quarta-feira, 22 de junho de 2016

Catedral francesa não foi iluminada com cores da bandeira LGBT



 
A diocese de Orléans, na França, publicou um comunicado no qual denuncia que nunca iluminou a fachada da Catedral de Saint-Croix com as cores da bandeira gay e que a fotografia que circula na internet é uma montagem.

“Trata-se de uma fotomontagem fácil de realizar através de um programa de Photoshop. A cidade de Orléans, que se encarrega de iluminar a catedral, jamais fez a iluminação que aparece nessa foto falsificada”, assinalaram.

Papa assume admiração por Bento XVI em homenagem


O Papa Francisco escreveu o prefácio do livro de homenagem a Bento XVI, no 65.º aniversário da sua ordenação sacerdotal, no qual manifesta admiração pelo exemplo do seu predecessor.

“Ainda antes de ser um grandíssimo teólogo e mestre da fé,vê-se que é um homem que acredita verdadeiramente, que reza verdadeiramente; vê-se que é um homem que personifica a santidade, um homem de paz, um homem de Deus”, assinala.

O texto foi divulgado hoje pela Rádio Vaticano, após publicação no jornal italiano ‘La Repubblica’.

Francisco apresenta o Papa emérito como um exemplo da “Teologia de joelhos”, que valoriza a oração como “fator decisivo” na vida de quem se consagra a Deus.

Bento XVI vai voltar ao palácio apostólico do Vaticano a 28 de junho, para uma cerimónia de homenagem nos seus 65 anos de sacerdócio.

Sacerdote chinês: Em meu país vivemos uma fé em silêncio porque não somos livres.


O Pe. Pedro Liu de origem chinesa, foi ordenado sacerdote há algumas semanas na Catedral de La Almudena em Madri (Espanha). Alguns dias depois, visitou a cidade de Roma com sua família – são cinco irmãos, duas são religiosas – e conseguiram saudar o Papa Francisco, algo que nunca esquecerão.

“Na China eles vivem uma fé em silêncio, mas aqui veem uma Igreja livre, alegre; por isso estão muito contentes, sobretudo de ver o Papa, que abençoou a minha sobrinha. Estamos todos emocionados”, explicou o sacerdote fazendo menção à perseguição que sofre a Igreja Católica em seu país.

“Estou muito contente de servir à Igreja e a minha família veio comigo a Roma para agradecer ao Senhor”, explica ao Grupo ACI. “Participamos da Audiência Geral do Papa e conseguimos saudá-lo porque estivemos muito perto dele”.

Sobre sua vocação, o jovem sacerdote de 33 anos contou: “Em 2003, chegou um grupo de catequistas do Caminho Neocatecumenal na minha cidade e começaram um grupo de catequese”. “Uma religiosa me convidou ao grupo, porque eu estava passando por um momento de crise de fé e minha vida mudou. O Senhor me chamou, me deu a vocação e a confirmou com o tempo”.

Papa: não tenham medo de tocar o pobre e excluído




PAPA FRANCISCO
AUDIÊNCIA GERAL

Praça São Pedro
Quarta-feira, 22 de junho de 2016

«Senhor, se quiseres, podes purificar-me!»: assim falou a Jesus um leproso; um leproso que não se resignava com a sua doença, nem com as normas sociais que faziam dele um excluído: devia manter-se separado, longe de todos. Este homem, porém, viola aquelas normas, entrando na cidade e aproximando-se de Jesus. Na sua súplica, o leproso mostra-se certo de que Jesus tem poder para curá-lo; tudo depende da vontade d’Ele. Profundamente impressionado com a fé daquele homem, o Senhor toca-o e diz-lhe: «Quero, fica purificado!» Quantas vezes encontramos um pobre que se aproxima de nós, conseguimos sentir compaixão e até dar-lhe uma esmola, mas habitualmente não tocamos a sua mão. Esquecemo-nos de que aquele é o corpo de Cristo! Jesus ensina-nos a não ter medo de tocar o pobre e o marginalizado, porque naquela pessoa está Ele próprio. Creio eu nisto ou não? Sim; mas… E começam as desculpas para não nos envolvermos. Tocar o pobre pode purificar-nos da hipocrisia e levar-nos a preocupar-nos com a sua condição. Mas pensemos em nós, nas nossas misérias… com sinceridade. Quantas vezes as cobrimos com a hipocrisia das «boas maneiras». É precisamente então que é preciso estar a sós, ajoelharmo-nos diante de Deus e rezar: «Senhor, se quiseres, podes purificar-me!»

