Eu tenho em casa uma árvore de Natal um tanto...
eclética.
Dos seus ramos, pende uma variedade de enfeites que
vão desde alguns que o meu marido fez quando era criança até outros que eu
mesma fiz nos primeiros anos de casada, além de mais alguns que os nossos
filhos foram acrescentando ao longo dos anos. E ainda há enfeites que ganhamos
de presente e outros que compramos para comemorar ocasiões especiais. No meio
de tudo isso, as luzes coloridas! Com o presépio embaixo e o anjo no topo, a
cena está completa. Em muitos aspectos, esta árvore conta a história da nossa
vida juntos. Ele jamais apareceria numa revista de decoração, é claro, mas eu
aprendi a gostar muito da sua singularidade.
Ao refletir sobre o nosso símbolo familiar de
Natal, eu me lembro, às vezes, de como surgiu a tradição das árvores de Natal
dentro do cristianismo. Muito tempo atrás, alguns povos acreditavam que os
ramos verdes afastavam os maus espíritos. Outros povos consideravam que o sol
era um deus e achavam que o inverno acontecia porque o deus-sol ficava doente.
Eles comemoravam o solstício de inverno porque, com os dias recomeçando a ficar
mais longos, significava que o deus-sol estava melhorando. Os ramos verdes,
assim, serviam como lembrete de que a primavera voltaria.
Segundo a tradição, São Bonifácio foi o primeiro a
adaptar essas tradições ao cristianismo, no século VIII. Ele tentava converter
os druidas, que adoravam árvores de carvalho como símbolos da divindade. Em vez
do carvalho, ele começou a chamar a atenção para o abeto, cuja forma triangular
ajudava a descrever a Santíssima Trindade e cujos ramos verdes apontam para o
céu.
Credita-se a Martinho Lutero a popularidade da
árvore de Natal na Alemanha. Numa noite de inverno, enquanto passeava e
preparava um sermão, ele se impressionou a tal ponto com a beleza das estrelas
que, ao voltar para casa, procurou recriar aquela beleza para a sua família,
colocando pequenas velas nos ramos de uma árvore que tinha em casa.






