimas do Cristo, quando morreu, ao ponto de falarem: “Vejam como o amava!”. Assim aconteceu que, por amor do amigo e para a Glória do Pai, Jesus garantiu à irmã de Lázaro o milagre da ressurreição: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morto, viverá: e quem vive e crê em mim, não morrerá, Crês isto?” (Jo 11,26).

O resultado de tudo foi a ressurreição de São Lázaro, pelo poder do Senhor da vida e vencedor da morte. Lázaro reviveu e este fato bíblico acabou levando muitos à fé em Jesus Cristo e outros começaram a pensar na morte do Messias, como na de Lázaro. Antigas tradições relatam que a casa de Lázaro permaneceu acolhedora para os cristãos e o próprio Lázaro teria sido Bispo e Mártir.

A devoção a São Lázaro era muito comum na Igreja antiga. São Lázaro começou a ser venerado já no início do cristianismo, como diz São Jerônimo, e as peregrinações eram feitas á sua casa, em Betânia, e ao túmulo de onde Jesus o ressuscitara.

São Lázaro teve o privilégio de ter dois túmulos, pois morreu duas vezes. Muitas vezes pensou-se que São Lázaro fosse o pobre, miserável e cheio de feridas da parábola contada por Jesus. Por isso, na Idade Média, foi tido como o padroeiro dos leprosos. Mas esta  associação é errada e hoje não é mais usada.


Jesus, Tu és a ressurreição e a vida. Faze-nos compreender o grande mistério de Tua paixão, morte e ressurreição. Que entendamos que a morte é apenas uma preparação para a vida em plenitude. Como a Lázaro, liberta-nos de todas as amarras em nossa vida. Amém.


São Lázaro, rogai por nós!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

O que aconteceu com os reis magos depois de visitarem Jesus?


Os magos têm uma curta mas memorável participação nos Evangelhos. Depois que Jesus nasceu, os Magos do Oriente seguiram uma estrela até a Belém, ofereceram ao Rei nascido três presentes, e depois voltaram para casa sem revelar a Herodes onde encontraram Jesus (Mt 2).

Eles desistem da história e os evangelhos não narram o que os sucedeu. Mas onde o Evangelho termina, a tradição da Igreja assume.

As tradições dizem que eram três magos e que seus nomes eram Melchior, Gaspar e Baltasar. Uma tradição diz que eles vieram representando os três continentes do Velho Mundo: Europa, Ásia e África.

Eles foram profundamente afetados pelo encontro com Jesus, e logo aderiram ao cristianismo; foram tão fortes na fé que todos os três deram um feliz testemunho ao serem martirizados. Hoje são considerados santos da Igreja. Mas isso não é o fim da história! 

3ª Pregação do Advento 2016: “A sóbria embriaguez do Espírito”.


A SÓBRIA EMBRIAGUEZ DO ESPÍRITO

1. Dois tipos de embriaguez

Na segunda-feira depois de Pentecostes de 1975, no encerramento do Primeiro Congresso Mundial da Renovação Carismática Católica, o Beato Paulo VI dirigiu, aos dez mil participantes reunidos na Basílica de São Pedro, umas palavras, na quais definiu a Renovação Carismática como "uma oportunidade para a Igreja". Após ter lido o seu discurso oficial, o Papa acrescentou, improvisando, estas palavras:

"No hino que lemos esta manhã no breviário e que remonta a Santo Ambrosio, no século IV, há esta frase difícil de traduzir, embora muito simples: Laeti, que significa com alegria; bibamus, que significa bebamos; sobriam, que significa bem definida e moderada; profusionem Spiritus, ou seja a abundância do Espírito. ‘Laeti bibamus sobriam profusionem Spiritus’. Poderia ser o lema impresso em seu movimento: um programa e um reconhecimento do próprio movimento".

O mais importante, que deve ser notado de imediato, é que essas palavras do hino certamente não foram escritas originalmente para a Renovação Carismática. Elas sempre fizeram parte, sempre, da Liturgia das Horas da Igreja universal; são, portanto, uma exortação dirigida a todos os cristãos e, como tal, eu gostaria de apresentá-las de novo, nestas meditações dedicadas à presença do Espírito Santo na vida da Igreja.

