quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Santa Isabel de Hungría


Isabel da Hungria era princesa, foi rainha e se fez santa. Nasceu no ano de 1207, e desde o nascimento já foi prometida em casamento para o princípe Luís, da Turíngia. Cresceu e foi educada junto com o marido. 

O jovem príncipe Luís amava verdadeiramente Isabel, que se tornava cada dia mais bonita, amável e modesta. Luís admirava a noiva, amável nas palavras e atitudes, que vivia em orações e era generosa em caridade com pobres e doentes. 

A mãe de Luís, não gostava da devoção da sua futura nora, assim tentou convencer o filho de desistir do casamento. Mas Luís foi categórico dizendo preferir abdicar do trono a desistir de Isabel. Isabel se tornou rainha aos catorze anos de idade. Ela foi a única soberana que se recusou a usar a coroa, símbolo da realeza, durante a cerimônia realizada na Igreja. Alegou que diante do nosso Rei coroado de espinhos, não poderia usar uma coroa tão preciosa. 

Foi um casamento feliz. Luís nunca colocou obstáculos à vida de oração, penitência e caridade da rainha. Depois de seis anos a rainha Isabel ficou viúva, com três filhos pequenos. O cunhado de Isabel, para assumir o poder, a expulsou do palácio junto com os três reais herdeiros ainda crianças. 

Isabel ingressou então na Ordem Terceira de São Francisco e se dedicou à vida de religião e à assistência aos leprosos no hospital ela própria havia construído. Mas graças a ajuda dos amigos de seu esposo Isabel voltou ao trono. 

Isabel da Hungria faleceu no dia 17 de novembro de 1231, com apenas vinte e quatro anos de idade, sendo canonizada quatro anos depois. 



Deus, nosso Pai, Santa Isabel foi um conforto para os pobres e defensora dos desesperados. A ninguém negava sua caridade e o apoio nas horas difíceis. Colocou a serviço dos necessitados todas as suas riquezas. Transformai também o nosso interior, para que sejamos luz para o mundo de hoje, como Santa Isabel o foi para o seu tempo. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

CNBB manifesta apreensão com tramitação de projetos sobre legalização dos jogos de azar no Brasil


NOTA DA CNBB SOBRE A LEGALIZAÇÃO 
DOS JOGOS DE AZAR NO BRASIL

Uma árvore má não pode dar frutos bons (cf. Mt 7,18)


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, através de sua Presidência, acompanha com apreensão a avançada tramitação na Câmara de Deputados e no Senado Federal do PL 442/91 e do PLS 186/14, que têm como objetivo regulamentar a exploração de jogos de azar no país. Reafirmamos o nosso histórico posicionamento acerca desta questão, rejeitando essas novas tentativas de legalização dos jogos de azar. 

Os argumentos de que a legalização do jogo de azar aumentará a arrecadação de impostos, favorecerá a criação de postos de trabalho e contribuirá para tirar o Brasil da atual crise econômica, seguem a nefasta tese de que “os fins justificam os meios”. Esses falsos argumentos não consideram a possibilidade de associação dos jogos de azar com a lavagem de dinheiro e o crime organizado. Os cassinos podem facilmente transformar-se em instrumentos para que recursos provenientes de atividades criminosas assumam o aspecto de lucros e receitas legítimas. Preocupa-nos a falta de uma discussão aprofundada da questão e a indiferença de muitos frente às graves consequências da legalização dos jogos de azar no Brasil. 

Papa: suportar com paciência as fraquezas do próximo


CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Dedicamos a catequese de hoje a uma obra de misericórdia que todos conhecemos muito bem, mas que talvez não colocamos em prática como deveríamos: suportar pacientemente as fraquezas do próximo. Somos todos muito bravos em identificar uma presença que pode incomodar: acontece quando encontramos alguém pelo caminho, ou quando recebemos um telefonema… Logo pensamos: “Por quanto tempo terei que ouvir as lamentações, as fofocas, os pedidos ou as vaidades dessa pessoa?”. Acontece também, às vezes, que as pessoas que incomodam são aquelas mais próximas a nós: entre os parentes sempre há alguém; no local de trabalho não falta; nem mesmo no tempo livre estamos livres. O que devemos fazer com essas pessoas? Mas também nós tantas vezes somos assim com os outros. Por que entre as obras de misericórdia está inserida esta? Suportar pacientemente as fraquezas das pessoas?

