A revista America, órgão dos jesuítas nos
Estados Unidos e que tem como redator-chefe o célebre “apóstolo dos LGBTs”,
padre James Martin, publicou em sua última edição uma longa defesa do Comunismo
dentro da Igreja.
A defesa católica do comunismo (“The Catholic Case for Communism”) é o título do artigo, no qual Dean Dettloff faz uma
fervorosa defesa do Comunismo como uma ideologia não só compatível com a
doutrina católica, mas idealmente adaptada aos seus fins.
Dettloff absolve de uma só vez o horror de
mortes, repressão, opressão e miséria que o socialismo causou no mundo – como
fazem todos os seus correligionários -, e concentra-se na teoria marxista para
concluir que ela é uma valiosa expressão política da mensagem evangélica.
“Os comunistas perseguem o bem quando são
perigosos”, conclui Dettloff. “Eles se opõem a um sistema econômico baseado na
avareza, exploração e no sofrimento humano, afligindo os opulentos e consolando
os aflitos. Em um mundo dominado por uma economia de morte, uma economia que
está arruinando nossa ‘casa comum’, como nos disse o Papa Francisco, e se
impondo como fim da história, devemos acrescentar: quando os comunistas se
tornam perigosos é que são bons”.
Embora as palavras de Dettloff possam lembrar
vagamente as do Papa Francisco, quando o Pontífice disse que “os comunistas
pensam como os cristãos”, a ideia de que uma publicação supostamente ortodoxa
possa aceitar como séria uma doutrina não só evidentemente incompatível com a
religião, a que com maior sanha tentou destruí-la durante um século, mas também
uma doutrina condenada pela Igreja, chega a ser perturbador, e é mais um
indício da deriva rumo à confusão dos últimos anos.
Na Encíclica Quod Apostolici Muneris, Leão
XIII já definia o Comunismo marxista como uma “peste mortal que se introduz
como a Serpente por entre as articulações mais íntimas dos membros da sociedade
humana, e a coloca num perigo extremo”. O Papa Pio XI, na Encíclica Divini
Redemptoris, definiu o Comunismo marxista como “intrinsecamente perverso, e não
se pode admitir em campo nenhum a colaboração com ele da parte de quem quer que
deseje salvar a civilização cristã”. Observe que a expressão é taxativa: não é
lícito colaborar com essa ideologia, definida como essencialmente má.
No mesmo documento, o Papa Pio XI denuncia que
se promove a favor do Comunismo “uma propaganda diabólica como talvez nunca se
viu no mundo”. Essa propaganda lança mão não só da mentira, mas também da simulação,
sabotagem e até de introdução de Cavalos de Troia ideológicos. Assim, por
exemplo, os revolucionários, “com diversos nomes que não remetem ao comunismo,
fundam associações e periódicos que servem depois unicamente para que eles
façam penetrar as suas ideias em meios que de outra forma não lhe seriam
facilmente acessíveis, e procuram com perfídia até infiltrar-se em associações
católicas e religiosas”.
O Papa Pio XII autorizou a Congregação para a
Doutrina da Fé a excomungar qualquer católico que milite ou apoie o Partido
Comunista. Antes de excomungar os comunistas, Pio XII assinalou em sua
correspondência com o Presidente norte-americano Franklin Delano Roosevelt o
perigo que a Igreja via na expansão da União Soviética, combatendo sua ideologia.
Depois da guerra, o Santo Ofício condenou o Comunismo marxista no dia 1º de
julho de 1949, e excomungou os seus seguidores. Nos mesmos termos, insistiu no
dever dos cristãos de darem o seu voto a pessoas de sólida fé católica.
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Tradução de Bruno Braga para o portal Obra Missionária.
Centro Dom Bosco/ Infovaticana
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