quinta-feira, 27 de julho de 2017

4 razões práticas pelas quais muitos sacerdotes jovens voltaram a usar batinas


A batina já foi a forma mais comum dos sacerdotes se vestirem no ambiente paroquial, mas a partir do final dos anos 1960 foi quase universalmente abandonada. Entretanto, atualmente vários sacerdotes jovens começaram a usá-la.

O sacerdote católico Charles Pope escreveu um artigo no ‘National Catholic Register’, intitulado “Why Traditional Priestly Cassocks are Making a Comeback”, no qual explica algumas razões pelas quais os sacerdotes jovens preferem a batina, roupa qualificada como “distintiva e eminentemente sacerdotal”.

“As pessoas me agradecem por usar a batina, mas ninguém nunca me agradeceu por usar uma roupa. Isso me diz que a batina tem um significado especial para o povo de Deus”, indicou.

A seguir, confira as razões pelas quais a batina voltou a estar na moda, de acordo com Mons. Pope:

1. É fresca

De acordo com Mons. Pope, muitas pessoas se surpreendem quando garante que a sua “batina é mais fresca do que o habitual terno clerical”.

“Sem proporcionar muita informação, basta dizer que não preciso usar a minha roupa completa por baixo da batina. No verão, umas calças curtas largas com uma cintura elástica confortável, uma camiseta de algodão e meias são suficientes”, assinalou.

Do mesmo modo, disse que usa “batinas de verão”, feitas com “um material leve e transpirável” e que é “agradavelmente fresca comparado com um terno”.

2. É larga

“Nunca foi um fã de roupas apertadas que atualmente estão na moda. A batina, quando está desgastada ??sem a fáscia (um cinto largo), fica larga no corpo”, assegurou o sacerdote.

Além disso, disseque pode esconder o excesso de peso, “ao contrário das calças apertadas ou do cinto”, que “constantemente mostram este problema”.

São Pantaleão


O santo de hoje viveu no séc. III e IV da era cristã, durante um período de intensa perseguição aos cristãos que não podiam professar a própria fé, pois o que predominava naquela época era o culto aos deuses pagãos.

Pantaleão era filho de Eustóquio, gentio e de Êubola, cristã. Sua mãe encaminhou-o na fé cristã. Após o falecimento de sua mãe, Pantaleão foi aplicado pelo pai aos estudos de retórica, filosofia e medicina.

Durante a perseguição, travou amizade com um sacerdote, exemplo de virtude, Hermolau, que o persuadiu de Nosso Senhor Jesus Cristo ser o autor da vida e o senhor da verdadeira saúde.

Um dia que se viu diante de uma criança morta por uma víbora, disse para consigo: “Agora verei se é verdade o que Hermolau me diz”. E, segundo isto, diz ao menino: “Em nome de Jesus Cristo, levanta-te; e tu, animal peçonhento, sofre o mal que fizeste”. Levantou-se a criança e a víbora ficou morta; em vista disso, Pantaleão converteu-se e recebeu logo o santo batismo.

Acabou sendo convocado pelo imperador Maximiano como seu médico pessoal. As milagrosas curas que em nome de Jesus Cristo realizava, suscitaram a inveja de outros médicos, que o acusaram de cristão perante o imperador que, por sua vez, o mandou ser amarrado a uma árvore e degolado. Desta forma, assumindo a coroa do martírio, São Pantaleão passou desta vida para a vida eterna.


Senhor, fazei que não se apague em nossos corações a lembrança da Vossa bondade infinita. Concedei-nos sentir o poder de intercessão, que outorgastes ao Vosso Santo Mártir, S. Pantaleão, a fim de que ele nos socorra em dó das as circunstâncias de nossa existência, quando recorremos aos seus méritos para obtermos a Vossa Graça. Assim seja.



S. Pantaleão, refúgio certo de todos que Vos invocam, rogai por nós.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Por que há 700 anos existe a tradição de tatuar cristãos em Jerusalém?


Em Jerusalém vive uma família que há mais de 700 anos faz tatuagens nos cristãos coptos e nos peregrinos do mundo todo que visitam a Terra Santa.

A família Razzouk tem seu estúdio de tatuagem na cidade de Jerusalém. Atualmente, o responsável pelo negócio é Wassim Razzouk. Em declaração a CNA – agência em inglês do Grupo ACI –, o homem de 43 anos contou a origem e a importância desta tradição.

“Somos coptos, viemos do Egito e, no Egito, existe uma tradição de tatuar os cristãos. Meus antepassados foram alguns dos que tatuavam os cristãos coptos”, expressou.


A primeira evidência das tatuagens cristãs remete aos séculos VI e VII na Terra Santa e no Egito. Com o tempo, esta prática começou a ser replicada nas comunidades cristãos das igrejas etíopes, armênias, sírias e maronitas.

