sábado, 11 de junho de 2016

São Barnabé, apóstolo e mártir

 
Barnabé, que significa "filho da consolação", não fez parte dos primeiros doze Apóstolos escolhidos por Jesus, mas acompanhou os Apóstolos naqueles primeiros dias. Vendeu um campo de plantações que possuía para doar seu dinheiro aos Apóstolos. Era um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé. Ele era da tribo de Levi. Estudou com mestre Gamaliel, de quem aprendeu a firmeza de caráter, as ciências e as virtudes. Tinha o seu maravilhoso dom de acalmar e de consolar os aflitos. Foi pelas mãos de Barnabé que Paulo de Tarso ingressou nos círculos judaico-cristãos. Barnabé também o acompanhou em sua primeira viagem apostólica e foram parceiros na grande obra de conversão realizada em Antioquia, onde estabeleceram e firmaram a primeira comunidade denominada de cristã. Barnabé estava em Chipre quando foi apedrejado no ano 61. Outra tradição diz que Barnabé teria sido consagrado o primeiro Bispo de Milão, cidade que o tem como seu padroeiro até hoje.

Santo Apóstolo, Barnabé, volvei o vosso olhar a nós e a todos os apóstolos da Igreja, para que servindo ao Evangelho, possam encontrar a fortaleza necessária para nunca se desanimar. Olhai para as pedras que se encontram em nosso caminho: que ela nos levem à santidade, aceitando-as nos sofrimentos, com brandura e paciência. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

O suave livro dos Salmos



 
Embora toda a divina Escritura exale a graça de Deus, o mais suave é o Livro dos Salmos. Moisés, que escreveu os feitos dos patriarcas em simples prosa, quando fez passar através do mar Vermelho o povo dos pais para imperecível admiração, vendo afogados o faraó e seus exércitos, sentiu inflamar-se seu engenho, pois conseguira portentos acima de suas forças, e elevou triunfal cântico ao Senhor. Maria, também, tomou o pandeiro e assim exortava as outras, entoando: Cantemos ao Senhor, que se cobriu de glória e de honra; lançou ao mar cavalo e cavaleiro.

A história instrui, a lei ensina, a profecia anuncia, a correção castiga, a moral persuade. Ora, no Livro dos Salmos há proveito para todos e remédio para a salvação do homem. Quem o lê, tem remédio especial para as chagas das paixões. Quem quiser lutar como em ginásio de almas e estádio de virtudes, onde estão preparados diversos gêneros de luta, escolha para si aquele que julgar mais adequado para mais facilmente alcançar a coroa.

Se alguém quiser recordar e imitar os feitos gloriosos dos antepassados, encontrará compendiada num salmo toda a história de nossos pais, podendo assim enriquecer o tesouro da memória numa breve leitura. Se alguém perscruta a força da lei que está toda no vínculo da caridade (quem ama o próximo, cumpriu a lei), leia então, nos salmos, com quanto amor um só se expôs aos mais graves perigos para repelir o opróbrio de todo o povo. Donde se reconhece não ser a glória da caridade menor do que o triunfo da virtude.

Que direi sobre o dom da profecia? Aquilo que outros anunciaram por enigmas, só a este, aparece clara e abertamente a promessa de que o Senhor Jesus nasceria de sua linhagem, conforme lhe falou: Porei sobre teu trono o fruto de tuas entranhas. Por conseguinte, nos salmos não apenas nasce Jesus para nós, mas ainda aceita a salvífica paixão de seu corpo, adormece, ressurge, sobe aos céus, assenta-se à direita do Pai. O que homem algum ousaria dizer, só este profeta anunciou e depois o próprio Senhor o manifestou no seu evangelho.


Dos Comentários sobre os Salmos, de Santo Ambrósio, bispo
(Ps.1,4.7-8:CSEL64,4-7)             (Séc.IV)

Filipinas: Vaticano rejeita aparição de Nossa Senhora em Lipa.


A Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano determinou recentemente que as supostas aparições da Virgem Maria no convento carmelita de Lipa, na província de Batangas (Filipinas), são “carentes de origem sobrenatural”.

Assim assinala um documento remetido à Arquidiocese de Lipa e cujo conteúdo foi divulgado a todos os fiéis pelo seu Arcebispo, Dom Ramón Cabrera Argüelles, em 31 de maio.

A história da aparição remonta a 1948, quando a postulante carmelita Teresita Castillo assinalou que a Virgem Maria lhe apareceu repetidamente. A devoção popular cresceu rapidamente nas Filipinas, país com maior número de católicos na Ásia.

Há menos um ano, em 12 de setembro de 2015, Dom Argüelles havia aprovado as aparições da Virgem de Lipa, com o título de Mediadora de Todas as Graças.

O documento da Congregação para a Doutrina da Fé, assinado pelo seu Prefeito, Cardeal Gerhard Müller, determinou que o decreto do Arcebispo de Lipa permanece “nulo e sem efeito”.

O Cardeal Müller precisou que a declaração de uma comissão de bispos formada para estudar o caso em 1951, a qual resolveu que as aparições não eram reais, “foi uma decisão confirmada pelo Supremo Pontífice (NdR: Pio XII) e, portanto, definitiva”.

