domingo, 22 de maio de 2016

Santa Rita de Cássia


Rita nasceu no ano de 1381, na cidade de Cássia. Na infância, manifestou sua vocação religiosa, mas para atender aos desejos de seus pais já idosos, Rita casou-se com um homem de nome Paulo Ferdinando. Seu marido tornou-se violento e agressivo. A tudo ela suportava com paciência e oração. A penitência e a abnegação de Rita conseguiriam convertê-lo aos preceitos de amor a Cristo. Entretanto, suas atitudes passadas deixaram um rastro de inimizades, que culminaram com seu assassinato, trazendo grande dor e sofrimento ao coração de Rita. Dedicou-se então aos dois filhos ainda pequenos que, na adolescência, descobriram a verdadeira causa da morte do pai e resolveram vingá-lo quando crescessem. Rita pediu a interferência de Deus, para tirar tal ideia da cabeça dos filhos. Se isso não fosse possível, que Deus os levasse para junto Dele. Em menos de um ano, os dois filhos de Rita morreram, sem concretizarem a vingança. Rita ficou sozinha no mundo e decidiu dar um novo rumo à sua vida. Determinada, resolveu seguir a vocação revelada ainda na infância: tornar-se monja agostiniana. Ela se entregou completamente a uma vida de orações e penitências, com humildade e obediência total às regras agostinianas. Sua fé era tão intensa que na sua testa apareceu um espinho da coroa de Cristo, estigma que a acompanhou durante catorze anos. Rita morreu no ano de 1457, aos setenta e seis anos, em Cássia. Sua fama de santidade atravessou os muros do convento e muitos milagres foram atribuídos à sua intercessão. Os fiéis a consideram a "Santa das Causas Impossíveis". 


Deus, que vos dignastes conferir à Santa Rita tamanha graça que, havendo ela vos imitado no amor aos seus inimigos, trouxe no coração e na fronte os sinais de vossa caridade e sofrimento, concedei, nós vo-lo suplicamos, que pela sua intercessão e merecimento amemos os nossos inimigos e mereçamos receber a recompensa prometida aos mansos e humildes. Amém.

Santíssima Trindade*


As três pessoas da Santíssima Trindade é um só Deus em Três Pessoas distintas. O Pai, o Filho e o Espírito Santo, possuem a mesma natureza divina, a mesma grandeza, bondade e santidade. Apesar disso, através da história, a Igreja tem observado que certas atividades são mais apropriadas a uma pessoa que a outra. A Criação do mundo é mais apropriada ao Pai, a redenção ao Filho e a Santificação, ao Espírito Santo. Nenhuma das Três pessoas Trinitárias exerce mais ou menos poder sobre as outras. Cada uma delas tem toda a divindade, todo poder e toda a sabedoria. E justamente, nesta breve dissertação, constatamos a profundidade do mistério da Santíssima Trindade, ante a complexidade em assimilar a magnitude de Três pessoas distintas formando um só Deus. Trata-se, portanto, de um grande mistério, central da fé cristã. As Escrituras são claras a respeito da Santíssima Tindade, desde o antigo, até o novo Testamento.

A festa da Santíssima Trindade é um dos dias mais importantes do ano litúrgico. Nós, como cristãos a celebramos convictos pelos ensinamentos da Igreja, que possui a plenitude das verdades reveladas por Cristo. É dogma de fé estabelecido, a essência de um só Deus em Três Pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo. É um mistério de difícil interpretação, impossível, de ser assimilado pelas limitações humanas.

Há séculos a Santa Igreja ensina o mistério de Três Pessoas em um só Deus, baseada nas claras e explícitas citações bíblicas. Mas desaconselha a investigação no sentido de decifrar tão grande mistério, dada a complexidade natural que avança e se eleva para as coisas sobrenaturais.

