sábado, 10 de dezembro de 2016

Catedrais góticas: façanha técnica maior que a das pirâmides do Egito

Nave central da catedral de Reims, França

A técnica é definida pela Escolástica, da mesma forma que as artes, como “recta ratio factibilium”. Quer dizer, a reta ordenação do trabalho, ou também, a ciência de trabalhar bem. 

Hoje, o mal uso da técnica, a empurra para produzir para além do que é bom, e espalhar instrumentos que afligem a vida dos homens.

Nos tempos em que o espírito do Evangelho penetrava todas as instituições, a técnica produziu frutos que vão além do tudo o que a Humanidade conheceu previamente.

E, dizem especialistas, criaram prédios portentosos que parecem um quebra-cabeça para a mais sofisticada tecnologia moderna. 

Um desses frutos inigualados foram as catedrais medievais.

A catedral de Colônia resistiu aos bombardeios que arrasaram a cidade na II Guerra Mundial.

Até hoje especialistas tentam decifrar como fizeram os arquitetos da Idade Média para, com tão pobres instrumentos, criar obras colossais que “humilham” as técnicas modernas mais avançadas.

Os técnicos das mais variadas especialidades da construção e também da física, da química e das matemáticas se debruçam para tentar descobrir como os medievais erigiram esses prodígios arquitetônicos.

Mergulham eles nos “mistérios das catedrais”.

Santa Joana de Chantal


Joana nasceu em uma família cristã com boas condições sociais. Ainda jovem enamorou-se do Barão de Chantal, de quem se fez esposa. Foi excelente mãe e zelava pela educação cristã dos filhos, do marido e dos empregados. 

Certo dia seu esposo foi caçar e morreu ferido, deixando-a ainda com 18 anos de idade e quatro filhos pequenos. Com muita oração, os filhos e ela foram aos poucos superando a ausência do pai. 

Quatro anos depois conheceu Francisco de Sales, bispo de Genebra, que se tornou seu diretor espiritual. Graças a ele, Joana e mais duas senhoras fundaram a Congregação da Visitação de Santa Maria. Transcorridos mais três anos, os filhos já criados, encaminhados na vida, entrou para o Convento que havia criado, abraçou os trabalhos da congregação e fundou muitos outros conventos na França. 

Morreu com fama de santidade em 1641. 



Concedei-nos, ó Deus, a sabedoria e o amor que inspirastes à vossa filha Santa Joana Francisca de Chantal, para que, seguindo seu exemplo de fidelidade, nos dediquemos ao vosso serviço, e vos agrademos pela fé e pelas obras. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

O que esperar de um país que promove as mortes de inocentes?


Não é de hoje que a infamante tentativa de legalização do aborto espreita de maneira detestável a ordem pública.  E se a sua horrenda prática é repugnante quando defendida por uma militância que não sabe como anda e respira ao mesmo tempo, o que dirá quando a tentativa de legitimá-la parte de autoridades que, por dever de ofício, deveriam garantir a estabilidade e segurança social, com três agravantes:  o fazem ao arrepio da lei, de forma sorrateira e num dia em que a nação inteira foi abatida pela notícia de um trágico acidente aéreo?

Afinal, o que esperar de um país que promove a morte de inocentes?  A resposta não é tão simples e por mais louvável que seja observar e concluir que a sociedade hoje, em muitos aspectos, se assemelha a determinados contextos da história do povo de Israel, é urgente compreender como a legalização do aborto ameaça, gravemente, o futuro de todos nós e, por isso, é tão necessário combatê-la. 

O discurso definitivamente não é religioso, mas antes de tudo político e jurídico. 

Aborto

Não é recente a realização de seminários que tratam de estratégias para a descriminalização do aborto no Brasil, importando destacar que as organizações não governamentais, que defendem a sua legitimação, são financiadas por indústrias interessadas que, cada vez mais, mulheres adiram à prática.

Por essa razão é comum que tais ONGs não empenhem esforços na defesa e promoção de políticas públicas que beneficiem, efetivamente, o sexo feminino, sua dignidade e singularidade sob o ponto de vista humano e social, limitando-se a colocar as mulheres sempre em dicotomia com o sexo masculino, como se por imposição social restasse a elas apenas duas opções: se rebelarem contra o “sistema”, negando a sua natureza feminina, que é geradora de vida em todos os sentidos ou submeterem-se às mais diversas sortes de violência.

A verdade nua e crua é que os argumentos pró-aborto, geralmente pautados em pesquisas falaciosas, desenvolvidas sem qualquer critério científico, e comprovadamente com muitos erros técnicos (e éticos), por entidades partidárias de um determinado segmento comercial, ignoram o perfil procriador do sexo feminino, mutilando, assim, a sua integridade, já que faz parte do negócio incentivar as mulheres a repudiar aquele ser que ela concebeu, na plenitude de si, espoliando por via indireta os direitos, de um e de outro, que devem ser acolhidos e protegidos pela sociedade.

