sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Manifestação do mistério escondido


Único é o Deus que conhecemos, irmãos, e não por outra fonte que não seja a Sagrada Escritura. Devemos, pois, saber o que as divinas Escrituras anunciam e compreender o que ensinam. Devemos conhecer o Pai como Ele quer ser conhecido, glorificar o Filho como o Pai quer que O glorifiquemos e receber o Espírito Santo como Ele no-l’O quer conceder. Esforcemo-nos por chegar à compreensão das realidades divinas, não segundo o nosso arbítrio e interpretação pessoal, nem fazendo violência aos dons de Deus, mas seguindo os caminhos que o mesmo Senhor nos deu a conhecer nas santas Escrituras. 

Quando só existia Deus e nada havia ainda que existisse como Ele, decidiu criar o mundo. E criou o mundo pelo seu pensamento, a sua vontade e a sua palavra; e o mundo começou a existir como Ele o quis e realizou. Portanto, Deus existia na sua unicidade e nada havia de eterno com Ele. Nada havia fora d’Ele; só Ele existia, era perfeito em tudo. N’Ele estava a inteligência, a sabedoria, o poder e o conselho. Tudo estava n’Ele, e Ele era tudo. E quando quis e como quis, no tempo por Ele mesmo predeterminado, revelou ao mundo o seu Verbo, por quem foram feitas todas as coisas. 

Deus possuía o Verbo em Si mesmo, e o Verbo era inacessível ao mundo criado; mas fazendo ouvir a sua voz, Deus tornou-O acessível. 

Aquele que gerou a Luz da Luz, reproduziu na criatura a imagem do Senhor, que é o seu próprio pensamento. Deste modo, Aquele que só era visível para o Pai começou a ser visível também para o mundo, para que o mundo O visse e pudesse ser salvo. 

Este é a Sabedoria eterna, que Se manifestou ao mundo como Filho de Deus. Tudo foi feito por Ele, mas Ele procede unicamente do Pai.

Foi Ele quem deu a lei e as profecias e impeliu os Profetas a falar sob a moção do Espírito Santo, a fim de que, recebendo a inspiração do poder do Pai, anunciassem os seus desígnios e a sua vontade. 

O Verbo manifestou-Se, como diz São João. Este repete em síntese o que os Profetas haviam dito, demonstrando que Aquele era o Verbo por quem tinham sido criadas todas as coisas: No princípio era o Verbo; o Verbo estava em Deus, o Verbo era Deus. Tudo foi feito por Ele e sem Ele nada foi feito do que se fez. E mais adiante prossegue: O mundo foi feito por Ele e o mundo não O conheceu. Veio para o que era seu e os seus não O receberam.



Do Tratado de Santo Hipólito, presbítero, “Contra a heresia de Noeto”
(Cap. 9-12: PG l0, 815-819) (Sec. III)

A Sede Primacial do Brasil


Em 1841, quando Dom Pedro II seria coroado Imperador -  tempo em que a Igreja Católica era a religião oficial do país -, surgiu uma questão: que bispo deveria presidir a coroação? Para os cariocas, deveria ser o do Rio de Janeiro, já que ele era o Capelão-mor da Corte; para os baianos, deveria ser o de Salvador, pois nesta cidade se situava a primeira diocese e a primeira arquidiocese brasileira, denominada, em 1676, pelo Papa Inocêncio XI, "Metrópole da Igreja no Brasil". 

A coroação acabou sendo presidida por Dom Romualdo Antônio de Seixas, 16º Arcebispo de São Salvador da Bahia. Somente em 1870, contudo, a Santa Sé reconheceu o primado da Bahia, tendo-o ratificado em documento, duas décadas depois (em 1892). Ficou, contudo, uma dúvida: qual a extensão dessa prerrogativa e qual a natureza do título? O Cardeal Dom Augusto Álvaro da Silva levou essa questão à Sé Apostólica, mas não obteve resposta.