Santo Agostinho de Hipona, grande teólogo e doutor da Igreja, tentou exaustivamente compreender este inefável mistério. Certa vez, passeava ele pela praia, completamente compenetrado, pediu a Deus luz para que pudesse desvendar o enigma. Até que deparou-se com uma criança brincando na areia. Fazia ela um trajeto curto, mas repetitivo. Corria com um copo na mão até um pequeno buraco feito na areia, e ali despejava a água do mar; sucessivamente voltava, enchia o copo e o despejava novamente. Curioso, perguntou à criança o que ela pretendia fazer. A criança lhe disse que queria colocar toda a água do mar dentro daquele buraquinho. No que o Santo lhe explicou ser impossível realizar o intento. Aí a criança lhe disse: “É muito mais fácil o oceano todo ser transferido para este buraco, do que compreender-se o mistério da Santíssima Trindade”. E a criança, que era um anjo, desapareceu...

Santo Agostinho concluiu que a mente humana é extremante limitada para poder assimilar a dimensão de Deus e, por mais que se esforce, jamais poderá entender esta grandeza por suas próprias forças ou por seu raciocínio. Só o compreenderemos plenamente, na eternidade, quando nos encontrarmos no céu com o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Ao participarmos da Santa Missa observamos que, desde o início, quando nos benzemos, até o momento da bênção trinitária final, constantemente o sacerdote invoca a Santíssima Trindade, particularmente durante a pregação eucarística. As orações que o padre pronuncia após a consagração, que por certo são dignas de serem ouvidas com atenção e recolhimento, são dirigidas a Deus Pai, por mediação de Jesus Cristo, em unidade com o Espírito Santo. E é na missa onde o cristão logra vislumbrar, pela graça do Espírito Santo, o mistério da Santíssima Trindade. Devemos, neste momento, invocar a Deus Trino, que aumente nossa fé, porque sem ela, será impossível crer neste mistério, mistério de fé no sentido estrito. Mesmo sem conseguir penetrar na sua essência o cristão deverá, simplesmente, crer nele.

O mistério da Santíssima Trindade é uma das maiores revelações feita por Nosso Senhor Jesus Cristo. Os judeus adoram a unicidade de Deus e desconhecem a pluralidade de pessoas e a sua unidade substancial. Os demais povos adoram a multiplicidade de deuses. O cristianismo é a única religião que, por revelação de Jesus, prega ser Deus uno em três pessoas distintas:

DEUS PAI – Não foi criado e nem gerado. É o “princípio e o fim, princípio sem princípio”; por si só, é Princípio de Vida, de quem tudo procede; possui absoluta comunhão com o Filho e com o Espírito Santo. Atribui-se ao Pai a Criação do mundo.

DEUS FILHO – Procede eternamente do Pai, por quem foi gerado, não criado. Gerado pelo Pai porque assumiu no tempo Sua natureza humana, para nossa Salvação. É Ele Eterno e consubstancial ao Pai (da mesma natureza e substância). Atribui-se ao Filho a Redenção do Mundo.

DEUS ESPÍRITO SANTO – Procede do Pai e do Filho; é como uma expiração, sopro de amor consubstancial entre o Pai e o Filho; pode-se dizer que Deus em sua vida íntima é amor, que se personaliza no Espírito Santo. Manifestou-se primeiramente no Batismo e na Transfiguração de Jesus; depois no dia de Pentecostes sobre os discípulos. Habita nos corações dos fiéis com o dom da caridade. Atribui-se ao Espírito Santo a Santificação do mundo.

O Pai é pura Paternidade, o filho é pura Filiação e o Espírito Santo, puro nexo de Amor. São relações subsistentes, que em virtude de seu impulso vital, saem um ao encontro do outro em perfeita comunhão, onde a totalidade da Pessoa está aberta à outra distintamente. Este é o paradigma supremo da sinceridade e liberdade espiritual a que devem ter as relações interpessoais humanas, num perfeito modelo transcendente, só assim, compreensível ao entendimento humano. É desta forma que devemos conhecer a mensagem a Santíssima Trindade, mesmo sem alcançar os segredos do seu mistério. Desta maneira, devemos nos comprometer a adquirir certas atitudes nas nossas relações humanas. A Igreja nos convida a “glorificar a Santíssima Trindade”, como manifestação da celebração. Não há melhor forma de fazê-lo, senão revisando as relações com nossos irmãos, para melhorá-las e assim viver a unidade querida por Jesus: “Que todos sejam um”.


