sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Ícone Ortodoxo Contra o Aborto


Comecemos por sua parte esquerda, cujas cores de fundo são mais claras (em contraste bastante evidente com a parte direita, com cores escuras representando as trevas, o mal e a morte).

Jesus Cristo, vencedor da morte, surge protegendo e abençoando, abaixo dele, uma família cristã (é de se notar os trajes modernos que vestem). Família, aliás, numerosa (pai, mãe e seis filhos).

O pai carrega um dos filhos (como São José, que carrega o Menino Deus, tradicional imagem da iconografia cristã) e traz o alimento da família na mão esquerda. A mãe embala o filho ainda bebê e alimenta uma outra criança. São figuras tradicionais do pai e da mãe cristãos, essencial para o desenvolvimento dos filhos.

Mãe de Deus «Galaktotrophousa» (amamentando)
 
«Jesus Cristo protegendo e abençoando uma família cristã»

Pesonificação da «Crueldade», «Futilidade», «Indiferença» e «Luxúria» (de baixo para cima)

Acima da família cristã, surge a Sagrada Família de Nazaré. Maria carrega, em seu colo, o Senhor Deus, nascido de seu puríssimo ventre. São José, por sua vez, carrega uma criança envolta em panos brancos, símbolo, na iconografia tradicional, da alma das crianças inocentes assassinadas.

Abaixo da família cristã, numa imagem bastante contundente, temos a «Arrependida», isto é, a mãe que, tendo cometido o monstruoso crime do aborto, chora, agora, o filho que ela própria matou. Veste-se de vermelho, o que representa o sangue inocente por ela derramado.

Na parte esquerda inferior, há a figura da mãe solteira. De um lado, ela pecou e consentiu em relações pré-nupciais (talvez, seja por isto que parte de sua vestimenta é vermelha, cor da luxúria), mas, por outro lado, manteve-se firme frente à tentação de abortar e, agora, carrega (não sem o auxílio de Deus) a Cruz de ser mãe sem a ajuda e o suporte de um esposo. Cruz esta que, se bem vivida, será sua porta de entrada para o céu depois que findar sua peregrinação terrestre.

Passemos, agora, às trevas!

Primeira pregação de Advento 2016: "Creio no Espírito Santo".


ESPÍRITO SANTO, FONTE DE ESPERANÇA

1. A novidade do pós-concílio

Com a celebração do 50º aniversário da conclusão do Concílio Vaticano II, terminou a primeira fase do "pós-concílio" e abriu-se uma outra. Se a primeira fase foi caracterizada por problemas relacionados à "recepção" do Concílio, esta nova será caracterizada, creio eu, pelo completar e integrar o Concílio; em outras palavras, pela releitura do Concílio à luz dos frutos produzidos por este, destacando também o que nele está ausente, ou presente apenas de forma embrionária.

A maior novidade do pós-concílio, na teologia e na vida da Igreja, tem um nome específico: o Espírito Santo. O Concílio não havia ignorado a sua ação na Igreja, mas havia falado quase sempre "en passant", mencionando-o muitas vezes, mas sem destacar o seu papel central, nem sequer na constituição sobre a Liturgia. Em uma conversa, no tempo em que estávamos juntos na Comissão Teológica Internacional, recordo que o Pe. Yves Congar usou uma imagem forte a este respeito; falou de um Espírito Santo, espalhado aqui e ali nos textos, como se faz com o açúcar nos doces, mas que não se torna parte da composição da massa.

Mas o degelo havia começado. Podemos dizer que a intuição de São João XXIII do Concílio como sendo “um novo Pentecostes para a Igreja” encontrou a sua implementação somente mais tarde, terminado o concílio, como tem acontecido muitas vezes nas histórias dos concílios.

