segunda-feira, 13 de junho de 2016

Estado Islâmico assume atentado terrorista em boate gay de Orlando


Na madrugada do último domingo, um sujeito identificado como Omar Saddiqui Mateen, de origem afegã, atacou uma casa noturna gay em Orlando causando até o momento a morte de 50 pessoas e 53 ficaram feridas, no atentado massivo que causou o maior número de vítimas nos Estados Unidos.

O Bispo de Orlando, Dom John Noonan, através da sua conta pessoal na rede social Twitter, condenou o ataque cruel e pediu orações: “Oremos pelas vítimas do tiroteio desta manhã em Orlando, pelos seus familiares e pelos socorristas. Que a misericórdia do Senhor seja derramada sobre nós”.

Agências locais, estatais e federais participam na investigação deste atentado. As primeiras investigações já vinculam os fatos como um atentado terrorista.

Segundo o chefe da polícia de Orlando, o atirador carregava uma pistola e uma arma tipo rifle. O sujeito morreu durante a troca de tiro com a Polícia. O assassino usava “um dispositivo” semelhante a um colete bomba.

Devido à dimensão da tragédia, o prefeito de Orlando, Buddy Dyer, explicou que solicitou ao governador da Flórida que declarasse o estado de emergência em Orlando.
Tudo ocorreu por volta das 2h (hora local), quando o guarda de segurança da sala de festas descobriu o homem com duas armas de fogo e um artefato. Começaram a disparar e o agressor manteve várias pessoas como reféns dentro do local.

Aproximadamente quatro horas depois, a polícia decidiu resgatar os reféns, conseguiu libertar 30 pessoas depois de várias explosões controladas. O tiroteio está sendo investigado pelas autoridades como um ato de terrorismo e o FBI estuda relações do suspeito com extremistas islâmicos.

O atentado ocorreu menos de 24 horas depois que a cantora Christina Grimmie, famosa por participar no programa The Voice, foi assassinada por um homem que atirou nela depois de um show em Orlando.

Papa destaca trabalho corajoso de funcionários do PMA contra a fome





DISCURSO Discurso do Papa Francisco na Sede do Programa Mundial Alimentar (PMA) Segunda-feira, 13 de junho de 2016

Senhoras e senhores,

Agradeço à Diretora Executiva, Senhora Ertharin Cousin, ter-me convidado a inaugurar a Sessão Anual 2016 do Conselho Executivo do Programa Alimentar Mundial, bem como as palavras de boas-vindas que me dirigiu. De igual modo saúdo a Embaixadora Stephanie Hochstetter Skinner-Klée, Presidente desta importante assembleia que reúne os Representantes dos vários governos chamados a tomar medidas concretas na luta contra a fome. E ao mesmo tempo que saúdo a todos vós aqui reunidos, agradeço tantos esforços e compromissos com uma causa que não pode deixar de nos interpelar: a luta contra a fome que sofrem muitos dos nossos irmãos.

Há pouco rezei diante do «Muro da Memória», testemunha do sacrifício feito pelos membros deste Organismo, dando a sua vida para que, mesmo no meio de complexas vicissitudes, não faltasse o pão aos famintos. Memória que devemos manter para continuar a lutar, com o mesmo vigor, pela meta tão ansiada da «fome zero». Aqueles nomes gravados à entrada desta Casa são um sinal eloquente de que o PAM, longe de ser uma estrutura anónima e formal, constitui um válido instrumento da comunidade internacional para empreender atividades sempre mais vigorosas e eficazes. A credibilidade duma instituição não se baseia nas suas declarações, mas nas ações realizadas pelos seus membros. Baseia-se nos seus testemunhos.