Na Bíblia vemos que o próprio Deus deve usar misericórdia para suportar as lamentações do seu povo. Como exemplo no livro do Êxodo o povo resulta realmente insuportável: primeiro chora porque é escravo no Egito, e Deus o liberta; depois, no deserto, se lamenta porque não tem o que comer (cfr 16, 3) e Deus manda codornizes e maná (cfr 16, 13-16), mas apesar disso as lamentações não param. Moisés se fazia de mediador entre Deus e o povo e também ele algumas vezes foi um pouco visto como um incômodo para o Senhor. Mas Deus teve paciência e assim ensinou a Moisés e ao povo também esta dimensão essencial da fé. 

Cristo Rei, dia dos leigos e leigas


Na festa de Cristo Rei, último domingo do ano Litúrgico, comemoramos o dia dos cristãos leigos e leigas. Saudamos a todos os cristãos leigos e leigas que procuram ser sal na terra, luz no mundo e fermento na massa. Nesse ano, quando foi apresentado um documento sobre os cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade, temos certeza que o mundo será melhor e mais brilhante quando os cristãos viverem os sentimentos de Nosso Senhor Jesus Cristo. A sociedade será fermentada pela esperança, amor e justiça. A Igreja tomada por uma espiritualidade libertadora e encarnada, é a sementeira do Amor de Deus, sinais do seu Reino. É a festa de Cristo Rei, onde os cristãos procuram testemunhar o seu jeito bonito de seguir Jesus Cristo Rei e Senhor.

O Papa Francisco, na missa matutina do dia 10.11.2016, na casa Santa Marta, disse: “O Reino de Deus não é uma religião do espetáculo, que sempre procura coisas novas, revelações, mensagens… Deus falou em Jesus Cristo: esta é a última Palavra de Deus. As outras são como fogos de artifício que te iluminam por um instante e depois, o que fica? Nada. Não há crescimento, não há luz, não há nada: um instante. Muitas vezes, somos tentados por esta religião do espetáculo, tentados em procurar coisas estranhas à revelação, à mansidão e o Reino de Deus que está no meio de nós, cresce. E isto não é espetáculo: é a vontade de possuir algo em mãos. A nossa salvação se dá na esperança, a esperança que tem o homem que semeia o grão ou a mulher que prepara o pão, misturando fermento e farinha: a esperança que ela cresça. Ao contrário, esta luminosidade artificial se concentra em um momento e depois acaba, como os fogos de artifício. Não são suficientes para iluminar uma casa; é um espetáculo” … Precisamos cuidar com paciência. A paciência no nosso trabalho, nos nossos sofrimentos… Cuidar como cuida o homem que plantou a semente, protege a planta e se preocupa para que não tenha uma erva daninha perto dela, para que a planta cresça. Cuidar da esperança. E aqui está a pergunta que eu faço a vocês hoje: se o Reino de Deus está no meio de nós, se todos nós temos esta semente dentro, temos o Espírito Santo ali, como eu cuido dele? Como discirno, como posso discernir a planta boa do grão da intriga? O Reino de Deus cresce e nós o que devemos fazer? Cuidar. Crescer na esperança, cuidar da esperança. Porque na esperança fomos salvos. E este é o elo: a esperança é o elo da história da salvação. A esperança de encontrar o Senhor definitivamente … O Reino de Deus está no meio de nós, mas nós devemos com o repouso, com o trabalho, com o discernimento proteger a esperança deste Reino de Deus que cresce, até o momento em que virá o Senhor e tudo será transformado… E como diz Paulo aos cristãos de Tessalônica, naquele momento permanecemos todos com Ele”. 