Arcebispo do Rio de Janeiro repudia invasão de igreja durante manifestação


Após policiais invadirem a Igreja São José, no Centro do Rio de Janeiro, durante uma manifestação, a Arquidiocese emitiu uma nota afirmando que “o Senhor Cardeal Arcebispo Orani João Tempesta manifestou seu repúdio pelos lamentáveis fatos ocorridos”.

Na terça-feira, 6 de dezembro, houve uma manifestação em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) por conta da votação do pacote de ajuste fiscal do governo do estado. Foram desencadeados confrontos violentos entre os manifestantes e os policiais.

Conforme nota da Irmandade do Glorioso Patriarca São José, que cuida da Igreja, diante do tumulto, “por precaução e vigilância ao nosso patrimônio sacro-cultural”, “tomamos cuidado de fechar portas e janelas de nosso venerando templo mesmo a contra-gosto”, como costumam fazer quando há manifestações naquela região.

Entretanto, a “tropa da PM (polícia militar) invadiu a igreja pela porta dos fundos, de aceso dos empregados e, subindo às sacadas, no 2º andar, de lá de cima jogavam bombas de gás lacrimogênio e de efeito moral e gás de pimenta”, relataram.

A Irmandade assinalou ainda que, em resposta, “os manifestantes se revoltaram e começaram a apedrejar o nosso santuário de 410 anos”.

Espanha: Milhares pedem ao tribunal máximo que reabra ação por exposição blasfema contra Eucaristia



A Associação ‘Enraizados’ apresentou mais de 12 mil assinaturas ante o Conselho Geral do Poder Judicial, na Espanha, em protesto pela decisão do juiz Fermín Otamendi, por ter fechado o julgamento contra Abel Azcona, que roubou mais de 240 hóstias consagradas e as apresentou em uma “exposição” blasfema em novembro de 2015.

O juiz considerou que ato de Azcona não era constitutivo de delito contra os sentimentos religiosos e, assim, o deixou livre, sem cargos nem sanções pela acusação de delitos contra os sentimentos religiosos e incitação ao ódio.

 
No último dia 7 de dezembro, o presidente e a vice-presidente de ‘Enraizados’, José Castro Velarde e Maria Isabel Moreno, apresentaram uma queixa ante o Conselho Geral do Poder Judicial, apoiada por 12.402 pessoas, em protesto pela ordem judicial do Juiz Otamendi do Tribunal de Instrução n° 2 de Pamplona.

Esta queixa conta com o maior apoio já apresentado ante o Conselho Geral do Poder Judicial.

Eva e Maria


O Senhor abraçou a condição humana e manifestou-Se no mundo que era seu; a natureza humana sustentava o Verbo de Deus, mas era o Verbo que sustentava a natureza humana. Cristo veio recapitular a desobediência cometida junto à árvore do paraíso terrestre, mediante a sua obediência na árvore da Cruz. As consequências da maldita sedução com que foi enganada Eva, a virgem destinada ao primeiro homem, foram anuladas por meio da mensagem bendita da verdade que o Anjo trouxe a Maria, também ela virgem desposada com um homem. 

E assim, enquanto Eva, seduzida pela mensagem de um anjo, desobedeceu à palavra divina e se afastou de Deus, Maria, ao contrário, guiada pela anunciação de outro anjo, obedeceu à palavra divina e mereceu trazer a Deus em seu seio. Aquela, portanto, deixou-se seduzir para não obedecer a Deus, e esta deixou-se persuadir a obedecer-Lhe. Deste modo, a Virgem Maria tornou-se advogada da virgem Eva. 

Recapitulando em Si mesmo todas as coisas, o Senhor declarou guerra contra o nosso inimigo e venceu aquele que ao princípio, por meio de Adão, havia feito de nós todos seus prisioneiros; e esmagou a sua cabeça, segundo estas palavras de Deus à serpente que se lêem no Génesis: Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela; esta esmagará a tua cabeça enquanto tu tentarás ferir o seu calcanhar. 

Com tais palavras, se proclama de antemão que Aquele que havia de nascer da Mulher Virgem, feito homem como Adão, esmagaria a cabeça da serpente. É deste descendente que fala o Apóstolo na Epístola aos Gálatas: Subsistiu a Lei até chegar o descendente para quem tinha sido feita a promessa. Exprime-se ainda com mais clareza o Apóstolo na mesma Epístola, ao dizer: Quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher. O inimigo não teria sido derrotado com justiça, se o seu vencedor não tivesse sido um homem nascido de mulher, pois que desde o princípio ele se tinha oposto ao homem, dominando-o por meio da mulher. 

É por isso que o Senhor afirma ser o Filho do homem, recapitulando em Si aquele primeiro homem de que foi plasmada a primeira mulher e, por meio dela, a humanidade; deste modo, se o género humano tinha sido precipitado na morte por causa de um homem vencido, agora ascendemos à vida por um homem vencedor.