No próximo ano nós comemoramos o 50º aniversário do início, na Igreja Católica, da Renovação Carismática. É um dos muitos sinais – o mais evidente pela vastidão do fenômeno – do despertar do Espírito e dos carismas na Igreja. O Concílio havia preparado o caminho para a sua recepção, falando, na Lumen Gentium, da dimensão carismática da Igreja, juntamente com aquela institucional e hierárquica, e insistindo na importância dos carismas[1]. Na homilia da Missa Crismal da Quinta-feira Santa de 2012, Bento XVI disse:

"Quem olha para a história da época pós-conciliar pode reconhecer a dinâmica da verdadeira renovação, que muitas vezes assumiu formas inesperadas em movimentos cheios de vida e que torna quase palpáveis a vivacidade inesgotável da Santa Igreja, a presença e a ação eficaz do Espírito Santo".

Ao mesmo tempo, a experiência renovada do Espírito Santo tem estimulado a reflexão teológica[2]. Depois do concílio se multiplicaram os tratados sobre o Espírito Santo: dentre os católicos, está o do próprio Congar[3], de K. Rahner[4], de H. Mühlen[5] e de von Balthasar[6], dentre os luteranos o de J. Moltmann[7] e M. Welker[8], e de muitos outros. Da parte do Magistério houve a encíclica de São João Paulo II "Dominum et vivificantem". Por ocasião do XVI centenário do concílio de Constantinopla, do 381, o próprio Sumo Pontífice, em 1982, promoveu um congresso internacional de Pneumatologia no Vaticano, cujas atas foram publicadas pela Livraria Editora Vaticana, em dois grandes volumes intitulados "Credo in Spiritum Sanctum[9]”.

Nos últimos anos estamos observando passos decididos nessa direção. No fim de sua carreira, Karl Barth fez uma declaração provocativa que foi, em parte, também uma autocrítica. Disse que no futuro iria desenvolver uma teologia diferente, a “teologia do terceiro artigo”. Por “terceiro artigo” entendia, naturalmente, o artigo do credo sobre o Espírito Santo. A sugestão não caiu no vazio. Desde que foi lançada a proposta surgiu a atual corrente denominada, precisamente, "Teologia do terceiro artigo".

Não acredito que tal corrente queira tomar o lugar da teologia tradicional (seria um erro se pretendesse), mas sim estar do lado e reaviva-la. Ela se propõe a fazer do Espírito Santo não somente o objeto do tratado que lhe diz respeito, a Pneumatologia, mas por assim dizer a atmosfera na qual se desenvolve toda a vida da Igreja e toda pesquisa teológica, "a luz dos dogmas", como um antigo Padre da Igreja definia o Espírito Santo.

O tratado mais completo desta recente corrente teológica é o volume de ensaios surgido em Inglês no último mês de setembro, com o título "Teologia do terceiro artigo. Para uma dogmática pneumatológica[10]”.  Nesse, partindo da doutrina trinitária da grande tradição, teólogos de várias Igrejas cristãs oferecem a sua contribuição, como premissa de uma teologia sistemática mais aberta ao Espírito e mais adequada às exigências atuais. Inclusive foi-me pedido, como católico, uma contribuição com um ensaio sobre “Cristologia e pneumatologia nos primeiros séculos da Igreja”. 

Com a Virgem Maria, estamos em batalha contra o aborto nestes dias


O próximo dia 7 de dezembro terá uma marca importante para o ordenamento jurídico do nosso país e, mais precisamente, para nossas vidas e nossa sociedade. Está marcado para este dia o julgamento de uma Ação direta de Inconstitucionalidade (ADIN 5581) pela qual o STF, corte máxima da justiça brasileira, irá descriminalizar ou não a prática de abortamento em caso de microcefalia.

Ação semelhante a esta já ocorreu há alguns anos, quando este mesmo Poder descriminalizou a prática de abortamento nos casos de anencefalia (ADPF 54). Porém, a questão atual é, em certo sentido, ainda mais grave. Nos casos de anencefalia, alegava-se que a vida da criança seria inviável após o parto (o que não é totalmente verdade!). Assim, em uma notória contradição, os Ministros aceitaram que a criança está viva, mas, por não ter expectativa de continuar com sua vida, pode ser abortada.

