terça-feira, 21 de junho de 2016

Sobrevivente gay de Orlando: "Mudarei minha vida e voltarei para a Igreja".


“Já não vou fazer mais isto, eu mudarei completamente a minha vida. Voltarei para a igreja outra vez”, disse ao seu pai o porto-riquenho Ángel Colón, um dos sobreviventes do massacre de Orlando (Estados Unidos), onde um militante do Estado Islâmico assassinou 50 pessoas em uma boate gay.

Foi o que assegurou o pai de Ángel Colón, em declarações à rede Univisión. “Antes, ele cantava muito na igreja e depois saiu”, recordou e destacou que o jovem “notou que Deus o livrou e lhe deu outra oportunidade”. Toda a família dele é cristã.

Na madrugada do domingo, 12 de junho, Omar Mateen, de origem afegã, ingressou com uma arma semiautomática Sig Sauer MCX à casa noturna Pulse, em Orlando, Flórida (Estados Unidos), e assassinou 50 pessoas. Outras cinquenta ficaram feridas.

Em uma ligação telefônica ao 911 enquanto cometia o crime, Mateen assegurou sua fidelidade ao Estado Islâmico.

Reabilitar a política




Tornou lugar-comum dizer que estamos mergulhados numa profunda crise política, com graves reflexos na economia e na vida social, a saber: desaceleração da atividade econômica, aumento do desemprego e perplexidade da população diante do futuro do país. 

Estamos sim vivendo aguda crise política, que se agrava à medida que o tempo avança e não se vislumbram caminhos para solucioná-la.  Infelizmente, neste momento em que mais se precisa da política e de políticos, há um descrédito geral em relação a ambos. A política perdeu o valor intrínseco de seu significado semântico, isto é, de verdadeira vocação a serviço da comunidade. Deixou de ser, como afirma Paulo VI a forma mais elevada da caridade, para tornar-se mero instrumento de busca de poder e de interesse pessoal ou de grupos, pautado pelo amoral princípio maquiavélico de que “o fim justifica os meios”. Uma das consequências naturais da adoção desse princípio é a corrupção. 

Perante tal situação, não é de estranhar o crescente desencanto pela política e pelos políticos e, igualmente, a descrença na democracia devido ao não cumprimento de promessas feitas nas campanhas eleitorais, de uma vida melhor e mais justa para os cidadãos.

Estamos diante de uma crise insolúvel? Não, se dela, extrairmos lições positivas para a reabilitação de nossas práticas políticas.

De pronto, para enfrentar a crise, temos de considerar que, no regime democrático, o objetivo maior da política é a procura do bem comum, que deve ser perseguido por todos – políticos e cidadãos -, nas diferenças de programas partidários e de projetos de governo concretos e realizáveis, sem que se ceda às fáceis e alienantes tentações populistas. Dessa forma, esperamos que nossos políticos, agora mais do que nunca, sejam capazes de colocar o bem comum acima de interesses particulares.

Maioria de casamentos nulos? O papa tem razão!


Antes de enfrentarmos propriamente as críticas dirigidas ao santo padre, ocasionadas em virtude de algumas coisas que ele disse no congresso sobre a família realizado na Diocese de Roma (16/62/016), cumpre esclarecer que o papa tem todo direito de emitir pareceres como teólogo, vale dizer, nem tudo o que o sumo pontífice afirma é parte integrante do magistério ordinário ou extraordinário. Sua santidade, como qualquer católico, pode ter posições teológicas acerca de assuntos opináveis. É importante ressaltar este aspecto, uma vez que o bispo de Roma, eventualmente, pode externar uma ideia que encontre opositores no meio eclesiástico. Isto é absolutamente normal e sempre ocorreu na história do papado.

