sábado, 28 de maio de 2016

UFC diz que ato de homem que derramou o próprio sangue sobre um crucifixo exibindo ao fundo um filme pornô é “academicamente validado”.


“A Universidade não vai se pronunciar sobre o assunto”, dizia o texto do e-mail enviado pela Coordenadoria de Comunicação Social e Marketing Institucional da UFC na quarta-feira, dia 24. Três dias depois a instituição recuou, emitiu nota, mas não levou em conta as pessoas que tiveram o sentimento religioso ofendido por conta da apresentação de um homem durante Seminário Universitário no qual fez sangria do próprio corpo para derramar  o líquido sobre a cruz, enquanto eram projetadas imagens de pornografia ao fundo da cena.

O Seminário contou com o  apoio, além da UFC, do coletivo LGBT do Partido Comunista do Brasil (PCdob), do Gabinete do Vereador Paulo Diógenes, dos Gabinetes do Deputado Elmano de Freitas da Deputada Augusta Brito, da Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para LGBT do Governo do Estado do Ceará, da Coordenadoria de Políticas Públicas para Diversidade Sexual da prefeitura municipal de fortaleza,

A nota expõe que “as instituições universitárias têm em comum uma história milenar marcada pela defesa de princípios e valores que visam à promoção da sociabilidade e da emancipação da humanidade”. Mais adiante se diz  convocada “a vir a público para convidar a comunidade universitária e a sociedade a refletir sobre o acontecimento”. Contextualizando o objeto da polêmica a nota explica que no contexto de um seminário acadêmico e temático, “ocorreram também intervenções artísticas, e uma delas, produto de um trabalho acadêmico orientado e avaliado por docentes da UFC e já encenada em outros palcos da cidade, foi motivo de acirrada controvérsia".

 
A nota chama atenção para o fato reprovável de o “ator” e alguns professores terem sofrido “xingamentos e ameaças graves, incluindo intimidações de morte”. Contudo, a nota não comenta o risco assumido pelo “ator” e organizadores do evento pelo fato da performance incluir sangria em ambiente não hospitalar. Em entrevista ao Ancoradouro, o clínico geral, Dr. Ivan Castro, classifica a performance do homem durante o seminário da UFC de atentado contra a própria vida, com o agravante de ser celebrado em público”. O médico explica o porquê: “constitui  exposição a risco biológico para si, pois não se pode garantir a esterilidade dos instrumentos utilizados e, pior, para outrem, visto que o sangue pode carretar inúmeros problemas de saúde”.

A UFC minimizou a presença de uma crucifixo com a imagem de  Jesus, um  dos símbolos mais notáveis  do cristianismo, na apresentação realizada nas dependências da Universidade. “Um símbolo religioso que compunha o cenário da peça foi dado um significado que ultrapassa sua visão estática”. Para a instituição que diz prezar pelos “respeito às posições religiosas” parece contradizer-se ao revelar  um completo desconhecimento sobre o valor desse símbolo para grande parte da sociedade  cearense, não se sabe se isso foi feito por ignorância ou conveniência.

 
A nota da Universidade Federal do Ceará reforça a validade do ato, considerado vilipêndio de objeto de religioso pelos católicos. A instituição argumenta que o fato foi “apresentado fora do contexto da encenação e manipulado em redes sociais”. Prossegue tecendo elogios ao seminário no qual foi apresentado a performance: “um evento simples, rico em significados, academicamente validado”. 

O texto diz que “a UFC continuará defendendo o profundo respeito às manifestações e aos símbolos religiosos dentro e fora da Universidade e jamais admitiria o contrário”, mas “não institucionalizaremos a censura prévia ou a censura como critério preventivo de conflitos intelectuais e ideológicos, pois estaríamos negando nossa maioridade intelectual e universitária se, em vez de enfrentarmos racionalmente os desacordos e dissensos, tão naturais numa sociedade democrática, optássemos por inibi-los, proibi-los e negá-los”.

Jó prefigurava Cristo


Tanto quanto se pode entender, irmãos caríssimos, Jó prenunciava a figura de Cristo, o que é provado por uma comparação: Jó é chamado de justo por Deus. Ora, Cristo é a justiça de cuja fonte bebem todos os bem-aventurados. Dele se disse: Levantar-se-á para vós o sol da justiça. Jó é dito veraz. O Senhor, que declara no evangelho: Eu sou o caminho e a verdade, é a própria verdade.