O caso atual – de microcefalia – é mais grave por diversos fatores, principalmente por que: a) não há inviabilidade de vida para estas crianças, que tem a mesma expectativa de vida que todas as demais. Neste caso, o argumento mudou: pede-se o aborto por que, segundo alegam, seria um peso psicológico para a mãe. Além disto, b) o abortamento requisitado não tem limite de tempo de gestação, o que significa que, crianças ainda sem confirmação de estarem com microcefalia (o que só ocorre após o terceiro mês de gestação), mas somente pelo fato da mãe ter contraído zika, poderão ser abortadas.

Voltando ao primeiro ponto, ou seja, do abortamento por questão de peso psicológico para a mãe, vemos aqui a gravidade desta ação. Caso isto seja legalizado pelo STF abre-se um precedente jurídico na mais alta corte – que é justamente, é o que inferimos, que impetradores da ação desejam. Se isso acontecer, no futuro, quaisquer casos tidos como capazes de impor um peso psicológico para a mulher poderão ser motivo para o abortamento da criança. Com isso, estamos assistindo em nosso país à legalização do crime do aborto, tipificado em nosso Código Penal (art 124), justamente porque nossa Constituição (art 5º) defende expressamente a vida. Tudo feito por uma manobra, onde não são os Legisladores (Deputados e Senadores) a fazer leis, mas o STF, pelo seu ativismo jurídico (saiba mais sobre o ativismo jurídico do STF aqui).

Cardeal Sarah manifesta preocupação com a confusão que reina no catolicismo


Em uma entrevista concedida ao semanário francês Homme Nouveau, o Cardeal Robert Sarah exterioriza sua preocupação com a grande confusão que reina no mundo católico, inclusive entre os bispos, sobre a doutrina da Igreja.

O Cardeal se sente chamado a intervir como Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, porque a desorientação atual envolve três sacramentos: o Matrimônio, a Penitência e a Eucaristia. Segundo o Cardeal, a confusão em que vivemos extrai sua seiva da falta de formação que, infelizmente, afeta seus próprios irmãos no episcopado.

Sarah fez questão de salientar que cada bispo, é mesmo in primis, está vinculado à doutrina do matrimônio monogâmico indissolúvel, que Cristo restaurou à sua forma original e que é o bem do homem, da mulher e dos filhos. 

Na calada da noite: “representantes do povo” votam em peso contra medidas anticorrupção


Em plena calada da noite, aproveitando-se da profunda comoção vivida no Brasil diante do trágico acidente que vitimou a delegação da Chapecoense na Colômbia, os 28 deputados federais brasileiros que estão sendo investigados no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposto envolvimento nos casos de corrupção investigados pela Operação Lava-Jato votaram em peso, no plenário da Câmara, CONTRA medidas de combate à corrupção.

Em 12 votações separadas de trechos do texto, esse grupo de assim chamados “representantes do povo” ajudou a derrotar as propostas contidas no relatório de Onyx Lorenzoni (DEM-RS).

A oposição às propostas de Lorenzoni levou a melhor nas votações de pontos cruciais da proposta:

– 21 deputados foram favoráveis à criminalização de juízes e promotores por abuso de autoridade; 
– 21 ajudaram a excluir do texto a criminalização do enriquecimento ilícito; 
– 22 se manifestaram contra o confisco de bens provenientes da corrupção; 
– 21 se opuseram ao fortalecimento do Ministério Público nos acordos de leniência.

O relator Lorenzoni foi um ferrenho opositor desses parlamentares ao apoiar desde o início as 10 medidas contra a corrupção, propostas pelos procuradores da Lava-Jato. Os deputados envolvidos nas acusações consideram que Lorenzoni lhes “deu as costas” no debate sobre o assunto. Eles se posicionam como vítimas e alegam pressões da mídia desde março do ano passado, quando o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu inquérito para investigá-los. Na visão dos deputados acusados, Lorenzoni “jogou para a torcida, ignorou o diálogo na Câmara e recebeu o devido troco ontem“. Esta declaração foi feita por um dos 28 deputados, que, como seria previsível, pediu anonimato.

De fato, poucos dentre os investigados se manifestaram publicamente nesta oportunista madrugada de votações.