No mundo interconectado e híper-comunicativo em que vivemos, as distâncias geográficas parecem encurtar-se. Temos a possibilidade de contato quase simultâneo com o que está a acontecer no outro lado do planeta. Graças às tecnologias da comunicação, aproximamo-nos de muitas situações dolorosas; e tais meios podem ajudar (e têm ajudado) a mobilizar para gestos de compaixão e solidariedade. Paradoxalmente, porém, esta aparente proximidade criada pela informação, vemo-la diluir-se de dia para dia. O excesso de informação de que dispomos gera gradualmente a habituação à miséria; ou seja, pouco a pouco tornamo-nos imunes às tragédias dos outros, considerando-as como qualquer coisa de «natural»; em nós gera-se – desculpai o neologismo – a «naturalização» da miséria. São tantas as imagens que nos invadem onde vemos o sofrimento, mas não o tocamos; ouvimos o pranto, mas não o consolamos; vemos a sede, mas não a saciamos. Assim, muitas vidas entram a fazer parte duma notícia que, em pouco tempo, acabará substituída por outra. E, enquanto mudam as notícias, o sofrimento, a fome e a sede não mudam, permanecem. Esta tendência – ou tentação – exige de nós um passo mais e, por sua vez, revela o papel fundamental que instituições como a vossa têm no cenário global. Hoje não podemos dar-nos por satisfeitos apenas com o facto de conhecer a situação de muitos dos nossos irmãos. As estatísticas não nos saciam. Não é suficiente elaborar longas reflexões ou submergir-nos em discussões infindáveis sobre as mesmas, repetindo continuamente argumentos já conhecidos por todos. É necessário «desnaturalizar» a miséria, deixando de considerá-la como um dado entre muitos outros da realidade. Porquê? Porque a miséria tem um rosto. Tem o rosto duma criança, tem o rosto duma família, tem o rosto de jovens e idosos. Tem o rosto da falta de oportunidades e de emprego de muitas pessoas, tem o rosto das migrações forçadas, das casas abandonadas ou destruídas. Não podemos «naturalizar» a fome de tantas pessoas; não nos é lícito afirmar que a sua situação é fruto dum destino cego contra o qual nada podemos fazer. Quando a miséria deixa de ter um rosto, podemos cair na tentação de começar a falar e discutir sobre «a fome», «a alimentação», «a violência», deixando de lado o sujeito concreto, real, que continua ainda hoje a bater às nossas portas. Quando faltam os rostos e as histórias, as vidas começam a transformar-se em números e assim, pouco a pouco, corremos o risco de burocratizar o sofrimento alheio. As burocracias ocupam-se de procedimentos; a compaixão – não a pena, mas a compaixão, o padecer com –, pelo contrário, põe-nos em campo em prol das pessoas. E, nisto, acho que temos muito trabalho a fazer. Juntamente com todas as ações já em curso, é necessário trabalhar por «desnaturalizar» e desburocratizar a miséria e a fome dos nossos irmãos. Isto exige de nós, em diversa escala e a diferentes níveis, uma intervenção em que apareça como objetivo dos nossos esforços a pessoa concreta que sofre e tem fome, mas que encerra também uma imensa riqueza de energias e potencialidades que devemos ajudar a concretizar.

1. «Desnaturalizar» a miséria

Quando estive na FAO, por ocasião da II Conferência Internacional sobre a Nutrição, disse que uma das graves incoerências que estávamos chamados a considerar é o facto de haver comida suficiente para todos mas «nem todos podem comer, enquanto o desperdício, o descarte, o consumo excessivo e o uso de alimentos para outros fins estão diante dos nossos olhos» (Discurso à Plenária da Conferência, 20/XI/2014).

Fique claro que a falta de comida não é uma coisa natural, não é um dado óbvio nem evidente. O facto de hoje, em pleno século XXI, muitas pessoas sofrerem deste flagelo deve-se a uma egoísta e má distribuição dos recursos, a uma «mercantilização» dos alimentos. A terra, maltratada e abusada, continua em muitas partes do mundo a dar-nos os seus frutos, continua a brindar-nos com o melhor de si mesma; os rostos famintos lembram-nos que desvirtuamos os fins da terra. Um dom, que tem finalidade universal, tornamo-lo um privilégio de poucos. Fizemos dos frutos da terra – dom para a humanidade – mercadoria de alguns, gerando assim exclusão. O consumismo – que permeia as nossas sociedades – induziu a habituar-nos ao supérfluo e ao desperdício diário de comida, a que por vezes já não somos capazes de dar o justo valor e que se situa para além de meros parâmetros económicos. Far-nos-á bem recordar que o alimento desperdiçado é como se fosse roubado à mesa do pobre, de quem tem fome. Esta realidade solicita-nos a refletir sobre o problema da perda e desperdício de alimentos, a fim de individuar vias e modalidades que, enfrentando seriamente tal problemática, sejam veículo de solidariedade e partilha com os mais necessitados [cf. Catequese de 5 de junho de 2013: Insegnamenti, I/1 (2013), 280].

Mulheres que cultivam maconha na Califórnia não são religiosas católicas




Há várias semanas, circulam na internet dezenas de notícias e vídeos sobre mulheres que se vestem como religiosas e cultivam maconha na Califórnia para fazer um unguento que supostamente curaria doenças como o câncer.