Jó foi rico. E quem mais rico do que o Senhor? Dele são todos os servos ricos, dele o mundo inteiro e toda a natureza, no testemunho do Santo Davi: Do Senhor é a terra e sua plenitude, o orbe da terra e todos quantos nele habitam. O diabo tentou Jó por três vezes. De modo semelhante, narra o Evangelista, por três vezes o mesmo diabo esforçou-se por tentar o Senhor. Jó perdeu os bens que possuía. O Senhor, por nosso amor, abandonou os bens celestes e fez-se pobre para enriquecer-nos. O diabo, furioso, matou os filhos de Jó. E aos profetas, filhos de Deus, o louco povo fariseu assassinou. Jó manchou-se pelas úlceras. O Senhor, assumindo a carne de todo o gênero humano, apareceu manchado com as sujeiras dos pecadores.

Jó foi instigado pela esposa a pecar. A sinagoga quis obrigar o Senhor a seguir a depravação dos anciãos. Apresentam-se os amigos de Jó a insultá-lo. E ao Senhor insultaram os sacerdotes que deviam cultuá-lo. Jó senta-se no monturo coberto de vermes. Também o Senhor no verdadeiro monturo, isto é, na lama desse mundo se demorou rodeado de homens estuantes de crimes e paixões, os verdadeiros vermes. Jó recuperou tanto a saúde quanto a riqueza. E o Senhor, ressuscitando, concedeu não só a saúde, mas a imortalidade aos que nele crêem e recuperou o domínio sobre toda a natureza, segundo suas próprias palavras: Tudo me foi dado por meu Pai. Jó teve filhos em substituição aos primeiros. O Senhor também gerou, depois dos filhos dos profetas, os santos apóstolos. Jó, feliz, descansou em paz. O Senhor, porém, permanece o bendito eternamente, antes dos séculos, nos séculos e por todos os séculos dos séculos.


Dos Tratados de São Zeno de Verona, bispo
(Tract.15,2: PL 11,441-443)
(Séc.IV)

Por que Deus fez os mosquitos?


Lembro-me de nossos primeiros dias de vida em Athens, Geórgia. Nós tínhamos acabado de mudar para lá vindos de Charlottesville, Virginia, para que eu pudesse assumir uma posição de pós-doutorado na Universidade da Geórgia. Minha filha mais velha tinha acabado de fazer três anos. Estávamos ocupados com a mudança por isso a mandamos para fora para brincar no novo balanço instalado no quintal. Poucos minutos depois, ela já queria vir para dentro – E eu pude entender o porquê. As pernas da pobre garota estavam cobertas de picadas de mosquito.

Situações como estas levantam perguntas como, “Por que Deus criou os mosquitos?”.

A pungência desta questão se estende além do desconforto de uma pequena criança. Os mosquitos causam uma quantidade muito significativa de real sofrimento humano. O mosquito (Anopheles), que abriga o parasita da malária infecta 247 milhões de pessoas com a doença por ano, dos quais cerca de 1 milhão morrem. Os mosquitos também espalham a febre amarela, dengue dentre outras doenças.

Por que Deus criaria os mosquitos, de fato?

A miséria causada por mosquitos levaram a esforços para sua erradicação. Se esse trabalho for bem-sucedido e estas pragas forem completamente eliminadas, o que vai aconteceria? Recentemente, um escritor da revista Nature colocou essa importante questão a cientistas que estudam a biologia dos mosquitos e seu papel ecológico primordial. Poderia a total erradicação dos mosquitos ter um impacto nocivo sobre os ecossistemas? Se não, então se justificaria ver nestas criaturas um verdadeiro incômodo, como sendo incompatível com o trabalho de um todo-poderoso, onisciente, todo-bom Criador. Mas se eles fizessem falta, então isso significaria que os mosquitos são realmente parte da boa criação de Deus.

Como se constata, os mosquitos desempenham um papel importante em uma variedade de ecossistemas. Por exemplo, a cada ano , quando a neve derrete na tundra ártica , mosquitos eclodem dos seus ovos e compõem uma parte significativa da biomassa. Alguns cientistas acreditam que esses insetos servem como uma importante fonte de alimento para as aves migratórias. Os mosquitos também causam impacto nas rotas migratórias das renas. Como as renas se movem através do Ártico, elas tomam determinadas rotas especificamente para evitar enxames de mosquitos. Estas rotas migratórias, em seguida, causam impacto na distribuição das plantas, ditando o comportamento alimentar de lobos, etc.