Mas, no caso das assertivas de Francisco com relação à nulidade da maioria dos casamentos atuais – palavras que ele proferiu por ocasião do congresso acima referido -, não se trata de análise teológica; cuida-se da pura realidade. De fato, a maioria dos que se casam hoje em dia simplesmente não sabem o que é o casamento cristão ou têm-no como provisório, como afirmou o papa. Daí a nulidade por exclusão do próprio sacramento, consoante dispõe o cânon 1101, § 2.º, pois, através de um ato positivo da vontade, exclui-se a indissolubilidade, que é uma propriedade essencial do matrimônio, conforme preceitua o cânon 1055. Ora, a cultura do provisório na qual estamos mergulhados só pode conduzir a “relações líquidas”, para parodiarmos um termo cunhado pelo filósofo Bauman.

Barcelona: Ato de desagravo será realizado por imagem blasfema


Neste sábado, 25 de junho, será realizado um ato de reparação pelas ofensas dirigidas à Virgem de Montserrat e à Virgem dos Desamparados em um cartaz que foi publicado em Valência. O cartaz, que convoca a população para a parada gay, foi assinado com o selo do grupo Endevant. Os católicos de Valência organizaram um ato de desagravo com uma presença maciça. O ato de reparação será realizado em Barcelona no Templo do Sagrado Coração de Jesus às 20:30.

De acordo com os organizadores "não podemos permitir que atos como este aconteçam e os católicos não façam nada", razão pela qual menciona que "todos os católicos na Catalunha devem participar deste ato de expiação". "Nós encorajamos você a não perder este momento, a estar lá com ela e demonstrar que nós a amamos com todo o nosso coração, com toda a alma. Ela nos aproxima de Deus, nos conduz a Deus, é a mais pura e mais bela que Deus criou, ela é minha Mãe, é a sua Mãe, é a nossa Mãe. Ela nos espera"

Mais uma Igreja incendiada no Chile e mensagem ameaçadora: "Todas as igrejas serão queimadas".


Um incêndio destruiu na madrugada de sexta-feira, 17, uma igreja no município de Collipulli, na região de Araucania, no Chile.

Segundo informou a Agência Fides os episódios referidos são muito graves porque houve um conflito a fogo depois da chegada da polícia na região. Um policial ficou ferido no roo stpor cacos de vidro enquanto se encontrava no veículo da polícia e foi atacado por desconhecidos. Ele estava se dirigindo ao local do incêndio.

O ministro do interior anunciou ontem à noite que o governo está elaborando um plano contra a violência na região de Araucania para os próximos dias. “O que se verificou na noite passada em Collipulli é deplorável e grave, não só por causa do incêndio, mas também porque a polícia foi atacada”, afirma a nota, “considerando que estas ações violentas são atos terroristas aos quais é preciso reagir”.

Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor


A graça e a consolação do Espírito Santo estejam sempre convosco. A vossa carta encontrou-me ainda vivo na região dos mortos; mas agora espero ir em breve louvar a Deus eternamente na região dos vivos. Pensava mesmo que a esta hora já teria dado esse passo. Se a caridade, segundo São Paulo, ensina a chorar com os que choram e a alegrar-se com os que estão alegres, muito grande deve ser a alegria de Vossa Senhoria, pela graça que Deus Vos concede na minha pessoa, chamando-me à verdadeira alegria e dando-me a segurança de O não poder perder jamais.

Confesso-vos, ilustríssima Senhora, que me perco e arrebato na contemplação da divina bondade, mar sem praia e sem fundo, que me chama a um descanso eterno por um trabalho tão breve e pequeno; que me convida e chama ao Céu para aí me dar aquele soberano bem que tão negligentemente procurei, e que me promete o fruto daquelas lágrimas que tão parcamente derramei.

Por conseguinte, ilustríssima Senhora, considerai bem e ponde todo o cuidado em não ofender esta bondade de Deus, como certamente aconteceria se viésseis a chorar como morto aquele que vai viver na contemplação de Deus e que maiores serviços vos fará com as suas orações do que em esta terra vos prestava. A nossa separação será breve; lá no Céu nos tornaremos a ver; lá seremos felizes e viveremos para sempre juntos, porque estaremos unidos ao nosso Redentor, louvando-O com todas as forças da nossa alma e cantando eternamente as suas misericórdias. Se Deus toma novamente o que nos tinha dado, não o faz senão para o colocar em lugar mais seguro e ao abrigo de qualquer perigo, e para nos dar aqueles bens que acima de tudo desejamos.