O deputado Arthur Lira (PP-AL), um dos investigados, fez o discurso mais duro contra o relator: em fato inusitado no plenário, apresentou a gravação de uma entrevista na qual Lorenzoni se declarava favorável à investigação de juízes e promotores. Ele mudou de posição, no entanto, e excluiu esse item do seu parecer. Para Lira, “foi um engodo o que esse relator fez com esta Casa“.

Aguinaldo Ribeiro (PB), líder do PP e também investigado, orientou a votação contrária ao relatório. Seu partido é o que tem o maior número de deputados investigados na Lava-Jato: quinze.

Dos 28 deputados investigados na operação que tem varrido o cenário político brasileiro, 17 votaram contra as principais medidas:
– a criminalização do enriquecimento ilícito; 
– o confisco de bens provenientes da corrupção; 
– fortalecimento dos procuradores nos acordos de leniência.

As medidas contra a corrupção foram violentadas de tal modo que a única mudança substancial aprovada foi a que torna crime a prática do chamado “caixa dois”.

Os deputados aprovaram, por outro lado, a responsabilização de juízes e membros do Ministério Público pelo abuso de autoridade nas investigações.

A propósito da aprovação deste dispositivo por parte da Câmara, o juiz Sergio Moro disse ter “severas críticas” e afirmou que ela pode passar à sociedade uma mensagem errada, justo no momento em que diversos casos gravíssimos de corrupção estão sendo investigados e punidos no Brasil. “Emendas da meia-noite, que não permitem uma avaliação por parte da sociedade, que não permitem um debate mais aprofundado por parte do Parlamento, não são apropriadas tratando-se de temas tão sensíveis”, afirmou o juiz. Moro também afirmou que o atual momento não é adequado para se aprovar uma nova lei de abuso de autoridade.

O desejo de contemplar a Deus


Deixa um momento as tuas ocupações habituais, ó homem, entra um instante em ti mesmo, longe do tumulto dos teus pensamentos. Põe de parte os cuidados que te apoquentam e liberta-te agora das inquietações que te absorvem. Entrega- te uns momentos a Deus; descansa por algum tempo em sua presença.

Entra no íntimo da tua alma; remove tudo, exceto Deus e o que te possa ajudar a procurá-l’O. Encerra as portas da tua habitação e procura-O no silêncio. Diz a Deus, de todo o coração: Procuro o vosso rosto; o vosso rosto, Senhor, eu procuro.

E agora, Senhor meu Deus, ensinai ao meu coração aonde e como hei-de buscar-Vos, aonde e como poderei encontrar-Vos.

Senhor, se não estais aqui, se estais ausente, onde Vos procurarei? Mas se estais em toda a parte, porque não Vos encontro aqui presente? É certo que habitais numa luz inacessível. Mas onde está essa luz inacessível? Como terei acesso a ela, se é inacessível? Quem me conduzirá e introduzirá nessa luz, para que nela Vos possa contemplar? Com que sinais, com que aspecto Vos devo procurar? Nunca Vos vi, Senhor meu Deus; não conheço o vosso rosto.

Que fará, altíssimo Senhor, que fará este desterrado, tão longe de Vós? Que fará este vosso servo, sedento do vosso amor, mas tão longe da vossa presença? Anela contemplar-Vos, mas o vosso rosto está tão longe dele. Deseja aproximar-se de Vós, mas a vossa morada é inacessível. Deseja encontrar-Vos e ignora onde habitais. Suspira por encontrar-Vos, mas desconhece o vosso rosto.

Senhor, sois o meu Deus, sois o meu Senhor e nunca Vos vi. Vós me criastes e redimistes, concedestes-me todos os bens que possuo e ainda não Vos conheço. Fui criado para Vos ver e não atingi ainda o fim para que fui criado.

Então, Senhor, até quando? Até quando, Senhor, Vos esquecereis de nós? Até quando escondereis de nós o vosso rosto? Quando voltareis para nós o vosso olhar e nos escutareis? Quando iluminareis os nossos olhos e nos mostrareis o vosso rosto? Quando Vos comunicareis a nós?