As larvas de mosquitos, em ambientes aquáticos, servem como uma fonte de alimento para os peixes. Em outros habitats, aranhas, salamandras, rãs, répteis, e outros insetos consomem mosquitos. Os mosquitos se alimentam das folhas em decomposição, de restos orgânicos, e micróbios. Eles servem como polinizadores também. Cerca de 3.500 espécies conhecidas de mosquitos ocupam todos os continentes e todos os habitats concebíveis. No entanto, apenas cerca de 200 dessas espécies vão incomodar os seres humanos e menos ainda vão morder.

Assim, parece que os mosquitos possuem uma função. Como tal, eles podem ser entendidos como parte de um bom projeto de Deus. 

São Germano de Paris


Germano nasceu em 496. Diz a tradição que sua mãe tentou abortá-lo e que na infância ele teria sido envenenado, mas o menino sobreviveu para tornar-se um grande santo. Foi criado por um primo bem mais velho, um ermitão chamado Escapilão, que o fez prosseguir os estudos em Avalon. Germano viveu como ermitão durante quinze anos, aprendendo a doutrina de Cristo. Em 531, ele foi ordenado diácono e três anos depois, sacerdote. Foi então para Paris, e pelos seus dons, principalmente o do conselho, ganhou a estima do rei Childeberto, que apreciava a sua sensatez. Tornou-se bispo de Paris. Germano era pródigo em caridade e esmolas, dedicando ao seu rebanho um amor incondicional. Frequentemente, era visto apenas com sua túnica, pois o restante das roupas vestira um pobre, feliz por sentir frio, mas tendo a certeza que o pobre estava aquecido. Assim viveu o bispo Germano de Paris, até morrer no dia 28 de maio de 576. Suas relíquias se encontram na majestosa igreja de São Germano de Paris, uma das mais belas construções da cidade. 


Ó Deus, que aos vossos pastores associastes São Germano de Paris, animado de ardente caridade e da fé que vence o mundo, dai-nos, por sua intercessão, perseverar na caridade e na fé, para participarmos de sua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Ateus perdem processo contra igreja. Nunca mais vão poder fazer requerimento.




O ativista ateu Patrick Greene perdeu hoje a ação judicial contra Abundant Life Fellowship Church, em Corpus Christi, Texas, uma igreja representada pelo First Liberty Institute – admitindo que sua ação foi “infundada”, e submeteu-se a uma ordem judicial para nunca mais entrar com uma ação tão frívola no futuro.

O caso todo se trata do fato de Greene ter processado a igreja Abundant Life Fellowship quando o Pastor Rick Milby começou a construir uma cruz de 70m de altura na propriedade de sua igreja. O processo de Greene afirma que erguer uma cruz de igreja sobre a propriedade privada é inconstitucional, porque o prefeito local e vereadores participaram da cerimônia da igreja.

Conforme detalhado no relatório anterior, Greene tem um registro de ações judiciais trazendo repetidamente o que muitos consideram “vexatório”, significando ações predatórias que não têm mérito, mas que são projetadas para ameaçar e molestar réus a abandonar ações que são perfeitamente legais, a fim de evitar ou acabar com a ação judicial.

Durante uma audiência na terça-feira de manhã diante da juiza Missy Medary do 347 º Distrito Tribunal de Nueces County, Greene entrou com um acordo de solução aprovado pelo tribunal. Nele, confessa que sua ação foi “infundada”, “sem mérito”, e “vexatória”. Ele também foi ordenado pelo tribunal a fim de parar de trazer processos judiciais frívolos, no futuro, processos que se destinam a impedir os americanos de exercer ou expressar livremente sua fé.

O pastor Milby anunciou: “Estamos muito felizes que fomos capazes de chegar a um acordo favorável para que possamos voltar a construir a cruz e apontar as pessoas a Jesus”.

Médico classifica ato realizado na UFC como “atentado contra a própria vida”.


O clínico geral dr. Ivan Castro classificou a apresentação realizada na Universidade Federal do Ceará – UFC, na qual um homem perfura o próprio braço e verte o sangue sobre um símbolo religioso,  como “um atentado contra a própria vida, com o agravante de ser celebrado em público”. O médico explica o porquê: “constitui  exposição a risco biológico para si, pois não se pode garantir a esterilidade dos instrumentos utilizados e, pior, para outrem, visto que o sangue pode carrear inúmeros problemas de saúde”.



