terça-feira, 29 de novembro de 2016

O admirável intercâmbio


O Filho de Deus, Aquele que existe desde toda a eternidade, Aquele que é invisível, incompreensível, incorpóreo, o Princípio que procede do Princípio, a Luz que nasce da Luz, a fonte da vida e da imortalidade, Aquele que é a expressão fiel do arquétipo divino, o selo inamovível, a imagem perfeitíssima, a palavra e o pensamento do Pai, é o mesmo que vem em ajuda da criatura feita à sua imagem e por amor do homem Se faz homem. Assume um corpo para salvar o corpo e une-Se a uma alma racional por amor da minha alma. Para purificar aqueles a quem Se tornou semelhante, fez-Se homem em tudo, exceto no pecado. Foi concebido no seio de uma Virgem, já santificada pelo Espírito no corpo e na alma, para honrar a maternidade e ao mesmo tempo exaltar a excelência da virgindade; e assumindo a humanidade sem deixar de ser Deus, uniu em Si mesmo duas realidades entre si contrárias, a saber, a carne e o espírito. Uma delas conferiu a divindade, a outra recebeu-a.

Aquele que enriquece os outros faz-Se pobre. Aceita a pobreza da minha condição humana, para que eu possa receber as riquezas da sua divindade. Aquele que possui tudo em plenitude, aniquila-Se a Si mesmo; priva-Se por algum tempo da sua glória, para que eu possa participar da sua plenitude.

Porquê tantas riquezas de bondade? Que significa para nós este mistério? Eu recebi a imagem divina, mas não soube conservá-la; agora Ele assume a minha condição humana, para restaurar a perfeição daquela imagem e dar imortalidade a esta minha condição mortal. Deste modo estabelece conosco uma segunda aliança muito mais admirável que a primeira.

Convinha que o homem fosse santificado mediante a natureza assumida por Deus. Convinha que Ele triunfasse desse modo sobre o tirano que nos subjugava, para nos restituir a liberdade e reconduzir-nos a Si pela mediação de seu Filho; e Cristo realizou, de fato, esta obra redentora para glória de seu Pai, que era o objetivo de todas as suas ações.

O bom Pastor veio ao encontro da ovelha perdida, procurou-a pelos montes e colinas onde tu sacrificavas aos ídolos; e quando encontrou a ovelha perdida, tomou-a sobre os seus ombros - os mesmos ombros que carregaram com a cruz - e reconduziu-a à vida eterna.

Depois daquela tênue luz do Precursor, veio a Luz claríssima de Cristo; depois da voz, veio a Palavra; depois do amigo do esposo, veio o Esposo. O Senhor veio depois daquele que para Ele preparou um povo escolhido, predispondo os homens, por meio da água purificadora, para receberem o batismo do Espírito. 

Foi necessário que Deus Se fizesse homem e morresse, para que tivéssemos a vida. Morremos com Ele para sermos purificados. Ressuscitamos com Ele, porque com Ele morremos. Fomos glorificados com Ele, porque com Ele ressuscitamos.


Dos Sermões de São Gregório de Nazianzo, bispo

(Or 45, 9, 22. 26.28: PG 36, 634-635. 654. 658-659. 662) (Sec. IV)

A verdadeira religiosidade varonil


Muitos jovens se afastam da vida religiosa ao verificarem o contraste entre a aparente religiosidade exterior de alguns companheiros e sua esterilidade espiritual.

Outros trazem à prática da religião demasiado sentimento, e, por seu sentimentalismo, fazem com que a religiosidade seja mal interpretada pelas pessoas sérias.

Religiosidade é o culto de Deus conjuntamente prestado pela razão, pelo coração e pela vontade.

O coração, ou sentimento, tem, pois, também o seu papel, mas um elemento não deve demasiar-se em detrimento dos outros dois. (…)

E quando [a religiosidade] será real e varonil?