Em declarações ao jornal ‘ABC10’, as mulheres que se autodenominam “Irmã Kate” e “Irmã Darcy” admitem que não são religiosas, autoproclamaram-se “religiosas espirituais”, chamadas “Sisters of the Valley” (Irmãs do Vale) porque a granja onde cultivam a maconha está em um povoado da região do Central Valley chamado Merced.

Kate, que se declara feminista e vegana, assegura que o estilo de vida de sua “comunidade” se inspira nas antigas curandeiras e não tem nenhum vínculo com a Igreja Católica. Elas realizam rituais antes de começar seu trabalho e fazem oferendas à natureza.

A capa criminosa de Veja associa a Igreja a pedofilia






Há mentiras que são ditas usando a verdade como instrumento. Os que usam a verdade para conduzir à mentira são mais criminosos do que os que usam a mentira como instrumento de trabalho. A verdade não se rende à mentira, ela é conduzida até certo ponto, onde fica ancorada, mas a exploração da mentira fica a cargo dos aventureiros.

A revista Veja trouxe na capa desta semana um caso de pedofilia cometido por um padre em Goias. Conta a reportagem que Fabiano Santos Gonzaga, 28 anos, abusou de um adolescente de 15 anos numa sauna de um clube. O garoto tem retardo mental e  sua compreensão do mundo é próxima a uma criança de 9 anos de idade. Segundo a denuncia, o padre ao ficar sozinho com o menino, obrigou-o a fazer sexo oral. Ao que consta, o menino sem entender bem a gravidade do ocorrido, pediu licença a mãe para lavar a boca e justificou o porque. A mãe foi atrás do abusador e descobriu posteriormente que o abusador que se veste de civil, na verdade era um padre católico. O padre nega que isso tenha ocorrido, mas, devido o seu celular ter sido apreendido,  já se sabe que ele não vivia a castidade e mantinha relações homossexuais.

De fato, é um caso escandaloso! Como o Fides Press me dá liberdade para dizer o que desejo, então vamos ver não somente os fatos mas os bastidores da noticia. Muito bem, dessa notícia resumida acima, a revista Veja dá uma capa escrito em letras garrafais: “Pedofilia na Igreja”. Acompanha o titulo criminoso, a imagem de um falso padre vestido de batina segurando um terço e tampando a boca de uma criança assustada.

Ora, ora, pois, pois. Nesta capa a revista Veja deu uma aula de vigarice. Nunca se deve usar termos genéricos em caso específicos, nem se associar instituição a delitos de membros, quando esses agem por orientação própria. O que se pretende com isso? É evidente que atacar um padre específico seria trabalho de amador. O que a grande imprensa deseja é atacar a Igreja, afugentar novas vocações e retirar as crianças da Igreja. A Veja tendo a foto do acusado não pôde fazer seu terrorismo plenamente, pois faltava-lhe uma batina e um terço nas mãos. Coube a edição da revista fazer uma montagem criminosa.  Não era mais o padre Fabiano, mas a Igreja Católica. Notou o truque? Definitivamente não estou preparado para um mundo onde não existe culpa individual mas pecados sociais.

A linguagem é viva, quando falam as obras




Quem está cheio do Espírito Santo fala várias línguas. Estas várias línguas são os vários testemunhos de Cristo, como a humildade, a pobreza, a paciência e a obediência; falamos com estas virtudes, quando as praticamos na nossa vida. A linguagem é viva, quando falam as obras. Calem-se, portanto, as palavras e falem as obras. De palavras estamos cheios, mas de obras vazios; por este motivo nos amaldiçoa o Senhor, como amaldiçoou a figueira em que não encontrou fruto, mas somente folhas. Diz São Gregório: «Há uma norma para o pregador: que faça aquilo que prega». Em vão pregará os ensinamentos da lei, se destrói a doutrina com as obras.

Mas os Apóstolos falavam conforme a linguagem que o Espírito Santo lhes concedia. Feliz de quem fala conforme o Espírito Santo lhe inspira e não conforme o que lhe parece!

Há alguns que falam movidos pelo próprio espírito e, usando as palavras dos outros, apresentam-nas como próprias, atribuindo-as a si mesmos. Desses e de outros como eles, fala o Senhor pelo profeta Jeremias: Eis-Me contra os profetas que roubam uns aos outros as minhas palavras. Eis-Me contra os profetas – oráculo do Senhor –, que forjam a sua linguagem para proferir oráculos. Eis-Me contra os profetas que profetizam sonhos falaciosos – oráculo do Senhor, – que os contam e seduzem o povo com suas mentiras e com seus enganos, não os tendo Eu enviado nem dado ordem alguma a esses que não são de nenhuma utilidade para este povo – oráculo do Senhor.