Olhai, Senhor, para nós; ouvi-nos, iluminai-nos, manifestai-Vos a nós. Vinde morar conosco e seremos felizes; sem isso, passaremos muito mal. Tende compaixão dos nossos trabalhos e esforços para Vos alcançar, porque sem Vós nada podemos.

Ensinai-me a procurar-Vos e mostrai-me o vosso rosto; porque não posso procurar-Vos, se não mo ensinais. Não posso encontrar-Vos, se não Vos mostrais. Desejando Vos procurarei, e procurando Vos desejarei; amando Vos encontrarei, e encontrando Vos amarei.


Do «Proslógion» de Santo Anselmo, bispo

(Cap. 1: Opera omnia, Ed. Schmitt, Seccovii, 1938, 1, 97-100) (Sec. XI-XII)

Por que nós, católicos, somos tão ruins de companheirismo?


Recentemente, fui convidada a falar durante um encontro de mulheres católicas. Fazia certo tempo que eu não calçava mais os meus “sapatos de dar palestra” – e eu estava realmente animada. Até que… me disseram qual seria o tema. “Companheirismo”.

Companheirismo? Estremeci. Não podia ser o sofrimento? A oração? A discórdia familiar? Como manter a fé durante a crise? Não. Companheirismo.

Pensei imediatamente nos ex-católicos que se declaram hoje felizes na sua nova comunidade protestante, onde estão engajados e são bem recebidos, ao contrário da paróquia que antes frequentavam e na qual se sentiam indesejados, entre pessoas frias, indiferentes, sem viver uma verdadeira experiência de companheirismo.

Pensei na formalidade tantas vezes desconfortável daqueles apertos de mão na hora da saudação fraterna durante a Missa. Pensei na pressa com que grande parte dos fiéis sai da igreja, quase sem olhar para mais ninguém.

Por que nós, católicos, somos tão ruins de companheirismo?

O companheirismo é simplesmente uma relação amigável, um convívio amistoso de pessoas com pontos de vista e ideais em comum. Como é que isso é tão difícil?

É interessante, aliás, que o próprio conceito de “companheirismo” desperte o desdém de alguns católicos: “Nós não precisamos de companheirismo. Vamos à missa para receber a Eucaristia, não para saudar os outros”, dizem alguns. Outros corroboram: “Os protestantes precisam de pessoas; nós não: nós temos Jesus”. 

Santa Bibiana (Vibiana)


Era ano de 361. O imperador Juliano, que havia renegado a religião começa uma perseguição implacável aos cristãos. Começou substituindo todos os cristãos que ocupavam empregos civis por pagãos, e quando a situação agravou-se, passou a torturar e matar os fiéis. 

A família de Bibiana foi toda executada. Seu pai recebeu uma marca de escravo na testa e sua mãe foi decapitada. Suas irmãs, levadas a prisão foram violentadas. 

Por último foi o martírio de Bibiana. Foi levada a um bordel de luxo para abandonar a religião ou ser prostituída. Mas os homens não conseguiam se aproveitar de sua beleza, pois a um simples toque, eram tomados por um surto de loucura. Bibiana então foi transferida para um asilo de loucos e lá ocorreu o inverso, os doentes eram curados. 

Diante destes prodígios, o imperador exigiu sua morte, e ela foi chicoteada até falecer. Seu corpo foi jogado aos cães selvagens, mas estes não tocaram no corpo. Finalmente alguns cristãos buscaram o corpo e deram digna sepultura. 

Santa Bibiana passou a ser invocada contra os males de cabeça, as doenças mentais e a epilepsia. O seu túmulo tornou-se meta de peregrinação. A veneração era tão intensa que o Papa Simplício, mandou construir sob sua sepultura uma pequena igreja dedicada à ela, no ano 407. Além de ser uma das padroeiras da belíssima cidade de Sevilha, na Espanha, Santa Bibiana é também protege a diocese de Los Angeles, nos Estados Unidos.



Senhor, eu vos peço, pelos méritos de Santa Bibiana, aumentai a minha fé. Dai-me total confiança e abandono na Vossa Divina Providência, para que, na Esperança, eu siga praticando a verdadeira Caridade. Amém.