quinta-feira, 26 de maio de 2016

São Filipe Néri


Nascido em Florença, Itália, em 21 de julho de 1515, Filipe Néri pertencia a uma família rica. Junto com a irmã Elisabete, foi educado pela madrasta. Filipe surpreendia pela alegria, bondade, lealdade e inteligência. Cresceu na sua terra natal, estudando e trabalhando com o pai, sem demonstrar vocação para vida religiosa, mesmo frequentando regularmente a igreja. Em 1535, aceitou o convite para ser o tutor dos filhos de uma nobre e rica família, estabelecida em Roma. Nessa cidade foi estudar Filosofia e Teologia com os agostinianos. No tempo livre praticava a caridade junto aos pobres e necessitados, atividade que exercia com muito entusiasmo e alegria, principalmente com os pequenos órfãos de filiação ou de moral. Somente aos trinta e seis anos de idade ele se consagrou sacerdote, sendo designado para a igreja de São Jerônimo da Caridade. Tão grande era sua consciência dos problemas da comunidade que formou um grupo de religiosos e leigos para discutir os problemas, rezar, cantar e estudar o Evangelho. Filipe se preocupou com a integração das minorias e a educação dos meninos de rua. Com bom humor, ele dizia aos que reclamavam do barulho das crianças: "Contanto que os meninos não pratiquem o mal, eu ficaria contente até se eles me quebrassem paus na cabeça". Viveu até o dia 26 de maio de 1595. São Filipe Néri é chamado até hoje de: Santo da alegria e da caridade. 


Ó Pai, pela vossa misericórdia, São Felipe Néri anunciou as insondáveis riquezas de Cristo. Concedei-nos, por sua intercessão, crescer no vosso conhecimento e viver na vossa presença segundo o Evangelho, frutificando em boas obras. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Corpus Christi*


A celebração teve origem em 1243, em Liège, na Bélgica, no século XIII, quando a freira Juliana de Cornion teria tido visões de Cristo demonstrando-lhe desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque.

Em 1264, o Papa Urbano IV através da Bula Papal “Trasnsiturus de hoc mundo”, estendeu a festa para toda a Igreja, pedindo a São Tomás de Aquino que preparasse as leituras e textos litúrgicos que, até hoje, são usados durante a celebração. Compôs o hino “Lauda Sion Salvatorem” (Louva, ó Sião, o Salvador), ainda hoje usado e cantado nas liturgias do dia pelos mais de 400 mil sacerdotes nos cinco continentes.

A procissão com a Hóstia consagrada conduzida em um ostensório é datada de 1274. Foi na época barroca, contudo, que ela se tornou um grande cortejo de ação de graças.

No Brasil, a festa passou a integrar o calendário religioso de Brasília, em 1961, quando uma pequena procissão saiu da Igreja de madeira de Santo Antônio e seguiu até a Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima. A tradição de enfeitar as ruas surgiu em Ouro Preto, cidade histórica do interior de Minas Gerais.

A celebração de Corpus Christi consta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento.

A procissão lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento esse povo foi alimentado com maná, no deserto. Hoje, ele é alimentado com o próprio Corpo de Cristo.


Durante a Missa o celebrante consagra duas hóstias: uma é consumida e a outra, apresentada aos fiéis para adoração. Essa hóstia permanece no meio da comunidade, como sinal da presença de Cristo vivo no coração de sua Igreja.


Alma de Cristo, santificai-me.
Corpo de Cristo, salvai-me.
Sangue de Cristo, inebriai-me.
Água do lado de Cristo, lavai-me.
Paixão de Cristo, confortai-me.
Ó bom Jesus, ouvi-me.
Dentro das Vossas Chagas, escondei-me.
Não permitais que de Vós me separe.
Do espírito maligno, defendei-me.
Na hora da minha morte, chamai-me.
E mandai-me ir para Vós,
para que Vos louve com os Vossos Santos,
por todos os séculos. Amém.
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*Celebra-se na segunda quinta-feira após a festa de Pentecostes.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Na UF Ceará: “Artista” derrama sangue em crucifixo enquanto apresenta filme pornô. Católicos rezam Terço em desagravo.




