quinta-feira, 9 de junho de 2016

SP: Diocese de Mogi das Cruzes divulga nota de pesar por acidente envolvendo estudantes



 NOTA DE PESAR

“Nem a vida nem a morte vão nos separar de Deus.
Mais que a vida, mais que a morte é o eterno Amor de Deus”.


Dom Pedro Luiz Stringhini, Bispo Diocesano de Mogi das Cruzes, consternado ao receber as notícias a respeito do acidente com o ônibus de estudantes ocorrido na noite de ontem na Rodovia Mogi-Bertioga, encarregou-me de em seu nome e em nome da Diocese de Mogi das Cruzes transmitir seu pesar, com expressões de proximidade e conforto, aos familiares que choram a perda de seus entes queridos pedindo a Deus para que derrame sobre cada um deles os dons da serenidade espiritual e da esperança cristã pois, nossa fé se fundamenta nas promessas e na vitória de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Enquanto Diocese, unimo-nos a todos nas preces pelos falecidos, pedindo a Deus que os acolha na sua misericórdia; pela recuperação dos que foram atingidos no acidente; pela missão dos que se dedicam à sua cura, e pelos familiares e amigos que sofrem a perda de entes queridos.

Chile: Homens encapuzados saqueam, roubam e quebram crucifixo em igreja.




Na Quinta-feira, homens encapuzados saquearam a Igreja da Gratidão Nacional, em Santiago, Chile, em meio à marcha organizada pelo movimento estudantil. Cerca de 10 a 15 indivíduos entraram no local e roubaram vários objetos, incluindo um crucifixo que acabou sendo completamente destruído.

O ato foi repudiado pelo próprio movimento estudantil, na voz do coordenador nacional da Cones e presidente do Centro de Estudantes Alameda Salesiano, Marcelo Correa.

Apesar dos danos causados ao cruciffixo, a polícia conseguiu recuperar uma parte das figuras religiosas das mãos de alguns mascarados e as mantém guardadas na igreja.

Estima-se que os indivíduos também roubaram outros objetos encontrados dentro da capela na Alameda.

A Igreja da Gratidão Nacional já havia sofrido outros ataques por homens mascarados nos anos de 2011 e 2015, sendo que o incidente mais grave ocorreu em 2011, quando desconhecidos queimaram a porta do templo.

Réplica da Capela Sistina é inaugurada na Cidade do México


Uma réplica da Capela Sistina foi inaugurada na noite de terça-feira (08/06) na Praça do Monumento à Revolução, na Cidade do México. Estima-se que 1.200 pessoas passarão a cada hora pelo local, que ficará aberto até finais de julho. As visitas são gratuitas.

Além de apreciar os afrescos de Michelangelo, Pietro Perugino, Domenico Ghirlandaio, Bartolomeo della Gatta e Sandro Botticelli, os visitantes poderão ter uma noção "quase real" do ambiente onde é realizado o Conclave que elege os Pontífices.

A réplica conta também com uma exposição audiovisual que ilustra a história da Capela, constuída a pedido do Papa Sisto IV.

Foram necessárias mais de 2.800 fotografias em alta definição para reproduzir com exatidão os afrescos da Capela Sistina em tamanho original, o que exigiu o trabalho de 280 profissionais em arquitetura, engenharia, desenho, cenografia e fotografias, sem falar nas dezenas de operários.

O leigo deve ser fiel a Cristo e à Igreja


O Catecismo da Igreja, no n. 897, define leigo(a) como “todos os cristãos com exceção dos membros da ordem sacra ou do estado religioso reconhecido pela Igreja, isto é, os fiéis que, incorporados em Cristo pelo Batismo, constituídos em povo de Deus e feitos participantes, a seu modo, da função sacerdotal, profética e real de Cristo, exercem, pela parte que lhes toca, na Igreja e no mundo, a missão de todo o povo cristão”. Ainda o Catecismo, no n. 898, afirma que a “vocação própria dos leigos consiste precisamente em procurar o Reino de Deus ocupando-se das realidades temporais e ordenando-as segundo Deus […]. Pertence-lhes, de modo particular, iluminar e orientar todas as realidades temporais a que estão estreitamente ligados, de tal modo que elas sejam realizadas e prosperem constantemente segundo Cristo, para glória do Criador e Redentor”.

O leigo cristão deve servir, ser instrumento de caridade e de misericórdia para os indivíduos que estão dentro e fora da Igreja. O modelo do leigo é Cristo, aquele que é a “cabeça da Igreja” (Efésios 5, 23) e que foi “obediente até à morte, e morte de cruz” (Filipenses 2, 8).