Falemos, por conseguinte, conforme a linguagem que o Espírito Santo nos conceder; e peçamos-lhe, humilde e piedosamente, que derrame sobre nós a sua graça, para que possamos celebrar o dia de Pentecostes com a perfeição dos cinco sentidos e a observância dos dez mandamentos, nos reanimemos com o forte vento da contrição e nos inflamemos com as línguas de fogo na profissão da nossa fé, para que, assim inflamados e iluminados nos esplendores da santidade, mereçamos ver a Deus trino e uno.



Dos Sermões de Santo António de Lisboa, presbítero
(Sermões, Ed. Locatelli, Pádua, 1895, I, 226) (Sec. XIII)

Onde está Pedro, aí está a Igreja


Além de ser sucessor do apóstolo Pedro, o Papa "é o Vigário de Jesus Cristo porque ele O representa na terra, e faz as suas vezes no governo da Igreja", preleciona o Catecismo de São Pio X.

Após a Sua ascensão aos céus, a fim de assentar-se à direita de Deus, como diz o Credo, Cristo não abandonou a humanidade à própria sorte. Após a máxima intervenção do Senhor na história humana, com a encarnação do Seu próprio Filho, fica para os homens como que uma continuidade desta presença de Jesus – e ela se manifesta concretamente na Igreja.

Quando se fala de Igreja, é claro que não se fala simplesmente do clero, dos ministros ordenados que estão configurados de modo mais perfeito a Cristo sacerdote. Está a se falar de todo o conjunto dos fiéis "que respondem à Palavra de Deus e se tornam membros do Corpo de Cristo"01. E, no entanto, todo católico confessa sua fé na Igreja apostólica, isto é, na Igreja construída "sobre o fundamento dos apóstolos" (Ef 2, 20). Foi a partir dos doze primeiros discípulos escolhidos por Jesus que cresceu toda a comunidade cristã, hoje tão numerosa quanto as estrelas do céu (cf. Gn 15, 5).

De fato, muitas são as passagens na Escritura indicando esta predileção de Jesus pelos apóstolos. Ultimamente, muitas pessoas – teólogos, inclusive – têm questionado a existência da hierarquia na Igreja, chegando mesmo a dizer que esta é uma instituição humana, concebida unicamente para "oprimir" ou "empoderar" grupos específicos de pessoas. Mas, será isso mesmo? Quem lança um olhar sincero para os Evangelhos é obrigado a admitir que o desejo de constituir uma ordem hierárquica não partiu de ninguém menos que o próprio Jesus. Como ensina o Servo de Deus, o Papa Paulo VI:

"O fato de Jesus Cristo ter querido que a sua Igreja fosse governada com espírito de serviço não significa que a Igreja não deva ter um poder de governo hierárquico: as chaves que foram entregues a Pedro dizem alguma coisa, dizem muito; como a frase de Jesus que comunica aos Apóstolos a Sua divina autoridade, quase como se quisesse identificar-se com eles: 'Quem vos ouve é a Mim que ouve, e quem vos rejeita é a Mim que rejeita', (Lc 10, 16), mostra-nos o poder, sempre pastoral e destinado ao bem da Igreja, mas forte e eficaz, de que estão revestidos aqueles que representam a Cristo, não por eleição da base, ou por encargo da comunidade, mas por transmissão apostólica, através do Sacramento da sagrada Ordem" 02.

Se é verdade que o Senhor transmitiu aos apóstolos um encargo particular, distinto dos demais cristãos, concedeu a São Pedro, de quem o Papa é sucessor, uma missão ainda maior. Como ensina São Leão Magno, "a um só apóstolo está confiado o que a todos os apóstolos é comunicado"03. 

Santo Antônio de Pádua (Lisboa)