Podem alguns ter ideias de religião adulteradas quanto quiserem: não poderão negar que ela é um dos mais belos ornatos que constituem a verdadeira nobreza do homem.

Em nossos tempos, tentaram tirar da religião a sua autenticidade e substituí-la por diversas especulações científicas; em vão! Onde se atacou a religião, começou a decadência da virtude, da honestidade, do sentimento do dever, da consciência, do caráter — em suma, dos mais belos ideais da humanidade. Podemos buscar exemplos na história dos antigos gregos, dos romanos e de outros povos. Ali, a vida dos próprios sábios, que procuravam tudo o que era bom e nobre, não se isentava de falhas, porque eles não conheciam a verdadeira religiosidade. 

São Saturnino de Toulouse


Santo Saturnino é uma das devoções mais populares na França e na Espanha. Sua vida pode ser confirmada em importantes documentos sobre a vida cristã na região da Gália, datados do ano 450. Esses documentos apontam Saturnino como primeiro Bispo de Toulouse. 

Esta região era marcada pela existência de algumas comunidades cristãs que resistiam ao paganismo. As freqüentes brigas fazia com que o número de fiéis diminuíssem a cada dia. A chegada de Saturnino deu novo ânimo a vida destas comunidades católicas. 

O missionário pregava com fervor, convertendo quase todos os habitantes ao cristianismo. Seu nome foi tão conhecido que logo consagrou-se bispo da região. Embora houvesse um decreto do imperador proibindo e punindo com a morte quem participasse de missas, Saturnino continuou com o Santo Sacrifício da missa, a comunhão e a leitura do evangelho. 

Assim, ele e outros quarenta e oito cristãos acabaram descobertos reunidos e celebrando a missa num domingo. Foram presos e julgados. Como não quis ceder aos apelos dos pagãos, Saturnino foi amarrado pelos pés ao pescoço de um touro bravo e arrastado pelas ruas da cidade. 

São Saturnino, com os membros despedaçados, morreu pouco depois e seu corpo foi abandonado no meio da estrada, recolhido por duas piedosas mulheres, dando-lhe sepultura em uma fossa muito profunda.



Deus de amor, que no exemplo dos mártires santifica a Igreja e a torna testemunha fiel da paixão, morte e ressurreição de Jesus, dignai-vos proteger nossos projetos missionários e fazei de nós verdadeiros apóstolos da paz e da fraternidade. Por Cristo nosso Senhor. Amém.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Homilética: 2º Domingo do Tempo do Advento - Ano A: "Trigo ao celeiro, palha ao fogo!"


A primeira parte do Tempo Advento nos insere na dinâmica da espera da segunda vinda de Cristo, da Parusia. Jesus há de vir pela segunda vez! Ele “tem na mão a pá, limpará sua eira e recolherá o trigo ao celeiro. As palhas, porém, queimá-las-á num fogo inextinguível” (Mt 3,12). Essas palavras em lugar de infundir medo, são portadoras de esperança. Por outro lado, se na consumação do fim dos tempos todos fossem tratados por igual, não se manifestaria a justiça de Deus nem a importância que tem a liberdade humana. Não podemos dizer que o trigo é a mesma coisa que a palha, pois isso iria contra a verdade. O mesmo se diga da diferença entre uma pessoa que procura comportar-se de tal maneira a ser trigo para Deus de outra cuja vida está cheia de palha.

Mas, como foi dito, tudo isso é motivo de esperança: podemos ser trigo de Deus! Ainda que tenhamos errado muito na vida, enquanto vivermos o caminho encontra-se aberto rumo à santidade. Não sei de quem é o ditado, mas sei que é certo: “por um burro dar um coice não se lhe corta logo a perna”.  Por mais coices dados na vida sempre podemos utilizar as pernas para andar rumo a Deus. Quando? Agora!