O predecessor de Dom Argüelles, Dom Mariano Gaviola y Garcés, desobedecendo o pedido da Santa Sé, restabeleceu a devoção, que seria depois confirmada pelo atual Arcebispo de Lipa.

Entretanto, a Congregação para a Doutrina da Fé “confirma de maneira definitiva o decreto de 11 de abril de 1951, segundo o qual os fenômenos de Lipa foram declarados carentes de origem sobrenatural”.

“Além disso, a Congregação para a Doutrina da Fé repete sua instrução de que qualquer uma das comissões estudando o tema dos supostos fenômenos sobrenaturais das supostas aparições no Carmelo de Lipa sejam imediatamente dissolvidas”, acrescentou o Cardeal Müller.

Adolescentes judeus atacam com pedras católicos que participavam da Missa em Israel



Um grupo de adolescentes judeus atacou com pedras uma comunidade de católicos enquanto participavam da Missa em Israel, o qual gerou dor e indignação entre os cristãos que vivem na Terra Santa.

O ataque ocorreu no último dia 28 de maio, no pátio da capela da Comunidade de Santa Teresa de Lisieux, em Rehovot, localizada a 48 quilômetros do noroeste de Jerusalém.

Os católicos que sofreram agressões eram principalmente das Filipinas, da Índia, do Sri Lanka e alguns africanos. Os fiéis estavam no pátio da capela porque não havia lugar suficiente para acolher todos no templo.

A princípio, os jovens judeus, de 14 anos de idade, começaram a jogar pedras pequenas, mas depois começaram a lançar pedras maiores, fazendo com que os fiéis católicos chamassem a polícia local.

Logo depois da Missa, os católicos recolheram algumas pedras e as colocaram aos pés da cruz do altar.

O sacerdote salesiano Pe. Eric Wyckoff, capelão da comunidade, presidiu a Eucaristia acompanhado do Pe. Matthew Coutinho, o novo capelão, e o Pe. David Neuhaus, Vigário do Patriarcado Latino de Jerusalém e responsável diocesano pelos migrantes em Israel.

O Bispo Auxiliar de Jerusalém, Dom William Shomali, afirmou que “é triste que pessoas que estavam rezando, em sua maioria trabalhadores de lares judeus em Rehovot, tenham sido vítimas desta chuva de pedras”.

O ministério dos Anjos


Diz o Profeta, falando ao Pai a respeito do Filho: Fizeste-O um pouco inferior aos Anjos. Assim convinha, com efeito, que superasse os Anjos na humildade Aquele que os superava na sublimidade da sua glória, e que fosse tanto menor que eles quanto é inferior o ministério a que Se consagrou. E, no entanto, Ele é tanto superior aos Anjos quanto mais excelso que o deles é o nome que recebeu em herança.

Mas talvez perguntes: Em que é que Ele Se fez inferior aos Anjos, quando veio para servir, uma vez que também os Anjos, como dizíamos acima, são enviados para exercer um ministério? É que Ele não só serviu mas também foi servido, e era o mesmo Aquele que servia e era servido. Justamente por isso, dizia a Esposa no Cântico dos Cânticos: Ele aí vem, atravessando as montanhas, elevando-se sobre as colinas. Quando serve, Ele atravessa por entre os Anjos, mas quando é servido eleva-Se muito acima deles. Os Anjos servem, mas do que não lhes pertence: oferecem a Deus as boas obras, não suas mas nossas, e trazem-nos a graça, não sua mas de Deus. Por isso, quando a Escritura diz que o fumo dos aromas subia das mãos do Anjo à presença de Deus, teve o cuidado de advertir anteriormente que lhe tinham sido dados muitos aromas. São os nossos suores e não os seus, as nossas lágrimas e não as suas que eles oferecem a Deus; e os dons que nos trazem também não são seus, mas de Deus.

Não é assim aquele Servo, mais sublime que todos os outros, mas também mais humilde que todos. Ofereceu-Se a Si mesmo como sacrifício de louvor; ofereceu ao Pai a sua vida e nos dá ainda hoje a sua carne. Não admira, portanto, que, por causa de tão glorioso Servo, os santos Anjos se dignem, ou melhor, queiram da melhor vontade assistir-nos. Eles amam-nos, porque Cristo nos amou.

Digo-vos isto, meus irmãos, para que de hoje em diante tenhais maior confiança nos santos Anjos e invoqueis com maior familiaridade o seu auxilio em todas as necessidades, e também para que procureis tornar a vossa vida mais digna da sua presença, conciliar cada vez mais os seus favores, captar a sua benevolência, implorar a sua clemência.

Sendo assim, pensai bem quanta solicitude devemos ter também nós, irmãos caríssimos, para nos tornarmos dignos da sua companhia, para vivermos na presença dos Anjos, de modo a não ofendermos nunca a santidade do seu olhar. Ai de nós, se alguma vez, provocados pelos nossos pecados e negligências, nos julgarem indignos da sua presença e da sua visita, e tivermos de chorar e dizer com o Profeta: Os meus amigos e companheiros fogem da minha desgraça e os que andavam comigo ficam ao longe, enquanto os violentos procuram tirar-me a vida. Porque, então, teríamos realmente afastado de nós aqueles que com a sua presença podiam amparar-nos e repelir o inimigo.