Trindade Santíssima – Pai, Filho, Espírito Santo – presente e agindo na Igreja e na profundidade do meu ser. Eu vos adoro, amo e agradeço. E pelas mãos da Virgem Maria, minha Mãe Santíssima, eu me ofereço, entrego e consagro inteiramente a vós, nesta vida e para a eternidade. Pai Celeste, a vós me ofereço, entrego e consagro como filho(a). Jesus Mestre, a vós me ofereço, entrego e consagro, como irmão(a) e discípulo(a). Espírito Santo, a vós me ofereço, entrego e consagro, como "templo vivo" para ser santificado.


Maria, Mãe da Igreja e minha Mãe, vós que estais na mais íntima união com a Santíssima Trindade, ensinai-me a viver em comunhão com as três divinas Pessoas, a fim de que a minha vida inteira seja um hino de glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Amém.
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*Celebra-se no domingo, após a festa de Pentecostes.

sábado, 21 de maio de 2016

Centenário das aparições de Fátima

 
Estimados Diocesanos! Em 2017, será celebrado o centenário das aparições de Nossa Senhora de Fátima. É um momento especial e significativo para a vida da Igreja, para a espiritualidade e a devoção do povo de Deus, que, na fé, manifesta seu compromisso com o Reino de Deus e sua justiça. Maria, a mãe de Jesus e nossa, “cuida, com amor materno, dos irmãos do seu Filho, que entre perigos e angústias, caminham ainda na terra até chegarem à Pátria bem-aventurada” (LG, n. 62).

A celebração do centenário das aparições de Fátima deverá ser um momento marcante na vida do nosso querido povo de Deus. Por isso, foram iniciados dois projetos em vista da celebração deste centenário. O primeiro é destinado a envolver o povo, as instituições e as comunidades da nossa Diocese numa corrente espiritual de oração em preparação para a celebração do Centenário. O segundo, de caráter mais material, envolve a gratidão, a solidariedade, a generosidade, a participação e a partilha das pessoas, empresas e instituições na reforma do Santuário. Este projeto contempla o Santuário, o monumento a Nossa Senhora, a calçada a partir da Av. Sete de Setembro, confessionários e outros espaços destinados a acolher bem o povo que frequenta o Santuário.  Queremos percorrer juntos o caminho que torne o Santuário de Fátima cada vez mais um lugar de espiritualidade e de paz. Que favoreça ao peregrino o encontro com a misericórdia do Pai e fortaleça sua fé e comunhão com o Senhor Jesus sob o olhar materno e misericordioso de Maria. 

Ana Paula Valadão pede boicote à loja C&A por “imposição da ideologia de gênero”.


Uma das mais famosas cantoras evangélicas do Brasil, com mais de dez milhões de cópias de discos vendidos, Ana Paula Valadão, publicou hoje no seu perfil do facebook o seguinte:

“Hoje decidi manifestar minha ‪#‎SantaIndignação porque acredito que estão provocando para ver até onde a sociedade aceita passivamente a imposição da ideologia de gênero. Fiquei chocada com a ousadia da nova propaganda da loja C&A. Chama-se misture, ouse e divirta-se. São casais de namorados saindo e quando eles se beijam a roupa do homem passa pra mulher e a da mulher pro homem. Os homens saem de salto e tudo. E aí fala. Ouse, misture. Em outra propaganda da mesma campanha eles fizeram todos nus como se fossemos criados iguais e temos o poder de escolha. Então chegam em um campo cheio de roupas e as mulheres começam a vestir as roupas dos homens e os homens as das mulheres. Que absurdo! Nós que conhecemos a Verdade imutável da Palavra de Deus não podemos ficar calados. Temos que ‪#‎boicotar essa loja e mostrar nosso repúdio. Nos EUA a loja Target já teve prejuízo porque mais de 1 milhão de pessoas pararam de comprar (inclusive eu) desde que determinou que os banheiros feminino e masculino podem ser usados por quaisquer pessoas que se sintam homem ou mulher naquele dia, aumentando os riscos de abusos (que já aconteceram em outros lugares que apoiam a ideologia de gênero).”