Atualmente, em algumas igrejas coptas, a tatuagem serve para identificar os cristãos e estes devem mostra-la quando querem ingressar em algum templo.

Com o início das Cruzadas no ano 1095, o costume de tatuar os que concluíam sua peregrinação à terra Santa foi adotado pelos visitantes europeus. Também existem registros históricos que revelam que, por volta do ano 1600, os peregrinos continuavam realizando esta prática e este costume permaneceu até a atualidade.

terça-feira, 25 de julho de 2017

A virtude sem a qual não veremos a Deus


Nós lemos no Evangelho que Jesus Cristo, querendo ensinar ao povo que vinha em massa para aprender dele o que era preciso para ter a vida eterna, se senta e lhes diz:

“Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus” (Mt 5,8).

Se nós tivéssemos um grande desejo de ver a Deus, meus irmãos, será que estas palavras já não seriam suficientes para compreendermos o quanto a pureza nos torna agradáveis a Ele e o quanto precisamos dela? Afinal, segundo Jesus Cristo, sem ela nós não O veremos jamais! “Bem-aventurados”, diz Jesus Cristo, “os puros de coração, porque eles verão o bom Deus”.

Pode-se acaso esperar maior recompensa do que esta que Jesus Cristo vincula a essa bela e amável virtude? A posse das Três Pessoas da Santíssima Trindade, por toda a eternidade! São Paulo, que conhecia bem o preço desta virtude, escreveu aos Coríntios:

“Glorificai a Deus, pois O trazeis em vosso corpo; e sede fiéis em conservá-lo em grande pureza. Lembrai-vos bem, meus filhos, de que os vossos membros são membros de Jesus Cristo e que o vosso coração é templo do Espírito Santo. Tomai cuidado de não os manchar pelo pecado, que é o adultério, a fornicação e tudo aquilo que pode desonrar o vosso corpo e o vosso coração aos olhos de Deus, que é a própria Pureza” (cf. I Cor, 6, 15-20).

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Em que momentos devemos fazer a inclinação de cabeça na Missa?


Observo em praticamente 99% das comunidades que visito, quando o padre fala o nome da Virgem Maria na missa, quase ninguém inclina a cabeça. Provavelmente por falta de conhecimento litúrgico , os poucos que inclinam são os acólitos. As vezes nem o próprio sacerdote inclina.

A inclinação quer expressar “a reverência e a honra que se atribuem às próprias pessoas ou aos seus símbolos” (Pe. Aldazábal – Presidente do Centro Pastoral de Barcelona) .

A instrução do Missal romano nos ensina que devemos fazer inclinação da cabeça quando o sacerdote fala:

– “A Virgem Maria, Mãe de Deus…”

– “Por nosso Senhor Jesus Cristo…”

– “… vos abençoe em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo”

São Charbel


O santo de hoje nasceu no norte do Líbano, num povoado chamado Bulga-Kafra, no ano de 1828. Proveniente de uma família cristã e centrada nos valores do Evangelho, muito cedo precisou conviver com a perda de seu pai.

Após discernir o seu chamado à vida religiosa, com 20 anos ingressou num seminário libanês maronita. Durante o Noviciado, trocou seu nome de batismo (José) por Charbel. Mostrou-se um homem fiel às regras, obediente à ação do Espírito Santo e penitente.

Após sua ordenação em 1859, enfrentou muitas dificuldades, dentre elas a perseguição ferrenha aos cristãos com o martírio de muitos jovens religiosos e a destruição de inúmeros mosteiros em sua época. Em meio a tudo isso, perseverou na fé, trazendo consigo as marcas de uma vocação ao silêncio, à penitência e à uma vida como eremita.

Aos 70 anos, vivendo num ermo dedicado a São Pedro e São Paulo, com saúde bastante fragilizada, discerniu que era chegada a hora de sua partida para a Glória Celeste. Era Véspera de Natal. E no dia 24 de Dezembro, deitado sobre uma tábua, agonizante, entregou sua vida Àquele que concede o prêmio reservado aos que perseveram no caminho de santidade: a vida eterna.



Deus, infinitamente glorificado nos Santos, que inspirastes São Charbel a seguir a solitária vida da perfeição, Vos agradecemos por terdes feito resplandecer a força da Vossa graça, que concedeu a São Charbel a força necessária para afastar-se totalmente do mundo, para fazer triunfar o heroísmo das virtudes monásticas, a pobreza, a obediência e a castidade. Vos suplicamos, concedei-nos tão grande graça, de amar-Vos e servir-Vos, conforme seu exemplo. Deus que nos mostrastes a poderosa intercessão de São Charbel com numerosas graças e verdadeiros milagres, concedei também a mim a graça (nominar) que Vos peço pela intercessão de São Charbel junto a Vós. Amém.

domingo, 23 de julho de 2017

Homem rala imagem de Nossa Senhora e joga o pó sobre o corpo seminu, em performance "artística".