 
Santo Antônio de Pádua era português, nasceu em 1195, em Lisboa. De família muito rica e da nobreza, ingressou muito jovem na Ordem dos Cônegos Regulares de São Agostinho. Fez seus estudos filosóficos e teológicos em Coimbra e foi lá também que se ordenou sacerdote. Nesse tempo, ainda estava vivo Francisco de Assis e os primeiros frades dirigidos por ele chegavam a Portugal. Empolgado com o estilo de vida e de trabalho dos franciscanos, resolveu também ir pregar no Marrocos. Entrou na Ordem, vestiu o hábito dos franciscanos e tomou o nome de Antônio. Entretanto, seu destino não parecia ser o Marrocos. Por causa de algumas desventuras, Antonio acabou desembarcando na Ilha da Sicília e de lá rumou para Assis, a fim de se encontrar com seu inspirador e fundador da Ordem: Francisco. Com apenas vinte e seis anos de idade, foi eleito Provincial dos franciscanos do norte da Itália, mas não ficou nele por muito tempo. Seu desejo era pregar e rumou pelos caminhos da Itália setentrional, praticando a caridade, catequizando o povo simples, dando assistência espiritual aos enfermos e excluídos e até mesmo organizando socialmente essas comunidades. Pregava contra as novas formas de corrupção nascidas do luxo e da avareza dos ricos e poderosos das cidades, onde se disseminaram filosofias heréticas. Após as pregações da Quaresma de 1231, sentiu-se cansado e esgotado. Precisava de repouso. Resolveram levá-lo para Pádua, mas Antonio faleceu na viagem. Era dia 13 de junho de 1231 e Antonio tinha apenas 36 anos de idade. Ele é venerado por ajudar a arranjar casamentos e encontrar coisas perdidas. No Brasil, ele é homenageado numa das festas mais alegres e populares, as festas juninas. Antônio é também conhecido pelos seus milagres. 

Meu grande amigo Santo Antônio, tu que és o protetor dos enamorados, olha para mim, para a minha vida, para os meus anseios. Defende-me dos perigos, afasta de mim os fracassos, as desilusões, os desencantos. Fazei com que eu seja realista, confiante, digno e alegre. Que eu encontre um amor que me agrade, seja trabalhador, virtuoso e responsável. Que eu saiba caminhar para o futuro e para a vida a dois com as disposições de quem recebeu de Deus uma vocação sagrada e um dever social. Que meu amor seja feliz e sem medidas. Que todos os enamorados busquem a mútua compreensão, a comunhão de vida e o crescimento na fé. Assim seja.

domingo, 12 de junho de 2016

Santo Antônio, martelo dos hereges


Sabe aquele “santo” que costuma "desencalhar" o povo quando virado de cabeça para baixo num copo d’água? Então, não é Santo Antônio. Talvez algum demônio faça isso, Antônio, não.

Santo Antônio nasceu em Portugal, na cidade de Lisboa, no fim do século XII, em 1195. Seus pais eram muito religiosos e o educaram com muito carinho na fé da Igreja. Seu nome de batismo era Fernando, e desde muito pequeno acompanhava os pais nas celebrações religiosas na Catedral. Ainda menino, foi encaminhado para a escola dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho, onde recebeu boa formação humana e educação cristã aprimorada. Segundo biografias, o menino foi consagrado pela mãe à Santíssima Mãe de Deus, o que explica muita coisa, como o fato de sempre estar “voltado para o Alto”. Assim, foi crescendo em sabedoria e graça, servindo ao Altar de Deus como acólito.

A vida religiosa

Com a idade de 15 anos, Fernando se decidiu em seguir a vida religiosa. Assim, foi admitido ao mosteiro dos frades agostinianos de São Vicente, em Lisboa. Com facilidade nos estudos, o jovem recebeu grande formação intelectual por parte dos religiosos (sim, os santos também estudavam).

O mosteiro era muito próximo da casa de seus parentes, o que permitia que sempre estivessem próximos. Todavia disse o Senhor: “Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a Mim, não é digno de Mim” (Mt 10, 37); assim, como prova de amor ao Bom Mestre, Antônio pediu para ser transferido para Coimbra, ao Mosteiro de Santa Cruz, cerca de 200km distante de Lisboa. Ali permaneceu por oito anos, recebendo a mais sólida formação filosófica e teológica.

Tal formação, adquirida junto aos frades agostinianos, proporcionou a Fernando a graça de poder receber a ordenação sacerdotal. Como padre, ele alcança uma grande familiaridade com a Sagrada Escritura.

É-nos ensinado que a Divina Providência age sempre, e sempre para um bem. Por isso, a dor do afastamento familiar foi sanada para a Maior Glória de Deus. Acontece que o mosteiro para o qual foi transferido ficava perto de um convento franciscano. Certo dia, por lá passaram cinco dos filhos de São Francisco, que estavam indo ao Marrocos pregar Cristo aos Maometanos. Em Marrocos foram martirizados, e seus restos mortais foram mandados para o mosteiro onde Fernando residia. Tal feito heroico por amor a Deus surpreendeu o jovem, que havia se tornado sacerdote, por isso ele pediu dispensa da ordem dos agostinianos, para entrar para a dos Frades Menores.

Em 1221 ele é admitido na Ordem Franciscana, recebendo o afinal nome "Frei Antônio" e vestindo o hábito de São Francisco, com o grande sonho de poder morrer mártir também.