Pouco depois da primeira viagem apostólica do Papa S. João Paulo II a Salvador (06-07.07.1980), o Cardeal Dom Avelar Brandão Vilela, então responsável por esta Arquidiocese,  escreveu a Roma, renovando o desejo de ter um esclarecimento oficial da Igreja sobre esse tema. Três meses depois (25.10.1908), veio a resposta, sob a forma de um decreto. A Arquidiocese de São Salvador da Bahia passou a ser oficialmente reconhecida como "Sede Primacial" e seu Arcebispo, "Primaz". Curiosamente, esse Decreto, além da assinatura do Prefeito da Congregação para os Bispos, trazia a assinatura de Dom Lucas Moreira Neves, então Secretário dessa Congregação e que, sete anos depois, seria nomeado Arcebispo de Salvador.

O Decreto começa de forma solene: "Os Romanos Pontífices tiveram sempre a preocupação de que as Cidades, famosas pela dignidade, e os Varões, ilustres pelo zelo das almas e pela obediente reverência, fossem ornados com dignas honras e agraciados com merecidos privilégios. Isto não só constitui prêmio aos que o merecem, mas incita o Pastor, o clero e o povo a se empenharem em ter sempre melhores carismas."

Mais adiante, lê-se: "Todos sabem que a mencionada Igreja, erigida no ano de 1551, segundo os documentos históricos, até o ano de 1667 era a única diocese e, depois, até o ano de 1892, a única Sé Metropolitana no Brasil. Não se pode, pois, duvidar de que todas as circunscrições eclesiásticas agora existentes no território brasileiro procedem, como filhas da mesma mãe, da Igreja Catedral de São Salvador no Brasil.

Surpresa ao vivo: Papa Francisco telefona a um programa da Tv italiana para levar a mensagem do Nascimento de Jesus


Às 9h08 da manhã desta quinta-feira (22), no horário de Roma, o Papa Francisco telefonou a um popular programa de televisão da RAI para saudar os telespectadores e desejar a todos“um Natal cristão”, além de felicitar a equipe do canal pelos 30 anos do programa “Unomattina”.


Uma surpresa extraordinária! Eu não quero pensar que seja uma brincadeira, mas temos uma surpresa”, anunciou Franco Di Mare, o apresentador da atração matutina da RAI1. Visivelmente emocionada também ficou Francesca Faldini, a jornalista presente nos estúdios da maior rede televisiva do país.

Buon giorno, começou Francisco, prosseguindo sempre em italiano: “Me disseram que hoje vocês completam trinta anos de transmissão”.

São João Câncio


João nasceu em Kety, na diocese de Cracóvia, Polônia, em 1390; estudou na Cracóvia e foi ordenado sacerdote. Durante muitos anos foi professor da Universidade de Cracóvia; depois foi pároco de Ilkus. À fé que ensinava uniu grandes virtudes, sobretudo a piedade e a caridade para com o próximo, tornando-se um modelo insigne para seus colegas e discípulos.

Enquanto nas regiões vizinhas pululavam as heresias e os cismas, o bem-aventurado João ensinava na Universidade de Cracóvia a doutrina haurida da mais pura fonte, e explicava ao povo com muito empenho, em seus sermões, o caminho da santidade, confirmando a pregação com o exemplo da sua humildade, castidade, misericórdia, penitência e todas as outras virtudes próprias de um santo sacerdote e de um zeloso ministro do Senhor. Ao longo do dia, uma vez cumprido o seu dever de ensinar, dirigia-se diretamente à igreja, onde durante muito tempo se entregava à oração e à contemplação diante de Cristo na Eucaristia.

Tanto nas pequenas como nas grandes adversidades, João teve sempre em mente algo de bem superior ao prestígio, à carreira e ao bem-estar materiais: “Mais para o alto!” repetia sempre. Em todas as circunstâncias, só tinha Deus no seu coração, só tinha Deus na sua boca.

Morreu em Cracóvia, com a idade de oitenta e três anos, no ano de 1473.