Armênia, primeiro país da história que se reconheceu cristão, se prepara para receber o Papa


A Armênia se prepara para receber no próximo fim de semana, do 24 ao 26 de junho, a visita do Papa Francisco. Este país se considera o “primeiro país cristão” já que no ano 301, graças a São Gregório, o Iluminador, foi o primeiro a tornar o cristianismo religião oficial. Nesta sexta-feira começa, portanto, a 14ª viagem internacional do pontificado de Francisco, e o país de número 22 que visita.

Esta viagem também é considerada a primeira etapa da ‘viagem ao Cáucaso’, cuja segunda parte será do dia 30 de setembro ao 2 de outubro, na Georgia e Azerbaijão. Umas das razões pelas quais a visita aos três países não se pode realizar numa só etapa – explicou o pe. Federico Lombardi, diretor da sala de imprensa da Santa Sé – é porque nestes dias o patriarca de Georgia tinha um compromisso já marcado: estar em Creta no Concílio Pan-ortodoxo.

Na apresentação da viagem aos meios de comunicação, acontecida na manhã de hoje na Sala de Imprensa da Santa Sé, o porta-voz do Vaticano esclareceu que o Santo Padre quer “visitar a comunidade católica” deste país e manifestar “a todo o povo armênio a sua proximidade, amizade e apoio”.

A verdadeira, perfeita e eterna amizade


Jônatas, aquele nobilíssimo jovem, sem atender à sua ascendência real nem à sua futura sucessão no trono, fez um pacto de amizade com David; e, colocando em pé de igualdade o seu amor para com o senhor e o servo, quando este se encontrava fugido de seu pai Saul, escondido no deserto, ameaçado de execução, preferiu-o a si mesmo, humilhando‑se a si e exaltando David: Tu serás rei, disse-lhe, e eu serei o segundo depois de ti.

Oh brilhantíssimo espelho da verdadeira amizade! Palavra admirável! O rei estava furioso contra o seu servo e levantava contra ele todo o país como se fosse um rival do reino; acusa os sacerdotes de traição e manda-os matar por simples suspeita; percorre os bosques, procura pelos vales, ocupa montes e penhascos à mão armada, todos se comprometem a ser os vingadores da indignação real; só Jônatas, o único a poder, com justiça, ter alguma ambição, entendeu que devia resistir ao pai, mostrar-se fiel ao amigo, dar conselho em tão grande adversidade e, preferindo a amizade ao reino, disse: Tu serás rei e eu serei o segundo depois de ti. E repara como o pai do jovem excitava a inveja contra o amigo, insistindo com invectivas, aterrando-o com ameaças de ser expoliado do reino, lembrando-lhe que seria privado das honras.

Mas, quando foi proferida a sentença de morte contra David, Jônatas não abandonou o amigo. Porque há de morrer Davi? Que pecado cometeu? Que mal fez? Arriscou a sua vida pelo rei, matou o filisteu e tu alegraste-te. Porque há de então morrer? Ao ouvir estas palavras, o rei ficou fora de si e tentou cravar Jônatas na parede com a lança, cobrindo-o de insultos e ameaças: Ó filho de mulher perversa e rebelde! Sei que tu o amas para tua perdição e da tua desavergonhada mãe! Depois vomitou todo o seu veneno, intentando manchar o coração do jovem, sem poupar palavras que o excitassem à ambição, à inveja, à rivalidade e à amargura: Enquanto viver o filho de Jessé, o teu reino não estará seguro.

Quem se não demoveria com estas palavras e não se encheria de inveja? A quem não seriam elas capazes de corromper, diminuir e esquecer qualquer amor, benevolência e amizade? Mas aquele jovem, cheio de afeição sincera, fiel ao pacto de amizade, permaneceu forte perante as ameaças e paciente diante dos insultos; renunciou ao reino pela fidelidade para com o amigo, esqueceu a glória, mas não a amizade: Tu serás rei e eu serei o segundo depois de ti. Esta é a verdadeira, perfeita, estável e eterna amizade. Não se deixa corromper pela inveja, não diminui com suspeitas, não se dissolve pela ambição; posta à prova, não cedeu; assaltada, não caiu; batida por tão graves insultos, ficou inflexível; provocado por tantas injúrias, permaneceu imóvel. Então vai e procede de modo semelhante.


Do tratado do Bem-aventurado Aelredo, abade, sobre a amizade espiritual(Livro 3: PL 195, 692-693) (Sec. XII)

O Mundanismo


“Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, renovando vossa maneira de pensar e julgar, para que possais distinguir o que é da vontade de Deus, a saber, o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito”, porque “nós não recebemos o espírito do mundo, mas recebemos o Espírito que vem de Deus, para conhecermos os dons que Deus nos concedeu”, nos admoesta São Paulo (Rm 12, 2 e 1 Cor 2, 12). 

