segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Dom Eusébio Oscar Scheid condena festa de ''São Sebastião Night''

O cartaz de divulgação da festa traz um gay 
imitando em pose erótica a imagem de São Sebastião. 
A imagem coloca em relevo o órgão genital.

A Arquidiocese do Rio de Janeiro condenou a produção e divulgação da festa de São Sebastião Night, que será realizada hoje à noite, véspera do dia do padroeiro da cidade, numa boate gay de Copacabana. Os organizadores do evento distribuíram 5 mil folhetos mostrando uma imagem de um rapaz coberto com pano branco, numa pose bem parecida com a do mártir cristão.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o cardeal-arcebispo dom Eusébio Oscar Scheid considerou "uma irresponsabilidade aliar a venerada imagem de São Sebastião a um gay" e disse que a atitude dos promotores é "um tratamento ofensivo, desrespeitoso e totalmente recriminável".

O proprietário da boate alega que não quis criar polêmica com a Igreja, mas admite que a controvérsia está atraindo curiosos e simpatizantes. Ele disse desconhecer que os gays consideram São Sebastião patrono dos homossexuais.

Demorou para Francisco ser atacado pela imprensa

Francisco está certo e eles errados.

Finalmente a mídia começou a criticar o Papa Francisco.

Demorou, visto que o papa representa o exato oposto daquilo pelo que se batem os donos das grandes empresas jornalísticas.

Desde o primeiro momento de seu pontificado, Francisco tomou o partido dos pobres. Em quase todos os seus pronunciamentos, ele investe contra a desigualdade social.

Francisco captou magistralmente o Zeitgeist, o espírito do tempo. Com sua pregação vigorosa e ainda assim bem humorada pela igualdade ele retirou o Vaticano das sombras da irrelevância em que sucessivos papas inoperantes o atiraram.

O motivo encontrado pela mídia para atacá-lo foram suas declarações sobre os limites da liberdade de expressão, no rastro do caso do jornal Charlie Hebdo.

Evidentemente, Francisco está certo e seus críticos errados.

A liberdade de expressão tem limites. Isso não significa aprovar o massacre dos cartunistas, como aliás fez questão de dizer Francisco.

Mas que há limites, isso é inegável. 

Província Capuchinha Nossa Senhora do Carmo - Eleição Provincial 2015


Janeiro 2015 – Um mês importante para aqueles que desejam recomeçar, planejar, criar metas para o ano que se inicia, enfim, começo de um novo ano. E também, um mês importante para a Província Capuchinha Nossa Senhora do Carmo, que realizará nos dias 19 a 23 de janeiro o seu Capítulo Provincial. O Capítulo acontece de três em três anos, a assembleia tem caráter elegível, sendo, portanto, um Capítulo Provincial Eletivo.

Eleição Provincial - Durante o Capítulo será realizada a eleição ou a reeleição do Superior Provincial e também dos conselheiros. O processo eletivo é restrito aos confrades de votos perpétuos. O voto é secreto e existe uma comissão previamente preparada para organizar a eleição de forma pacífica e íntegra.

Com os confrades reunidos em um auditório, é feita a distribuição das cédulas em branco para que cada um escolha o seu candidato. As cédulas com os nomes são recolhidas e, no mesmo instante, diante de todos os presentes, é feita a apuração dos votos e apresentados os resultados. Não existe campanha ou lançamento de candidatura. De acordo com as exigências para cada cargo, todos os confrades são passivos de votos. Os eleitos neste processo eletivo atuarão no Governo da Província no período de 2015 a 2017.

A missão - O Superior Provincial é responsável por animar e gerir todo o trabalho missionário e encaminhar todas as mudanças necessárias, de acordo com a realidade da Província. Os conselheiros eleitos o auxiliam na dinâmica de pensar e animar o corpo missionário da unidade.

domingo, 18 de janeiro de 2015

Papa Francisco faz história e bate o recorde: Mais de 6 milhões de pessoas presentes na Missa em Manila.


É oficial. A missa que celebrou o Papa Francisco no Parque Rizal este domingo na Manila (Filipinas) congregou entre 6 e 7 milhões de pessoas, convertendo-se assim no evento mais multitudinário já presidido por um Pontífice.



A informação sobre o novo recorde foi divulgada pelo Diretor da Sala Stampa do Vaticano, Pe. Federico Lombardi, em coletiva de imprensa logo depois da multitudinária Eucaristia deste domingo.

O sacerdote jesuíta disse que “a cifra oficial (de assistentes à Missa) que nos deram está entre 6 e 7 milhões”.