Senhor, pelos méritos de São João Câncio, eu vos peço o mais precioso dos dons, o da caridade. Fazei-me amável, tolerante, solícito, gentil e que todas as minhas atividades sejam baseadas no amor que Cristo nos ensinou. Amém.


São João Câncio, rogai por nós!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Editora Paulus adultera o anúncio natalino com elementos pagãos alheios à fé cristã em "O Domingo" e na "Liturgia Diária" do Natal


Os fiéis que assistirão a Santa Missa neste Domingo de Natal terão a infelicidade de contemplar mais uma travessura da editora Paulus. A editora que tem o prazer de destruir o rito romano com seus folhetinhos litúrgicos, desta vez grita sua guinada vexaminosa a apostasia.

A edição de “O Domingo” e da “Liturgia diária” (pag 80) do dia 25/12/2016 traz uma surpresa ao anuncio do Natal. O piedoso anuncio da Igreja foi substituído, ou nas palavras da editora “inculturado”. A voz da mãe Igreja é substituída pelo diálogo ecumênico, e ora vejam, desta vez o aniversariante receberá as felicitações natalícias do capeta. Quantas coisas o capeta teria a dizer a Jesus, não é mesmo? Que cena comovente! Trata-se de uma piada que arrancará belas gargalhadas do seu público desde o inferno. Sem dizer com que autoridade faz isso, a editora introduz um texto novo ao anúncio de Natal. Trata-se de uma fraude, evidentemente. O texto diz insanidades a olhos nus, mas gostaria de destacar a parte mais esdruxula:

“Seiscentos anos depois que o Espírito de Deus / Revelava o brilho do seu esplendor na China a Lao-Tsé; Na Índia, a Buda, o Iluminado; e, no ocidente, inspirava a sabedoria grega.”


O texto é extraído da canção “Cristo, clarão do pai”, da Paulus.  Ora, ora, pois, pois. Quer dizer que o Espírito Santo inspira Buda e Lao-Tsé? Segundo o folheto O Domingo, sim. Caberia perguntar o porque este mesmo “espírito” não inspira vocês a tomarem seus rumos e irem para bem longe da estrutura católica. Não digo da Igreja, pois desta é evidente que já estão. Vão ser felizes bem longe da Igreja. Parem de por minhoca na cabeça do povo ignorante!

É evidente que esta tragédia toma ares de autoridade devido à aquele vídeo escandaloso do ecumenismo produzido pelo Vaticano, mas isto é um blefe. Neste momento, as múmias do relativismo estão com suas placas doces babando de ódio e dizendo: “Não julgueis”.  Muito bem, me respondam como que vocês podem pedir que eu não julgue se me julgam por julgar? Hipócritas.


Outro assinante, recebeu semelhante resposta:


Segundo o blog Instituto Bento XVI, a editora quando indagada sobre o conteúdo pelo padre Nildo Leal, se justificou: "é uma composição do renomado teólogo biblista católico Marcelo Barros, monge benedito, o qual se baseou no texto original do precônio de Natal e o inculturou”. Entendi. Busquei saber quem era o super-hiper-mega-master-blaster que escreveu tão fabuloso texto, afinal, a Paulus deve achá-lo alguém de confiança. O encontrei no Facebook. Que tragédia! Um monge comunista, defensor do Jean Wyllys e do MST. Mas uma joia recomenda outro e bingo: Vi que o Leonardo Boff o indicara fortemente. Assisti uma entrevista dele ao Jô Soares, onde ele elogia Dom Helder por ter permitido que uma prostituta se entregasse a um presidiário, de graça, digamos que por caridade. Que lindo! 


É esse o cuidado desta editora para com as almas! Lamentável.



Como se vê, o responsável pela desastrosa tradução publicada pela editora Paulus, foi o pseudo monge Marcelo Barros, fanático pela teologia da libertação e pelo sincretismo religioso. Entre os muitos absurdos cometidos por ele está o de se vangloriar de manter uma mãe de santo como ministra extraordinária da comunhão no mosteiro onde mora. Agora fica a pergunta: De onde saem tantos hereges na igreja do Brasil e principalmente por que gozam de tanto prestígio e autoridade enquanto os bispos e padres fieis estão fadados à perseguição e ao ostracismo?