Dr. Ivan chama  a atenção para o risco a que se expôs o homem durante o ato. “Em um país cheio de normas trabalhistas e de segurança na área de vigilância sanitária, poder-se-ia enquadrar tal ato em uma quebra da salubridade do local de trabalho onde se encontrava o protagonista do ato”.  O clínico geral é da opinião que a “performance” serviu de um péssimo exemplo para a sociedade, tendo em conta que  “o sangue pode ser melhor empregado para ajudar pessoas que realmente precisem dele, nos hospitais, pois são tantos doentes que aguardam transfusões para lhes assegurar a vida”.

EUA: Importante farmacêutica proíbe venda de injeções letais.

 
A empresa farmacêutica norte-americana Pfizer anunciou que deixará de vender produtos utilizados em injeções letais, pois se opõe que sejam utilizadas em execuções.

“Pfizer fabrica seus produtos a fim de melhorar e salvar a vida dos pacientes que atendemos. De acordo com estes valores, Pfizer se opõe firmemente ao uso de seus produtos como injeções letais para a pena de morte”, informou a empresa em um comunicado.

A importante farmacêutica determinou uma restrição na distribuição de sete medicamentos que fazem parte dos protocolos de injeções letais ou foram considerados para este tipo de procedimentos.

A decisão de Pfizer fecha o mercado autorizado de fármacos utilizados em injeções letais nos Estados Unidos, segundo informa o New York Times.

Até agora, mais de 20 companhias americanas e europeias adotaram restrições na distribuição de seus produtos para injeções letais. Em algumas ocasiões, esta decisão foi tomada logo depois da pressão de grupos pró-vida que estão contra a pena de morte.

Papa: Eucaristia, centro e forma da vida da Igreja




SANTA MISSA E PROCISSÃO EUCARÍSTICA
NA SOLENIDADE DO SANTÍSSIMO CORPO E SANGUE DE CRISTO

HOMILIA DO PAPA FRANCISCO
Praça São João de Latrão
Quinta-feira, 26 de Maio de 2016

«Fazei isto em memória de Mim» (1 Cor 11, 24.25). Esta ordem de Cisto é referida duas vezes pelo apóstolo Paulo, quando narra à comunidade de Corinto a instituição da Eucaristia. É o testemunho mais antigo que temos das palavras de Cristo na Última Ceia.

«Fazei isto» ou seja, tomai o pão, dai graças e parti-o; tomai o cálice, dai graças e distribuí-o. Jesus ordena que se repita o gesto com que instituiu o memorial da sua Páscoa, pelo qual nos deu o seu Corpo e o seu Sangue. E este gesto chegou até nós: é o «fazer» a Eucaristia, que tem sempre Jesus como sujeito, mas atua-se através das nossas pobres mãos ungidas de Espírito Santo.

«Fazei isto». Já antes Jesus pedira aos seus discípulos para «fazerem» algo que Ele, em obediência à vontade do Pai, tinha já decidido no seu íntimo realizar; acabamos de o ouvir no Evangelho. À vista das multidões cansadas e famintas, Jesus diz aos discípulos: «Dai-lhes vós mesmos de comer» (Lc 9, 13). Na realidade, é Jesus que abençoa e parte os pães até saciar toda aquela multidão, mas os cinco pães e os dois peixes são oferecidos pelos discípulos, e era isto o que Jesus queria: que eles, em vez de mandar embora a multidão, pusessem à disposição o pouco que tinham. E, depois, há outro gesto: os pedaços de pão, partidos pelas mãos santas e veneráveis do Senhor, passam para as pobres mãos dos discípulos, que os distribuem às pessoas. Também isto é «fazer» com Jesus, é «dar de comer» juntamente com Ele. Evidentemente este milagre não pretende apenas saciar a fome de um dia, mas é sinal daquilo que Cristo tem em mente realizar pela salvação de toda a humanidade, dando a sua carne e o seu sangue (cf. Jo 6, 48-58). E, no entanto, é preciso passar sempre através destes dois pequenos gestos: oferecer os poucos pães e peixes que temos; receber o pão partido das mãos de Jesus e distribuí-lo a todos.