O Advento é tempo de preparação para receber o Salvador. É tempo de conversão! Daí o convite de João Batista a todos: “Convertam-se por que o Reino do Céu está próximo!” (Mt 3,2). O tempo é agora: “Preparem o caminho do Senhor, endireitem suas estradas!” (Mt 3,3).

João Batista prega a conversão. Esta significa colocar os passos nos passos de Jesus. E isto é um aspecto que caracteriza a vida cristã inteira. Quando acontece erro, um extravio, cumpre reconhecer o erro, dispondo-se a receber o dom de Deus, que perdoa sempre, que é infinitamente misericordioso e oferece a cura espiritual no Sacramento da Confissão.

Converter-se é renascer continuamente para a vida ressuscitada com Cristo. A existência do cristão deve ser uma conversão contínua. Não é somente purificar-se do estado de pecado, mas também progredir sempre. Ensina São Paulo: “Rogamos e vos exortamos no Senhor Jesus Cristo a que progridais sempre mais” (1Ts 4,1). O cristão convertido sabe que é um peregrino, como ser que vive debaixo da tenda em condição provisória, como pessoa que jaz sob a lei fundamental de uma mudança sempre mais profunda em busca de santificação pessoal.

João foi chamado o Profeta do Altíssimo por que sua a missão foi ir à frente do Senhor para preparar os seus caminhos, ensinando a ciência da Salvação a seu povo. João não desempenhará essa missão à procura de uma realização pessoal, mas concentrando-se em preparar para o Senhor um povo perfeito. Não se dedicará a ela por gosto pessoal, mas por ter sido concebido para isso. E irá realizá-la até o fim, até dar a vida no cumprimento da sua vocação.

Para sermos bons instrumentos nas mãos de Deus é preciso abandonar-nos em suas mãos. Confiemos nesse bom agricultor, ainda que às vezes tenhamos a sensação de que nos está triturando e de que sofremos muito: essa atividade é necessária para que a nossa humanidade apareça como Deus sempre a quis, transluzente da sua graça, que é antecipação da glória de Deus em nós. Somos transformados para transformar, temos que alimentar os outros. A nossa vida deve ser um reflexo dessa referência obrigatória a Deus e aos demais.

Diz João: “Eu sou a voz que clama no deserto: Preparai os caminhos do Senhor, endireitai suas veredas” (Mt 3,3). Ele não é mais do que a voz, a voz que anuncia Jesus. Essa é a sua missão, a sua vida, a sua personalidade. Todo o seu ser está definido em função de Jesus, como teria que acontecer na nossa vida, na vida de qualquer cristão. O importante da nossa vida é Jesus.

O mundo não se abriu nem converteu ainda ao Evangelho. Por isso, soa ainda hoje, e mais atual do que nunca, a voz de João Batista que ecoa no Advento: “Arrependei-vos…” (Mt3,2).

Olhemos em direção ao Menino Deus que está para chegar! Hoje o mundo, muitas vezes, olha em outra direção, donde não virá ninguém. Muitos se acham debruçados sobre os bens materiais como se fossem o seu fim último; mas com eles jamais satisfarão seu coração. Temos que apontar-lhes o caminho. A todos.

Não é possível acolher “Aquele que vem “ se o nosso coração estiver cheio de egoísmo, de orgulho, de autossuficiência, de preocupação com os bens materiais. Não bastam aparências, apenas de que somos cristãos porque recebemos o Batismo. A conversão deve ser comprovada pela ação.


Quais os caminhos tortos que devemos endireitar? Quais os frutos de conversão que Deus está esperando de nós, neste Advento, em preparação ao Natal?

Disposição do Papa Francisco para que os padres absolvam o pecado do aborto não reduz a gravidade do ato


Muitas organizações promotoras do aborto usam a nova disposição do Papa Francisco – permitir que todos os sacerdotes absolvam este pecado – para renovar seus esforços a fim de legalizar esta prática em países de maioria católica. Têm sentido suas reclamações?