Uma imagem divulgada nas redes sociais nesta segunda-feira, dia 23, chocou internautas. Um homem nu aparece perfurando o próprio braço vertendo sangue sobre uma cruz enquanto um vídeo pornô gay é exibido ao fundo.  Sobre a mesa de conferência, destaque para uma bandeira estendida do Movimento LGBT. O fato aconteceu no auditório Rachel de Queiroz, bloco de Psicologia, na Universidade Federal do Ceará -UFC, dentro do I Seminário “Conversas empoderadas e despudoradas sobre gênero sexualidade e subjetividades”.

De acordo com apuração do blog do Povo, o auditório foi reservado pelo Departamento de Ciências Sociais a pedido de um professor, que não foi encontrado para dar entrevista. O Ancoradouro solicitou entrevista a um representante da instituição, mas a Coordenadoria de Comunicação Social e Marketing Institucional da UFC preferiu silenciar diante do caso. “A Universidade não vai se pronunciar sobre o assunto”, lê-se no e-mail de resposta à solicitação de entrevista.

A espécie de ritual religioso com sangue realizada em ambiente não hospitalar foi alvo de críticas na página “Fortaleza Sem Prefeito”, uma das primeiras a publicar o material. “Pelo amor de Cristo, onde nós estamos? Vamos pelo menos ter respeito”, comentou um dos internautas.

Uma vida eucarística e misericordiosa

 
A bela celebração de Corpus Christi, Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, com suas procissões, belos tapetes confeccionados com temas eucarísticos e com campanhas solidárias revela uma espiritualidade eucarística que vai além das portas de nossas igrejas e vai ao encontro das pessoas, que caminha pelo mundo. Instituída por Cristo na sua última e derradeira ceia com os apóstolos, memorial permanente de sua presença real, antecipação ritual do sacrifício único que iria se consumar na sua morte de cruz, a Eucaristia é o centro e ápice de toda a vida cristã (cf. SC 10). “O único e definitivo sacrifício redentor de Cristo se atualiza incessantemente no tempo” (JOÃO PAULO II, A Igreja da Eucaristia, 12). Ela nos ensina um jeito de viver, uma vida eucarística, na comunhão com Cristo, com os irmãos e irmãs da comunidade e promotores da fraternidade e da misericórdia. 

Na celebração eucarística somos inseridos numa dinâmica de vida, num jeito de viver, como oferta de nós mesmos.  Devemos fazer o que Jesus fez. E o que Ele fez? Partiu o pão e deu-se a si mesmo. Este gesto é, ao mesmo tempo, codivisão e imolação. O pão é Ele mesmo. Jesus partiu a si mesmo, deu-se aos discípulos e a todos nós. No gesto simbólico de partir o pão e entregar o cálice com vinho, antecipou ritualmente sua morte na cruz, dando-lhe o sentido de entrega voluntária, de doação, que caracterizou toda a sua vida e que deverá caracterizar a vida de seus seguidores: corpo doado, sangue derramado, símbolos da vida entregue. Uma vida eucarística é caracterizada pela doação de si mesmo. Sair de si, do egoísmo que prende aos interesses pessoais. Superar a indiferença para ir ao encontro e promover fraternidade. Doar algum alimento ou roupas a quem precisa é necessário, mas a eucaristia nos pede mais, a doação de nós mesmos, nossa vida, nossos dons e nosso tempo.

Bispos convocam dia de oração e penitência pelo Brasil

 
Nesta quinta-feira, 26 de maio, quando a Igreja celebrará a Solenidade de Corpus Christis, fiéis são convocados a realizar “um dia de oração e penitência” pelo Brasil. A iniciativa partiu de uma decisão dos Bispos do Regional Nordeste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

O Regional é composto pelos estados de Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Entre os dias 17 e 18, os bispos do Conselho Episcopal do Regional estiveram reunidos para refletir sobre o atual cenário do Brasil.