Não só o Parque Rizal estava cheio de gente, mas também várias das ruas vizinhas, onde os milhões de filipinos pugnavam por poder ver, ainda que de longe, o Pontífice na capital Manila.

Se esses 4 são contra, o Papa só pode estar certo.


Num movimento que parece orquestrado, quatro fundamentalistas da imprensa brasileira (Reinaldo Azevedo, Guilherme Fiúza, José Roberto Guzzo e Ricardo Noblat) decidiram liderar uma guerra santa contra o papa Francisco; o motivo: o fato de o pontífice declarar que as religiões não devem ser insultadas, após condenar o ataque à redação do Charlie Hebdo; para os jihadistas da imprensa brasileira, a liberdade de expressão deve ser encarada como um valor absoluto, mesmo que essa não seja a realidade da França (basta pensar no humorista Dieudonné) nem dos Estados Unidos (alô, Wikileaks); ordem do Instituto Millienium?

Dois dias atrás, o papa Francisco fez declarações sensatas que, aos olhos de quatro fundamentalistas da imprensa brasileira, foram consideradas heréticas. "Não se pode ofender, ou fazer guerra, ou assassinar em nome da própria religião ou em nome de Deus", disse ele. "Acho que os dois são direitos humanos fundamentais, tanto a liberdade religiosa, como a liberdade de expressão", completou, antes de afirmar que "há um limite para a liberdade de expressão".

Foi o bastante para que quatro jihadististas, num movimento aparentemente concatenado, se unissem uma espécie de guerra santa contra o sumo pontífice. O primeiro foi Reinaldo Azevedo, ex-coroinha, que simplesmente mandou o papa calar a boca (leia mais em Reinaldo sugere que o papa Francisco se cale). Também sem nenhuma sofisticação, José Roberto Guzzo, diretor editorial de Veja, afirmou que o papa viajou na maionese (assista aqui), em entrevista... à Veja. 

Papa pede que jovens sejam sábios, não "jovens de museu".


VIAGEM APOSTÓLICA DO PAPA FRANCISCO
ÀS FILIPINAS


ENCONTRO COM OS JOVENS
DISCURSO DO SANTO PADRE
Campo Desportivo da Universidade de São Tomás, Manila
Domingo, 18 de Janeiro de 2015

Queridos jovens amigos!

É uma alegria para mim estar hoje convosco. Saúdo cordialmente a cada um de vós e agradeço a todos aqueles que tornaram possível este encontro. Durante a minha visita às Filipinas, senti uma vontade particular de me encontrar convosco, queridos jovens, para vos escutar e falar. Desejo exprimir o amor e a esperança que a Igreja tem por vós e em vós. A minha intenção é encorajar-vos, como cidadãos cristãos deste país, na oferta de vós mesmos feita com entusiasmo e honestidade para o grande compromisso de renovar a vossa sociedade e contribuir para a construção de um mundo melhor.

De modo especial, agradeço aos jovens que me dirigiram palavras de boas-vindas. Expressaram de forma eloquente, em vosso nome, as vossas preocupações e ansiedades, a vossa fé e as vossas esperanças. Falaram das dificuldades e expectativas dos jovens. Embora não possa responder a cada uma destas questões de forma exaustiva, sei que, juntamente com os vossos pastores e entre vós, ireis considerá-las cuidadosamente com a ajuda da oração e fareis propostas concretas de acção.

Hoje quero sugerir-vos três áreas-chave onde tendes uma contribuição significativa a dar à vida do vosso país. A primeira é o desafio da integridade. O termo «desafio» pode ser entendido de duas maneiras. A primeira, de modo negativo, como uma tentativa de agir contra as vossas convicções morais, contra tudo o que vós professais acerca do que é verdadeiro, bom e justo. A nossa integridade pode ser desafiada por interesses egoístas, pela ganância, pela desonestidade ou pela intenção de manipular os outros.

Mas a palavra «desafio» pode-se entender também em sentido positivo. Pode ser vista como um convite a ser corajoso, a dar um testemunho profético da própria fé e de tudo o que se crê e considera sagrado. Neste sentido, o desafio da integridade é algo com que é preciso confrontar-vos nestes tempos e nas vossas vidas. Não se trata de algo que se pode adiar para quando fordes mais idosos ou tiverdes maiores responsabilidades. Mesmo agora, sois desafiados a agir com honestidade e lealdade nas vossas relações com os outros, sejam eles jovens ou idosos. Não fujais deste desafio. Um dos maiores desafios que os jovens têm pela frente é o de aprender a amar. Amar significa assumir um risco: o risco da rejeição, o risco de ser usados ou, pior, usar o outro. Não tenhais medo de amar. Mas, mesmo amando, preservai a vossa integridade. Também nisso, sede honestos e leais.