Dom Henrique Soares, bispo famoso por sua ortodoxia, declarou no Facebook:

Lamentável que a Liturgia no Brasil continue sendo sequestrada por “liturgistas” que se acham no direito de inventar pantomimas que nada têm a ver com o rito romano e a liturgia no seu sentido autêntico! O folheto O Domingo traz um aberrante anúncio de Natal, que mete arbitrariamente elementos estranhos ao texto original… Elementos de elaboração teológica discutível… O livreto das Edições da CNBB propõe arbitrariamente para a Missa da Noite do Natal que esteja na igreja o Círio Pascal! Nada disso é legítimo! É invenção! O Povo de Deus não precisa dessas arbitrariedades para bem celebrar o Mistério! Este pessoal tem que compreender que não cabe a qualquer um inventar modinhas litúrgicas! Lamentável! Depois se reclama das reações exageradas do lado oposto…

Aliás, falando em Dom Henrique, citamos abaixo um artigo, no qual ele denuncia o perigo que representa para a Igreja no Brasil o tal "liturgista" da Paulus, Marcelo de Barros:

Magnificat


E Maria disse: A minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador. 

O Senhor me engrandeceu, diz ela, com um dom tão grande e tão inaudito, que é impossível explicá-lo com palavras humanas, e dificilmente o poderá compreender o sentimento mais íntimo do coração. Por isso entrego-me com todas as forças da minha alma ao louvor e acção de graças, e me consagro, com tudo o que vivo, sinto e compreendo, à contemplação da grandeza infinita de Deus; e o meu espírito alegra-se na eterna divindade de Jesus, o Salvador, que dignou revestir-Se da minha carne e repousa em meu seio. 

Porque fez em mim grandes coisas o Todo­ Poderoso; e o seu nome é santo. 

Estas palavras relacionam-se com o início do cântico, onde se diz: A minha alma engrandece ao Senhor. De facto, só aquele em quem o Senhor realiza obras grandiosas pode proclamar dignamente a sua grandeza e exortar os que participam da mesma promessa e dos mesmos sentimentos: Engrandecei comigo ao Senhor, exaltemos juntos o seu nome. Quem conhece o Senhor e é negligente em proclamar a sua grandeza e santificar o seu nome será chamado o mais pequeno no reino dos Céus. Diz-se que o seu nome é santo, porque, com seu alto e singular poder, transcende toda a criatura e está infinitamente acima de todas as coisas por Ele mesmo criadas.

Acolheu Israel seu servo, lembrado da sua misericórdia. 

Com admirável propriedade o cântico chama a Israel servo do Senhor, isto é, obediente e humilde, a quem o Senhor acolheu para o salvar, segundo as palavras do profeta Oseias: Quando Israel era ainda criança, eu o amei

Quem não quer humilhar-se não pode ser salvo nem exclamar com o Profeta: Deus vem em meu auxílio, o Senhor sustenta a minha vida. Por outro lado: Quem se humilhar como uma criança será o maior no reino dos Céus

Como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência para sempre. 

Refere-se o texto, não à descendência carnal de Abraão, mas à espiritual, isto é, não somente aos nascidos da sua carne, mas aos que seguiam o exemplo da sua fé, tanto na circuncisão como na incircuncisão. Também Abraão tinha acreditado antes da circuncisão e isso foi-lhe contado para a justificação. 

Deste modo, o advento do Salvador foi prometido a Abraão e à sua descendência para sempre, isto é, aos filhos da promessa, dos quais se diz: Se sois de Cristo, também sois descendência de Abraão e herdeiros segundo a promessa

É de notar que foram as mães, a do Senhor e a de João, que se anteciparam a anunciar profeticamente o nascimento de seus filhos, e com razão, porque assim como o pecado teve início por meio da mulher, também por meio da mulher se inauguram os benefícios; e se foi pela sedução de uma só mulher que se introduziu no mundo a morte, agora é pela profecia de duas mulheres que se anuncia ao mundo a salvação.