Família: primeira porta de Misericórdia


O tema da misericórdia tem sido recorrente desde o começo do pontificado do Papa Francisco, atingindo o seu cume com a proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia. Segundo o Papa, reconhecer a própria miséria e acolher a misericórdia de Deus que se aproxima de nós em meio às nossas infidelidades é condição necessária para que possamos também nós ter um olhar misericordioso em favor dos outros.

Aí é que entra a família, como “primeira escola de misericórdia”. “A família é a primeira escola das crianças (onde a compreendem quando possibilitamos que elas experimentem desta misericórdia), é o ponto de referência imprescindível para os jovens, é o melhor lar para os idosos. Acrescento que a família é também a primeira escola de misericórdia, porque ali se é amado e se aprende a amar, se é perdoado e aprende-se a perdoar.”

É no amor dos pais que podemos encontrar a referência mais clara do amor que Deus tem por nós: um amor que salva sem condenar, exorta sem julgar, liberta sem usar, acolhe sem pôr barreiras, bastando que exista uma fresta aberta para receber esse amor. Não é à toa que Deus mesmo se identifica como pai e como mãe em várias passagens da Bíblia. 

Misericordiosos como o Pai


Estimados Diocesanos! Estamos concluindo o Ano Santo do Jubileu Extraordinário da Misericórdia. É com espírito de gratidão que iremos fazê-lo, porque tivemos, durante este ano jubilar, a oportunidade de redescobrirmos a importância da misericórdia do Pai em nossa vida de fé.  Foi para resgatar a humanidade ferida e oprimida sob o jugo do pecado, que Deus enviou ao mundo seu Filho Jesus.  Este gesto revela o amor e a ternura de Deus pelos homens e mulheres, e Jesus de Nazaré, com a Palavra e os seus gestos, revela o rosto da misericórdia do Pai.

Na Bula de Proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, o Papa Francisco nos lembrava que “precisamos sempre contemplar o mistério da misericórdia, fonte de alegria, serenidade e paz. É condição de nossa salvação... Misericórdia: é o ato último e supremo pelo qual Deus vem ao nosso encontro, é a lei fundamental que mora no coração de cada pessoa, quando vê com olhos sinceros o irmão que encontra no caminho da vida. É o caminho que une Deus e o homem, porque nos abre o coração à esperança de sermos amados para sempre, apesar da limitação do nosso pecado” (MV). 

Advogados apelam contra decisão que arquiva denúncia por exposição blasfema em Pamplona


A Associação Espanhola de Advogados Cristãos (AEAC) anunciou que recorrerá da resolução do magistrado Fermín Otamendi Zozaya, do Tribunal de Instrução número 2 de Pamplona, pela qual suspende e ordena o arquivamento da causa contra Abel Azcona por um suposto delito contra os sentimentos religiosos e de ódio.

Abel Azcona roubou mais de 240 hóstias consagradas de Missas celebradas nas cidades de Madri e Pamplona. Depois, fez fotos suas nu com as hóstias e escreveu com elas a palavra ‘pederastia’, como “obra de arte”, parte de uma exposição em uma sala pública em novembro de 2015 na cidade de Pamplona (Espanha).

Ao finalizar tal exposição, o autor vendeu as hóstias consagradas por mais de 240 mil euros.

A Associação de Advogados Cristãos declarou estar “surpresa” por esta resolução e anunciou que apresentará um “recurso de reforma subsidiário de apelação” e que estão dispostos a chegar “até as instâncias que seja preciso chegar, ante o que vem a ser uma campanha de graves ofensas contra a fé cristã e a liberdade religiosa”.