Eles decidiram, então, divulgar um comunicado à população lançando o convite para rezar pelo país, ato que “justifica-se, diante da situação política, econômica e social que o mesmo atravessa”.

Para o Arcebispo de Olinda e Recife e presidente do Regional, Dom Fernando Saburido, esta atual situação incide na vida de todos, especialmente dos mais pobres.

“A Igreja é viva e atuante e precisa se fazer presente neste momento difícil, congregando fiéis das diversas paróquias para interceder pelo nosso Brasil, bastante sofrido, mas forte e confiante nas providências do Pai”, declarou ao site da Arquidiocese.

Oração não é "varinha mágica", explica Papa




PAPA FRANCISCO

AUDIÊNCIA GERAL
Praça São Pedro
Quarta-feira, 25 de maio de 2016


A parábola da viúva e do juiz iníquo nos ensina a necessidade de rezar sempre, sem cessar. O juiz da parábola, que não temia Deus e era uma pessoa sem escrúpulos, dada a insistência da pobre viúva, que não tinha mais ninguém no mundo, acaba tendo que fazer justiça. Com essa imagem, Jesus ensina que, se até um juiz inescrupuloso se dobrou à insistência da viúva, muito mais fará Deus que não deixará de escutar prontamente as nossas orações. Contudo, o fato de que sempre nos escute na oração, não significa que Deus faça tudo no tempo e no modo que nós gostaríamos. A oração não é uma varinha mágica; ela é uma ajuda para conservar a fé em Deus, confiando n’Ele mesmo quando não compreendemos a sua vontade. De fato, a oração transforma o nosso desejo e o modela segundo a vontade de Deus, seja ela qual for, pois, rezando, aspiramos em primeiro lugar à união com Deus, que é o Amor misericordioso.

Depois do Ângelus:

Nossa Senhora, a Mãe da Eucaristia




Maria, de modo especial, é o templo de Deus por excelência, ela é a Arca da Aliança. Ela trouxe em seu seio imaculado, o próprio Filho de Deus. De tal forma amou o Pai e guardou as palavras do seu Filho que, o Filho e o Pai vieram a ela e nela fizeram sua morada. Ao concebermos Maria como habitação do Sagrado, compreendemos o quanto Deus nos ama, apesar de nossa condição frágil.

É impossível nos aproximarmos de Maria sem nos aproximarmos de Jesus. Maria nos leva a Cristo. Junto de Maria somos banhados pela luz do Espírito Santo que a cumulou de graça. Em toda a Sagrada Escritura não há mulher que tenha sido agraciada dessa maneira a ponto de ter sido convidada para ser a mãe do Filho de Deus. São Lucas nos relata: “O Altíssimo te cobrirá com sua sombra” (Lc 1, 34). Aqui, o evangelista nos apresenta Maria como uma nova tenda do encontro de Deus com a humanidade. Coberta pela sombra do Altíssimo, Maria se torna o santuário onde Jesus toma imagem visível.

Em Maria encontramos o primeiro tabernáculo que Jesus habitou por nove meses. Em Maria, Deus encarnado visita seu povo. Entre todos os santos, a santíssima Virgem Maria resplandece como modelo de santidade e de espiritualidade eucarística. Maria está de tal modo, ligada ao mistério eucarístico que mereceu que o Papa João Paulo II a chamasse de “Mulher Eucarística”. Ela viveu este espírito eucarístico antes que o Sacramento da Eucaristia fosse instituído por Jesus, isto pelo fato de ter oferecido seu seio virginal à encarnação do Verbo de Deus. Logo após o nascimento de Jesus, ela realizou um gesto puramente eucarístico e ao mesmo tempo, eclesial: apresentou o Menino Jesus aos pastores, aos magos e ao sumo-sacerdote no templo em Jerusalém; o fruto bendito de seu ventre  apresenta-o ao povo de Deus e aos gentios para que o adorassem e o reconhecessem como o Messias, o próprio Filho de Deus.