Da Exposição de São Beda, o Venerável, presbítero, sobre o Evangelho de São Lucas (Lib 1, 46-55: CCL 120, 37-39) (Sec. VIII)

A tranquilidade dos pecadores dentro de nossas igrejas


São Paulo diz que a fé entra pelos ouvidos. E a conversão se dá com o acolhimento e adesão à Palavra de Deus.

Só existe conversão sincera e verdadeira quando deixamos o pecado que nos separa de Deus e nos dispomos a obedecer os mandamentos seguindo o que Cristo determinou.

Porém o que acontece hoje em boa parte de nossas Igrejas é que a doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo não tem sido pregada, de modo que grande parte das pessoas que têm vivido em pecado permanece nessa situação sem serem incomodadas…

Os amasiados (que vivem juntos sem serem casados) vão à missa e não sentem necessidade de mudar, pois: ou não se fala da gravidade desse pecado ou se apresenta um “deus misericordioso” que não se importa com isso… maçons, espíritas, adeptos de falsas crenças vão à missa e permanecem tranquilos nestes seguimentos; os que assistem novelas e BBBs, os que frequentam carnavais, discotecas e bailes mundanos vão à Igreja e continuam tranquilos em suas diversões lascivas… os que têm namoro escandaloso, os que consomem pornografia, os jovens que têm o hábito de “ficar”, também não são incomodados… os que apoiam e/ou votam em partidos abortistas como o PT, PCdoB, PV, PSOL e outras porcarias do gênero, vão à missa, muitos até comungam e acham isso perfeitamente normal… muitas moças e mulheres se habituaram ir às igrejas com vestes indecentes, decotadas, sensuais, etc., pois ninguém lhes diz nada…

Nunca foi tão atual a exclamação de Deus: “Meu povo se perde por falta de conhecimento” (Os. 4,6).

Porque muitas pessoas, mesmo indo às missas, não mudam de vida e continuam em seus pecados? Porque permanecem tranquilas em seus erros e até se acham “boas cristãs” pelo fato de terem alguma prática religiosa? Porque mesmo indo à Igreja não se convertem?

A maior parte não muda de vida e permanece tranquila em seus pecados porque a verdade não lhes tem sido pregada a partir dos púlpitos de nossas igrejas… grande parte das pessoas permanecem em seus pecados porque seus sacerdotes não as confronta com a verdade da Palavra de Deus nem denunciam seus pecados para que se arrependam, se confessem e se convertam.

Falta a verdade… falta uma pregação clara que mostre o que é certo e o que é errado, o que é coerente ou não com a fé que professamos… falta a caridade verdadeira que leva a se preocupar mais com o bem e salvação das ovelhas do quem com o próprio bem estar.

Santa Francisca Xavier Cabrini


Chamada por Pio XII de “heroína dos tempos modernos”, Santa Francisca nasceu em Sant’Angelo de Lódi, na Lomabardia, Itália, em 1850. Última dos 13 filhos de Agostinho Cabríni e Estela Oldini, recebeu no batismo o nome de Maria Francisca, ao qual mais tarde ajuntou o de Xavier, pelo seu amor e veneração ao apóstolo das Índias.

Aos 11 anos fez voto de castidade. Seguiu a carreira do magistério com as religiosas Filhas do Sagrado Coração de Jesus, em Arluno, terminando-a aos 18 anos. Sentindo vocação divina, pretendeu entrar para essa Congregação religiosa, mas foi recusada por falta de saúde.

Exerceu durante dois anos o cargo de professora primária em Vidardo e durante três anos dedicou-se na sua terra à instrução religiosa da juventude e ao tratamento dos enfermos e daqueles que eram atingidos pela peste. Aos 23 anos tentou mais uma vez ser religiosa nas Filhas do Sagrado Coração, mas de novo obteve uma negativa.