Última Missa do Papa nas Filipinas festeja Santo Niño


Viagem do Papa Francisco às Filipinas
HOMILIA
Santa Missa no Rizal Park em Manila – Filipinas
Domingo, 18 de janeiro de 2015


«Um menino nasceu para nós, um filho nos foi dado» (Is 9, 5). Sinto uma alegria particular por celebrar convosco o domingo do «Santo Niño». A imagem do Santo Menino Jesus acompanhou a difusão do Evangelho neste país desde o início. Vestido com os trajes reais, coroado e ornado com o ceptro, o globo e a cruz, recorda-nos continuamente a ligação entre o Reino de Deus e o mistério da infância espiritual. Disto mesmo nos fala Ele no Evangelho de hoje: «Quem não receber o Reino de Deus como um pequenino, não entrará nele» (Mc 10, 15). O «Santo Niño» continua a anunciar-nos que a luz da graça de Deus brilhou sobre um mundo que habitava nas trevas, trazendo a Boa-Nova da nossa libertação da escravidão e guiando-nos pela senda da paz, do direito e da justiça. Além disso, recorda-nos que fomos chamados para espalhar o Reino de Cristo no mundo.

Ao longo da minha visita, ouvi-vos cantar: «Somos todos filhos de Deus». Isto é o que o «Santo Niño» nos vem dizer. Recorda-nos a nossa identidade mais profunda. Todos nós somos filhos de Deus, membros da família de Deus. São Paulo disse-nos hoje que, em Cristo, nos tornamos filhos adoptivos de Deus, irmãos e irmãs em Cristo. Isto é o que nós somos. Esta é a nossa identidade. Vimos uma belíssima expressão disto, quando os filipinos se uniram em torno dos nossos irmãos e irmãs atingidos pelo tufão.

O Apóstolo diz-nos que fomos abundantemente abençoados porque Deus nos escolheu: «no alto do Céu [Ele] nos abençoou com toda a espécie de bênçãos espirituais em Cristo» (Ef 1, 3). Estas palavras têm uma ressonância especial nas Filipinas, porque é o maior país católico na Ásia. E isto é já um dom especial de Deus, uma bênção; mas é também uma vocação: os filipinos estão chamados a ser exímios missionários da fé na Ásia. 

Ano da Paz proposto pela CNBB tem iniciativas pelo Brasil


Com a chegada do Ano Novo, iniciaram-se também ações pela Paz. Em 2014, os bispos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aprovaram, por unanimidade durante a 52ª Assembleia Geral, o Ano da Paz. Trata-se de um período de reflexões, orações e ações sociais, que se estenderá até o Natal de 2015. Baixe aqui o banner do Ano da Paz.

No dia 1º de janeiro, paróquias da arquidiocese de São Luís (MA) reuniram fiéis para proclamar a paz. As missas começaram logo cedo, com participação de centenas de pessoas. Outras atividades estão previstas ao longo do ano na cidade, que pretende, ainda, contar com o engajamento de escolas, universidades e outros setores da sociedade. Na arquidiocese do Rio de Janeiro, também foram celebradas missas pela paz. O arcebispo, cardeal dom Orani João Tempesta, recordou que a “alegria nasce da paz que Cristo concede”.

“Que possamos viver este Ano da Paz com muitas bênçãos. Atitudes, gestos concretos e sempre pedindo ao Senhor que nos ilumine e que traga esta paz aos nossos corações, às famílias e a todo o mundo. Que a Paz reine em nossas fronteiras! Sejamos propagadores e testemunhas da paz, aquela paz que vem do Senhor”, disse o cardeal Orani.

Com a proposta do Ano da Paz, a Igreja no Brasil quer ajudar na superação da violência e despertar para a convivência mais respeitosa e fraterna entre as pessoas, explica o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner. “A violência, a falta de paz, provém do desprezo aos valores da família, da escola na formação do cidadão, do desprezo da vida simples", pontua dom Leonardo.

De acordo com os últimos dados do Mapa da Violência, mais de 56 mil pessoas foram assassinadas no Brasil em 2012. Os jovens são os principais afetados neste contexto, somando mais de 27 mil vítimas naquele ano.

Dom Leonardo afirma que as relações mais próximas, na atualidade, encontram dificuldade de manterem-se vivas e que há uma violência generalizada. "Violência que se manifesta na forma da morte de pessoas, na falta de ética na gestão da coisa pública, na impunidade. A violência, a falta de paz, provém do desprezo aos valores da família, da escola na formação do cidadão, do desprezo da vida simples", explicou.