Do Tratado de Santo Ireneu, bispo, «Contra as heresias»
(Lib. 5, l9, 1; 20, 2; 21, 1: SC 153, 248-250. 260-264) (Sec. II)

Não dê um smartphone ao seu filho


Depois de passar quatro dias em um encontro de combate à exploração sexual, na cidade de Houston, no Texas, minha mente está exausta. Assistimos a palestras sobre neurociência, tráfico humano, abuso sexual, exploração infantil e muito mais. Também assistimos a muitas, muitas palestras, sobre o veneno que tem se infiltrado em todos os lugares, alimentando o estupro, destruindo relacionamentos, debilitando os homens e obliterando a infância: a pornografia.

Ainda escreverei muito mais sobre o que aprendi, mas, por enquanto, gostaria de fazer aos pais um breve apelo, que praticamente todos os palestrantes fizeram e eu faço questão de repetir: não dê um smartphone ao seu filho.

Parece loucura imaginar que, uma década atrás, smartphones eram incomuns. Muitas pessoas sequer tinham um celular em mãos. Agora, de acordo com a premiada jornalista e escritora Nancy Jo Sales — autora de American Girls: Social Media and the Secret Lives of Teenagers —, praticamente todas as interações sociais (e sexuais) dos adolescentes foram canalizadas para os pequenos e frenéticos aparelhos que eles carregam consigo para onde quer que vão. Isso tem feito crescerem o cyberbullying, o consumo e a produção de pornografia e até mesmo o suicídio e a exploração sexual entre jovens. Adolescentes — e crianças — são puxados para dentro das redes sociais, do Facebook ao Instagram, do Snapchat a outra meia dúzia de aplicativos desconhecidos, onde as interações e os conteúdos são selecionados apenas pelas crianças que os acessam, livres de qualquer supervisão dos pais ou adultos.

Os adolescentes sabem que isso está tornando as suas vidas miseráveis. As meninas com quem conversou a jornalista Nancy Sales também lhe contaram isso. Mas elas também revelaram não ter saída. Como hoje a maior parte da vida das pessoas se passa online, optar por sair é como escolher o isolamento voluntário. As "moedas de troca" geralmente envolvem imagens de nudez, sexo explícito ou "selfies" — e, cada vez mais, também isso deixou de ser opcional.

Os pais são incapazes de controlar esse novo mundo dos adolescentes. Em muitos casos, eles sequer conseguem penetrar o seu interior. É por isso que um pai ficou tão perplexo quando sua filha se enforcou depois de um adolescente cruelmente publicar um vídeo seu tomando banho no Snapchat — aquela tinha sido, na verdade, a primeira vez em que o pai, desolado, ouviu falar de "Snapchat". Para os pais que desejam resgatar os seus filhos da "selva da Internet" ou poupá-los do sofrimento que está devastando milhões de pessoas, há algumas alternativas. Diálogo honesto e conversas francas. Fiscalização atenta do uso das redes sociais. Programas especiais e filtros de Internet em todos os aparelhos de tecnologia.

Mas, por hoje, eu gostaria de indicar apenas uma coisa: não dê um smartphone ao seu filho.

São João Diego Cuauhtlatoatzin


Juan Diego era um índio asteca nascido em 1474 na atual Cidade do México. Era pobre e dedicava-se ao difícil trabalho no campo e à fabricação de esteiras. Possuía um pedaço de terra, onde vivia feliz com a esposa. Atraído pela doutrina dos padres franciscanos, converteu-se e foi batizado. Costumava caminhar de sua vila à Cidade do México, a catorze milhas de distância, para aprender a Palavra de Cristo. 

Juan Diego ficou viúvo e então passou a dedicar-se ainda mais a religião. Um dia, voltando da igreja, no dia 09 de dezembro de 1531, o jovem índio presenciou a primeira aparição de Nossa Senhora de Guadalupe, que o chamou em sua língua nativa, dizendo: "Joãozinho meu queridinho". A Virgem pediu a Juan que procurasse o bispo e pedisse que fosse construída uma Igreja naquele local. O Bispo, incrédulo, pediu provas concretas da aparição. 

Na terça feira, 12 de dezembro, João Diego estava indo à cidade, quando a Virgem apareceu e o consolou. Em seguida pediu que ele colhesse flores. Apesar do frio inverno, ele encontrou lindas flores. Ela disse que as entregasse ao Bispo como prova da aparição. Diante do Bispo ele abriu sua túnica, as flores caíram e no tecido apareceu impressa a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe. 

Juan Diego faleceu no dia 30 de maio de 1548, aos setenta e quatro anos, de morte natural.



Ditoso Juan Diego, índio bondoso e cristão, nós te suplicamos que acompanhes a Igreja peregrina, para que seja cada dia mais evangelizadora e missionária. Encoraja os Bispos, sustenta os presbíteros, suscita novas e santas vocações, ajuda todas as pessoas que entregam a sua própria vida pela causa de Cristo e pela difusão do seu Reino.