Por isso, se nos é tão necessária a companhia familiar que se dignam ter connosco os Anjos, evitemos com todo o cuidado ofendê-los e exercitemo-nos com generosidade nas obras que sabemos serem do seu agrado. Há de facto muitas coisas que lhes agrada e deleita encontrar em nós: sobriedade, castidade, pobreza voluntária, frequentes gemidos e súplicas ao Céu, orações com lágrimas e de coração atento. Mas o que acima de tudo exigem de nós os Anjos da paz é a união e a paz. Será, porventura, estranho que eles ponham as suas delícias principalmente nestas virtudes que reproduzem uma certa imagem da sua cidade e que lhes permitem admirar uma nova Jerusalém na terra? Digo-vos, portanto, que assim como aquela cidade santa forma tão belo conjunto pela sua perfeita unidade, assim também nós devemos manter a unidade de sentimentos e doutrina, afastando do meio de nós toda a espécie de cisma, para formarmos todos um só Corpo em Cristo.


Dos Sermões de São bernardo, abade
(Sermão 1, Na Festa de São Miguel Arcanjo, 2-3.5: Opera omnia, Ed. Cisterc. 5 [1968], 295-297) (Sec. XII)

A história do papa que foi para o purgatório e implorou por ajuda!


O papa Inocêncio III, pontífice de 1198 até 1216, foi um dos papas mais influentes da história.

Foi ele que concedeu a São Francisco de Assis e ao seu pequeno grupo de seguidores a permissão para fundar a Ordem dos Frades Menores. Foi ele que convocou o IV Concílio da Latrão, no qual foi definida dogmaticamente a doutrina da transubstanciação. Ele fez grandes esforços para combater as heresias na Europa e repelir a invasão das hordas muçulmanas. Em parte, a sua grande energia se devia à incomum juventude com que foi eleito papa: 37 anos de idade.

No entanto, após 18 anos como pontífice, ele morreu de repente. E esta não foi a última notícia que se teve dele.

No dia no que o papa Inocêncio III morreu, ou pouco depois, ele apareceu para Santa Lutgarda de Aywieres, na Bélgica. Santa Lutgarda é considerada uma das grandes místicas do século XIII, conhecida por seus milagres, visões, levitação e grande talento para ensinar.

Quando o papa Inocêncio lhe apareceu, agradeceu a ela pelas orações oferecidas durante a sua vida e explicou que não tinha ido diretamente para o céu: estava no purgatório, sofrendo a purificação por três faltas específicas que tinha cometido em vida.

Quando um cristão morre, os católicos acreditam que ele pode ir diretamente para o céu se não tiver nenhuma pena a pagar por seus pecados. Muitos, porém, passarão primeiro pelo purgatório, a fim de serem purificados e poderem entrar sem mácula na presença Santíssima de Deus.

Inocêncio pediu que Santa Lutgarda orasse por ele e, a respeito do purgatório, disse:

“É terrível! A minha pena durará o equivalente a séculos se não me ajudares. Em nome de Maria, que obteve para mim o favor de recorrer a ti, ajuda-me!” 

Beato Eduardo Poppe

 
Eduardo João Maria Poppe nasceu na Bélgica no dia 18 de dezembro de 1890. Era o terceiro dos onze filhos de uma modesta família de trabalhadores. Sua educação religiosa começou no seio da própria família, muito cristã. Depois estudou no colégio dos Irmãos da Caridade. Foi durante o serviço militar que Eduardo percebeu sua vocação religiosa. Em 1915 foi ordenado sacerdote. Logo foi nomeado vigário da paróquia de Santa Colete iniciando seu ministério entre a população mais pobre, difundindo a devoção à Eucaristia e à Virgem Maria. Preocupado em preparar as crianças para a Primeira Comunhão, formou um grupo de jovens catequistas para dar ênfase à devoção Eucarística e escreveu "O manual do catequista eucarístico". Durante a Primeira Guerra Mundial, foi convocado para servir junto à Cruz Vermelha como enfermeiro. Eduardo continuou com sua preocupação em manter acesa a chama da fé cristã nos jovens catequistas, todos filhos de famílias socialistas e anticlericais. Padre Eduardo convivia desde a infância com uma doença congênita no coração. Por este motivo, foi obrigado a viver numa poltrona ainda muito jovem. E foi neste período que ele escreveu sua extensa e notável bibliografia catequética com ênfase na Eucaristia. Aos trinta e quatro anos de idade, padre Eduardo Poppe morreu repentinamente. O Papa João Paulo II o nomeou "Pedagogo da Eucaristia".

Deus Pai de Bondade, dai-nos alegria de vos servir na pessoa dos mais pobres e sofredores, tendo como exemplo o apostolado do beato Eduardo Poppe. Por Cristo nosso Senhor. Amém.