Em declarações ao Grupo ACI, o Pe. Mario Arroio Martínez Fabre, doutor em filosofia pela Pontifícia Universidade de Santa Cruz de Roma, advertiu que quem promove a legalização do aborto defendendo-se na recente disposição do Santo Padre realiza uma “tergiversação” e “uma utilização falaciosa das palavras e do conteúdo do texto”.

Em sua Carta Apostólica “Misericordia et Misera”, publicada no dia 21 de novembro, o Papa Francisco determinou: “De agora em diante concedo a todos os sacerdotes, em razão do seu ministério, a faculdade de absolver a quantos cometeram o pecado de aborto”.

O Santo Padre assinalou também: “Quero reiterar com todas as minhas forças que o aborto é um grave pecado, porque põe fim a uma vida inocente; mas, com igual força, posso e devo afirmar que não existe algum pecado que a misericórdia de Deus não possa alcançar e destruir, quando encontra um coração arrependido que pede para se reconciliar com o Pai”.

O Pe. Arroio disse que aqueles que promovem o aborto manipulando as palavras do Papa, “não se preocupam pelo tema da graça de Deus nem o tema do que é um pecado e, sobretudo, é uma tergiversação do sentido das palavras”.

Pe. Arroio disse que a gravidade do aborto, tal como o assinala o Santo Padre, é que “estou acabando com uma vida humana inocente, é algo muito sério”.

“E se para mim acabar com uma vida humana inocente não é algo muito sério, significa que não valorizo a vida humana, e prefiro o capricho do que a vida humana”. 

Atentos e preparados!


O Ano Litúrgico começa com a celebração do primeiro domingo do Advento. Celebrando a memória do mistério pascal de Jesus Cristo, no arco anual, entramos em comunhão com os eventos da história salvífica, desde a esperança da vinda do Senhor até a consumação escatológica do Reino de Deus. A temática central desenvolvida na liturgia da palavra da celebração eucarística é a expectativa da Parusia e, a consequente, atenção e preparação requerida dos discípulos para receber “aquele que vem”. Assim, vivendo neste mundo o mandamento do amor, os cristãos aguardam a vitória final e a plenitude da vida.

De acordo com os evangelhos sinóticos, Jesus, no final de seu ministério, fez um grande discurso escatológico (cf. Mt 24; Mc 13; Lc 21). O texto evangélico apresentado neste domingo é uma parte desse discurso na narrativa de Mateus: Mt 24,37-44. Ele está estruturado em dois momentos: uma analogia entre o tempo do dilúvio e o dia da vinda do Filho do Homem (cf. Mt 24,37-41) e a imagem da entrada de um ladrão na casa de um homem (cf. Mt 24,42-44). O primeiro ponto trata da necessidade de levar a sério o anúncio do retorno do Senhor e o segundo, o fato do desconhecimento do dia certo da sua chegada.

O dia da vinda do Filho do homem será como foram os dias de Noé. Nesses dias, as pessoas davam mais atenção às suas necessidades físicas (comer e beber) e emocionais (casar-se) do que a sua dimensão espiritual (anúncio da purificação da humanidade através das águas do dilúvio). Eles reduziram a vida humana apenas ao nutrir-se e ao reproduzir-se, descurando da mensagem divina de conversão. Por isso, a sentença tão dura de Jesus: “E eles nada perceberam até que veio o dilúvio e arrastou a todos” (Mt 24,39). A mesma coisa, todavia, pode voltar a acontecer por ocasião da vinda escatológica do Senhor. Nas vicissitudes da vida, acaba por ocorrer uma desvirtuação das dimensões humanas na qual a vida se limita aos bens básicos e onde, ainda, se negligencia a espiritualidade. 