Após isso, Santa Francisca transladou-se à “Casa da Providência” em Codogno, a fim de a reformar, pois estava em franca decadência. Fez a profissão em 1877 e a partir disso, em meio a grandes tribulações e sofrimentos, ela encontrou as sete primeiras companheiras de sua futura Obra.

Três anos mais tarde, fundou uma nova Congregação religiosa. A 10 de novembro de 1880 alojou-se, com sete companheiras, num desmantelado Convento franciscano, onde, a 14 do mesmo mês, deu princípio ao novo Instituto, com a inauguração de uma capela em honra ao Sagrado Coração de Jesus. Um mês mais tarde, a sua Obra recebia a aprovação episcopal. Francisca contava então 30 anos.

Enquanto se dedicava com as companheiras à educação das meninas e à catequização dos rapazes, foi compondo as regras do seu Instituto, obra de prudência sobre-humana, que recebeu aprovação episcopal em 1881 e a definitiva da Santa Sé em 1907. Em 1884, com 7 anos de vida, a Obra já contava com cinco casas.

Em 1887, partiu para Roma onde, a princípio, só encontrou dificuldades e portas fechadas até que, com fé, simplicidade e perseverança, Santa Francisca obteve a autorização do Cardeal Vigário para construir uma escola gratuita para pobres fora da Porta Pia e um asilo infantil na Sabina, em Aspra.

O problema da emigração italiana para a América do Norte preocupava o então Bispo de Placença, Mons. Scalabrini, que pediu à serva de Deus algumas das suas religiosas para irem socorrer aqueles desamparados. Mas a virtuosa fundadora não se decidia a responder, pois pensava nas Missões do Oriente. Foi então consultar o Papa Leão XIII que, após ouvir Francisca, concluiu: “Não ao Oriente mas ao Ocidente”. E desde esse momento ficou decidida a sua partida para Nova Iorque, a qual veio realizar pela primeira vez em 1889.

Quase aos 40 anos de idade, começa uma série ininterrupta de viagens, percorrendo a América inteira, transpondo a cavalo a Cordilheira dos Andes, sendo por toda parte conhecida como a “Mãe dos emigrados”. Ia de casa em casa, a procura da ovelha perdida, do enfermo e da criança ignorante. Lutou denotadamente contra a fome, as enfermidades e a própria morte.

Em 1912 fez a sua última viagem de Roma a Nova Iorque. A santa fundadora das Missionárias do Sagrado Coração morreu em Illinois, perto de Chicago, a 22 de dezembro de 1917, com 67 anos de idade. Igual era o número das casas que então deixara fundadas e que em 1938 subiam a mais de 100, com cerca de 4.000 religiosas.

A fama das suas virtudes e os prodígios por ela operados fizeram que logo após a morte se começasse o processo da sua beatificação, que veio a se realizar em 1938. Foi canonizada pelo Papa Pio XII a 7 de julho de 1946.


Ó Santa Francisca Xavier Cabrini, tu que depuseste toda a tua confiança no Coração de Jesus e nele encontraste o segredo de toda perfeição e a força que te fez Apóstola do Evangelho no mundo da Glória do Céu, vela benignamente por mim que com toda a fé recorro à tua intercessão.

Tu, cujo coração materno suavizou as aflições espirituais e temporais de tantos nossos irmãos exilados neste mundo, sê também propícia a mim, peregrino no caminho da vida e alcança-me do coração dulcíssimo de Jesus, todas as graças espirituais necessárias para chegar à Pátria do Céu.

Ouve, ó Santa Francisca Xavier Cabrini, a minha prece ardente, concede-me a graça de que tanto careço (pedir a graça desejada) e faze com eu possa unir-me ao exército de almas que por tua intercessão, louvam reconhecidas a Deus.

Rogai por nós Santa Francisca Xavier Cabrini, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.


Santa Francisca Xavier Cabríni, rogai por nós!