Aproximai-vos de Deus e ficareis luminosos




Suave, diz o Eclesiastes, é esta luz e extremamente bom, para nossos olhos penetrantes, é contemplar o sol esplêndido. Pois sem a luz o mundo não teria beleza, a vida não seria vida. Por isto, já de antemão, o grande contemplador de Deus, Moisés, disse: E Deus viu a luz e declarou-a boa. Porém é conveniente para nós pensar naquela grande, verdadeira e eterna luz que ilumina a todo homem que vem a este mundo, quer dizer, Cristo, salvador e redentor do mundo, que, feito homem, quis assumir ao máximo a condição humana. Dele fala o profeta Davi: Cantai a Deus, salmodiai a seu nome, preparai o caminho para aquele que se dirige para o ocaso; Senhor é seu nome; e exultai em sua presença.

Suave declarou o Sábio ser a luz e prenunciou ser bom ver com seus olhos o sol da glória, aquele sol que no tempo da divina encarnação disse: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não caminha nas trevas, mas terá a luz da vida. E outra vez: Este o juízo: a luz veio ao mundo.Desta maneira, pela luz do sol, gozo de nossos olhos corporais, anunciou o Sol da justiça espiritual, tão suave àqueles que foram encontrados dignos de conhecê-lo. Viam-no com seus próprios olhos, com ele viviam e conversavam, como um homem qualquer, embora não fosse um qualquer. Era, de fato, verdadeiro Deus que deu vista aos cegos, fez os coxos andar, os surdos ouvir, limpou os leprosos, aos mortos devolveu a vida.

Todavia, mesmo agora é realmente delicioso vê-lo com olhos espirituais e contemplar demoradamente sua simples e divina beleza. Além disso, é delicioso, pela união e comunicação com ele, tornar-se luminoso, ter o espírito banhado de doçura e revestido de santidade, adquirir o entendimento e vibrar de uma alegria divina que se estenda a todos os dias da presente vida. O sábio Eclesiastes bem o indicou quando disse: Por muitos anos que viva o homem, em todos eles se alegrará. É evidente que o Autor de toda alegria o é para os que veem o Sol de justiça. Dele disse o profeta Davi: Exultem diante da face de Deus, gozem na alegria; e também: Exultai, ó justos, no Senhor; aos retos convém o louvor.


Do Comentário sobre o Eclesiastes, de São Gregório de Agrigento, bispo
(Lib. 10, 2:PG98,1138-1139)                        (Séc.VI)

Obrigado Mãe, Maria de Nazaré


Como falar das mães sem falar de Maria, sem falar da alegria de se ter uma Mãe no céu, mãe principal, uma santa mulher que se fez mãe de Jesus? Que se fez mãe de um Deus verdadeiro, porque Cristo é Deus.

Como falar das mulheres e não dizer que uma mulher firme e forte disse um sim a Deus aceitou sua determinação e tudo aconteceu naquela pequenina cidade de Nazaré? Maria, tu és magistral.

Como falar de Cristo, um Deus que se tornou gente para nos salvar dos pecados sem falarmos de uma Mulher, de uma mulher que teve a coragem de não abortar, mesmo com tantos comentários maldosos a seu respeito, foi em frente na sua gravidez, fez isto para que os planos do Senhor Deus acontecessem, ela quis ser fiel, e foi a seu Deus, mesmo sabendo que um possível apedrejamento poderia haver, pois isto era lei dos homens, mas ela confiava mais na lei do seu Deus, e nele se fortalecia com o filho Jesus em seu ventre.

Como falar da criatura humana, tão meiga e tão bela, como falar das mães, sem falar de Maria, santa Maria? Cumpriu sua missão elaborada por Deus sem muitas exigências mesmo sabendo que o seu gesto traria ao mundo uma mudança radical de vida, traria a muitos e muitos que aceitassem seu filho Jesus sem fanatismo nem demagogias, só crendo fielmente a salvação eterna. Tu és, Maria, fenomenal.