“A hipocrisia dos consagrados que vivem como ricos fere a consciência dos fiéis e prejudica a Igreja”, diz Papa


“Como consagrados, somos chamados a ser profecia a partir de nossa vida animada pela 'charis', pela lógica do dom, da gratuidade; somos chamados a criar fraternidade, comunhão e solidariedade com os mais pobres e carentes. Se quisermos ser realmente humanos, devemos dar espaço ao princípio de gratuidade como expressão de fraternidade”.

Mensagem a cerca de 800 ecônomos de Institutos de todo o mundo

É o que escreve o Papa em um texto enviado ao Simpósio sobre economia da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica.

“A hipocrisia dos consagrados que vivem como ricos fere a consciência dos fiéis e prejudica a Igreja”, advertiu ainda, prosseguindo:

“Não basta esconder-me atrás da afirmação de que ‘não possuo nada porque sou religioso, religiosa, se meu instituto me permite administrar ou desfrutar de todos os bens que desejo e controlar as fundações civis criadas para manter as próprias obras, evitando assim o controle da Igreja”, segundo o Pontífice. 

A Virgem Maria no Advento


Com as celebrações do tempo do Advento, a Igreja faz memória dos eventos da primeira vinda do Senhor, a fim de se preparar dignamente para o seu retorno “em poder e glória”. Dentre os principais mistérios que antecederam o nascimento do Filho de Deus, encontramos a vocação de Maria. Na verdade, ela, grávida, é uma imagem da comunidade eclesial que espera com amor a manifestação gloriosa de Jesus. Esta analogia entre a Virgem e a Igreja foi ressaltada pelo beato Papa Paulo VI: “Desta maneira, os fiéis que procuram viver com a Liturgia o espírito do Advento, ao considerarem o amor inefável com que a Virgem Mãe esperou o Filho, serão levados a tomá-la como modelo e a prepararem-se, também eles para irem ao encontro do Salvador que vem, bem vigilantes na oração e celebrando os seus divinos louvores”. Nas quatro semanas do Tempo do Advento, a assembleia litúrgica lembra a participação da Virgem Maria nos mistérios da Encarnação do Verbo e do Nascimento de Jesus (Marialis Cultus 3 e 4).

No dia 8 de dezembro, a Solenidade da Imaculada Conceição de Maria, dentro do contexto do Tempo do Advento, nos faz contemplar a ação divina que preservou Maria da mancha do pecado original e enriqueceu-a com a sua graça, a fim de que estivesse preparada para ser a mãe do Salvador. Como ela foi preparada para ser mãe do Senhor, a Igreja é continuamente santificada para se apresentar “sem mancha e sem ruga, esposa de Cristo, resplandecente de beleza” a Deus Pai. Desta forma, existe uma relação entre a preparação de Maria para acolher a primeira vinda do Senhor e a da Igreja para recebê-Lo no dia da sua Parusia.

Durante os dias feriais que antecedem a celebração do Natal – do dia 17 ao 24 –, a Liturgia da Palavra da eucaristia apresenta as narrativas dos acontecimentos em torno ao nascimento de Jesus: no dia 17, Mt 1,1-17 (a genealogia de Jesus), no dia 18, Mt 1,18-24 (o sonho de José), no dia 19, Lc 1,5-25 (o anuncio do nascimento de João Batista), no dia 20, Lc 1,26-38 (o anuncio do nascimento de Jesus), no dia 21, Lc 1,39-45 (a visitação de Maria a sua prima Isabel), no dia 22, Lc 1,46-56 (o cântico do magnificat), no dia 23, Lc 1,47-66 (o nascimento de João Batista) e no dia 24, Lc 1,67-79 (o cântico do benedictus). No conjunto de todos esses relatos evangélicos, a vocação de Maria, como a mãe de Jesus, se destaca no conjunto rico de personagens envolvidos diretamente com o nascimento do Senhor: José, Zacarias, Isabel e João Batista. A Igreja se espelha na atitude existencial de Maria orante, disponível e servidora, para completar a sua preparação para a celebração do Natal.