No auto, o juiz de Instrução Número 2 de Pamplona (Espanha), Fermín Otamendi, define as hóstias consagradas e roubados como “objetos brancos e redondos de pequenas dimensões” e alega que não houve profanação de espécies sagradas porque, segundo o dicionário da Real Academia Espanhola, isto se define como “tratar algo sagrado sem o devido respeito, ou aplica-lo para usos profanos”.

Em sua opinião, não se pode afirmar que “a conduta do acusado implicara tratar algo sagrado (as espécies consagradas o são, sem dúvidas, paras os católicos), sem o devido respeito, uma vez que não cabe confundir faltar com respeito com não realizar o que a religião católica exige a seus fiéis que façam com as espécies consagradas no ato da comunhão”.

O magistrado também assegura no auto que Azcona usou as espécies “de forma discreta, sem que sua conduta possa se qualificar como desrespeitosa, ofensiva ou irreverente”.

“Na opinião deste instrutor, a obra exposta no Monumento aos Caídos de Pamplona não constitui um escárnio dos dogmas, crenças, ritos ou cerimônias da Igreja Católica, tampouco uma vexação de quem professa ou pratica tais crenças”, acrescenta. 

O coração do justo exultará no Senhor


Alegre-se o justo no Senhor e n’Ele espere, congratulem-se os homens de coração recto. Isto é o que cantamos com a boca e o coração. São palavras que a consciência e a língua cristãs dirigem a Deus: Alegre-se o justo, não no mundo, mas no Senhor. A luz resplandece para os justos – diz outro salmo – e a alegria para os corações rectos. Talvez perguntes donde vem esta alegria. Num salmo ouves: Alegre-se o justo no Senhor. E noutro: Põe no Senhor as tuas delícias e Ele satisfará os anseios do teu coração.

Que é que se nos declara? Que se recomenda? Que se manda? Que se dá? Que nos alegremos no Senhor. E quem se alegra naquilo que não vê? Ou será que vemos o Senhor? Isso é ainda uma promessa. Agora caminhamos à luz da fé; enquanto habitamos neste corpo, vivemos como exilados, longe do Senhor. Caminhamos à luz da fé e não da visão clara. Quando chegaremos à visão clara? Quando se cumprir o que diz São João: Caríssimos, agora somos filhos de Deus e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Mas sabemos que, na altura em que se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porque O veremos como Ele é.

Então será a alegria plena e perfeita, a felicidade completa, quando já não tivermos por alimento o leite da esperança, mas o alimento sólido da realidade. Todavia, também agora, antes de chegarmos a essa ventura, antes de essa ventura chegar até nós, alegremo-nos no Senhor. Porque não é pequena a alegria da esperança que nos garante a futura realidade.

Agora amamos em esperança. Por isso diz a Escritura: Alegre-se o justo no Senhor. Mas porque o justo ainda não vê, acrescenta em seguida o texto sagrado: E n’Ele espere.

De fato, temos já as primícias do Espírito, que nos aproximam d’Aquele que amamos e nos permitem saborear de antemão, embora tenuemente, o que mais tarde havemos de comer e beber com satisfação plena.

E como é possível alegrar-nos no Senhor, se Ele está longe de nós? Mas não deve estar longe! És tu que O fazes estar lonXXXge. Ama-O, e Ele aproximar-se-á de ti; ama-O e Ele habitará em ti. O Senhor está próximo; não vos inquieteis com coisa alguma. Queres ver como está contigo, se O amares? Deus é caridade.

Dir-me-ás: «Sabes o que é a caridade?». A caridade é aquilo com que amamos. E que amamos? O bem inefável, o Bem benéfico, o Bem criador de todos os bens. Põe n’Ele as tuas delícias, pois d’Ele recebeste tudo o que te deleita. Não me refiro ao pecado, porque o pecado é a única coisa que não recebeste d’Ele. Excetuando o pecado, foi d’Ele que recebeste tudo o que tens.


Dos Sermões de Santo Agostinho, bispo
(Sermo 21, 1-4; CCL 41, 276-278) (Sec. V)