De fato, no texto original de Santo Ambrósio, no lugar de "profusionem Spiritus", abundância do Espírito, há "ebrietatem Spiritus, ou seja, a embriaguez do Espírito[1]. A tradição, mais tarde, tinha considerado esta última expressão demasiado ousada e a havia substituído por uma mais branda e aceitável. No entanto, desta forma, perdia-se o sentido de uma metáfora tão antiga quanto o próprio cristianismo. Precisamente por isso, na tradução italiana do Breviário, retomou-se o texto original do verso Ambrosiano. Uma estrofe do hino das Laudes da Quarta Semana do saltério, em língua italiana, de fato, diz:

Seja Cristo o nosso alimento,
seja Cristo a água viva:
nele provamos sóbrios
a embriaguez do Espírito.

O que levou os padres a retomar o tema da “sóbria embriaguez”, já desenvolvido por Filon de Alexandria[2], foi o texto no qual o Apóstolo exorta os cristãos de Éfeso, dizendo:

"E não vos embriagueis com vinho, que é porta para a devassidão, mas buscai a plenitude do Espírito. Falai uns aos outros com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e louvando ao Senhor em vosso coração” (Ef 5,18-19).

A partir de Orígenes, são incontáveis os textos dos Padres que ilustram este tema, ora utilizando a analogia, ora o contraste entre embriaguez material e embriaguez espiritual. A analogia consiste no fato de que os dois tipos de embriaguez infundem alegria, fazem esquecer as preocupações e fazem sair de si mesmos. O contraste consiste no fato de que enquanto a embriaguez material (de álcool, de drogas, de sexo, de sucesso) causa instabilidade e insegurança, aquela espiritual causa estabilidade no bem; a primeira faz sair de si mesmos para viver além do próprio nível racional, a segunda faz sair de si mesmos, mas para viver além da própria razão. Para ambas usa-se a palavra “êxtase” (o nome dado recentemente a uma droga mortal!), Mas um é um êxtase para baixo, o outro um êxtase para o alto.

Aqueles que pensaram no dia de Pentecostes que os Apóstolos estavam embriagados tinham razão, escreve São Cirilo de Jerusalém; o único erro deles foi atribuir a causa da embriaguez ao vinho ordinário, enquanto que nesse caso se tratava do “vinho novo”, espremido da “videira verdadeira” que é Cristo; os apóstolos estavam, sim, embriagados, mas daquela embriaguez que mata o pecado e dá vida ao coração[3].

Aproveitando a deixa do episódio da água que jorrou da rocha no deserto (Ex 17, 1-7), e do comentário sobre isso que faz São Paulo na sua Carta aos Coríntios ("Todos beberam da mesma bebida espiritual... Todos nós bebemos de um só Espírito") (1 Cor 10,4; 12,13), o próprio Santo Ambrósio escrevia:

"O Senhor Jesus fez derramar água da rocha e todos beberam dela. Aqueles que dessa água beberam na figura, foram saciados; aqueles que beberam dela na verdade, ficaram até mesmo embriagados. Boa é a embriaguez que infunde alegria. Boa é a embriaguez que fortalece os passos da mente sóbria... Beba Cristo que é a videira; beba Cristo que é a rocha da qual jorrou a água; beba Cristo para beber o seu discurso... A Escritura divina se bebe, a Escritura divina se devora quando o suco da palavra eterna desce para as veias da mente e para a energia da alma[4]”. 

Hereges atacam o Papado dividindo os fiéis de Cristo


Pode ser que alguém não tenha grande empatia com o Papa Francisco, pode ser que alguém não aprecie o seu estilo e até mesmo o interprete além do que ele pretenda por seus gestos, contudo respeitar a autoridade máxima da Igreja enquanto símbolo da unidade e da nossa comunhão é imprescindível para quem for católico de fato. O que é isso que vemos?

Não há nada o que justifique o ataque, ofensa, agressões verbais e ameaças feitas ao Santo Padre. Nem Jesus que tinha todo o direito de julgar a Pedro e sentenciá-lo por sua negação o tratou como alguns católicos ousam tratar o Romano Pontífice publicamente, ele que sequer negou o Senhor à semelhança de Pedro.

Tenham vergonha e pudor, parem de agir feito uma “Assembléia de Satanás”. Insisto: não há justificativa. Não nos venham com “mas”! O mal e o pecado não tem parte com Cristo em nenhuma circunstância.

O que pretendem esses católicos cismáticos? Querem a autoridade da Igreja para si? Pois o Espírito Santo não lhes deu.