Um artista de Ceilândia, cidade–satélite de Brasília, está concorrendo ao Prêmio Pipa 2017 por uma apresentação na qual rala uma imagem da padroeira do Brasil e depois joga o pó sobre o corpo seminu. O conceito que busca encapar o desrespeito está descrito no site do prêmio como crítica à “ideia de um dito sincretismo e situações históricas ligadas ao preconceito étnico”. 

Os devotos da Virgem Aparecida que tomaram conhecimento do ato estão chocados e não poderia ser diferente. Em nome do que chamam arte ou performance cultural ativistas e artistas escolhem símbolos ligados à Fé católica para escarnecer. Foi assim em 2013 quando na Jornada Mundial da Juventude com o Papa Francisco esses mesmos denominados de artistas introduziram crucifixos e imagens de Nossa Senhora em suas partes íntima. 

Papa: “A linha de confim entre o bem e o mal passa no coração de cada pessoa”.


Papa Francisco

ANGELUS

Praça de São Pedro
domingo, 23 de julho, 2017


Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

A página evangélica de hoje, apresenta três parábolas em que Jesus fala às multidões sobre o Reino de Deus. Detenho-me sobre a primeira: A do trigo bom e do joio, que ilustra o problema do mal no mundo e destaca a paciência de Deus (Mt 13,24-30.36-43). Quanta paciência Deus tem conosco! Cada um de nós pode dizer: “Quanta paciência Deus tem comigo”. A narrativa se desenvolve em um campo com dois protagonistas opostos. De um lado, o patrão do campo que representa Deus e semeia a boa semente; do outro, o inimigo que representa Satanás e espalha a erva daninha.

Com o passar do tempo no meio do trigo cresce também o joio e diante deste fato o patrão e seus servos têm atitudes diferentes. Os servos queriam intervir arrancando o joio, mas o patrão que está preocupado sobretudo em salvar o trigo se opõe à iniciativa dizendo: “Não suceda que, ao arrancardes o joio, arranqueis também o trigo” (v 29). Com esta imagem, Jesus nos diz que neste mundo o bem e o mal estão interligados, que é impossível separar-lhes e erradicar todo o mal. Somente Deus pode fazer isso e o fará no juízo final. Com suas ambiguidades e seu caráter compósito, a situação presente é o campo da liberdade, o campo da liberdade dos cristãos, onde se realiza o difícil exercício do discernimento entre o bem e o mal.

Neste campo, portanto, une-se, com grande confiança em Deus e na sua providência, duas atitudes aparentemente contraditórias: a decisão e a paciência. A decisão é a de querer ser o trigo bom – todos querem – com todas as próprias forças e se afastar do mal e de suas seduções. A paciência significa preferir uma Igreja que é fermento na massa, que não tem medo de sujar as mãos lavando os panos de seus filhos, em vez de uma Igreja de “puros” que pretende julgar antes do tempo quem está no Reino de Deus e quem não está.

O Senhor, que é a Sabedoria encarnada, ajuda-nos hoje a compreender que o bem e o mal não são identificados em territórios definidos ou em determinados grupos de pessoas: “Estes são os bons e estes são os maus”. Ele nos diz que a linha de confim entre o bem e o mal passa no coração de cada pessoa, passa no coração de cada um de nós, isto é: Somos todos pecadores. Eu queria perguntar a vocês: “Quem não é pecador, levante a mão”. Ninguém! Porque todos nós somos, somos todos pecadores. Jesus Cristo por sua morte na cruz e a sua ressurreição, nos libertou da escravidão do pecado e nos dá a graça de prosseguir numa vida; mas com o Batismo também nos deu a Confissão, porque precisamos sempre ser perdoados de nossos pecados. Olhar sempre e apenas o mal que está fora de nós significa não querer reconhecer o pecado que está em nós.

Depois, Jesus nos ensina uma maneira diferente de olhar o mundo, de observar a realidade. Somos chamados a aprender os tempos de Deus – que não são os nossos tempos – e o “olhar” de Deus: graças à influência benéfica de uma trepidante espera, o que era joio ou parecia ser joio, pode se tornar um produto bom. É a realidade da conversão. É a perspectiva da esperança!

Que a Virgem Maria nos ajude a colher na realidade que nos rodeia não apenas a sujeira e o mal, mas também o bem e o belo, a desmascarar a obra de Satanás, mas acima de tudo, a confiar na ação de Deus que fecunda a história.