Para ser como Maria, Mulher Eucarística, devemos transformar a nossa vida que deve ser toda ela eucarística. O livro dos Atos dos Apóstolos nos refere que, após a ascensão do Senhor ao céu, os apóstolos voltaram de novo ao Cenáculo, onde costumavam se reunir (At 1, 12-13).  A Mãe de Jesus estava ali presente no seio da Igreja. Lucas, o autor dos Atos, não poderia deixar de anotar esse fato: Maria está presente no instante em que vai resplandecer a Igreja. A Mãe de Jesus, que estava com os apóstolos no desabrochar da Igreja no dia de Pentecostes, continuava no meio deles, participando da fração do pão. A Eucaristia, que por assim dizer, viera dela, que tem com ela relação e origem, era seu alimento de cristã, que caminhava com a Igreja.

Igreja e Eucaristia são inseparáveis. Não há Igreja sem Eucaristia, porque não há Igreja sem sacrifício de Jesus que se renova, como não há Igreja sem encarnação de Jesus que se prolonga no tempo. A peregrinação da Igreja se faz com a Eucaristia e pela Eucaristia, e com Maria, assunta ao céu,  isto é, inseparável da mediação de Maria no céu.

A ciência do discernimento dos espíritos vem da percepção da inteligência






A luz da verdadeira ciência está em discernir sem errar o bem e o mal. Feito isto, a via da justiça que leva a mente a Deus, sol da justiça, introduz então a inteligência naquele infinito fulgor do conhecimento, que lhe faz procurar daí em diante, com segurança, a caridade.

Os que combatem precisam manter sempre o espírito fora das agitações perturbadoras para discernir os pensamentos que surgem: guardar os bons, vindos de Deus, no tesouro da memória; expulsar os maus e demoníacos dos antros da natureza. O mar, quando tranquilo, deixa os pescadores verem até o fundo, de sorte que quase nenhum peixe lhes escape; mas, agitado pelos ventos, ele esconde na turva tempestade aquilo que se via tão facilmente no tempo sereno. Assim, toda a perícia dos pescadores se vê frustrada.

Somente, porém, o Espírito Santo tem o poder de purificar a mente. Se o forte não entrar para espoliar o ladrão, nunca se libertará a presa. É necessário, portanto, alegrar em tudo o Espírito Santo pela paz da alma, mantendo em nós sempre acesa a lâmpada da ciência. Quando ela não cessa de brilhar no íntimo da mente, conhecem-se os ataques cruéis e tenebrosos dos demônios, o que mais ainda os enfraquece sendo eles manifestados por aquela santa e gloriosa luz.

Por esta razão diz o Apóstolo: Não apagueis o Espírito, isto é, não causeis tristeza ao Espírito Santo por maldades e maus pensamentos, para que não aconteça que ele deixe de proteger-vos com seu esplendor. Não que o eterno e vivificante Espírito Santo possa extinguir-se, mas é a sua tristeza, quer dizer, seu afastamento que deixa a mente escura sem a luz do conhecimento e envolta em trevas.

O sentido da mente é o paladar perfeito que distingue as realidades. Pois como pelo paladar, sentido corporal, sabemos discernir sem erro o bom do ruim quando estamos com saúde e desejamos as coisas delicadas, assim nossa mente, começando a adquirir a saúde perfeita e a mover-se sem preocupações, poderá sentir abundantemente a consolação divina e conservar, pela ação da caridade, a lembrança do gosto bom para aprovar o que for ainda melhor, conforme ensina o Apóstolo: Isto peço: que vossa caridade cresça sempre mais na ciência e na compreensão, para discernirdes o que é ainda melhor.


Dos Capítulos sobre a Perfeição Espiritual, de Diádoco de Foticéia, bispo 
(Cap.6,26.27.30: PG65,1160.1175-1176)                 (Séc.V)