Como falar de afeto de Mãe sem nos lembramos da mãe maior, a Mãe Maria?

Como falar de amor de Mãe sem nos lembramos primeiro do amor de Maria, santa mãe de Deus, Maria que expõe ao mundo um amor sem cobranças, sem reticências, um amor sublime e divinal? Se podemos falar isto de uma mulher, falaremos principalmente de Maria, mulher que foi e é tudo isso e muito mais do que possamos imaginar.

Falaremos de Maria somente como a Maria de Nazaré, simplesmente mulher, simplesmente gente, simplesmente serva fiel do Senhor Deus, que traz ao mundo através do seu gesto de obediência a Deus, o filho Jesus que é a esperança de salvação, traz à humanidade o Justo Juiz por quem todos seremos um dia julgados. És sim, Maria, gente da gente, és sim, Maria, demais. 

Santo Eugênio de Mazemod


Carlos José Eugênio de Mazemod nasceu no sul da França, no dia 01 de agosto de 1782. Seu pai era um nobre e presidia a Corte dos Condes da Provença. Sua mãe pertencia à uma família burguesa muito rica. Sua infância foi tranqüila até 1790, quando a família teve que fugir da Revolução Francesa, deixando todos os bens e indo para a Itália. Embora Eugênio antes do exílio tivesse dado mostras de sua vocação religiosa, ela foi sufocada por esses problemas e pela lacuna existente na sua formação intelectual, devido a falta de uma moradia fixa. Ao retornar para a França em 1802, com vinte anos de idade, amadureceu a idéia de ingressar para a vida religiosa. Entrou no seminário em Paris, recebendo a ordenação três anos depois. Retornou para sua cidade natal, dedicando seu apostolado à pregação. Levou a Palavra de Cristo aos camponeses pobres, aos prisioneiros e aos doentes abandonados, à todos dando os Sacramentos como único meio de recompor os valores cristãos. Em 1816, fundou a congregação dos "Oblatos de Maria Imaculada". Eugênio foi nomeado bispo, cargo que exerceu durante trinta e sete anos. O povo pobre o amava e respeitava. Eugênio de Mazemod morreu no dia 21 de maio de 1861.


Ó Deus, que na tua misericórdia, quiseste enriquecer o santo Bispo Eugênio de Mazenod grandes virtudes apostólicas para anunciar o Evangelho às gentes, concede-nos, por sua intercessão, de arder no mesmo espírito e de tender unicamente ao serviço da Igreja e à salvação das almas. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Região do batismo de Jesus será desminada após quase 50 anos de guerra

 
Mais de 50 hectares de terreno minado impediram por aproximadamente meio século o acesso de milhares de fiéis a sete igrejas cristãs na região do rio Jordão, onde acreditam que Jesus foi batizado. Graças às doações e ao trabalho de uma fundação britânica esta situação mudará.

A região, conhecida como Qaser al-Yahud (Castelo dos Judeus, em árabe), foi fortemente minada e encheram-na de outros explosivos depois da Guerra dos Seis Dias, em 1967, na qual se enfrentaram Israel, o atual Egito (conhecido na época como República Árabe Unida), Jordânia e Síria.

A fundação britânica HALO realizou trabalhos para desminar diversas partes do mundo, da Colômbia até o Afeganistão. Em 1997, tornou-se conhecida nos meios de comunicação, quando a Princesa Diana de Gales visitou um dos lugares onde trabalhavam, na Angola.

HALO, que já tem a permissão das autoridades israelenses, jordanianas e religiosas, está há dois anos trabalhando na área e estima que, quando a região estiver limpa das minas e dos outros dispositivos explosivos, será visitada a cada ano por mais de 300 mil turistas e peregrinos.

Os templos que se encontram na região pertencem à Igreja Católica e às Igrejas ortodoxas copta, etíope, grega, romena, síria e russa. Um terreno da igreja anglicana também está localizado nesta região.

O Custódio da Terra Santa, sacerdote franciscano Pierbattista Pizzaballa, assinalou: “Esperamos ansiosamente o dia em que, graças a fundação HALO, possamos celebrar o Sacramento do Batismo de Cristo em paz”.