A princípio, toda essa discussão sobre a missão e vocação do leigo na Igreja deve ser bem conhecida dos movimentos e instituições que representam os leigos cristãos. No entanto, muitas vezes, a realidade é bem diferente. Em muitos ambientes de leigos cristãos reina o espírito da desobediência, da rebelião, da revolução e, por conseguinte, da negação do Evangelho, do Magistério e da Doutrina da Igreja. Com isso, cria-se uma situação conflituosa, pois, de um lado, têm-se movimentos leigos fiéis a Cristo e à Igreja e, do outro lado, grupos e organismos leigos num estado de rebelião contra a caridade e a misericórdia.

Um exemplo dessa situação conflituosa é o manifesto publicado pelo Conselho Nacional do Laicato (CNL), em 1º de junho de 2016, cujo título é “Momento Político Atual”. O manifesto, de uma entidade que oficialmente representa os leigos cristãos no Brasil, e carregado com uma linguagem ideológica, demonstra, mesmo que indiretamente, apoio a um grupo político envolvido com escândalos de corrupção e, o mais grave, rotula de “conservador” e “fundamentalista” os cristãos que nos últimos anos foram às ruas, num gesto profético, criticar a corrupção, clamar por reformas políticas e pela destituição de um governo corrupto.

Letônia: Igreja Evangélica Luterana proíbe ordenação de mulheres.


O sínodo da Igreja evangélica luterana de Letônia votou uma resolução que proíbe a ordenação de mulheres pastoras, rejeitando, assim, uma norma de 1975, anos da dominação soviética.

Para uma mudança tão significativa era necessário alcançar um quorum muito elevado, igual a 75% dos votos. Ao final 77% dos delegados, de fato, aprovaram a emenda que muda a norma original que dizia “qualquer um que, segundo as normas estabelecidas pela Igreja Luterana Letona for chamado por Deus e formado para o ministério, pode procurar a ordenação” por “Todo candidato de sexo masculino que, segundo as normas estabelecidas pela Igreja Luterana Letona for chamado por Deus e formado para o ministério, pode procurar a ordenação”. 201 votos contra 49.

A Federação Luterana Mundial expressou “profunda confusão pela decisão dos irmãos letônios, que corre o risco de comprometer as relações com outros componentes da nossa comunhão e coloca em crise também as relações ecumênicas com outras confissões”.

O sínodo da Igreja evangélica luterana de Letônia votou uma resolução que proíbe a ordenação de mulheres pastoras, rejeitando, assim, uma norma de 1975, anos da dominação soviética.

A conquista de Jericó


Jericó é cercada; é preciso conquistá-la. E como é que Jericó é conquistada? Não se desembainha a espada, nem se arremessa o aríete, nem se lançam dardos; apenas são utilizadas as trombetas dos sacerdotes, e são elas que derrubam as muralhas de Jericó.
Frequentemente se verifica que Jericó é utilizada nas Escrituras como imagem do mundo. Também no Evangelho, o que se conta acerca do homem que descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos dos ladrões, era sem dúvida a imagem daquele Adão que foi posto fora do paraíso e colocado no exílio deste mundo. Também os cegos que estavam em Jericó, dos quais Jesus se aproximou para lhes dar a vista, representavam a imagem daqueles que neste mundo eram oprimidos pela cegueira da ignorância e que o Filho de Deus veio socorrer. Portanto, isto é Jericó, quer dizer, este mundo que há de ruir. De facto, o fim do mundo foi já revelado há muito tempo nos livros santos.

Como será feita a sua destruição? Por que meios? Ao som das trombetas, diz a Escritura. Que trombetas? Paulo revela-te o segredo deste mistério. Escuta o que ele diz: Soará a trombeta: os mortos que estão em Cristo ressuscitarão incorruptíveis; e o próprio Senhor, ao sinal dado, à voz do Arcanjo e ao som da trombeta de Deus, descerá do Céu. Portanto, nessa altura, Jesus nosso Senhor vencerá Jericó ao som das trombetas e a sujeitará de tal modo que dela apenas se salvará a mulher pecadora [Raab] e toda a sua casa. Virá, diz ele, Jesus nosso Senhor, e virá ao som das trombetas.

E salvará somente aquela que recebeu os seus exploradores, aquela que recebeu os seus Apóstolos na fé e na obediência e os colocou nos postos mais altos, e associará esta mulher pecadora à casa de Israel. Mas não recordemos nem a acusemos da antiga culpa. Em tempos foi pecadora, mas agora é a virgem casta, desposada com um só Esposo, Cristo. Ouve o que o Apóstolo diz a seu respeito: Eu quis desposar-vos com um só esposo, apresentando-vos a Cristo como virgem pura. Era também descendente dela aquele que dizia: Também nós outrora fomos insensatos, incrédulos, errantes, sujeitos a toda a espécie de desejos e prazeres.