Digo tudo isto para que Vós, Senhora minha Mãe, e toda a família, aceiteis a minha morte como um dom precioso da graça. A vossa bênção de mãe me assista e me ajude a alcançar com felicidade o porto dos meus desejos e esperanças. Escrevo-vos com tanto maior prazer quanto é certo que não me resta outra ocasião para vos testemunhar o respeito e o amor filial que vos devo.



De uma carta de São Luís Gonzaga a sua mãe
(Acta sanctorum, Junho, 5, 878) (Sec. XVI)

As palavras mostram o coração


“Nenhuma palavra má saia de vossas bocas, mas só boas palavras que sirvam para edificação e que sejam benfazejas aos que a ouvem” (Ef 4,29).

É conhecida a história daquela mulher que foi se confessar e disse ao padre que tinha difamado uma amiga, falando mal dela às outras. Após o perdão, o sacerdote deu-lhe como reparação dos pecados soltar do alto da torre da igreja um saco cheio de penas. Após cumprir a penitência, a mulher foi comunicar ao sacerdote, que lhe disse: “agora a senhora vai juntar todas as penas que o vento levou…”.

Assim como é impossível juntar todas essas penas lançadas ao vento, é quase impossível restaurar os efeitos destruidores da calúnia, da maledicência, da fofoca e dos julgamentos indevidos.

Alguém disse que as palavras são mais poderosas que os canhões. As palavras geram a paz ou a guerra. Ela leva consigo o próprio espírito e poder da pessoa que a comunica. Jesus disse que: “A boca fala daquilo que está cheio o coração” (Lc 6,45). Se você só pensa em política, você fala de política. Se você só pensa em dinheiro e em negócios, você também só fala de dinheiro e de negócios. Se você pensa em Deus, gosta de falar de Deus… e assim por diante. Se o seu coração estiver em paz; vivendo na mansidão, na humildade, cheio de misericórdia, também as suas palavras transmitirão isso. Mas se o seu coração for exaltado, rebelde, violento, cheio de ódio… cuidado com as suas palavras, elas transmitirão o seu espírito. As palavras “mostram” o coração. 

São Luís Gonzaga

 
Luís nasceu no dia 09 de março de 1568 na Itália. Era o primeiro dos sete filhos. Seu pai, que servia ao rei da Espanha, sonhava em ver seu herdeiro e sucessor ingressar nas fileiras daquele exército. Por isto, desde pequenino, Luís era visto vestido como soldado, marchando atrás do batalhão ao qual seu pai orgulhosamente servia. Quando tinha dez anos, foi enviado a Florença na qualidade de pajem de honra do grão-duque de Toscana. Depois foi à Espanha, para ser pajem do Infante Dom Diego, período em que aproveitou para estudar filosofia. Com doze anos, recebeu a Primeira Comunhão diretamente das mãos de Carlos Borromeu, hoje Santo da Igreja. Desejava ingressar para a vida religiosa, mas seu pai demorou cerca de dois anos para se convencer de sua vocação. Luís tinha quatorze anos quando venceu as resistências do pai, renunciou ao título a que tinha direito por descendência e à herança da família e entrou para o noviciado romano dos jesuítas. Passou a atender os doentes, principalmente durante as epidemias que atingiram Roma. Consta que, certa vez, Luís carregou nos ombros um moribundo que encontrou no caminho, levando-o ao hospital. Isso fez com que contraísse a peste que assolava a cidade. Luís Gonzaga morreu com apenas vinte e três anos, em 1591. Foi proclamado padroeiro da juventude. 

Glorioso São Luis Gonzaga, que em tão poucos anos de vidas tanto fizestes pela glória da Igreja, volvei o vosso olhar para os jovens desta Terra a fim de que encontrem muitos como vós, pastores que os levem para o caminho da virtude e os tire das ciladas do mundo. Concedei às famílias deste mundo a consciência cristã. Enviai operários para a messe do Senhor no despertar de verdadeiras vocações sacerdotais. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.