O mundo “está sob o poder do Maligno” (1Jo 5, 19). O cristão, como seu mestre Jesus, não é deste mundo (Jo 17, 14). “Se o mundo vos odeia, sabei que primeiro odiou a mim. Se fosseis do mundo, o mundo vos amaria como ama o que é seu” (Jo 15, 18). 

Na esteira de Jesus e dos Apóstolos, o Papa Francisco ensina: “Há um problema que não faz bem aos cristãos: o espírito do mundo, o espírito mundano, o mundanismo espiritual. Isto faz-nos sentir autônomos, viver o espírito do mundo, e não o de Jesus” (18/5/2013).

“Desde o primeiro batizado, todos somos Igreja e todos devemos caminhar pela senda de Jesus, que percorreu Ele mesmo um caminho de despojamento. Tornou-se servo, servidor; quis ser humilhado até à Cruz. E se nós quisermos ser cristãos, não há outro percurso. Mas não podemos fazer um cristianismo um pouco mais humano – dizem – sem cruz, sem Jesus, sem despojamento? Desta forma tornar-nos-íamos cristãos de pastelaria, como lindos bolos, como boas coisas doces! Muito lindos, mas não cristãos verdadeiros! Alguém dirá: ‘Mas do que se deve despojar a Igreja?’ Deve despojar-se hoje de um perigo gravíssimo, que ameaça todas as pessoas na Igreja, todos: o perigo do mundanismo. O cristão não pode conviver com o espírito do mundo. O mundanismo nos leva à vaidade, à prepotência, ao orgulho. E isto é um ídolo, não é Deus. É um ídolo! E a idolatria é o maior pecado!... Todos nós devemos nos despojar desse mundanismo: o espírito contrário ao espírito das bem-aventuranças, o espírito contrário ao espírito de Jesus. O mundanismo nos faz mal. É tão triste encontrar um cristão mundano, convencido – ao seu parecer – daquela certeza que a fé lhe dá e certo da segurança que lhe oferece o mundo. Não se pode misturar os dois espíritos. A Igreja – todos nós – deve despojar-se do mundanismo, que a leva à vaidade, ao orgulho, que é a idolatria. O próprio Jesus dizia-nos: ‘Não se pode servir a dois senhores: ou serves a Deus ou serves ao dinheiro’ (cf. Mt 6, 24). No dinheiro estava todo este espírito do mundo; dinheiro, vaidade, orgulho. É triste cancelar com uma mão o que escrevemos com a outra. O Evangelho é o Evangelho! Deus é único! E Jesus fez-se servo por nós e o espírito do mundo não tem lugar aqui...” 

São Tomás More



 
Tomás More nasceu em Londres no ano de 1478. Seus pais eram cristãos e educaram os filhos no seguimento de Cristo. Aos treze anos de idade ele foi para a Universidade de Oxford. Aos vinte e dois anos já era doutor em direto e um brilhante professor. Sua diversão era escrever e ler bons livros. Além de intelectual brilhante tinha uma personalidade muito simpática, um excelente bom humor. Casou-se, teve quatro filhos, foi um excelente esposo e pai, carinhoso e presente. Tomás nunca se afastou dos pobres e necessitados, os quais visitava para melhor atender suas reais necessidades. Sua esposa e filhos o amavam e admiravam, pelo caráter e pelo bom humor, que era constante em qualquer situação. A sua contribuição para a literatura universal foi importante e relevante. Escreveu obras famosas como "Utopia" e "Oração para o bom humor". Aconteceu que o rei Henrique VIII tentou desfazer seu legítimo matrimônio com a rainha Catarina de Aragão, para se unir em novo enlace com a cortesã Ana Bolena, contrariando todas as leis da Igreja. Para isto usou o Parlamento Inglês e passou a proclamar o rei e seus sucessores como chefes temporais da Igreja da Inglaterra, criando a Igreja Anglicana. Tomás More foi contra a decisão do rei. A seguir o rei mandou prender e matar Tomás More, que foi decapitado em 1535, mantendo firme sua fé católica. 

Se eu me distraio, a Eucaristia me ajuda a recolher-me. Se me oferecem oportunidades para ofender a Deus, me apego cada dia mais a Eucaristia e fujo do erro. Se necessito de uma luz especial e prudência para desempenhar minhas pesadas obrigações, me achego ao Senhor e busco seu conselho e iluminação.