Queres ainda aprender de modo mais explícito como é que a pecadora já não é pecadora? Escuta ainda as palavras de Paulo: Vós éreis de facto assim; mas fostes purificados, fostes santificados no nome de Nosso Senhor Jesus Cristo e do Espírito do nosso Deus. Para que ela pudesse salvar-se e não perecer com Jericó, recebeu dos exploradores um sinal muito valioso, uma corda cor de escarlate: era o sinal do Sangue de Cristo, pelo qual foi salva a Igreja universal no mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor, a quem é dada a glória e o poder pelos séculos dos séculos. Amém.


Das Homilias de Orígenes, presbítero, sobre o Livro de Josué(Hom. 6, 4: PG 12, 855-856) (Sec. III)

A dor do luto


A gente sente mesmo quando a dor não é nossa. Sente o aperto e a aflição daqueles que choram pelo seu ente querido. Pelo vendaval que vem e entra de repente levando aos poucos ou rapidamente alguém querido. Um amigo, um colega, um familiar ou um conhecido. Aquele vizinho que víamos passar na rua e nem sabíamos seu nome.

Tudo acontece sem escolher o dia e a hora. Chega e bate na porta deixando tudo escuro e o coração às lagrimas. Tentamos entender mesmo querendo não acreditar, parece um pesadelo irreal.

Tudo é confuso, a medicina, o abraço e as palavras dadas para confortar. Nada é favorável, nem o silencio e nem o grito, nada muda ou refaz o fôlego voltar. Sentimos como crianças perdidas, com medo, frágeis e queremos colo. Acolhemo-nos e analisamos tudo e todos e a música fúnebre nos toca.

O corpo sente, vem dor de cabeça, insônia, angústia, depressão e dores da alma. Tentamos refazer cada segundo e parece que a estrutura acaba ali, o fim é esse. As flores, tudo preparado para o funeral, e a despedida não são agradáveis e aceitáveis. Choramos, as coisas ficam sem significado e palavras não mudam nada.

Tudo fica cinza, horrível, a dor será a companhia de meses. Só Deus e o tempo aliviarão as feridas e aceitação de caminhar sem o outro. Mas jamais nos permitirá esquecer e apagar os momentos vivenciados. 

São José de Anchieta

 
José de Anchieta nasceu no arquipélago das ilhas Canárias no dia 19 de março de 1534. Na puberdade, Anchieta foi enviado à Universidade de Coimbra, em Portugal. Aos 17 anos fez votos como religioso e entrou para a Companhia de Jesus. Aos 18 anos, decide-se pela missão evangelizadora do Novo Mundo e inscreve-se para participar de uma missão no Brasil no ano seguinte. Em Salvador, Anchieta tem sua primeira tarefa: ajudar na organização do Colégio de Jesus. Nesse mesmo ano, Anchieta visita pela primeira vez a aldeia de Reritiba, lugar onde vai encontrar no futuro seu repouso eterno. Anchieta segue para o litoral paulista. Ao tomar contato com a injustiça sofrida pelos nativos, Anchieta se posiciona firmemente a favor dos humilhados e ofendidos indígenas. Em 25 de janeiro de 1554, junto com Manuel de Nóbrega, Anchieta funda outra escola jesuíta, o Colégio Piratininga, núcleo do que mais tarde veio a ser cidade de São Paulo. Em 1556, Anchieta recebe sua ordenação sacerdotal em Salvador, Bahia. Logo depois ele passa um período de tempo em Reritiba, entre os índios puris e tupiniquins. Em 15 de agosto de 1579 a imagem de Nossa Senhora da Assunção, trazida de Portugal é entronizada no Santuário de Reritiba. No dia 9 de julho de 1597, o velho sacerdote morre vítima de um acidente fatal, ao tentar descer a escada da cela para socorrer um índio doente. O frágil e desengonçado adolescente da Espanha tinha se tomado um gigante em terras brasileiras. Era chamado de 'paizinho' pelos indígenas; agora é chamado de "Apóstolo do Brasil" pela CNBB. É um dos pilares da civilização brasileira. 

São José de Anchieta que deixaste vossa pátria, família, parente, para servir a Deus sobre todas as coisas, vós que sofreste a solidão e as dificuldades de um Brasil recém descoberto, e cercastes os índios de cuidados espirituais, peço-vos exatamente por todos os índios que existem na humanidade, para que se sintam amados e protegidos, continuando assim vossa santa missão no mundo. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.